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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Mercado espera corte dos juros em 0,50 ponto, para 13,25% ao ano

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central deve promover nesta quarta-feira (11) a terceira queda seguida da taxa básica de juros (Selic) e a primeira acima de 0,25 ponto percentual, dentro do atual ciclo de afrouxamento monetário. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano.

Com a inflação em declínio e a demora na recuperação da economia, a maioria das projeções do mercado financeiro concentra-se no corte de 0,50 ponto percentual da Selic, para 13,25% ao ano.

Conforme levantamento da agência Bloomberg, de um total de 40 economistas, 35 esperam uma redução dessa magnitude. Outros quatro projetam uma queda maior, de 0,75 ponto, e apenas um estima diminuição de 0,25 ponto percentual.

Na pesquisa semanal Focus, do BC, divulgada nesta segunda-feira (9), economistas do mercado mantiveram a expectativa de redução de 0,50 ponto.

O mercado de juros futuros operou em baixa nesta segunda-feira, também refletindo a possibilidade de um corte de pelo menos 0,50 ponto da taxa básica de juros.

O Goldman Sachs prevê queda de 0,50 ponto, mas considera que há pelo menos 40% de chance de o Copom reduzir a Selic em 0,75 ponto. “Essa probabilidade pode aumentar se o IPCA de dezembro vier significativamente abaixo das expectativas”, escreve o banco, em relatório.

Ainda segundo o Goldman, os dados fracos do mercado de trabalho e de atividade econômica e a pressão sobre o BC para intensificar o ritmo de cortes de juros podem levar à redução de 0,75 ponto.

IPCA

O índice de inflação oficial, o IPCA, de 2016 será conhecido na manhã desta quarta-feira, horas antes do anúncio do Copom. A mediana das estimativas coletadas pela Bloomberg é que o indicador calculado pelo IBGE tenha terminado o ano passado em 6,34%, abaixo da variação de 12 meses acumulada em novembro, de 6,99%.

Para o mês de dezembro, as projeções são que o IPCA tenha ficado em 0,34%, ante 0,18% no mês anterior.

Algumas instituições financeiras, como o Itaú Unibanco, passaram a prever um corte de 0,75 ponto da Selic depois que a produção industrial de novembro ficou abaixo do esperado. O indicador, divulgado na semana passada pelo IBGE, cresceu apenas 0,2% na comparação com outubro, contra estimativas de alta de 1,3%.

“A queda na inflação corrente [mais intensa e difundida do que o esperado] e a perspectiva de retomada econômica ainda mais lenta do que se antecipava sugerem um corte mais agressivo na taxa de juros”, diz o Itaú, em relatório. “Acreditamos que o Copom irá reduzir a Selic em 0,75 ponto percentual, que nos parece ser coerente com a sua comunicação atual, bem como com os últimos indicadores econômicos.”

Além disso, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reforçou no mês passado a mensagem da mais recente reunião do Copom, realizada em 30 de novembro, de que a autoridade monetária vai intensificar o ritmo de corte da taxa básica de juros se a atividade econômica permanecer fraca.

Abinee/Folha de S.Paulo – 10/01/2017

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Governo quer mais bancos estrangeiros no País

O governo quer estimular a vinda de bancos estrangeiros para o País. Auxiliares do presidente Michel Temer já discutem como é possível eliminar barreiras legais para aumentar a participação dessas instituições no Sistema Financeiro Nacional. Segundo apurou o Estado, esse é um movimento que começará a ser feito este ano para aumentar a concorrência e permitir a queda das taxas de juros cobradas pelos grandes bancos.

Por trás dessa tentativa de aumentar a concorrência, há pressão para que os bancos tenham uma participação efetiva na retomada do crescimento em cenário de queda da taxa Selic, que deve se intensificar a partir desta semana com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

“O Copom tem autonomia e não se discute. O governo não interfere, mas é preciso ficar de olho nas taxas do mercado”, disse uma fonte do governo. Uma das barreiras aos estrangeiros é a impossibilidade de o banco estrangeiro utilizar o crédito tributário ao adquirir um banco nacional. Além disso, houve um represamento nas solicitações de ingresso de bancos estrangeiros no último período do governo Dilma Rousseff.

Segundo o BC, os quatro maiores bancos em operação no Brasil – Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal e Bradesco – detêm 61% dos ativos totais.

Em números de ativos, o primeiro estrangeiro a aparecer, em quinto lugar nesse ranking, é o espanhol Santander. Nos últimos anos, aquisições e fusões foram recorrentes no setor bancário. O Santander comprou, em conjunto com o Bank of Scotland, o ABN Amro na Holanda, que era dono do Real, e assim adquiriu suas operações no Brasil. O Itaú se fundiu ao Unibanco e comprou o varejo do Citibank. O Bradesco comprou o HSBC, que já havia adquirido a Losango. E o Santander se expandiu através de uma joint venture com o Banco Bonsucesso.

De modo geral, aplicam-se aos interessados de outros países em entrar no sistema financeiro nacional as mesmas regras a que estão sujeitos os nacionais. Além disso, o BC ainda solicita informações ao supervisor do país de origem da instituição interessada sobre a reputação dos dirigentes, a capacidade econômica e financeira, o atendimento às regras bancárias locais e a capacidade de controle e monitoramento das operações no exterior.

Os bancos públicos entenderam o recado da equipe econômica e devem divulgar um “realinhamento” dos juros assim que for oficializada a decisão do Copom de reduzir a Selic nesta semana. A Caixa já repassou o corte de 0,25 ponto porcentual da Selic para as taxas dos financiamentos à casa própria e deve acelerar o movimento acompanhando o BC. O Banco do Brasil também fará um ajuste fino em algumas das suas linhas, mas, por uma estratégia de mercado, o banco não deve divulgar ainda em quais produtos vai mexer.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 10/01/2017

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Saída para crise pode passar por um acordo no Supremo

A reunião do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), aponta para uma solução política parecida com a feita com os Estados em meados do ano passado. Nela, o Supremo Tribunal Federal teve papel fundamental para viabilizar a vigência imediata da renegociação da dívida dos Estados, mesmo sem previsão legal.

Em julho do ano passado, com base em acordo entre governadores e União, o Supremo concedeu medida cautelar, ancorando a suspensão do pagamento da dívida dos Estados com a União por seis meses e a retomada escalonada das parcelas até 2018, alongando o saldo devedor por 20 anos. A cautelar valia até a aprovação do projeto de lei complementar que renegociava a dívida dos Estados com a União, o que ocorreu no fim do ano. Apesar de o acordo prever contrapartidas, o Congresso aprovou somente um teto de gasto.

Como o programa de recuperação fiscal proposto pelo Tesouro teve que ser vetado pelo próprio governo, por ter sido desfigurado e ficado sem contrapartidas, outro projeto precisará ser encaminhado ao Congresso, o que está previsto para ocorrer em fevereiro. O problema é que a situação do Rio está caótica e o Supremo embaralhou ainda mais o jogo ao aceitar liminarmente impedir a União de bloquear os repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) relativos a empréstimos não pagos pelo Estado e honrados por ela.

Diante da emergência de uma solução, o caminho é tentar ancorar um acordo no STF, enquanto o vácuo legal permanece. Isso daria condições jurídicas mínimas à União de abrir mão de cobrar do Rio não só o pagamento da dívida do Estado mas também de parar de bloquear o FPE.

No programa de recuperação original, previa-se a suspensão do pagamento da dívida com a União e também dos bloqueios relativos a avais honrados durante sua vigência, prevista por até 36 meses. O projeto também definia que a União poderia receber bens e participações acionárias em empresas estatais para vendê-los e amortizar o pagamento da dívida. Em contrapartida, o ente que aderisse à “lei de falências” teria que adotar medidas duras de redução da máquina pública, como corte de funcionários, e elevação de contribuição previdenciária.

Abinee/Valor Econômico – 10/01/2017

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Mercado busca sinais em comunicado do Copom

O texto do Copom a ser divulgado junto com a decisão de política monetária da próxima quarta-feira deve trazer os mesmos pontos das últimas comunicações oficiais do Banco Central, mas com tintas mais carregadas sobre a fraqueza da atividade. Isso, segundo analistas, não só vai manter vivo como fortalecerá o debate sobre corte de 0,75 ponto percentual da Selic em fevereiro.

Para esta semana, embora algumas casas não descartem corte de 0,75 ponto, a aposta majoritária é de redução de 0,50 ponto. A comunicação coerente com um corte de meio ponto é um dos argumentos para esse “call”, segundo analistas. Veja os principais pontos a serem monitorados.

Fraca atividade econômica: Talvez o elemento principal sobre o qual o mercado vai se debruçar. Desde a última decisão de política monetária, no fim de novembro, os indicadores de atividade só trouxeram decepção. Na última ata do Copom, o BC já havia admitido que os indicadores econômicos estavam “aquém do esperado” e citou o “alto nível de ociosidade” da economia. Desde então, porém, os dados continuaram piorando, com queda nos índices de confiança de vários setores e do ritmo de atividade. A produção industrial de novembro, divulgada na semana passada, jogou um balde de água gelada nas expectativas do mercado e levou investidores a fortalecer a possibilidade de o BC precisar ser mais agressivo no afrouxamento monetário, sob pena de comprometer o já fraco crescimento previsto para 2017.

Flexibilidade do regime de metas: Analistas dizem que a flexibilidade na política monetária citada pelo BC no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro é outro ponto que tende a fortalecer apostas em cortes de juros mais agressivos daqui para frente. Na página 49 do documento, o BC diz que um ambiente de expectativas de inflação ancoradas permite que o Copom siga princípio que confere “flexibilidade aos regimes de metas para a inflação”. No mesmo parágrafo, o Copom diz que “essa flexibilidade permite que os custos de desinflação sejam levados em conta nas decisões de política monetária”. Ou seja, a fraqueza da atividade econômica, com desemprego em alta, renda em queda e economia parada, passam a influenciar mais claramente as decisões de política monetária.

Inflação cadente: O BC reconhece que, no trimestre até setembro, a inflação ficou 0,52 ponto abaixo do projetado. Os dados condensam a percepção do mercado de que a inflação já permite ao BC acelerar o corte de juros. No RTI, o BC projetou IPCA de 0,48% em dezembro, mas na Focus o mercado já prevê taxa de 0,36%. E há projeções que chegam a 0,20%. Uma surpresa de avaliação com a inflação, porém, é vista como menos provável, segundo analistas. Isso porque o BC já previu no RTI altas sazonais nos preços de alimentos no começo do ano, reajustes nos preços de combustíveis e aumentos nas tarifas de transporte público em diversas capitais. Isso poderia tirar convicção para o BC passar a ver alta menor de preços.

Cena externa incerta: Há dois pontos que, para analistas, continuarão sendo utilizados pelo BC como trava a uma migração em massa de apostas para um corte de 0,75 ponto da Selic. E um deles é a avaliação sobre o exterior. No RTI, o BC avaliou o cenário internacional como “especialmente incerto”, com o “possível fim” do interregno benigno para economias emergentes. O BC cita ainda a retomada do processo de normalização das condições monetárias nos EUA, cuja expectativa de continuação em 2017 se fortaleceu desde o fim de dezembro. A referência à incerteza externa no comunicado deverá refletir ainda a expectativa pela posse de Donald Trump na Presidência dos EUA, marcada para o dia 20.

Ajuste fiscal: A dúvida sobre a materialização do ajuste fiscal é o segundo ponto de ressalva para uma intensificação do alívio monetário. Em coletiva no dia 13 de dezembro, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse que o país vive mais incertezas políticas do que se gostaria e que isso “obviamente” tem impacto. No RTI, o Copom volta a destacar a importância da implementação das reformas, que o colegiado do BC considera como “fundamentais”.

Abinee/Valor Econômico – 10/01/2017

Redação On janeiro - 10 - 2017
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