Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 18 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Empresas apontam aumento de estoques no 4 º tri

O processo de ajuste de estoques que vinha dando alívio à indústria desde o fim de 2015 foi interrompido no último trimestre de 2016. Entre outubro e dezembro, a indicador da Sondagem da Indústria de Transformação, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), cresceu 0,8 ponto em relação ao observado no trimestre até setembro, chegando a 109,1 pontos. Quanto mais distante de 100, maior é o número de empresas que declaram ter estoques em excesso.

Entre as quatro categorias acompanhadas, a deterioração foi concentrada em bens de consumo. No caso dos duráveis, levando em consideração a média móvel trimestral – medida que expurga em parte as oscilações de curto prazo -, houve estagnação no último trimestre. Em bens não duráveis, por sua vez, o nível de estoques chegou a piorar, na mesma comparação, em novembro e dezembro. Se confirmada como tendência, a interrupção do ciclo pode prolongar ainda mais o horizonte de retomada da produção da indústria.

A coordenadora da sondagem, Tabi Thuler Santos, ressalta que houve, ao mesmo tempo, uma discrepância maior entre a demanda atual e a prevista – os empresários estão frustrados com o volume de pedidos, mas acreditam que situação deve melhorar futuramente. Esse é mais um dado negativo porque, caso eles estejam enganados e a demanda não decole, as fabricantes passarão a acumular ainda mais estoques. “É o pior resultado desde 2001 e 2002, quando a diferença entre esses indicadores atingiu o máximo da série.”

A situação é especialmente preocupante no segmento de bens de consumo não duráveis. “A diferença entre a previsão de demanda e a demanda atual mostra uma tendência clara, com resultados negativos e persistentes, o que já parece afetar os estoques”, afirma Tabi, fazendo referência à forte piora observada em dezembro, quando o índice de estoques saltou de 107,5 para 112.

Essa é uma categoria em que, via de regra, se consegue prever melhor a demanda. Boa parte do que é produzido, como alimentos, são menos elásticos à renda – ou seja, ainda que o rendimento das famílias caia, eles recuam em menor intensidade, já que são itens mais básicos.

Entre os 19 segmentos acompanhados, 9 tiveram piora no nível de estoques nos últimos três meses de 2016. A maior deterioração se deu nos ramos de alimentos e limpeza e perfumaria – esse último acumula, até novembro, cinco meses de quedas consecutivas na produção, no confronto com o mês anterior – e têxtil e vestuário.

“Estoque excessivo é um erro de cálculo”, diz Rafael Cagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), referindo-se à percepção muitas vezes otimista dos empresários em relação à demanda. Diante do mercado de trabalho ainda bastante debilitado, ele pondera, a capacidade de recuperação do mercado interno neste início de ano é bastante limitada. Assim, caso o desequilíbrio dos estoques se aprofunde, é possível que as fabricantes optem por frear mais uma vez a produção.

O setor automotivo foi um dos poucos que apresentaram melhora – e expressiva -, ainda que seus estoques permaneçam bastante desajustados. Entre outubro e dezembro, o índice recuou 10,6 pontos, para 123,7, depois de chegar a 151,6 em dezembro de 2015. O desempenho, diz Cagnin, é reflexo do aumento das exportações nos últimos meses, especialmente para Argentina e México.

“Esse aumento ajuda a arrefecer a ociosidade, mas não resolve”, afirma. O prolongamento da recessão, segundo Cagnin, provoca “perturbações” na cadeia produtiva – como o desaparecimento de fornecedores, por exemplo – que se manifestam no médio e longo prazo e atrapalham a retomada.

Para Rodolfo Margato, do Santander, o processo de ajuste de estoques perdeu fôlego porque a economia ainda não tem vetores claros de recuperação. “Antes o ritmo de ajuste era forte porque o gap [entre demanda e queda na produção] era considerável.” Entre janeiro e novembro, a produção da indústria como um todo recuou 7,1%, na comparação com o mesmo período de 2015. Em bens de consumo duráveis, a contração foi quase o dobro, 15,4%, e na de bens de capital, a redução foi de 13,2%

Mesmo a retomada do setor automotivo, ele pondera, não deve manter o ritmo expressivo observado em novembro, acima de 200 mil unidades por mês. “Talvez algo um pouco abaixo disso. Só em 2018 o setor deve ter um crescimento mais robusto”. Para ele, o dado mais positivo de estoques vem da categoria de bens intermediários, que está com os níveis praticamente ajustados.

Rodrigo Miyamoto, economista do Itaú, avalia que o ajuste cíclico de estoques deve se estender além do esperado, fazendo com que o crescimento da produção seja um pouco mais lento. “No entanto, haja vista o comportamento já observado no setor automotivo, ainda enxergamos o término do processo de redução de estoques nos meses à frente”, diz em relatório.

Fonte: Abinee – Valor

Atividade pode ser retomada neste início de ano

Depois de encerrar 2016 com estoques abaixo do planejado, a indústria nacional poderá elevar o ritmo da atividade para recompor esses níveis, estima o economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo Azevedo.

“O fato de os estoques ficarem abaixo do planejado significa que haverá um aumento da produção para recompor esses estoques. E qualquer aumento na demanda, coisa que é esperada pelos empresários, vai levar a um aumento adicional da produção para atender essa demanda crescente também”, explica Azevedo.

Na visão otimista dele, se esse cenário se confirmar e se mantiver ao longo do ano, pode haver um aquecimento da atividade industrial e até volta da geração de emprego. O economista acrescenta que a expectativa dos empresários para os próximos meses melhorou na passagem de dezembro para janeiro. Após três meses de queda, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) voltou aos 50,1 pontos. O indicador varia de 0 a 100, sendo que abaixo dos 50 pontos aponta visão negativa do setor.

De acordo com a Sondagem Industrial divulgada pela CNI, na última sexta-feira (20), com exceção do emprego, todos os índices de expectativa ficaram acima dos 50 pontos. Os empresários esperam o aumento da demanda, das exportações e da compra de matérias-primas nos próximos seis meses.

A perspectiva para investimentos nos setor também melhorou, conforme mostra o levantamento. O indicador de intenção de investimento apresentou crescimento pelo nono mês consecutivo, subindo 0,7 ponto em janeiro frente a dezembro, para 45,3 pontos. Embora ainda abaixo de 50 pontos, vale mencionar que quanto mais alto o índice, maior a propensão do empresário em investir.

Crise

Segundo os empresários, a elevada carga tributária, com 45,9% das menções, a demanda insuficiente, com 38,2% das respostas, e a taxa de juros elevadas, com 27,9% das assinalações, foram os principais obstáculos enfrentados no quarto trimestre de 2016. Em seguida, vem a inadimplência dos clientes, mencionada por 24,7% dos empresários, e a falta de capital de giro, com 22,1% das respostas.

Já o índice de acesso ao crédito ficou praticamente estável, com alta de 0,3 ponto, a 30,8 pontos – muito abaixo dos 50 pontos e próximo ao menor valor da série: 29 pontos no segundo trimestre de 2016.

DCI

O otimismo do homem do aço

O cearense Vilmar Ferreira começou na roça, vendeu bebidas e criou uma empresa bilionária no setor siderúrgico. Agora, ele rivaliza com grandes grupos do mercado e se prepara para voltar a crescer em 2017

André Jankavski

Poucos setores da economia são tão lembrados por sobrenomes tradicionais quanto o de siderurgia. Os Gerdau, do conglomerado que leva seu nome, os Steinbruch, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e os Ermírio de Moraes, da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), estão aí para provar que este é um setor dominado por clãs mais do que conhecidos na indústria brasileira. Nos últimos anos, no entanto, um personagem menos popular tem chamado a atenção. Trata-se de Vilmar Ferreira, nascido no sertão nordestino e fundador do grupo Aço Cearense, com capacidade anual de produzir 1 milhão de toneladas e cujo faturamento foi de R$ 2 bilhões, em 2016.

Apesar do resultado bilionário, a empresa, líder nas regiões Norte e Nordeste, apresentou uma acentuada queda na receita do ano passado devido à crise. Ferreira, porém, promete reaver os 20% perdidos ainda em 2017. “Vamos recuperar as vendas e já estamos contratando 150 funcionários ”, afirma Ferreira. O otimismo de Ferreira é compreensível. Desde 2006, quando criou a divisão Siderúgica Norte Brasil (Sinobras), na cidade paraense de Marabá, a empresa dobrou de tamanho.

Atualmente, seus negócios se dividem em quatro empresas: a Aço Cearense Comercial, especializada na venda e importação do ferro, Aço Cearense Industrial, que produz tubos e perfis, além da Sinobras e Sinobras Florestal, de cultivo de eucalipto para geração de energia para suas fábricas. A comparação da Aço Cearense com as gigantes do setor é, evidentemente, simbólica quando confrontados os balanços. Embora tenha um resultado bilionário, a empresa está longe da receita de R$ 43,6 bilhões da Gerdau ou dos R$ 15,3 bilhões da CSN.

O mais notório, no entanto, é a capacidade de gestão e a própria trajetória de Ferreira. O empresário nasceu na pobreza em uma área rural do município de Marco, no interior do Ceará, e só conseguiu estudar até a sétima série porque precisava ajudar o pai na roça. Entrou no mercado formal de trabalho como distribuidor de bebidas. “Até hoje não gosto muito de ler”, admite ele. “Mas sempre me informo pela televisão e tenho uma equipe que traz as informações de que necessito.” Mais do que os seus principais concorrentes do setor, a Aço Cearense depende do desempenho do PIB brasileiro.

Enquanto gigantes como Gerdau e CSN buscam alento no mercado exterior, Ferreira não exporta e nem cogita essa possibilidade para a sua empresa. “O mercado brasileiro é grande o suficiente e não preciso ir para fora”, afirma. Não é o que enxergam os especialistas no setor de siderurgia. “Não percebemos um aceno do governo para fomentar a economia e aumentar o consumo de aço”, diz Marco Polo de Mello, presidente do Instituto Aço Brasil. Ao mesmo tempo em que aposta na recuperação da demanda interna, o empresário defende uma maior intervenção do Banco Central no câmbio a fim de valorizar o real frente às moedas estrangeiras.

Para ele, que nunca cursou uma universidade, mas que acredita entender do assunto mais do que muitos formados, a medida impactaria positivamente a inflação e permitiria uma redução mais rápida dos juros. “Todos os anos que o Brasil apresentou um bom desempenho econômico, o real estava mais forte”, justifica. A bandeira de Ferreira pela valorização da moeda brasileira é, também, conveniente para os negócios. A Aço Cearense não vende ao exterior, mas importa cerca de 50% de tudo que comercializa, grande parte para a construção civil. “Sempre apostei e continuarei apostando, na força do mercado brasileiro.”

Fonte: Isto É / Infomet

 

 

Produção de aço bruto do Japão em 2016 recua para menor nível em 7 anos

Yuka Obayashi

A produção de aço bruto do Japão caiu 0,3 por cento em 2016, para o menor nível em sete anos, pressionada por demanda fraca por veículos no mercado local e preços baixos na Ásia, informou a Federação de Ferro e Aço do Japão nesta segunda-feira.

De acordo com os dados da federação, a produção recuou pelo segundo ano consecutivo, para 104,77 milhões de toneladas, o menor volume desde 2009.

“A produção lenta no primeiro trimestre (de 2016) por causa de demanda fraca por veículos no mercado doméstico pesou sobre o número anual”, disse um pesquisador da entidade, que pediu para não ter o nome divulgado. “Mas a produção tem crescido desde então e deve se manter no caminho da recuperação”, acrescentou.

A produção de aço do Japão, segundo maior produtor da liga no mundo, subiu 0,2 por cento no quarto trimestre, para 26,38 milhões de toneladas, o terceiro trimestre consecutivo de crescimento na comparação anual.

Apenas em dezembro, a produção japonesa de aço subiu 1,5 por cento sobre um ano antes, para 8,71 milhões de toneladas, após alta de 1,1 por cento em novembro.

No mês passado, a federação afirmou que a produção de aço bruto do Japão no ano fiscal que começa em abril desde subir para cerca de 105,5 milhões de toneladas. (Reuters)

Fonte: Extra Online / Infomet

Redação On janeiro - 23 - 2017
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.