Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

PIB da China avança 6,7% em 2016, menor crescimento em 26 anos

A China, segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, cresceu 6,7% em 2016, no menor ritmo desde 1990. Em 2015, o país havia se expandido em 6,9%.

Apesar do recorde negativo, o índice ficou dentro da meta do governo, que previa um intervalo entre 6,5% e 7%.

O país, no entanto, apresentou o primeiro crescimento trimestral em dois anos, sob impulso dos gastos do governo e do aumento do crédito.

No quarto trimestre, o PIB avançou 6,8% em relação ao mesmo período de 2015. No terceiro trimestre, o crescimento havia sido de 6,7%.

O resultado foi divulgado no mesmo dia em que Donald Trump toma posse nos EUA, sob os olhos atentos de Pequim, preocupada com o discurso protecionista do republicano, que ameaça impor tarifas elevadas de importação aos produtos chineses.

Nesta semana, em Davos, no Fórum Econômico Mundial, o líder chinês, Xi Jinping, fez um discurso em favor da globalização e criticou pontos de política internacional defendidos por seu futuro colega norte-americano.

BRASIL

O Brasil acompanha com atenção o desempenho da economia chinesa. O país é o maior comprador no exterior dos produtos brasileiros –no ano passado, foram US$ 35 bilhões, ou 19% do total das exportações.

Fonte: Folha SP / Abinee

Leia também:

Novos governos no Brasil e na Argentina podem promover abertura econômica

Novos governos no Brasil e na Argentina podem facilitar uma aproximação entre a Aliança do Pacífico e o Mercosul, disse nesta quinta-feira, 19, o presidente colombiano Juan Manuel Santos. Chile, Peru, Colômbia e México formam a Aliança. A aproximação ainda é difícil porque os dois blocos são baseados em paradigmas diferentes, explicou. Paradigma, no caso do Mercosul, pode ser traduzido por protecionismo, admitiu o presidente. Os novos presidentes brasileiro e argentino podem promover, segundo Santos, uma abertura econômica maior.
No ano passado, também numa entrevista em Davos, o presidente do México, Félix Peña Nieto, havia classificado um acordo entre os dois blocos como inviável, enquanto os países do Mercosul fossem muito fechados. Respondendo a uma pergunta sobre o assunto, horas depois, a presidente Dilma Rousseff mostrou-se pouco interessada nessa aproximação. Não valeria a pena, segundo argumentou, entregar tão facilmente o mercado brasileiro.
Laureado com o Nobel da Paz pelo acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o presidente colombiano recebeu esta semana um prêmio do Fórum Econômico Mundial pela pacificação de seu país.

‘Negociação com os EUA será difícil’

O novo secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, já anunciou que sua primeira prioridade será renegociar o Nafta, acordo de livre comércio com o México e o Canadá. Mas, em Davos, empresários mexicanos acham que a retórica anticomércio da administração Trump está no momento dirigida especialmente contra a China e menos a seu país.

Mas José Antonio Fernández Carbajal, um dos principais executivos mexicanos, disse em entrevista ao Valor estar preparado para negociações duras com Washington. Chamado de “El Diablo” pela imprensa mexicana, ele comanda a multinacional mexicana Femsa, com mais de 170 mil empregados e interesses nas indústrias de bebidas, comércio e restaurantes. (AM e DR)

Valor:Até que ponto a situação mudará para o México com Trump na Casa Branca?

Luis Fernandez Carbajal: Temos de pensar em muitas coisas que precisarão ser corrigidas no México. Na área comercial, acho que haverá negociações no Nafta com ajustes positivos para os dois países, como algumas regras de origem e outros benefícios mútuos. Inclusive deve haver negociações que comprometam o investimento no México, e o país estará melhor depois disso.

Valor:Então o empresariado mexicano está mais otimista do que pessimista sobre Trump?

Carbajal: Creio que estamos ligeiramente mais otimistas, e haverá uma grande intervenção da equipe mexicana de empresários que negociaram o Nafta para apoiar o governo mexicano nas discussões bilaterais futuras.

Valor:E sobre a construção e pagamento de muro pelos mexicanos?

Carbajal: Isso é retórica. O importante é que a negociação [com o governo Trump] será difícil, mas a equipe de empresários que está apoiando o governo está preparada. Haverá seguramente resultados mais positivos, e no longo prazo provocará a maneira de pensar. Temos muito a fazer internamente.

Valor: O senhor tem planos de novos investimentos no Brasil?

Carbajal: Estamos esperando que o Brasil comece a crescer neste ano e vamos buscar investir em outras áreas, como lojas, logística. Temos bilhões já investidos no Brasil, como na Coca-Cola.

Valor Econômico / Abinee

Mercosul e UE vão acelerar negociações comerciais

A União Europeia (UE) sinaliza agora que quer concluir “o mais rápido possivel” a negociação do acordo de livre comércio com o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), em meio ao risco de mais protecionismo no comércio mundial com políticas que podem vir de Donald Trump na Casa Branca a partir de hoje.

“Sim, o contexto internacional torna mais desejável do que nunca ter um acordo de comércio com o Mercosul”, declarou ao Valor a comissária europeia de comércio, Cecilia Malmström, depois de se reunir em Davos com o ministro brasileiro da Indústria, Marcos Pereira, a chanceler da Argentina, Susana Malcorra, e o ministro da Produção argentino, Francisco Cabrera.

“Estamos acelerando [as negociações] o máximo que podemos. Estamos totalmente engajados para fazê-lo [o acordo] o quanto antes”, acrescentou a comissária europeia, que confirmou uma nova rodada de negociações para março, em Buenos Aires.

Indagada se as negociações, após anos de suspensão e de marcha lenta, poderiam neste novo contexto ser concluídas até o fim do ano, ela respondeu que não gostaria de fixar prazos, mas adiantou: “Vamos tentar, é possível”. Sobretudo, será preciso combinar com a França, que terá eleições este ano, e outros protecionistas agrícolas, como a Irlanda.

O certo é que o tom da comissária mudou em relação ao que dizia no ano passado, quando afirmava que a negociação deveria ser feita tranquilamente, na prática rejeitando a pressa anunciada pelo chanceler José Serra.

Com um acordo com o Mercosul, um enorme mercado com potencial consumidor importante, empresas europeias terão preferências significativas comparado a companhias dos Estados Unidos, por exemplo.

“Há uma disposição totalmente nova e maior, do lado europeu, do que havia um ano atrás”, disse o ministro Pereira. A ideia esboçada ontem, na reunião, é que os dois blocos possam anunciar em dezembro um entendimento “político” em torno do acordo de livre comércio. Isso não significa que todos os pontos técnicos sejam fechados, mas um alinhamento sobre as questões mais importantes. O objetivo, segundo explicou Pereira, é aproveitar a conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) no fim de 2017, que desta vez ocorrerá em Buenos Aires.

Os dois blocos combinaram de melhorar suas ofertas de liberalização comercial em março. As propostas iniciais foram trocadas em maio do ano passado, mas decepcionaram ambas as partes. O Mercosul se dispôs a eliminar tarifas para 87% do comércio em um prazo de 15 anos, algo considerado insuficiente pela UE. Diante dos indícios de que a oferta seria baixa, os europeus assumiram o compromisso de zerar alíquotas para 89% das exportações sul-americanos, o que também resultou em frustração – principalmente porque não incluía etanol nem carne bovina.

Do lado do Mercosul, segundo funcionários do governo brasileiro, será preciso igualmente desagradar setores da indústria para aumentar a cobertura da proposta de liberalização à UE.

A eleição de Trump praticamente sepulta as possibilidades de conclusão da Parceria Transatlântica (TTIP), um tratado de livre comércio que vinha sendo discutido entre Estados Unidos e UE. O acordo já enfrentava dificuldades, sobretudo na França.

Em debate no Fórum Econômico Mundial intitulado “Protecionismo: de volta para o futuro”, numa alusão às ameaças de Trump, a comissária europeia deixou claro que a Europa vai prosseguir firme na negociação de 16 acordos comerciais e que prepara a abertura de discussões com mais seis parceiros.

O debate sobre protecionismo mostrou grande expectativa e um certo pessimismo, diante da retórica de Trump. Min Zhu, ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) e agora de volta a Pequim, declarou que a China está evidentemente preocupada, mas alertou: “Guerra comercial não tem ganhador e pode causar queda no PIB dos EUA”. Ao mesmo tempo, a China quer expandir acordos comerciais na Ásia e em outras regiões.

O diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, alertou que uma guerra comercial pode ter consequências inimagináveis, mas foi cauteloso, observando que ainda não viu nada concreto de Washington.

Valor / Abinee

Trump é aprendiz de ditador, diz o megainvestidor George Soros

“Várias formas de sociedades fechadas – de ditaduras fascistas a Estados mafiosos – estão no horizonte. Os Estados Unidos elegeram um aprendiz de ditador como presidente. Mas Trump vai falhar e os mercados não vão se dar bem.”

Com o raciocínio e a língua afiados, apesar dos 86 anos de idade, George Soros, sócio do fundo hedge que leva seu nome e administra cerca de US$ 30 bilhões, recebeu para seu tradicional jantar em Davos, nesta quinta-feira (19).

Além de três pratos, pinot noir, e outros cinco vinhos, os comensais assistiram uma deliciosa entrevista com a repórter da Bloomberg, Francine Lacqua.

Para o bilionário, o entusiasmo dos mercados pós-eleições americanas, que viram perspectivas de crescimento maior com o novo governo, não vai durar.

“Donald Trump vai fracassar. Os mercados veem Trump desmantelando a regulamentações e reduzindo impostos. É um sonho para eles, que se tornou realidade”, disse, menos de 24 horas antes da posse do 45º presidente dos EUA.

Além de doar cerca de US$ 10,5 milhões para a campanha de Hillary Clinton, ao apostar na sua vitória, Soros perdeu quase US$ 1 bilhão em negócios que se beneficiariam se o mercado caísse. Mas ele subiu.

“Eu o descrevo como um impostor, um vigarista e um aprendiz de ditador”, disse, arrancando riscos da plateia. Mas ele não será um ditador porque acredito que a Constituição e as instituições dos Estados Unidos serão
fortes o suficiente”, disse.

“É impossível prever como ele será [na Casa Branca] porque ele não imaginava que venceria, e só quando conseguiu, começou a pensar no que fará.”

Além de prever uma guerra comercial dos EUA com a China, o megainvestidor, que voltou a negociar parte dos recursos do Soros Fund Management em 2016, acredita que a União Europeia “está se desintegrando”.

“Políticos falharam no Brexit e no referendo na Itália.” A política de Trump vai forçar uma aproximação dela com a China, diz acreditar.

Outra aposta dele é que os britânicos se arrependerão do Brexit. Vão perceber que foi um “desastre”, conforme a inflação corroer sua renda.

“Vão se dar conta de que estarão ganhando menos do que antes.” Será um processo longo: “divorciar leva mais tempo que casar”. Se a Europa quebrar, as consequências serão “muito desastrosas. Não acredito que vá
se salvar.” Theresa May, a primeira ministra britânica tampouco vai durar, prevê.

Esta Folha esteve presente ao jantar, mas a noite foi quente demais nos Alpes para sobrar tempo para respostas sobre o Brasil.

Folha SP / Abinee

Insegurança marca o cenário econômico

O novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá jogar a economia mundial num cenário de insegurança e imprevisibilidade. De maneira geral, os fluxos de capital nos mercados globais serão influenciados pelo ritmo que o novo governo americano vai dar às reformas que Trump pretende implementar. Porém, os detalhes a respeito dessas reformas ainda permanecem desconhecidos.

Trump quer desenvolver um programa de investimentos de infraestrutura, o que deverá levar a uma expansão fiscal no país. Ele pretende reduzir os impostos às empresas, o que poderá aumentar o déficit dos EUA. Ele anunciou ainda que gostaria de baixar significativamente o número de regras que instituições financeiras americanas devem seguir desde 2010 – implementadas justamente para evitar uma nova crise financeira como a ocorrida em 2008. Se esse movimento pela desregulação financeira for confirmado no Congresso, onde vários parlamentares do partido republicano anunciaram a sua adesão à essa proposta de Trump, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), poderá ser convencido a reagir.

A intensidade na implementação de cada uma dessas medidas terá impactos macroeconômicos diretos no mundo. Mas a definição desse ritmo será feita por um presidente instável, volátil e de perfil negociador capaz de levar as situações a altos níveis de tensão sempre que entender necessário para obter o que pretende.

O Fed ainda está avaliando as possíveis consequências de um eventual corte de impostos e da expansão fiscal que deve ser gerada pela nova administração, mas esses movimentos permanecem sem detalhes. “Há muita incerteza nos dias atuais”, admitiu Lael Brainard, do Conselho de Governadores do Fed, nessa semana.

Técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) estão tentando dimensionar o impacto macroeconômico das medidas anunciadas de maneira generalista por Trump. De início, eles esperam que o fortalecimento do dólar provoque impacto nos países emergentes, com a depreciação das moedas locais. Porém, eles ainda avaliam se um dólar mais robusto poderá favorecer pressões protecionistas sobre outros países com riscos ainda não dimensionados.

O fato de Trump desencorajar investimentos externos de empresas americanas poderá afetar os aportes de capital dos EUA para outras regiões, mas, neste ponto, também não é possível falar em resultados, pois não há informações sobre quais tipos de investimentos deixariam de ser feitos. Seriam apenas montadoras que tinham intenções de fazer aportes no México ou o presidente pretende ampliar esse tipo de pressão a outros setores da economia e a outros países, como a China?

Eventuais retaliações de países a possíveis imposições de tarifas unilaterais pelos EUA, como ameaçou Trump, podem ter implicações fortes, reduzindo o comércio global e, em consequência, o próprio crescimento da economia mundial. Mas o cenário ainda é incerto para determinar se essas ações vão ocorrer de fato. Até o momento atual, uma guerra comercial global não está no cenário de previsões de instituições multilaterais, como o FMI e o Banco Mundial. Só que o fato de Trump ameaçar com a imposição dessas tarifas faz com que essas instituições tenham que estimar as possíveis consequências dessa atuação.

Para dificultar ainda mais o cenário, os EUA terão um presidente não convencional que deverá usar a imprevisibilidade para lidar tanto com aliados quanto com adversários interna e externamente.

Ele é não convencional, pois é um “outsider” na política. Trump nunca ocupou nenhum cargo público, então, não há um padrão de comparação para o seu futuro governo, a não ser a maneira pela qual conduziu os negócios e a forma como se comportou na campanha. Nos negócios, ele adotou como estratégia não antecipar o que fará e deixar as pessoas envolvidas sob tensão de modo a conseguir mais ganhos num acordo.

Dificulta ainda o fato de Trump ter sido o presidente eleito menos transparente durante a transição de governo nas últimas décadas. Se Obama concedeu 18 entrevistas coletivas durante o seu período de transição, entre o fim de 2008 e a posse, em janeiro de 2009, e George W. Bush realizou 11 conversas desse tipo com jornalistas numa transição que foi ainda mais curta antes de tomar posse, em 2001, Trump reuniu a imprensa apenas uma vez, na semana passada, para anunciar o que pretende fazer. Mesmo assim, começou a entrevista desqualificando a imprensa como desonesta e se recursou a dar a palavra para veículos que considera difusores de falsidades contra ele. Com essa atitude, o presidente evitou ser questionado e a consequência é que os seus planos de governo não foram esclarecidos.

Sem prestar contas à imprensa, Trump pauta os assuntos que gostaria de ver repercutidos através de sua conta no Twitter. “Um dos benefícios dos tuítes é que se pode ter uma ideia do que ele pensa”, disse Martha Joynt Kumar, diretora do Projeto de Transição de governos da Casa Branca – organização apartidária que facilita a passagem de uma administração para a seguinte. “Mas, através dos tuítes, não se tem uma explicação.”

“Atravessamos um período muito bizarro de transição”, resumiu Aaron David Miller, vice-presidente do Wilson Center, que trabalhou com seis secretários de Estado. “A única coisa previsível sobre o presidente é que ele será imprevisível”, concluiu.

Valor / Abinee

Redação On janeiro - 20 - 2017
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.