Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Balança comercial registra superávit de US$ 1 bilhão na 3ª semana de janeiro

Ministério da Indústria e Comércio Exterior divulgou dados nesta segunda (23); no acumulado do mês, superávit é de US$ 1,39 bilhão, superior ao resultado de janeiro de 2016.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) informou nesta segunda-feira (23) que as exportações brasileiras superaram as importações na terceira semana de janeiro, resultando em um superávit de US$ 1,05 bilhão na balança comercial.

Segundo o ministério, no acumulado do mês de janeiro, até o dia 22, o saldo positivo da balança comercial acumula US$ 1,39 bilhão, isso porque as exportações somaram no período US$ 9,77 bilhões e as importações, US$ 8,37 bilhões.

O resultado dessas três primeiras semanas de 2017, ainda de acordo com o governo, já é maior que o superávit registrado ao longo de todo o mês de janeiro de 2016 (US$ 915 milhões a mais).

Os resultados

No caso das exportações, se comparadas as médidas da parceria de janeiro de 2017 (US$ 651 milhões) com o mesmo mês de 2016 (US$ 561 milhões), houve aumento de 16%. Segundo o governo, em razão da alta na venda de básicos (24,1%), manufaturados (+2,5%) e produtos semimanufaturados (+28,6%).

Já no caso das importações, pela média diária, houve crescimento de 8,2% na comparçaão entre os meses de janeiro de 2017 e de 2016. Isso porque cresceram as compras de adubos e fertilizantes (+99,7%), cereais e produtos da indústria da moagem (+98,9%), combustíveis e lubrificantes (+48,6%), equipamentos elétricos e eletrônicos (+40,2%), veículos automóveis e partes (+15,3%).

Estimativas para 2017

A expectativa do mercado financeiro para este ano é de pequena queda no superávit comercial, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada.

A previsão dos analistas dos bancos é de superávit de US$ 45,2 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior para 2016. No ano passado, o saldo positivo somou US$ 47,7 bilhões e bateu recorde.

O Ministério do Desenvolvimento estimou um saldo positivo, para este ano, em patamar “semelhante” ao que ocorreu em 2016, mas com aumento nas exportações e nas importações.

Já o Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 44 bilhões para 2016, com exportações em US$ 195 bilhões e importações no valor de US$ 151 bilhões.

Fonte: G1

Selic menor forçará queda de taxas de gestão

Uma queda mais consistente da Selic ao longo de 2017 e de 2018 deverá forçar uma redução das taxas de administração cobradas dos clientes de varejo em fundos de investimento de renda fixa, importante receita de prestação de serviços dos gestores.

Segundo especialistas consultados pelo DCI, na medida em que a taxa básica de juros (Selic) recuar, o custo proporcional para os cotistas das carteiras de renda fixa ficará maior, e esses fundos podem perder competitividade em relação a outras aplicações.

“Uma coisa é cobrar uma taxa de administração de 2% ou 3% ao ano quando o juro [rentabilidade bruta] está em 15%, outra é cobrar essa tarifa quando o juro cai para 9,75% ou 9,5%”, argumenta o diretor executivo de estudos e pesquisas da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira.

De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a taxa média de administração cobrada em fundos de renda fixa é de 1,03%. Mas esse custo é maior para investidores com aporte inicial (ticket de entrada) inferior a R$ 1 mil, cuja taxa média é de 2,78% ao ano.

Para clientes com aportes entre R$ 1 mil e R$ 25 mil, o custo médio é de 1,11% ao ano, e no segmento para cotistas com ticket de entrada entre a faixa de R$ 25 mil a R$ 100 mil, a taxa média é de 0,90%. E para quem tem mais de R$ 100 mil de aporte inicial, o custo fica bem menor, 053% ao ano.

Nos cálculos do professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Silvio Paixão, uma taxa de 2% ao ano numa aplicação que rendia a Selic (14%) no ano passado, representava um custo administrativo (proporcional) de 14,28% sobre a rentabilidade bruta antes dos impostos. “Se a rentabilidade vai cair, o custo será maior”, diz Paixão.

No exemplo em que um fundo de renda fixa concentrado em pós-fixados (Selic ou DI) tenha rentabilidade bruta de 9,5% num ano, com taxa de administração de 2% ao ano, o custo representará 21% dos ganhos antes dos impostos. “As taxas de administração passam a ter um custo significativo para os cotistas”, confirma.

Vale lembrar que o imposto de renda (IR) sobre ganhos de capital em fundos de investimentos de renda fixa é de 22,5% até seis meses de permanência; de 20% entre 181 dias e 360 dias (um ano), e de 17,5% após um ano de permanência, e a alíquota só diminui para 15% a partir de dois anos de permanência na aplicação.

Concentração e competição

Os dados da Anbima divulgados na última quinta-feira registram que as cinco principais instituições financeiras – Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Caixa e Santander – administram o volume de R$ 2,25 trilhões, ou 65% dos fundos no Brasil. Desse montante, R$ 1,39 trilhão estão em carteiras de renda fixa.

“No Brasil, a legislação incentiva a concentração, e o consumidor ainda não exerce seu papel, não se pesquisa por outros agentes financeiros”, avalia Silvio Paixão. Mas ele aponta que as corretoras independentes podem ganhar espaço na distribuição de investimentos nessa competição.

DCI / Abinee

Carga tributária cai para 33% do PIB em 2016

A carga tributária bruta global estimada para 2016 caiu para 33% do Produto Interno Bruto (PIB). O índice está 0,34 ponto percentual abaixo do ano anterior e, nos últimos dez anos, só não é pior que o de 2014, quando o peso dos tributos ficou em 32,89%.

A redução foi puxada pelo desempenho dos tributos recolhidos pela União, considerando a arrecadação da Receita Federal e a receita previdenciária. A estimativa para essa arrecadação corresponde a 19,56% do PIB em 2016, 0,29 ponto percentual abaixo do ano passado e o pior resultado desde 2001, quando o índice foi de 19,04% do PIB.

O número não inclui receitas atípicas, como a arrecadação do programa de regularização de recursos no exterior.

As estimativas estão em levantamento feito para o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) pelos economistas José Roberto Afonso e Kleber Castro, pesquisador da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

O estudo aponta que o programa de repatriação de recursos contribuiu de forma significativa para as receitas tributárias de 2016. O programa arrecadou o equivalente a 0,75% do PIB. Com essa receita extraordinária, a carga tributária estimada para o ano passado aumenta para 33,75% do PIB, o que representa alta de 0,41 ponto percentual a mais que o peso de 2015 e o melhor resultado desde 2008, quando o índice foi de 34,76%.

“Considerando a economia em recessão, o resultado é até muito bom, mas não permite comemorar para fins fiscais”, diz Afonso. O resultado mais apropriado para análise de tendência da carga, ressalta ele, é aquele que exclui os recursos extraordinários de repatriação. Sem essa arrecadação, revela-se uma queda acentuada nos tributos recolhidos pela Receita Federal, sem contar a receita previdenciária.

“A receita estimada com esses tributos ficou em 13,46% do PIB, um nível tão baixo que não se registrava desde 2000”, afirma Afonso. Também dentro dos tributos administrados pela Receita Federal, a receita previdenciária, avalia ele, manteve-se “surpreendentemente”, constante. Pelas projeções, as contribuições previdenciárias somaram 6,1% do PIB em 2016. No ano anterior, o peso foi de 6,07%.

Nos governos regionais, 2016 também foi um ano ruim para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A arrecadação do tributo alcançou o equivalente a 6,69% do PIB. É o quarto ano consecutivo de queda do imposto e o pior resultado desde 1999, quando a receita de ICMS representou 6,24% do PIB.

“Os dados da carga tributária mostram que o ICMS vem derretendo há muito tempo. Nós voltamos para antes de 2000 e isso só mostra que esse imposto é obsoleto”, diz Afonso. Ele explica que o desempenho do ICMS foi muito desigual entre os Estados e que alguns entes chegaram a elevar arrecadação com base em aumento de alíquotas.

As receitas de Estados mais pobres aumentaram não somente devido a um ICMS maior, mas por conta de melhora de gestão. Enquanto isso, Estados mais industrializados tiveram suas arrecadações prejudicadas não somente por conta da baixa produção como também das importações, que desabaram, afirma.

Nos últimos anos, a receita de ICMS vem sendo prejudicada pela guerra fiscal e pela desindustrialização, diz Afonso. A primeira, segundo ele, é possível reverter se houver um acordo para o assunto, mas a segunda é uma mudança estrutural que deve continuar afetando o imposto estadual.

“O ICMS é um imposto que tributa sobretudo mercadorias. O “S”, de serviços, é para energia elétrica e telecomunicações. Esse último vem rendendo arrecadação cada vez menor”, explica ele. “A base ‘mercadoria’ derrete porque na composição dos bens comercializados a parte de serviços é cada vez maior. Por isso ao fim do ano passado a arrecadação federal ficou menos pior, mas a estadual como um todo foi afundando.”

O estudo dos economistas faz parte do “termômetro tributário”, levantamento com série histórica desde 1990 que estima a evolução da carga tributária global a partir de um universo que inclui tributos federais e, entre os impostos recolhidos pelos Estados, o ICMS e o IPVA, sobre propriedade de veículos.

No âmbito do governo federal, a carga inclui, além de impostos e contribuições, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Sistema S, participações governamentais em óleo/energia, dívida ativa, juros e multas.

Nas receitas do governo federal, afirma Afonso, também pesou a queda dos royalties e participações especiais do petróleo. Segundo o economista, câmbio e preço da commoditiy contribuíram, mas não fizeram toda a diferença. Houve, também, aponta, queda de participações pagas originadas dos grandes campos de petróleo.

O professor do IDP lembra que, no longo prazo, a profunda revisão da série do PIB rebaixou o nível da carga brasileira e também alterou suas oscilações. No curto prazo, a relação é afetada pelo recuo do PIB.

Também tem influência importante o descolamento entre o deflator implícito do PIB, com variação menor que a do IPCA. “Isso afeta muito a análise porque nem tudo que cai muito no índice oficial de inflação representa queda quando expresso em pontos do PIB.”

Em termos de tendências, diz Afonso, o termômetro indica que possivelmente os piores dias já passaram. A carga medida em termos trimestral e semestral passou a apresentar uma ligeira melhora no final de 2016, embora a carga atualizada ainda tenha fechado o ano muito baixa. “Parece que o pior já passou, mas não é motivo para comemorar.”

Valor / Abinee

Redação On janeiro - 23 - 2017
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.