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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017






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Dúvida agora é tamanho do ciclo de baixa do juro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu intensificar mais fortemente o ritmo de corte na taxa básica de juros, que pelo que tudo indica agora será feito em passos de 0,75 ponto percentual a cada reunião. Mas ainda há dúvidas se essa distensão monetária mais forte vai representar, de fato, um ciclo total de afrouxamento monetário significativamente mais substancial do que o já previsto pelo mercado.

Uma questão relevante é que, antes de decidir pelos cortes de juros, os membros do Copom se deparavam com uma projeção de inflação em torno de 4,4% para 2017 e de 4,5% para 2018.

São projeções muito apertadas em torno da meta, de 4,5%, o que significa que o espaço para um corte muito além do ciclo que já estava precificado pelo mercado é um tanto restrita. As projeções do mercado indicavam uma taxa de 10,25% ao ano em outubro próximo.

Para ir além no orçamento de corte de juros, as projeções de inflação precisam melhorar, já que o Copom avisa que esse é um dos componentes centrais nas suas próximas decisões.

“A extensão do ciclo e possíveis revisões no ritmo de flexibilização continuarão dependendo das projeções e expectativas de inflação e da evolução dos fatores de risco mencionados acima”, disse o Copom. Um aspecto relevante é que, na reunião, os membros do Copom chegaram a avaliar um corte de apenas 0,5 ponto percentual, com a sinalização de uma intensidade maior no próximo encontro, de fevereiro.

A ata do Copom, que será divulgada na próxima terça, deverá trazer mais detalhes sobre os debates internos dessa reunião, mas é possível imaginar que a ala mais conservadora do comitê tenha apresentado algum tipo de argumento para defender a postura mais cautelosa.

Nos próximos dias, o mercado certamente estará debatendo o que o Copom quis dizer exatamente quando afirma, no comunicado, que “um processo de desinflação mais disseminado e atividade econômica aquém do esperado já torna apropriada a antecipação do ciclo de distensão da política monetária, permitindo o estabelecimento do novo ritmo de flexibilização”.

O destaque é a expressão “antecipação do ciclo de distensão”. Uma leitura possível é que o Copom apenas se sentiu confortável para antecipar para janeiro a intensificação dos cortes de 0,75 ponto que só ocorreria em fevereiro. Mas a sinalização pode ser mais abrangente, indicando que o Copom está antecipando um ciclo de baixas – linguagem que se aproxima mais de um orçamento – que já estava anteriormente planejado.

Se o Banco Central estiver apenas antecipando o ciclo, a taxa básica terá chegado aos 10,25% ao ano consistente com a projeção no cenário de mercado depois de mais três cortes de juros de 0,75 ponto percentual (em fevereiro, abril e junho) e mais um corte de 0,5 ponto em julho.

Até lá, muita coisa no cenário inflacionário poderá ter mudado, e o orçamento de corte da taxa de juros poderá ser revisto, para baixo ou para cima. Vai depender fundamentalmente de como cada analista econômico pesa os fatores de risco no cenário econômico.

Abinee/Valor Econômico – 12/01/2017

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Inflação da construção fecha 2016 com avanço de 6,64%

A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 0,49% em dezembro, após registrar avanço de 0,10% em novembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado do mês passado, o indicador teve alta acumulada de 6,64% em 2016, acima da taxa de 5,50% do ano anterior. Em 2016, houve variação de 2,92% nos materiais, enquanto a parcela do custo referente aos gastos com mão de obra atingiu 10,89%. Em 2015, a parcela dos materiais fechou em 3,78% e a mão de obra, em 7,55%.

Em dezembro, o custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 1.027,30, dos quais R$ 531,29 foram relativos aos materiais e R$ 496,09 relativos à mão de obra. Em novembro, esse custo totalizava R$ 1.022,26.

Entre as regiões, no mês de dezembro, o Sul se destacou por apresentar a variação de custo mensal mais elevada, com 2,09%. As demais taxas do mês de dezembro foram: 0,21% (Norte), 0,31% (Nordeste); 0,18% (Sudeste) e 0,46% (Centro-Oeste). Os valores por metro quadrado em dezembro ficaram em R$ 1.038,92 (Norte); R$ 948,71 (Nordeste); R$ 1.073,62 (Sudeste); R$ 1.067,70 (Sul) e R$ 1.037,84 (Centro-Oeste).

Abinee/Valor Econômico – 12/01/2017

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Ministro do Planejamento prepara ‘ressurreição’ do PAC

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, desenvolve um “novo PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, com outro nome, identidade e formato específicos, para a gestão do presidente Michel Temer. Dyogo tornou pública a proposta ontem em reunião do núcleo de ministros da área de infraestrutura no Palácio do Planalto, conduzida por Temer.

Dyogo defende, contudo, a distinção absoluta dos recursos públicos destinados às obras, dos valores provenientes da iniciativa privada. O ministro é crítico da mistura de verbas, que resultou na cifra impressionante de R$ 1,5 trilhão em investimentos – valor divulgado no lançamento do PAC 2, em 2010, pela então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando batizou sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff, de “mãe do PAC”.

Segundo um dos participantes da reunião, a avaliação interna no governo é de que a imagem do PAC está “desgastada”. Grande parte das empreiteiras responsáveis por obras do PAC estão sendo investigadas na Operação Lava-Jato, o que levou ao abandono de canteiros e prejuízos.

No novo programa, que ainda está em gestação, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil acredita que terá mais recursos para executar obras em rodovias. Uma carteira com 80 projetos da malha federal foi selecionada como prioridade. O orçamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) aumentou de R$ 6,5 bilhões no ano passado para R$ 9,6 bilhões em 2017.

No setor de transportes, a intenção é acelerar ainda obras como dragagens portuárias. Nesse segmento, o ministério discute com o Planalto um decreto para atualizar regras e destravar investimentos. Um dos dispositivos é aumentar o período de vigência dos contratos de arrendamento em terminais que serão oferecidos à iniciativa privada.

Ontem, no fim da reunião, o ministro relatou que o governo encerrou 2016 com investimentos de R$ 42 bilhões em obras do PAC atual. Ele disse, ainda, que em fevereiro, apresentará um relatório sobre a retomada das obras inacabadas no valor de até R$ 10 milhões.

Dyogo confirmou, ainda, que os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont constam das listas de estudos para participarem, eventualmente, nas novas concessões no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

O PAC foi lançado em janeiro de 2007 pelo então presidente Lula, logo após sua reeleição, para se transformar na marca de seu segundo mandato. Previa investimentos de R$ 503 bilhões até 2010, e representaria um avanço de 2% no Produto Interno Bruto (PIB). A novidade era a “embalagem” de obras relevantes como rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, entre outras iniciativas, num único pacote, para atrair a iniciativa privada e estimular a expansão da economia. Os recursos viriam, principalmente, da redução do superávit primário.

Na reta final, para alavancar a pré-candidatura de Dilma, o PAC 2 foi anunciado em 2010 com investimentos de R$ 1,5 trilhão, embora só 40% das obras estivessem concluídas. Houve desgaste, ainda, com o anúncio de obras como o Trem de Alta Velocidade (TAV), o trem-bala que ligaria o Rio a São Paulo e nunca saiu do papel.

Abinee/Valor Econômico – 12/01/2017

Redação On janeiro - 12 - 2017
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