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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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OIT prevê queda real de 6,2% dos salários no país em 2016

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) projeta contração de 6,2% nos salários no Brasil em termos reais (descontada a inflação) neste ano, a maior taxa entre as grandes economias, o que é visto como mais um limitador no caminho da recuperação do país.

O Relatório Mundial sobre os Salários 2016/2017, divulgado ontem, mostra o Brasil em 2015 com a segunda maior baixa de pagamentos aos empregados em termos reais, de 3,7%, só ficando atrás da Rússia com -9,5%. Com isso, reduziu-se, ou mesmo inverteu-se, a tendência que vinha da crise financeira global de 2008/09, quando a expansão salarial mundial foi sustentada pelos aumentos nos emergentes.

Para 2016, a estimativa preliminar da entidade aponta piora e o país se torna campeão de contração salarial, que deve quase dobrar em relação ao ano passado, enquanto na Rússia há uma ligeira recuperação (0,6%). Em parceiros como China e Índia, os empregados vão ganhar mais de 5% em termos reais. A OIT diz que faz suas estimativas com base em dados nacionais e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A contração salarial acumulada no Brasil é de 10% em dois anos (2015 e 2016), no rastro da pior recessão dos últimos tempos no país, e “para 2017 as coisas tampouco são encorajadoras”, na avaliação da diretora-geral adjunta da OIT, Deborah Greenfield. Num contexto econômico fragilizado, a depressão salarial no Brasil afetará mais o consumo das famílias e a demanda doméstica e “o que foi alcançado antes (em termos sociais) pode ser facilmente erodido”.

Recentemente, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projetou que o desemprego deve continuar subindo em 2017 no Brasil e que o ritmo da recuperação da economia brasileira será limitado também pelo alto endividamento das empresas e a significativa capacidade ociosa em certos setores.

Globalmente, o crescimento dos pagamentos aos empregados caiu ao mais baixo nível em quatro anos, para 1,7% ante 2,5% no ano anterior. Aumentos salariais em algumas economias desenvolvidas, como Estados Unidos (2,2%) e Alemanha (2,8%), não foram suficientes para compensar o forte declínio nos emergentes, encabeçados pelo Brasil e pela Rússia.

Nos emergentes, a expansão do salário real diminuiu de 6,6% em 2012 para 2,5% no ano passado. Já nos países desenvolvidos, houve progressão de 0,2% para 1,7% nesse período. Na América Latina, houve queda de 1,3%, essencialmente por causa da contração no Brasil.

“Não vejo os salários crescendo (globalmente) em paralelo ao aumento da produtividade, e a desigualdade aumenta”, diz Deborah. Sem surpresa, o Brasil aparece no relatório da OIT com destaque no agravamento de desigualdades na distribuição dos salários. A parte dos 10% com pagamentos mais elevados embolsa 35% da soma total paga ao conjunto dos empregados no país, vindo em seguida a África do Sul (49,2%).

Além disso, a desigualdade nos pagamentos também é forte entre empresas, mais do que dentro de empresas. No Brasil, ela foi ligeiramente reduzida pelo reforço do salário mínimo desde 1995 e aceleração dos aumentos desde 2005 no país. A diferença salarial é mais marcantes para as mulheres, globalmente. No Brasil, elas recebem 22% a menos que os homens no mesmo cargo, em média.

A OIT destaca que, em todo caso, desde 2006 os salários quase dobraram na média na China, cresceram 60% na Índia e somente no México houve baixa real ao longo da década.

A entidade faz uma série de recomendações aos governos para que a desigualdade salarial se mantenha nos limites socialmente aceitáveis. Basta ver que, em alguns países, o grupo de 1% com salários mais elevados recebeu € 221 por hora, enquanto as empresas em que trabalham pagam € 45 por hora na média.

Uma das sugestões é o uso de política fiscal para impor taxa mais progressiva afim de reduzir a remuneração dos executivos. Na Suíça, foi aprovada uma lei para limitar a 12 vezes a diferença entre o maior e o menor salário numa empresa.

Abinee/Valor Econômico – 16/12/2016

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Indústria paulista demite 25,5 mil só em novembro

O número representou uma queda de 0,84% no nível de emprego em relação a outubro, na série com ajuste sazonal, divulgou ontem a Fiesp. Na série sem ajuste, o recuo foi de 1,14%. Segundo a entidade, o número ficou acima do esperado, em parte em razão de demissões no segmento de açúcar e álcool como efeito do fim da safra de cana.

DCI – 16/12/2016

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Mínimo vai a R$ 945,80

Em uma votação relâmpago, o Congresso Nacional aprovou ontem, no fim da tarde, o Orçamento da União para o ano que vem. O texto, que vai agora à sanção do presidente Michel Temer, prevê que o salário mínimo passará dos atuais R$ 880 para R$ 945,80 a partir de janeiro. O reajuste cobre estritamente a variação estimada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para 2016, de 7,5%, sem nenhum aumento real.

A regra em vigor para a correção do piso salarial prevê que o valor seja corrigido pelo INPC do ano anterior, acrescido da taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) apurada pelo IBGE de dois anos antes. Como em 2015, o PIB caiu 3,8%, não houve alta além da inflação.

A votação ocorreu de forma rápida porque houve acordo entre governo e oposição. O projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê que a União poderá terminar o próximo ano com deficit primário (sem contar despesas com juros) de R$ 139 bilhões, em conformidade com a meta que havia sido anunciada pelo governo em julho passado.

O texto já obedeceu às novas regras fixadas pela emenda constitucional que limita os gastos públicos à variação da inflação pelos próximos 20 anos, promulgada na manhã de ontem pelo Congresso. A exceção fica por conta das áreas da saúde e de educação, que só entrarão na regra a partir de 2018. Para 2017, a despesa total da União foi fixada em R$ 3,5 bilhões. No caso da saúde, o texto amplia os recursos em aproximadamente R$ 10 bilhões, para um total de R$ 115,3 bilhões.

A LOA estima que o PIB crescerá 1,3% no próximo ano. A inflação de 2017, de acordo com os parâmetros usados para a elaboração do texto, ficará em 4,8%. A taxa básica de juros (Selic) prevista é 12,11% — também desfasada em relação às estimativas atuais, bem mais baixas. A taxa de câmbio média foi projetada em R$ 3,43 por dólar.

De acordo com o texto, as despesas com juros e amortização da dívida pública consumirão R$ 1,7 trilhão em 2017. A folha de pagamento de pessoal deve alcançar R$ 306,9 bilhões. Outros R$ 90 bilhões vão para investimentos das estatais e R$ 58,3 bilhões para investimentos com recursos do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social.

Defensores públicos

A Câmara dos Deputados aprovou ontem projeto de lei que aumenta em até 40%, em quatro anos, os salários de defensores públicos federais. O projeto, aprovado em votação simbólica — apenas mediante a manifestação dos líderes dos partidos — foi resultado de negociações entre o governo e representantes da categoria. Uma proposta anterior que previa aumento de 60% havia sido vetada pelo Palácio do Planalto.

Os demais salários dos integrantes da Defensoria Pública serão reajustados de 36% a 40% até 1º de janeiro de 2019. Por acordo entre os líderes, os parlamentares se apressaram para aprovar os aumentos antes do fim do ano, de modo que eles possam ser validados até que entrem em vigor as novas regras da PEC do teto, que limitará o crescimento das despesas da União à inflação do ano anterior.

Brasil tem maior perda salarial

O trabalhador brasileiro sofreu a maior queda de salários em termos reais entre os países do G20 em 2016 e, em 2015, já esteve entre as três nacionalidades que mais perderam em todo o mundo. Os dados foram divulgados ontem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), num levantamento publicado apenas a cada dois anos sobre o comportamento dos salários pelo mundo. De acordo com a entidade, a queda no salário real do brasileiro neste ano deve ser de 6,2%. Em 2015, a perda foi de 3,7%. “Os números não são nada encorajadores”, disse Deborah Greenfield, vice-diretora da OIT. Para a entidade, o cenário aponta para uma nova queda em 2017.

Abinee/Correio Braziliense – 16/12/2016

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Salário de trabalhador brasileiro é o que mais cai entre grandes economias

O trabalhador brasileiro sofreu a maior queda de salários em termos reais entre todos os países do G-20 em 2016. Em 2015, o País já esteve entre as três nacionalidades que mais perderam em todo o mundo.

Os dados estão sendo publicados nesta quinta-feira, 15, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), num levantamento bianual sobre o comportamento dos salários pelo mundo. De acordo com a entidade, a queda no salário real do brasileiro neste ano deve ser de 6,2%. Em 2015, a perda foi de 3,7%.

Desde 2012, os números da renda do brasileiro apresentavam um certo crescimento, ainda que abaixo da média mundial. Descontando a inflação, o poder aquisitivo do brasileiro aumentou em 4% em 2012, 1,9% em 2013 e 2,7% em 2014.

Em termos nominais, a OIT usa dados do IBGE para mostrar que os valores foram de R$ 1,9 mil em média por mês em 2013, R$ 2 mil em 2014 e R$ 2,1 mil em 2015.
No ano passado, apenas a Rússia e Ucrânia haviam apresentado uma queda mais acentuada que a do Brasil em termos reais. Os dois países viviam ainda os ecos de um conflito armado e sanções. Mas, em 2016, esses dois países registraram uma estabilização nos salários.

No caso do trabalhador brasileiro, a crise se aprofundou ainda mais neste ano. “Os números que estamos vendo não são nada encorajadores”, disse Deborah Greenfield, vice-diretora da OIT. Para a entidade, o cenário aponta para uma nova queda em 2017.

Segundo a representante da OIT, um dos impactos mais imediatos na queda dos salários no Brasil deve ser a redução do consumo na economia e, claro, na demanda agregada. “A desaceleração de renda tem um impacto muito grande em famílias e isso vai ser sentido em toda a economia”, alertou. “Os ganhos dos últimos anos podem sofrer uma erosão”.

Para a OIT, salário em queda significa atraso para qualquer retomada do crescimento e o fim da recessão. Na avaliação dos especialistas, os dados brasileiros, que mostram da perda do poder aquisitivo da população durante pelo menos dois anos, sugerem que a recuperação do crescimento da economia poderá levar mais tempo do que se imagina.

Patrick Belser, autor do informe, também destaca a queda “dramática” do salário real no Brasil. Em sua avaliação, a recessão e a queda nos preços de commodities influenciaram. “A redução continuou em 2016 e a demanda agregada também vai sofrer”, disse.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 16/12/2016

Redação On dezembro - 16 - 2016
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