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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Novo governo eleva risco de erro na política do Fed

Errar é humano. Mas errar no banco central dos EUA significa destruir empregos e patrimônio nacional. É por isso que o Federal Reserve (BC dos EUA) tem uma postura paciente quando se trata de elevar os juros (foram apenas dois acréscimos nos últimos 13 meses), à medida que o desemprego recua e a inflação mal dá as caras. Todavia, o Fed apertou a política monetária em dezembro e os salários deram um salto no fim do ano. Assim, um novo risco entrou no debate: e se a subida dos juros estiver lenta demais?

É notoriamente difícil identificar pontos de inflexão no ciclo de negócios. O próximo comandante da Casa Branca, Donald Trump, chega prometendo providências para acelerar o crescimento e introduziu um elemento surpresa entre os desafios enfrentados pelo banco central. Os integrantes do Fed querem a economia mais aquecida para esticar os ganhos no mercado de trabalho e aumentar a inflação. O estímulo fiscal prometido pelo presidente eleito viria com o desemprego já baixo, o que aumenta as chances de erro.

“Há um risco maior de erro das autoridades”, disse Laurence Meyer, que já foi diretor do Federal Reserve e agora lidera uma consultoria de análise política em Washington que leva seu nome. “O comitê vai receber mais do que barganhou. Eles queriam um mercado de trabalho aquecido, eles queriam inflação – eles serão testados em ambas as esferas.”

Desde o fim do afrouxamento quantitativo, em 2014, integrantes do Fed indicaram preferência por trazer a taxa básica de juros para níveis considerados normais. Eles usaram a palavra “gradual” para descrever a trajetória de alta dos juros. Agora, tentam convencer investidores – e a si mesmos – de que estão preparados para acelerar o passo, se isso for necessário.

“A economia aparentemente está melhor”, disse Laura Rosner, economista sênior do BNP Paribas, em Nova York. Embora os integrantes do Fed tenham sinalizado três acréscimos neste ano na estimativa mediana divulgada no mês passado, “não houve projeção específica” sobre o cronograma desses aumentos, ressaltou a economista.

Trump assume a Casa Branca ainda neste mês, após promessas de acelerar o crescimento econômico para 3% a 4%, praticamente o dobro do ritmo atual. Reformas tributárias e estímulo fiscal estão entre as ferramentas em estudo para impulsionar a atividade.

A taxa de desemprego ficou em 4,7% em dezembro e os salários subiram 2,9% ao longo de 12 meses, o maior ganho desde 2009. As autoridades calculam que a economia faz máximo uso do trabalho com o desemprego em 4,8%. Indicadores de compensação da inflação começaram a subir. A métrica preferida de inflação do Fed, excluindo energia e alimentos, subiu 1,6% nos 12 meses até novembro.

“Se tivermos surpresa positiva, e isso pode vir de diversas fontes, o risco de desemprego abaixo do desejável ou inflação acima do desejável, com o tempo, é uma preocupação razoável”, afirmou o responsável pela regional do Fed em Boston, Eric Rosengren, na segunda-feira. Ele espera que a inflação neste ano alcance a meta do Fed, de 2%.

Abinee/Valor Econômico – 12/01/2017

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Davos vê desemprego, exclusão e populismo como riscos imediatos

Desemprego, exclusão social, aumento do populismo, ameaças na área ambiental. Estes são os riscos mais imediatos à globalização das economias em 2017, segundo o Fórum Econômico Mundial.

No relatório “Riscos Globais”, a entidade que organiza o famoso Fórum de Davos aponta três razões relacionadas que causam preocupações sobre o futuro até mesmo da democracia: o impacto das rápidas mudanças econômicas e tecnológicas; o aprofundamento da polarização social e cultural; e a emergência do “pós-verdade” (onde apelos emocionais e a crença pessoal são mais influentes na formação da opinião pública do que os fatos) no debate político.

O relatório servirá de base para debates na semana que vem, no encontro anual da elite econômica e política do planeta, na Suíça.

O novo ambiente social e a maneira pela qual os acontecimentos e informações são difundidas ao público por meio das redes sociais inquietam os 750 especialistas ouvidos na elaboração do relatório.

Uma constatação central é que as sociedades não estão conseguindo acompanhar o ritmo das mudanças tecnológicas. Inteligência artificial e robótica representam grandes sinais de progresso, mas também de dificuldades sociais quanto a emprego e aumento da desigualdade. Ou seja, o mundo vive uma época marcada pela ruptura, na qualç o progresso técnico é também fonte de desafio.

A avaliação é que a complexa transição que o mundo está passando, desde a maneira para se adaptar à uma economia descarbonizada, mudanças tecnológicas sem precedentes, ajustes para uma nova economia global e realidades geopolíticas, exige mais cooperação internacional e uma visão de longo prazo – que estão em falta.

No cenário atual, a própria democracia pode estar em crise, bastando ver o crescente apoio a partidos antiestablishment, sobretudo da extrema-direita, em vários países, à medida que os partidos tradicionais não conseguem responder aos novos desafios.

Na América Latina, a incapacidade dos políticos de governar países de importância geopolítica – como resultado da fragilidade do Estado de direito, corrupção ou impasse político – é o principal risco para se fazer negócios na região, aponta o Fórum.

Também o desemprego ou subemprego, crise fiscal, profunda instabilidade social e choque do preço da energia afetam os negócios na região, a começar pelo Brasil. Para o Fórum, “as incertezas e a instabilidade que caracterizaram 2016 não são apenas um fenômeno ocidental: variações disso ocorrem em vários países, incluindo o Brasil, Filipinas e Turquia”.

O relatório destaca a insatisfação com a política e amplas manifestações contra a corrupção na América Latina, onde a crescente classe média exige melhores condições de vida, o que os governantes parecem incapazes de atender.

Abinee/Valor Econômico – 12/01/2017

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Nos EUA, salário sobe com falta de mão de obra

Lisa Aragon simplesmente não conseguiu fazer o recrutador aceitar um não como resposta. Em um mês ela rejeitou cinco ofertas, que incluíam salário mais alto e quatro semanas de férias remuneradas. Lisa não trabalha no Vale do Silício, nem em Wall Street. Ela é gerente de um Wendy’s em Albuquerque, no Novo México (EUA).

Em 20 anos, Lisa nunca havia sido perseguida tão agressivamente como foi pelo recrutador da rede de Pilot Flying J, uma importante franqueada de restaurantes fast-food na beira de estradas, que recebe principalmente caminhoneiros. “Eu disse a ele que estou feliz onde estou”, disse Lisa, 41, que já estava esperando bônus trimestrais e um aumento de salário por seu trabalho como treinadora. “Não há necessidade de mudar agora.”

No rígido mercado atual, os restaurantes estão imersos em uma verdadeira batalha pelos trabalhadores. Os funcionários ganham bônus quando recomendam candidatos, e também estão ganhando refeições gratuitas e dias de folga, e a escassez de candidatos pode estar aumentando o salário mínimo sem a ajuda do Congresso. Embora isso seja uma boa notícia para os trabalhadores, pode não ser tão boa para empresas e clientes.

Os restaurantes terão que aumentar os preços ou aceitar margens menores. O serviço de algumas lojas está sendo afetado. A taxa de desemprego nos EUA foi de 4,7% em dezembro, perto do nível mais baixo em nove anos. Com seu apetite insaciável por novos trabalhadores, o setor de fast-food serve como um dos principais indicadores da escassez de mão de obra.

Em setembro, a rotatividade anual dos trabalhadores de restaurantes subiu para 113%, nível mais alto desde que a empresa de monitoramento do setor People Report começou a coletar dados, em 1995. Andrew Puzder, nomeado pelo presidente eleito Donald Trump para a Secretaria do Trabalho dos EUA, deve estar bastante ciente do fenômeno.

Inimigo de aumentar o salário mínimo, Puzder é CEO da CKE Restaurants, dona das redes Hardee’s e Carl’s Jr. Trump prometeu limitar a imigração ilegal, o que irá intensificar ainda mais a demanda por empregos de menor qualificação. “Trata-se de um mercado aquecido”, disse Michael Harms, diretor-executivo de operações da TDn2K, a empresa controladora da People Report, com sede em Dallas, EUA.

Abinee/Valor Econômico – 12/01/2017

Redação On janeiro - 12 - 2017
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