Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

No fim da lista de competitividade

O Brasil ficou na penúltima posição em um ranking de competitividade que inclui 18 países, de acordo com estudo feito anualmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento compara nove critérios que influenciam a capacidade de uma empresa brasileira competir com uma estrangeira. O ranking é liderado pelo Canadá, seguido por Coreia do Sul e Austrália. O Brasil só ficou à frente da Argentina.

Para o gerente de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato Fonseca, a redução da taxa básica de juros e o controle da inflação devem ajudar o Brasil a elevar sua competitividade. “A melhora das condições macroeconômicas já está em curso e pode colaborar para que o país recupere posições no ranking”, afirmou. Na opinião do diretor de Políticas e Estratégias da entidade, José Augusto, pode haver algumas mudanças no ranking com os avanços na área fiscal, combate à inflação e taxa de juros em queda.

De 2015 para 2016, o Brasil piorou em quatro dos indicadores analisados: disponibilidade e custo de mão de obra; ambiente macroeconômico; competição e escala do mercado doméstico; e tecnologia e inovação. O Brasil se manteve estável nos critérios disponibilidade e custo de capital; infraestrutura e logística; peso dos tributos; e ambiente de negócios.

A melhor colocação do Brasil no ranking foi na educação, com o 9 º lugar entre os 18 países. Segundo Fonseca, essa posição está relacionada aos gastos do governo com educação, que atingiram 6,4% do PIB. No entanto, esse volume de investimentos não se reflete na qualidade do ensino. Ele explicou que, no programa internacional de avaliação de estudantes (Pisa) de 2015, o país ficou com a 12ª posição entre 14 países. “Há um problema de gestão. Precisamos fazer com que esse gasto gere resultados eficientes”, afirmou.

Também chamou a atenção a posição do Brasil no subitem disponibilidade e custo de mão de obra, em que o Brasil ficou com o 11º lugar. De acordo com Fonseca, embora a desvalorização do real frente ao dólar tenha tornado os salários mais baratos, a baixa produtividade do trabalhador brasileiro teve um peso maior nesse quesito. Na prática, isso significa que é preciso mais pessoas para cumprir um mesmo trabalho no Brasil do que em outros países.

Apesar das medidas de ajuste fiscal, Fonseca destacou que o governo pode adotar algumas políticas que auxiliem a competitividade sem aumentar gastos. Ele citou como exemplo ações que reduzam a burocracia e que melhorem a legislação e o ambiente de negócios na área de concessões públicas. “Isso traz investimento privado sem aumentar os gastos da União”, disse.

A pior colocação do país foi no quesito disponibilidade e custo de capital. “O Brasil é o país com a maior taxa de juros do mundo e o maior spread bancário. Precisamos trabalhar muito nesses fatores. Felizmente, vemos o início da solução disso, com o Banco Central (BC) começando a reduzir os juros”, afirmou.

Desde que o levantamento começou a ser realizado, em 2012, o país nunca conseguiu sair do penúltimo lugar. Integram o ranking outros 17 países com economias similares, como África do Sul, Argentina, Austrália, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Espanha, Índia, Indonésia, México, Peru, Polônia, Rússia, Tailândia e Turquia.

Correio Braziliense

 

BC espera mercado mais confiante

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, previu ontem que as projeções do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2017, na casa de 4,8%, vão continuar a cair em direção às feitas pela instituição, de 4,4%.

“Acho que vamos ver as projeções do mercado convergindo para a meta”, disse em relação ao alvo de 4,5%.

Questionado se esse movimento poderia ser visto no curto prazo, ele disse não saber. Ilan enfatizou que, quanto mais as expectativas estiverem ancoradas na meta, mais a instituição tem espaço para focar nos efeitos secundários de alta da inflação.

O presidente do BC disse também que vai esperar “pacientemente” as agências de classificação de risco atuarem na direção que os ativos já mostram de melhoria dos dados da economia brasileira. Ele salientou que a Bolsa já mostra melhora, assim como o Credit Default Swap (CDS).

Para ele, as reformas que serão feitas pelo País também levarão a mudanças de percepção de risco, inclusive de agências de risco que têm seu processo e podem levar algum tempo para fazer mudança. “Mesmo a queda da inflação, que pode trazer percepção de risco menor, já aparece nos preços de ativos de mercado”, disse, citando a alta da Bolsa e a baixa dos juros futuros. “Isso deve ser visto nas classificações das agências em algum tempo. Não sei dizer quando”, considerou.

DCI

‘Prévia da inflação’ reforça aposta de mais cortes de 0,75 ponto na taxa de juro

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de janeiro surpreendeu mais uma vez ao mostrar resultado aquém do previsto pelo mercado apesar de ter acelerado na margem de 0,19% para 0,31%, a menor taxa para o mês da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa persistência da inflação em níveis comportados reforça a percepção de que o processo desinflacionário continua em curso, tornando cada vez mais factível que o IPCA feche na meta de 4,5% este ano, segundo economistas consultados pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real da Agência Estado. O dado também corrobora a manutenção do ritmo de corte da Selic em 0,75 ponto porcentual, conforme os analistas, mas as constantes surpresas positivas podem contribuir para aumentar o debate em torno de uma flexibilização monetária ainda mais intensa.

“Mais uma vez um resultado de inflação surpreende o mercado. Tratou-se da décima surpresa consecutiva em cinco meses (IPCA-15 e IPCA)”, diz, em relatório, o Banco Safra, que calcula que as surpresas positivas acumularam 0,59 ponto porcentual de alívio neste período.

O resultado favorável decorre, segundo Flávio Serrano, economista-sênior do Haitong, de um conjunto de informações positivas em diversos grupos que compõem o indicador, que mostraram aceleração menor ou desaceleração maior que a prevista. “A surpresa foi espalhada pelo índice. Alimentação, Habitação, Artigos de Residência e Vestuário tiveram taxas ligeiramente mais baixas que o projetado, assim como a média dos núcleos”, diz.

O economista Marco Caruso, do Banco Pine, destaca a alta menor que a esperada no grupo Alimentação e Bebidas e estima que os alimentos devem continuar contribuindo para o processo desinflacionário. Camila Abdelmalack, economista da CM Capital Markets, ainda menciona que a recessão prolongada tem esticado o efeito da atividade baixa na inflação.

O alívio consistente no IPCA fica ainda mais claro ao olhar a taxa acumulada em 12 meses e algumas aberturas do indicador, avalia o economista Daniel Gomes da Silva, do Modal Asset Management. Em 12 meses, o IPCA-15 apresentou desaceleração relevante de 6,58% para 5,94%. O alívio em serviços subjacentes é outro sinal da desinflação disseminada, acrescenta Caruso, do Banco Pine.

Esse conjunto de elementos, na visão dos economistas, aumenta a possibilidade de a inflação oficial fechar o ano no centro da meta. “É claramente um bom indício”, diz Serrano, que atualmente projeta 4,8% para a inflação do ano. A Modal Asset já estima que o IPCA de 2017 deve atingir o limite de 4,5% imposto pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Veja os vilões da inflação em 2016
10
A perspectiva positiva para o cenário de inflação ajuda o Banco Central (BC) na tarefa de promover a flexibilização monetária. Na visão dos analistas consultados, o bom desempenho do IPCA reforça que o BC deve manter o ritmo de afrouxamento da taxa de juro no patamar alcançado na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de janeiro, que reduziu a Selic de 13,75% para 13,00%.
“Tem espaço para seguir com pelo menos mais duas quedas de 0,75 ponto porcentual nos juros”, estima Silva, da Modal Asset, para que o BC se mostra bastante claro de que essa é a nova velocidade de declínio.

No entanto, para o economista-chefe do Banco Fibra, Cristiano Oliveira, o resultado do IPCA-15 de janeiro e em 12 meses pode ter implicações sobre a política monetária. “Não descarto corte de 1,00 ponto na taxa Selic na próxima reunião do Copom, ainda que o cenário mais provável seja de ciclo de 0,75 ponto”, explica.

Camila, da CM Capital, complementa que, se as surpresas com a inflação persistirem, ganha força o debate sobre uma distensão mais agressiva da Selic, de 1,00 ponto, apesar de também acreditar que o BC deve manter corte de 0,75 ponto no Copom de fevereiro.

“Ainda é cedo para fazer essa avaliação, mas, se o processo de desinflação continuar intenso, o mercado pode começar a entender que o ciclo será mais longo ou que o Banco Central vai promover cortes mais intensos na Selic além da curva majoritária de 0,75 ponto”, diz ela, que vê a taxa em 9,5% no fim de 2017.

O Estado SP / ABinee

Ajuste e cenário global são riscos para 2017

Os maiores riscos para a economia brasileira, nos próximos meses, são economia global, cenário político e ajuste fiscal, apontam economistas de bancos e consultorias ouvidos pelo Valor. Destacam-se na composição do risco economia global, o governo Donald Trump, que assume a presidência dos Estados Unidos hoje, desconforto com a política na zona do euro e apreensão com o ritmo de expansão da economia da China.

Na composição do risco político estão eventuais desdobramentos da Operação Lava-Jato – agora com ainda mais incerteza, depois da morte do relator da processo no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki. O risco fiscal comporta duas preocupações: a possibilidade de a Câmara dos Deputados rejeitar a proposta do governo para reforma da Previdência e o ajuste fiscal ficar aquém do esperado.

O Valor consultou 23 economistas sobre os riscos que podem assombrar o cenário básico das instituições e 80% dos analistas mostraram preocupação semelhante – e elevada na comparação com outros riscos- com a economia global e o cenário político doméstico; 56% dos entrevistados destacaram a eventual frustração do ajuste fiscal como fator altamente perturbador; 21% demonstraram desconforto com a zona de euro e a política econômica chinesa. A inflação não foi citada como fonte de preocupação, mas ninguém despreza efeitos de aumento de preços das commodities, em especial petróleo – se ocorrer.

Determinadas preocupações são comuns a profissionais de instituições estrangeiras. Eles também listam um número maior de variáveis sob disciplinado monitoramento – o que se explica pela atuação global de bancos. Bancos e consultorias nacionais preocupam-se, pela ordem, com o fator Trump na economia global, com o cenário político doméstico e com resultados de medidas fiscais.

Paulo Gomes, estrategista e economista-chefe da Azimut Brasil Wealth, sintetiza: “Politicamente, o risco está na não aprovação de uma reforma previdenciária e ajuste fiscal em linha com as expectativas”. No cenário externo, há dúvidas quanto ao governo Trump e a consequente política monetária que o Federal Reserve possa adotar para acomodar a nova realidade, conjuntura na zona do euro e economia chinesa.

André Muller, economista da AZQuest, cita riscos externos semelhantes aos listados por Gomes e classifica como “mais relevantes” os internos: “A continuidade da aprovação da agenda fiscal do governo (Previdência e solução para a dívida dos Estados com a União) é condição necessária para que a economia brasileira passe a apresentar expansão sustentável, sem aceleração da inflação e juros mais baixos ao longo de 2017 e 2018.”

Gustavo Arruda, do BNP Paribas, destaca o risco de mudança radical da política econômica americana. Eventual desaceleração do crescimento chinês, incerteza com o governo Trump e risco político na Europa estão no pacote. “No âmbito interno, nosso cenário básico contempla aprovação da reforma da Previdência, além de eventuais reformas que facilitem o ambiente de negócios. Os riscos a esse cenário são associados ao aumento da instabilidade política.”

“Instabilidade política interna” também é o principal risco na visão de Rafael Bevilacqua, da Eleven Research. Patrícia Krause, economista-chefe da Coface para América Latina, não descarta maior turbulência no cenário político com a homologação da delação premiada da Odebrecht, “trazendo riscos à atividade e ao ajuste fiscal”. José Claudio Securato, presidente da Saint Paul Escola de Negócios, avalia que será preciso aguardar os resultados de delações. Para ele, “o risco político de afastamento do presidente Temer e dos principais ministros do núcleo econômico, incluindo presidente do Banco Central” são muito baixos.

Daniel Gomes da Silva, do Modal, afirma que a continuidade do cenário de incerteza política é o principal risco. E enumera os eventos que podem provocar reviravoltas nas expectativas: delação da Odebrecht, julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE e proximidade das eleições majoritárias de 2018 conforme o calendário avança. “A combinação desses eventos pode reduzir a capacidade do governo Temer impor reformas e medidas a um ritmo acelerado.”

“Os riscos para as perspectivas do Brasil são: não crescimento econômico e político”, resume o Departamento Econômico do Santander. David Beker, chefe de economia e estratégia do Bank of America Merrill Lynch no Brasil, chama atenção para crescimento como o maior risco para o Brasil nos próximos meses e alerta: “Sem crescimento, a questão fiscal se complica muito.” Roberto Luis Troster, diretor da Troster & Associados, considera que o baixo crescimento deixa o país mais vulnerável a choques de oferta.

Os analistas do Departamento Econômico do Bradesco avaliam que os principais riscos para o BC neste momento derivam do sentimento de frustração com o tempo que pode durar a contração da atividade tornando a retomada mais tardia e lenta do que o esperado. A equipe do Bradesco aponta a existência de riscos adicionais e imprevisíveis. “Riscos de mensuração existem: a continuidade das investigações sobre corrupção no Brasil e seus eventuais efeitos secundários sob a estabilidade política, além das incertezas em relação às medidas na área econômica e de política externa que o novo governo americano encaminhará.”

Thiago Carlos, economista do UBS, aponta como principal fator de risco “a eventual ausência de um equilíbrio político que provoque desancoragem das expectativas fiscais”. Ele cita como exemplo a não aprovação de reformas estruturais no Congresso. “Nesse cenário, o PIB se contrairia de forma mais intensa e o câmbio se desvalorizaria; seria um complicador para a convergência da inflação para meta.” Carlos acrescenta o risco de aumento mais acentuado da taxa de juros nos Estados Unidos, “tapering” na União Europeia e/ou desaceleração mais forte da economia chinesa. “Esses eventos externos, se confirmados, podem aumentar a volatilidade nos preços de ativos globais”, afirma.

O Departamento de Pesquisa Macroeconômica do Itaú Unibanco trabalha com a perspectiva de que “internacionalmente as mudanças na política econômica americana sejam suaves – com moderado estímulo fiscal e sem maiores rupturas no comércio internacional – e, domesticamente, que se complete essa etapa da agenda fiscal, com a aprovação da reforma da previdência”.

Para José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, a maior fonte de incerteza é a política doméstica e chama a atenção para a “agenda muito apertada”. “O posicionamento para 2018 está cada dia mais próximo, e Temer está entre uma reforma ministerial, a Lava-Jato e a proposta de reforma da previdência. Um tema cada dia mais presente vai ser crescimento versus ajuste fiscal. O próprio governo adotou estratégia para termos aumento real de gastos em 2017, o que pode compensar em parte a trajetória de estagnação da atividade no que toca decisões privadas. O ajuste fiscal trará de volta o tema mais impostos.”

Sílvio de Campos Neto, economista da Tendências Consultoria Integrada, cita entre as preocupações internas a crise fiscal do Estados. “A crise dos Estados situação política no Brasil estão no front das preocupações. A Lava-Jato segue como um elemento de risco contínuo ao governo Temer. A aprovação da reforma da Previdência é fundamental e eventual aumento da tensão política dificultaria tal desfecho. Uma retomada econômica ainda mais lenta colocaria pressão adicional no governo”, avalia.

Newton Rosa, superintendente de Economia da SulAmérica Investimentos, destaca como um risco de cunho político a demora para a economia brasileira dar sinais de superação da recessão. “Essa demora pode minar a governabilidade do presidente Temer, limitando sua capacidade de levar adiante sua agenda de reformas fiscais”, afirma. “Pressões inflacionárias podem estar presentes diante da percepção de que o endividamento público sem sinais de estabilização. A pressão inflacionária viria pelo canal do câmbio que responderia ao aumento do risco país.”

Valor / Abinee

Redação On janeiro - 20 - 2017
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.