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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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IPC­ Fipe acelera a 0,35% na segunda quadrissemana de dezembro

Por Valor

SÃO PAULO ­

A inflação medida pelo IPC­Fipe acelerou a 0,35% na segunda quadrissemana de dezembro, de 0,18% na abertura do mês. O grupo alimentação ainda registrou deflação, de 0,40%, apesar de menor do que a da quadrissemana anterior, de 0,65%.

Habitação subiu de 0,29% para 0,48%, seguida de transportes (de 0,31% para 0,36%), despesas pessoais (de 0,90% para 1%), saúde (de 0,41% para 0,43%), vestuário (de 0,90% para 1,18%) e educação de (0,07% para 0,08%).

O IPC­Fipe mede a inflação na cidade de São Paulo para famílias com renda de até dez salários mínimos mensais. (Valor)

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Rombo fiscal da União pode acumular R$ 439 bilhões ao final do próximo ano

O governo federal deve fechar 2016 com um déficit fiscal de R$ 288 bilhões acumulados nos últimos três anos. E para 2017, o mercado já projeta um rombo de R$ 151 bilhões, o que faria a União alcançar uma conta negativa de R$ 439 bilhões ao final de quatro anos.

Na avaliação de especialistas, esse déficit está muito longe de ser revertido diante das incertezas políticas do País, as quais têm colocado dúvidas a respeito da efetividade do ajuste fiscal pelo lado lados das despesas.

Apesar do teto para o crescimento dos gastos públicos ter sido aprovado no dia 13 deste mês pelo Senado Federal, economistas avaliam que a reforma da Previdência Social pode não passar pelo crivo da sociedade.

Além disso, a piora das expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017 na última quinzena fez o mercado reduzir a sua projeção para a receita líquida do governo federal no ano que vem.

O Boletim Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda – que recolhe previsões de instituições financeiras – apontava para uma receita de R$ 1,170 trilhão em 2017 no mês de novembro. Após a deterioração do cenário político e da frustração com o PIB do terceiro trimestre de 2016, o mercado revisou a sua projeção para a receita líquida da União para R$ 1,160 trilhão, R$ 10 bilhões a menos.

O Boletim Focus, que capta as projeções do mercado financeiro, prevê que a economia deve crescer 0,7% no próximo ano, contra alta de 1% estimada há duas semanas atrás. Há ainda quem projete mais um ano de recessão, como a 4E Consultoria que antecipa retração de 0,2% para o PIB brasileiro em 2017.

Medidas

Na corrida para tentar recuperar a economia, a equipe do presidente Michel Temer anunciou na última quinta-feira um pacote que prevê ações que vão desde o refinanciamento de débitos tributários até a facilitação de acesso ao crédito. Na ocasião, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, destacou que, além de aliviar as finanças das empresas, as medidas podem ajudar o governo federal a recuperar receita. No entanto, essas medidas devem demorar a terem efeito na economia.

“As medidas anunciadas [na quinta-feira] são ações ‘cosméticas’ para tentar recuperar a atividade econômica. Do ponto de vista da arrecadação federal não tem impacto relevante. No que diz respeito ao refinanciamento das dívidas dos contribuintes, por exemplo, estamos falando de um potencial de R$ 1 a R$ 2 bilhões”, afirma o economista José Luis Oreiro, especialista em finanças públicas.

“Isso não vai ter impacto significativo sobre o déficit e sobre a trajetória das contas públicas”, complementa Oreiro, destacando que a retomada de receita só acontecerá com a recuperação do PIB do País para patamares positivos, e de uma redução das incertezas que rondam o cenário político.

Emprego

O economista Luciano D’Agostini, pós-doutorando pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), avalia que a alta taxa de desemprego da economia do País – que alcançou 11,8% no trimestre encerrado em outubro – impede que as medidas microeconômicas anunciadas tenham efeito positivo em receita tributária.

“O pacote de Temer deve ter apenas um pequeno impacto de curto prazo no caixa das empresas, ajudando-as a melhorar a sua posição financeira. No entanto, elas [as empresas] não conseguirão transmitir essa pequena melhora para a macroeconomia, para as contas do governo, pois, para que isso ocorra é preciso que o consumo das famílias tenham mais dinamismo, algo que não é esperado para 2017”, afirma o economista da UFRJ.

“As famílias ainda estão muito endividadas e sem emprego. E a indústria não irá se valer do refinanciamento da dívida ou do acesso ao crédito para poder ampliar a sua base de funcionários”, acrescenta.

Em nota, a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) considerou o novo programa de refinanciamento do governo importante para recuperar o caixa das empresas. No entanto, destacou que os prazos de parcelamento da dívida ainda são muito curtos diante da situação “crítica da indústria”. “No mais, a taxa de correção dos valores da dívida cobrada não deveria ser a Selic, mas, sim, IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] mais 1 ou 2%, taxa compatível com o retorno da atividade produtiva”, disse a Abimaq.

O programa de refinanciamento autoriza que as empresas utilizem o seu prejuízo financeiro para abater a dívida com tributos federal. Os prazos vão de 24 a 60 meses.

Abinee/DCI – 19/12/2016

Redação On dezembro - 19 - 2016
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