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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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Para analistas, inflação oficial fechou 2016 em 6,43%

A trajetória mais tranquila dos alimentos, ainda que em aceleração, e a mudança para a bandeira tarifária verde nas contas de luz devem ter contido a inflação em dezembro. Segundo a estimativa média de 25 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,34% no último mês de 2016, menor alta para o período desde 2008, quando o indicador aumentou 0,28%.

As projeções para o índice oficial de inflação, a ser divulgado hoje pelo IBGE, vão de avanço de 0,28% até 0,44%. Se confirmadas as expectativas, o IPCA terá encerrado o ano passado com alta de 6,43% – bem abaixo da taxa registrada em 2015, de 10,67%, e dentro do limite de 6,5% permitido pelo regime de metas.

Segundo economistas, a recessão é responsável por grande parte da contenção dos preços nos últimos meses e seguirá fazendo esse papel ao longo de 2017, quando a taxa de inflação tende a se aproximar mais do alvo central de 4,5%.

“Em um ambiente de desaceleração econômica, não há muito espaço para repassar aumentos de preços. Os primeiros indicadores de varejo referentes ao Natal vieram muito fracos”, diz Patrícia Pereira, gestora de renda fixa da Mongeral Aegon Investimentos. Em seus cálculos, o IPCA subiu de 0,18% em novembro para 0,32% em dezembro.

Uma das pressões sobre o indicador veio da parte de alimentação e bebidas, que aumentou 0,1% no último mês, ante queda de 0,2% em novembro, estima Patrícia, número ainda bastante baixo para meses de dezembro. Outro vetor de alta é o grupo de transportes, que avançou de 0,28% para 1,04% na passagem mensal, acrescenta, devido ao reajuste sazonal nas passagens aéreas e, também, à correção da gasolina efetuada pela Petrobras no começo do mês passado.

A equipe econômica do Santander ainda observa que os aumentos nos preços de cigarros devem ter elevado a inflação da parte de despesas pessoais, mas destaca que, se confirmada, a alta de 0,28% esperada para o IPCA de dezembro será o menor índice para o mês desde 2008. Segundo o banco, a última leitura do ano costuma ser marcada por maiores preços de alimentos, o que não ocorreu desta vez.

“Acreditamos que alguns itens importantes devem continuar em deflação, enquanto outros devem mostrar uma alta mais contida, de forma que o grupo de alimentação e bebidas fique perto da estabilidade”, comentam os economistas em relatório. Outra ajuda importante para a taxa de inflação, de acordo com o banco, foi a mudança da bandeira tarifária amarela para a verde, que não implica cobranças adicionais sobre a tarifa de eletricidade residencial. Assim, as contas de luz devem ter recuado no mês.

Por conta da alteração na bandeira tarifária, o grupo habitação deve ter registrado queda de 0,65% em dezembro, depois de ter subido 0,30% na medição anterior, afirma Patrícia, da Mongeral. “O peso da bandeira verde no número mais baixo de dezembro é grande, mas também há a influência da recessão, que é benéfica para o IPCA”, comenta a gestora, para quem o indicador terminou o ano passado com alta de 6,31%.

Parte da descompressão prevista para 2017, quando o IPCA deve desacelerar para 5%, é resultado da atividade ainda em nível fraco, afirma Patrícia, mas há também o efeito da maior credibilidade do Banco Central, que foi bem-sucedido na tarefa de ancorar as expectativas.

Para ela, o ambiente econômico, com atividade em nível mais fraco que o previsto e inflação abaixo do esperado, deixará o BC confortável para acelerar o ritmo de afrouxamento monetário, com corte de 0,5 ponto na taxa Selic na reunião de janeiro e de 0,75 ponto no encontro seguinte. O corte em maior magnitude não deve vir agora justamente devido à preocupação da autoridade monetária com a ancoragem das estimativas, diz.

Abinee/Valor Econômico – 11/01/2017

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Juro futuro recua com mercado à espera de IPCA e decisão do Copom

As taxas dos contratos futuros de juros fecharam em queda na BM&F ontem, com os investidores ampliando as apostas em um corte maior da taxa Selic, à espera da divulgação hoje do IPCA de dezembro e da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).

A média das estimativas dos 25 analistas consultados pelo Valor Data é de alta de 0,34% do IPCA em dezembro, ante um avanço de 0,18% em novembro, com o índice de inflação encerrando 2016 em alta de 6,34%, bem abaixo dos 10,67% registrado em 2015 e dentro do teto da meta de inflação.

Mas analistas acreditam que o número pode surpreender para baixo, assim como aconteceu com o IPCA-15 de dezembro, e ampliar as apostas em um corte de 0,75 ponto da Selic. A curva de juros reflete mais de 74% de chance de um corte de 0,50 ponto percentual da Selic hoje, mas a aposta em uma queda de 0,75 ponto ganhou força com a atividade fraca.

Ontem, o DI para janeiro de 2018 caiu de 11,365% para 11,33%. Os juros futuros chegaram a subir ontem pela manhã após o dado das vendas no varejo, que veio acima do esperado pelo mercado.

O volume de vendas no varejo restrito cresceu 2% em novembro ante outubro, já descontados os efeitos sazonais, segundo o IBGE. O resultado ficou acima da média de alta de 0,3% estimada de 27 economistas e instituições financeiras consultados pelo Valor Data, superando as estimativa mais otimistas que previam avanço de 1,4%.

Para o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, o cenário-base ainda é de um corte de 0,50 ponto da Selic hoje, mas ele não descarta a possibilidade de uma redução de 0,75 ponto na taxa. “Se o BC cortar 0,50 ponto, o comunicado pode não vir unânime e mostrar que alguns membros do Copom defenderam um corte de 0,75 ou mesmo indicar que o BC não descarta acelerar mais a queda de juros na próxima reunião”, diz Petrassi.

A sinalização de uma aceleração dos cortes da Selic para 0,75 ponto percentual, segundo Petrassi, pode levar ao aumento das apostas na queda dos juros futuros de curto prazo.

Abinee/Valor Econômico – 11/01/2017

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Para advogado, País vive fim de ciclo na economia e na política

Nos últimos meses, não foram poucos os autores, por meio de diferentes editoras, que destrincharam, em separado, as múltiplas facetas da economia, da política e dos emaranhados da Operação Lava Jato ao longo da história recente do Brasil. O livro de artigos De Lula a Temer – O Capitalismo Inacabado é uma espécie de síntese de todos esses temas.

Isoladamente, os artigos da coletânea, escritos entre o início de 2014 e meados de 2016, pelo advogado Francisco Petros, formam um retrato factual do caldeirão institucional em que se transformou o País nesse período. Na forma como foram organizados, porém, vão além. Não são meros fragmentos do tempo ou da percepção do autor, mas o painel de uma ressaca, a análise ácida de um fim de ciclo.

“A seleção tenta fazer uma avaliação crítica dos fatos que constroem um pedaço extraordinário da história brasileira: o desfecho do período da redemocratização”, diz Petros. Detalhe: quando Petro diz “crítica” trata-se de crítica de verdade, a todos os personagens que contribuíram para o “capitalismo inacabado” que trata o livro.

É de caso pensado, por exemplo, que o título exclui o nome da presidente Dilma Rousseff. “Dilma ajudou a construir a história recente, mas é um personagem menor que, lamentavelmente, não ocupou o seu espaço”, diz Petros.

O artigo intitulado “Infanta, governante e presidente da República” resume essa percepção. Foi escrito logo após aquele domingo histórico, em que as manifestações contra o governo reuniram mais de 1 milhão em todo o País. “As demonstrações deste domingo, dia 15 de março de 2015, 30 anos após a posse do primeiro presidente civil pós-1964, não deixam dúvidas de que o País está exaurido em três dimensões: não há mais confiança no governo atual, não há mais funcionalidade do sistema político e não há mais tolerância para as práticas políticas no trato da coisa pública”, escreveu Petros, já cravando, parágrafos abaixo, a falta de força política da presidente para dar conta do momento. “A presidente Dilma está há menos de três meses da inauguração de seu segundo mandato e o ambiente é quase eleitoral – só faltam os comícios e a dinheirama a financiar os partidos.”

Lulismo. Petros reserva responsabilidades mais amplas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele lembra que a base do capitalismo é o mercado de massa, com a inclusão perene de um número maior de consumidores. Os artigos questionam a ideia de que Lula atuou de maneira efetiva no combate à desigualdade social e à criação de novas forças políticas ou econômicas capazes de consolidar, de fato, uma nova classe. “O lulismo não conseguiu incorporar a grande massa pobre, de miseráveis, dentro do processo econômico. O que houve foi aumento de consumo da classe mais baixa. Inclusão é outra coisa: um processo transformador, reformador das estruturas, e isso não ocorreu.”

Ao presidente Michel Temer, Petros reserva uma simbologia institucional. Por qualquer aspecto que se olhe, encerra-se um ciclo. Na economia, Temer traz as reformas adiadas, que são essenciais para sustentar o crescimento, mas nenhum governante teve coragem e fôlego para implementar. Enfim, ele resgata uma agenda protelada. Na política, por sua vez, promove a ascensão de um governo com quadros que já eram referência 30 anos atrás. Resgata a imagem da velha guarda. Na visão de Petros, com essa combinação, é como se o Brasil encerrasse um ciclo de 30 anos voltando ao ponto de partida.

O texto mais analítico é justamente o que fecha a coletânea e desenvolve essa ideia de fim de ciclo. “Penso que o atual governo encerrará o longo período histórico pós-redemocratização. Infelizmente a construção da democracia brasileira nos últimos 30 anos não foi um sucesso quando observada em seu conjunto”, escreve Petros no artigo “Temer e o encerramento do período pós-democratização”.

O desfecho, porém, traz uma esperança: que se o País conseguir manter, daqui para frente, o exercício constante da crítica, o tom preferido do autor, talvez consiga entrar numa fase mais construtiva. “O Estado perdeu a desenvoltura e o desenvolvimento integral do País e tornou-se mera quimera. Constatar essa realidade, de forma decidida, é o melhor caminho para alterá-la. É tarefa urgente para a política.”

Abinee/O Estado de S.Paulo – 11/01/2017

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Varejo fechará 2016 com o pior resultado dos últimos 15 anos

No segundo ano seguido de queda, o comércio deve registrar em 2016 o pior desempenho desde 2001, início da série histórica do IBGE. A previsão do mercado é de uma perda de 6,5% na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), após recuo de 4,3% em 2015. E o cenário para 2017 ainda não é alentador, apesar de se esperar alguma reação a partir do segundo trimestre. A estimativa do mercado varia de estabilidade — na avaliação de Tendências Consultoria e Bradesco — à alta de apenas 1%, segundo a Rosenberg & Associados.

O cenário é de cautela apesar da surpresa positiva com o resultado de novembro. Puxadas pela Black Friday, as vendas subiram 2% frente a outubro, após quatro recuos seguidos. É a maior alta nesta base de comparação desde 2007, quando tinha sido de 2,3%. Frente a novembro de 2015, houve retração de 3,5% — a vigésima taxa negativa seguida, mas a menos intensa desde junho de 2015, quando foi de 2,7%.

— O crescimento de novembro foi pontual, não aponta mudança de tendência. Só se espera alguma recuperação a partir do segundo trimestre, com ajuda da queda dos juros e da inflação cedendo bastante, embora o mercado de trabalho ainda passe por ajuste. Como vamos partir de um nível muito baixo, nossa projeção é de estabilidade em 2017 — afirma João Morais, economista da Tendências Consultoria.

Para a Rosenberg & Associados, a desaceleração na queda do comércio na comparação com novembro de 2015 aponta que “estamos chegando perto da estabilização da atividade”.

“A sensação, ao longo deste ano, deve ser de melhora progressiva, com o segundo semestre apresentando resultados bem melhores que o primeiro”, destaca relatório da consultoria.

MUDANÇA DE HÁBITOS
Gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes afirma que, estatisticamente, não há como escapar de registrar em 2016 o pior desempenho da série histórica. Até novembro, o recuo acumulado no ano passado é de 6,4%. Nos doze meses encerrados em novembro, a perda chega a 6,5%:

— Chama a atenção a alta em novembro, mas não é uma reversão. O comércio continua sentindo as consequências da redução do ritmo de atividade econômica, como o maior desemprego e a menor massa de rendimentos na economia. Vai ser a maior queda de toda a série histórica, não tem como ser diferente disso estatisticamente.

Para ela, o desempenho de novembro confirma uma mudança nos hábitos do consumidor, com antecipação das compras de Natal. As promoções da Black Friday têm ganhado espaço, ao mesmo tempo que o consumidor recorre mais às compras online, o que permite usar o cartão de crédito já contando com os recursos do décimo terceiro salário, pago em dezembro.

Uma sinalização desse movimento é o resultado do grupo outros artigos de uso pessoal e domésticos, que reúne lojas de departamento e comércio eletrônico. Em novembro, as vendas subiram 7,2%, ritmo muito superior à média de 2% do comércio.
— A Black Friday está mudando a sazonalidade do varejo. Cada vez mais temos um novembro mais forte e um dezembro mais fraco — explica Morais.

QUEDA NAS VENDAS DE VESTUÁRIO
Cinco dos oito setores de varejo avançaram na passagem de outubro para novembro. O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo subiu 0,9% e foi a principal influência positiva no mês, ao lado dos artigos de uso pessoal e doméstico (7,2%).

Outros segmentos com taxas positivas foram móveis e eletrodomésticos (2,1%), setor de equipamentos de escritório, informática e comunicação (4,3%) e produtos farmacêuticos (0,6%).

A recessão manteve, no entanto, seus efeitos sobre o comércio em novembro. A venda de tecidos, vestuário e calçados caiu 1,5%, enquanto a de combustíveis e lubrificantes, 0,4%.

Os dados do varejo ampliado (que inclui veículos, motos e material de construção) tiveram expansão de 0,6% frente a outubro. Na comparação com novembro de 2015, a queda foi de 4,5%. Isso porque o segmento de veículos se mantém em retração, de 0,3%, enquanto as vendas de material de construção subiram 7,2%, compensando em grande parte a perda de 8,2% dos meses de setembro e outubro.

Abinee/O Globo – 11/01/2017

Redação On janeiro - 11 - 2017
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