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Sbado, 25 de Novembro de 2017






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FMI aponta demora na retomada do Brasil e não descarta recessão em 2017

Os indicadores de atividade econômica do Brasil apontam para uma demora na recuperação do país, e um cenário de recessão, em 2017, não foi descartado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A instituição verificou que o PIB continuou a se contrair no terceiro trimestre de 2016 e espera que o crescimento real seja mínimo, de 0,2%, ao fim de 2017.

A projeção anterior, realizada em outubro, era de 0,5%. Como o número está cada vez mais próximo de zero, é possível uma nova recessão, advertiu Alejandro Werner, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI.

De acordo com ele, a expectativa do Fundo é a de que a economia brasileira deixe de se contrair e tenha ligeiro crescimento. “Não concordo com a visão de pessimismo. Estamos incorporando um cenário de 2016 em que a economia se retraiu. Mas vemos um ano de 2017 em que a economia deve se estabilizar”, explicou.

Essa expectativa está baseada na recuperação do investimento e na estabilização do consumo, além das reformas do governo na área fiscal, como a implementação de um teto de gastos para o setor público e o envio da reforma da Previdência ao Congresso. As reformas regulatórias e as medidas para reduzir a burocracia também são importantes para o país voltar a apresentar PIB positivo.

Nesse cenário, Werner reconheceu que a faixa de crescimento ainda é pequena. “Existe a possibilidade de recessão em 2017”, pontuou. “Claramente, uma estimativa de 0,2% abre a porta para que o crescimento seja de 0,7% ou de menos 0,2%. Nós temos a confiança de que as mudanças que foram implementadas no Brasil, nos últimos 12 meses, podem levar a economia a deixar de se contrair. Se isso se manifestará em 0,2%, 0,4% ou em menos 0,1%, será algo estatístico. Mas, do ponto de vista qualitativo, acreditamos que foram implementadas medidas corretas, que o país tem que seguir nessa direção e a queda que estamos vendo na inflação e no risco país, somada à estabilidade que tem se visto na taxa de câmbio, vai levar a uma recuperação das taxas de crescimento do investimento. Isso vai fazer com que a economia brasileira estabilize seu crescimento, que deverá ser ligeiramente positivo. Claramente, outros cenários são possíveis, mas seguem representando uma mudança em relação aos dois últimos anos, com queda de mais de 3%.”

A fraqueza da economia brasileira contribuiu para a baixa projeção do PIB da América Latina, estimado em 1,2% para 2017. A Argentina, que iniciou reformas antes do Brasil, está com previsão de 2,2%. As perspectivas para a Argentina estão, no entanto, sendo afetadas pelo Brasil. “Os prognósticos (para a Argentina) estão sendo afetados por uma economia brasileira que está se recuperando lentamente e a Argentina depende das condições internacionais”, afirmou Werner. “Mas destaco que a recuperação está rápida, pois vem de menos 2,4% [em 2016]”, completou.

Mesmo o México, que está sofrendo ameaças constantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e viu um recuo muito forte do peso em relação ao dólar, está com perspectiva melhor que a brasileira: 1,7%. A pior projeção na região é da Venezuela: -6%. A projeção para a América do Sul é de 0,8%.

O FMI recomendou aos países que busquem o espaço necessário para calibrar o ajuste fiscal de suas contas públicas, “uma vez que a expectativa é que os preços das matérias-primas continuem baixos em relação a seus níveis históricos, apesar da alta recente”. “O ritmo do ajuste necessário dependerá dos níveis de dívida e das pressões do mercado”, disse Werner.

A instituição também indicou a realização de reformas estruturais, como a redução da informalidade e da burocracia, a melhoria da qualidade da infraestrutura, o reforço da educação e a ênfase nas regras de Estado de direito para apoiar o crescimento no médio prazo.

No caso brasileiro, o FMI verificou que está sendo feito um ajuste fiscal no plano federal, mas advertiu que há problemas nas contas de alguns estados. O Fundo elogiou o anúncio de medidas para reduzir a burocracia e atrair investimentos. Por outro lado, o tempo de implementação das reformas e dos seus efeitos na economia pode ser mais longo do que o esperado, dados os fracos índices de crescimento registrados no fim de 2016.

O FMI apontou ainda como fator positivo a queda de inflação, que passou a figurar dentro dos limites da meta estabelecida pelo Banco Central, de 4,5% com margem de tolerância de dois pontos para mais ou para menos. O indicativo de inflação para 2016 foi de 6,29%, segundo o IBGE.

“Citando um crescimento inferior ao previsto, a desinflação mais rápida do que a esperada e avanços da reforma fiscal, o BC, na sua mais recente reunião, acelerou consideravelmente o processo de flexibilização da política monetária”, afirmou Werner, referindo-se à queda de 0,75 pontos na taxa de juros que foi determinada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), deixando a Selic em 13%, na semana passada.

Valor / Abinee

Demanda das empresas por crédito recua 2,2% em 2016

O Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito mostrou recuo de 2,2% na procura empresarial por crédito em 2016 frente ao ano anterior. Foi o pior resultado na procura das companhias no País por crédito dos últimos quatro anos.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a baixa demanda por capital de giro, tendo em vista o aprofundamento da recessão, o reduzido patamar da confiança empresarial e as taxas de juros ainda elevadas, pesaram negativamente sobre a demanda das empresas por crédito no ano passado.

Em relação ao porte, a queda da demanda nas médias e grandes empresas foi de 12% e 10,4%, respectivamente.

Já as micro e pequenas exibiram menor recuo na demanda por crédito no acumulado de janeiro a dezembro de 2016 frente ao mesmo período do ano passado (-1,7%).

Análise por setor

Todos os setores econômicos pesquisados apresentaram quedas no acumulado do ano passado na comparação com 2015: indústria (-5,0%), comércio (-3,6%) e serviços (-0,1%).

Já no observado por região, o acumulado da demanda empresarial em 2016 demonstrou recuo em quatro regiões do País: Norte (-5,6%); Centro-Oeste (-2,3%); Nordeste (-2,4%) e Sudeste (-1.2%). Por outro lado, a Região Sul apresentou alta de 0,8%.

O Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de cerca de 1,2 milhão de CNPJ consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CNPJ consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre as empresas e as instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2008 = 100). O indicador é segmentado por região geográfica, setor e porte.

DCI

Boleto bancário poderá ser pago em qualquer instituição após vencimento

A forma como milhões de brasileiros pagam suas contas começa a mudar a partir de março. Alvo de fraudes milionárias nos últimos anos, os boletos bancários vão ficar mais modernos. O benefício mais visível para o cliente será a possibilidade de pagamento em qualquer banco mesmo após a data de vencimento.

Por trás da inovação, está um projeto da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que fará com que todos os boletos passem a ser registrados em uma única plataforma até o fim do ano. A nova forma de cobrança também mudará a forma como empresas e instituições financeiras organizam os pagamentos.

O número de boletos emitidos no país chegou a 3,7 bilhões em 2015. A movimentação chamou a atenção de quadrilhas que se especializaram em fraudar os documentos. Sem o registro, o banco só toma conhecimento da emissão do boleto quando o documento bate na compensação, o que facilita a ação dos criminosos. No ano passado, o volume de recursos desviados com o golpe chegou a R$ 320 milhões, de acordo com dados preliminares da Febraban.

Com o novo sistema, a empresa que emitir uma cobrança precisa enviar os dados para o banco, que alimenta a plataforma. No momento do pagamento, os dados do código de barras serão comparados com os registrados no sistema. “Se as informações não estiverem na base, ou o boleto foi fraudado ou não foi registrado”, afirma Walter de Faria, diretor-adjunto de operações da Febraban.

A nova plataforma também deve evitar outros problemas recorrentes envolvendo boletos, como o erro no preenchimento de informações e o pagamento de títulos em duplicidade, segundo Faria. As mudanças ocorrerão de forma gradual. Em março, entrarão no sistema os boletos com valor acima de R$ 50 mil. Dois meses depois, as faturas a partir de R$ 2 mil passarão a ser registradas. O cronograma se estende até dezembro, quando 100% das cobranças devem estar na plataforma.

O processo de adaptação dos sistemas de bancos e empresas emissoras corre bem e não deve haver atrasos, segundo o executivo. Originalmente, o sistema estava previsto para entrar em operação no início deste ano.

Embora o registro não seja obrigatório, Faria espera que a adesão seja ampla, já que os títulos que não estiverem na plataforma só poderão ser pagos no banco ao qual estão vinculados. “Além disso, os fraudadores provavelmente vão monitorar as empresas que decidirem operar o sem registro”, afirma.

A perspectiva da entrada no novo sistema de cobrança ainda não inibiu as quadrilhas especializadas no chamado “golpe do boleto”. “A percepção é que houve uma migração recente da fraude de pessoas físicas para organizações maiores”, afirma Fernando Carbone, diretor da Kroll, consultoria de riscos que tem sido contratada por empresas lesadas com o golpe. Carbone diz que a soma de recursos desviados de clientes nos últimos meses foi de aproximadamente R$ 21 milhões.

Em geral, a fraude ocorre com um vírus instalado no computador do pagador do boleto. Mas as quadrilhas também se especializaram em encontrar falhas na página da internet ou e até em obter informações com funcionários da empresa emissora do boleto, segundo o diretor da Kroll.

Além de dificultar a ação dos golpistas, o registro dos boletos na plataforma vai mudar o cotidiano de uma série de companhias. A principal preocupação é com o aumento de custos. O valor da cobrança registrada vai depender da negociação com os clientes, mas a tendência é que seja maior do que o sistema atual. “Os bancos podem negociar um valor menor no registro e compensar com uma tarifa nos títulos que forem liquidados”, diz Eduardo Morishita, gerente de Produtos do Bank of America Merrill Lynch (BofA).

Os impactos da mudança serão diferentes dependendo da forma que cada empresa realiza sua cobrança. Entre os segmentos mais afetados está o de comércio eletrônico. Com o novo sistema, quando um consumidor optar por fazer uma compra com boleto, o documento precisará antes passar pelo sistema do banco. Hoje, esse processo é feito de forma automática pelo site.

As vantagens do novo sistema, porém, devem mais do que compensar a mudança no procedimento, segundo Dênis Corrêa, gerente-executivo da diretoria de soluções empresariais do Banco do Brasil. No BB, além de o sistema permitir a emissão e o registro do boleto de forma simultânea durante a compra, o processamento da operação será feito em 30 minutos, contra um dia que a loja precisa esperar hoje para saber se o boleto foi pago e despachar o pedido. “Trata-se de um benefício tremendo para o comércio”, diz.

Quem também deve mudar a forma de atuação em consequência da mudança são as entidades que se valem da emissão de boletos como forma de arrecadar recursos, como as ONGs, associações e igrejas. Como a maioria dos títulos não é paga, o custo do registro pode não valer a pena.

De forma indireta, o novo sistema de cobrança de boletos pode afetar até a competição bancária. Com a possibilidade de pagamento de boletos vencidos em toda a rede, instituições de menor porte devem ganhar maior competitividade em serviços prestados a empresas. “Com a mudança, cai por terra o argumento de que as empresas precisam de um banco com rede de agências em cash management [gestão de caixa]”, afirma Annali Duarte, diretora dos negócios de transações bancárias do BofA.

Valor / ABinee

Bolsa Família tem 14,2 mil benefícios suspensos em SP

Por recomendação do Ministério Público Federal (MPF), a Prefeitura de São Paulo bloqueou o pagamento de 14.227 benefícios do Bolsa Família em que foram detectadas possíveis irregularidades. Os beneficiários que tiveram o auxílio suspenso estão sendo procurados pela prefeitura para verificação, por carta e pessoalmente, segundo o MPF.

Os bloqueios foram resultado do cruzamento de informações de bases de dados de vários órgãos.

Na capital paulista a apuração ocorre em um inquérito civil. “Por ora não vimos indícios de fraudes. Caso isso surja será instaurado um procedimento criminal ou inquérito policial”, disse a procuradora da República Annamara Osório Silva. “O objetivo do trabalho agora é corrigir distorções e suspender os benefícios indevidos”, explicou.

Desde maio de 2016, a prefeitura excluiu, cancelou, suspendeu ou bloqueou 943 benefícios.

Valor / Abinee

FMI diz que 2017 será o ano da estabilização econômica do Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) indicou ontem que 2017 será o ano da estabilização da economia brasileira, depois de dois anos de forte recessão.

Alejandro Werner, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental da instituição, afirmou que a perspectiva de alta de 0,2% da economia no Brasil pode, estatisticamente, ser maior ou até ter um pequeno sinal negativo, mas que o país está claramente em um momento diferente do vivido nos últimos dois anos.

— Se isso se manifestará em um crescimento de 0,2%, de 0,4% ou de -0,1%, é uma questão estatística. Mas, do ponto de vista qualitativo, estão sendo implementadas as medidas corretas — disse ele. — Acreditamos que 2017 será o ano em que a economia brasileira se estabiliza.

O Fundo espera que o país registre uma alta de 0,2% no PIB neste ano, um valor menor que os 0,5% projetados em outubro. A redução ocorreu por resultados piores em 2016, com a recessão sendo mais resistente que o imaginado. Mas diversos dados, como inflação em baixa, fim da queda do consumo, recuperação do investimento e taxa de câmbio estável, indicam que há uma mudança.

— O que estamos incorporando nos nossos prognósticos é um encerramento de 2016 em que os sinais de recuperação ocorreram com menor intensidade — comentou Werner.

O fraco crescimento previsto para o Brasil neste ano (0,2%) e para 2018 (1,5%) fará com que o país tenha o segundo pior desempenho na América Latina entre as grandes nações, segundo o FMI, ficando atrás apenas da Venezuela, que vive grave crise política, econômica e social há alguns anos e deve ver seu PIB cair mais 6% neste ano e 3% em 2018. Segundo o Fundo, o prolongamento da recessão no ano passado e os elevados desemprego e nível de endividamento pioraram as previsões de crescimento do Brasil.

MÉXICO TEM A TERCEIRA PIOR PREVISÃO
No grupo formado por sete países — Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela —, o Brasil já havia vivido o segundo pior desempenho entre as grandes nações, quando a economia se retraiu 3,8% (2015) e 3,5% (previsão para 2016), com a Venezuela na lanterna das grandes nações da região (-6,2%, em 2015, e – 12%, em 2016). Para este ano e para o próximo, o México tem a terceira pior previsão (1,7% neste ano e 2% em 2018). Já o maior crescimento fica com o Peru (4,3% neste ano e 3,5% em 2018). A Argentina, que viveu recessão de 2,4% em 2016, deve crescer 2,2% neste ano e 2,8% em 2018.

Werner diz que as incertezas estão crescendo na região com a posse de Donald Trump como presidente dos EUA. Trump se elegeu com um discurso populista e pretende fechar mais as fronteiras, sobretudo com o México. O novo mandatário americano afirmou que começará logo a renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

“Nos Estados Unidos, permanece a incerteza em torno das possíveis mudanças nas políticas, mas é provável que a política fiscal passe a ser expansionista e a política monetária se torne mais austera antes do previsto, devido a um aumento da demanda e à pressão inflacionária”, escreveu Werner em seu blog ontem, acrescentando que, no entanto, o resultado pode ser nulo para a região. “O estímulo positivo gerado pelo aumento da demanda previsto nos Estados Unidos poderia ser neutralizado pela elevação das taxas de juros mundiais e pela incerteza decorrente de possíveis mudanças na política comercial e imigratória dos Estados Unidos, sobretudo para o México”.

Werner afirma, contudo, que a região deve se beneficiar de uma melhoria para as perspectivas para a China nos próximos dois anos — o país asiático já é o maior comprador de matérias-primas da região —, o que já vem se mostrando na recuperação dos preços de algumas delas, como metais e petróleo.

“Essas correntes mundiais têm um impacto variado sobre a América Latina e, em alguns países, os fatores internos continuam a predominar”, explicou Werner, em seu blog. “A recuperação projetada é mais fraca do que a prevista em outubro, em função da debilidade persistente de algumas das principais economias, embora outras continuem a registrar um crescimento moderado. Para estimular a atividade, os países da região estão adotando políticas monetárias mais expansionistas onde isso é possível, usando o espaço de que dispõem para calibrar o ajuste fiscal e, acima de tudo, aplicando reformas muito necessárias no lado da oferta”.

Werner comentou ainda que o efeito do governo Trump na região ainda é uma incógnita: as medidas restritivas ao comércio e aos imigrantes pode anular um eventual crescimento da economia americana neste ano e no próximo. Ele disse, contudo, que apenas as previsões para o México foram afetadas por este cenário:

— Estamos elevando as projeções de crescimento dos Estados Unidos e reduzindo as do México — disse ele, ressaltando que isso não é comum, devido à forte ligação da economia dos dois países, mas que o México vai sofrer em um primeiro momento, principalmente com a queda nos investimentos.

O Globo

Redação On janeiro - 24 - 2017
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