Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Reposição acima da inflação

Apesar da recessão, em 71,5% das negociações salariais de novembro houve reposição da inflação dos últimos 12 meses (8,5%) — medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — na iniciativa privada. Em outubro, o percentual foi bem menor: em 36,6% dos tratos. Apenas 28,5% dos acordos no mês passado ficaram abaixo da inflação, segundo dados divulgados pelo Boletim Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

A notícia, que à primeira vista parece promissora, no entanto, deve ser analisada com cautela, assinalou o economista Hélio Zylberstajn, coordenador da pesquisa. “É estranho que em uma economia em recessão, com custos crescentes, os salários continuem indexados. Como as vendas estão caindo, os índices de desemprego se mantêm elevados e a folha de pagamento se expande com a correção do custo de vida, o que se deduz é que os empresários estão demitindo e contratando por salários mais baixos. Se isso estiver acontecendo, não é bom para o trabalhador”, destacou.

A média salarial no país, em novembro, foi de R$ 1.067. Os pisos salariais estão se aproximando do salário base (R$ 880). “Antes, o mínimo subia e empurrava os pisos da maioria dos trabalhadores para cima. Isso não aconteceu em janeiro de 2016. Ou seja, as empresas estão menos generoras. Quem perdeu o emprego e conseguiu recolocação, voltou ao mercado de trabalho com remuneração menor”, reforçou.

A folha de salários considerada pelo Boletim Salariômetro é estimada a partir do volume de depósitos vinculados ao FGTS. O último dado dessazonalizado, do mês de setembro, equivale a R$ 98,5 bilhões, cifra 0,6% maior que a observada no mês anterior (R$ 97,8 bilhões) e 1,9% menor que em setembro de 2015 (R$ 100,4 bilhões).

Abinee/Correio Braziliense – 21/12/2016

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Governo prevê novo programa de proteção ao emprego apenas para empresas de setores em crise

Abinee/Folha de S.Paulo – Painel – 21/12/2016

Empurrãozinho O governo começa a definir os pontos principais do Programa Seguro Emprego. Minuta da medida provisória entregue nesta terça (20) a centrais sindicais traz um artigo que o transforma em política permanente, mas as discussões já evoluíram, e o governo está mais propenso a prorrogar o programa por apenas dois anos. A minuta fala em exigências para que empresas possam aderir — como queda na atividade econômica de sua área — e não limita os setores que podem participar.

Grand finale O último ato do governo Michel Temer no ano será a edição da medida provisória que regulariza áreas urbanas e rurais ocupadas ilegalmente no país inteiro. A expectativa é que o texto esteja pronto para publicação até a semana que vem.

Via expressa O objetivo é colocar em dia os processos de normalização e propiciar a concessão de escrituras em menos de um ano.

Lenha na fogueira Em meio às tensões entre Legislativo e Ministério Público, a Procuradoria-Geral da República emitiu parecer defendendo que o afastamento de congressistas por ordem judicial não deve passar pelo crivo da Câmara ou do Senado.

Intocáveis O pedido para que isso ocorresse foi feito ao STF por três partidos aliados de Eduardo Cunha quando ele foi apeado do cargo. Para Rodrigo Janot, a concessão permitiria a “ampliação indevida do alcance das imunidades parlamentares” e fragilizaria investigações.

Sinal dos tempos Deputados notaram algo jamais visto: lobistas de empreiteiras desapareceram do plenário durante a votação do Orçamento. Em tempos pré-Lava Jato, havia descarado assédio para influenciar as emendas dos parlamentares.

Imagina os inimigos Enquanto líderes tentavam assegurar quorum para votar a renegociação das dívidas, Fábio Ramalho (PMDB-MG) apareceu no plenário anunciando que trazia comida mineira para os colegas. “Vamos almoçar, depois a gente vota!”

Ponta do lápis A bancada do PT na Assembleia de SP fez uma projeção de qual seria o impacto da PEC do teto no Estado. Na simulação, se o limite de gastos públicos tivesse sido imposto em 2005, o governo teria deixado de investir R$ 400 bilhões em dez anos em áreas prioritárias.

Quem dá menos Segundo a estimativa, gastos com Saúde e Educação cresceram 180% no período e com Saúde, quase 300% — quando o limite imposto pela PEC para o período seria cerca de 80%.

Atração fatal Após os vereadores de São Paulo aprovarem o aumento de seus próprios salários, contrariando o futuro prefeito, João Doria, a avaliação na Câmara paulistana é a de que o PSDB já dá demonstrações de que “está nas mãos do centrão”.

Não deu Mas Milton Leite (DEM), que comanda o grupo e que assumirá a Casa com apoio do tucano, não conseguiu articular o avanço de pautas caras a Doria — entre elas, a que aumentava a taxa de iluminação pública.

Troco O governo Temer publica nesta quarta (21), em uma tacada só, créditos suplementares que, somados, chegam a R$ 36 bilhões. A cifra é fruto de remanejamentos do Orçamento federal.

Todos por um O presidente convidou ministros para o café com jornalistas na quinta. Pediu que façam a lição de casa e levem números para defender o governo.

Nome na lista Líderes de movimentos de esquerda se reúnem nesta quarta (21) com o governador do DF, Rodrigo Rollemberg. Querem que a Esplanada seja mantida aberta para manifestações.

Visita à Folha José Berenguer, diretor-presidente do banco J.P. Morgan no Brasil, visitou a Folha nesta terça (20), a convite do jornal, onde foi recebido em almoço.

TIROTEIO

Aumentar o próprio salário no momento de crise econômica e ajuste nacional é debochar de toda a sociedade brasileira.

DE MARIO COVAS NETO (PSDB), sobre os vereadores de SP aprovarem reajuste de 26,3% de seus próprios salários, elevando os vencimentos para R$ 18.991,68.

CONTRAPONTO

Aceita esta contradança?

Já nos primeiros tropeços da gestão Michel Temer, o ex-presidente José Sarney analisava para amigos a conjuntura política do país.

Segundo o relato de um dos presentes, em dado momento, o peemedebista tenta acalmar o coração aflito de um interlocutor, preocupado com erros elementares cometidos pelo Palácio do Planalto.

— Com essa entourage do Michel, eles vão ser convidados a errar todos os dias.

Após uma breve pausa, o próprio Sarney arrematou, em voz tranquila:

— O problema é que eles vão aceitar o convite.

Redação On dezembro - 21 - 2016
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