Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Brasil assina acordo para facilitar comércio com o Uruguai

Fernanda Cruz

Acordo de reconhecimento mútuo dos programas de certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA) entre Brasil e Uruguai, que pode facilitar o comércio entre os países, foi assinado ontem (13), durante o Seminário Internacional Projeto OEA Integrado, promovido pela Aliança Pró-Modernização Logística de Comércio Exterior (Procomex), na capital paulista.

No acordo bilateral, são reconhecidos como de baixo risco os operadores certificados em ambos os países. Segundo o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, o país tem, atualmente, 72 operadores econômicos autorizados, o que totaliza 12,6% do volume de declarações de importação e exportação do país. Isso representa 12% do valor em reais transacionados no Brasil. A meta do órgão, no entanto, é chegar a 50% de declarações até 2019.

“Desde o lançamento, o programa desperta interesse crescente na procura de empresas para obtere a certificação [de OEA]. Foram 269 pedidos até o final deste ano”, disse ele. De acordo com Rachid, o acordo assinado hoje facilitará o comércio com o Uruguai, que chega ao volume de 2,5 bilhões em exportações e 1,8 bilhão em importações. O produto mais exportado é o óleo bruto de petróleo e a importação mais importante é a de leite e creme de leite concentrado.

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, disse que a expectativa é reduzir os custos com trâmites aduaneiros em 14,5%. Além disso, o tempo poupado na importação será de 47% e na exportação chega a 90%.

“Este é um acordo de facilitação do comércio. Uma economia competitiva exige que a aduana funcione de forma eficiente e que o comércio flua, sem procedimentos onerosos e custosos”, disse Azevedo. Ele explica que grandes e médias empresas estão entre as mais atuantes como operadoras autorizadas, mas é importante também pensar nas empresas que estão começando a importar e exportar, especialmente as pequenas.

“As pequenas empresas respondem por dois terços da força de trabalho e geração da riqueza do país, mas a participação brasileira no comércio internacional não reflete isso. Iniciativas para facilitar o comércio podem servir de estímulo para que mais empresas participem e alimentem a criação de empregos”, defende o diretor-geral da OMC.

Pesquisa

O diretor de desenvolvimento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Abijaodi, informou que uma pesquisa feita pela entidade, mostrou que os empresários consideram a burocracia alfandegária como um principais obstáculos à exportação e importação.

“Há as tarifas portuárias e aeroportuárias, o tempo para liberação nas alfândegas. É de fundamental importância para o país a adoção de medidas que resultem na redução dos custos sistêmicos”, disse. Segundo ele, a CNI espera ampliar também o reconhecimento mútuo com Estados Unidos, China e União Europeia.

O Operador Econômico Autorizado é uma certificação concedida pelas Aduanas a importadores, exportadores, agentes consolidadores, portos, aeroportos, terminais, companhias marítimas, e demais atores da cadeia que lhe confere o status de empresa segura, e confiável em suas operações.

Fonte: Agência Brasil

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Fed deve elevar juros após um ano sem altas

Um ano depois do último aumento de juros nos Estados Unidos, em dezembro de 2015, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve voltar a subir as taxas na reunião de política monetária que termina nesta quarta-feira, 14. Com a elevação dada como certa por Wall Street, o foco de analistas e investidores é sobre o que o BC vai sinalizar para 2017 e para os próximos anos, que vão marcar a gestão do novo presidente do país, o republicano Donald Trump.

A reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que reúne os 17 principais dirigentes do Fed, começou ontem e hoje termina com a divulgação, no fim da tarde, de um comunicado e novas projeções para indicadores como taxa de desemprego, juros e Produto Interno Bruto (PIB).

A presidente do Fed, Janet Yellen, dará em seguida uma entrevista à imprensa. Será uma das primeiras vezes que Yellen falará em público desde que Trump, que a criticou na campanha, ganhou as eleições.

Mercado. As apostas dos investidores na Bolsa de Chicago é de 95% de probabilidade de os juros subirem esta semana. “A alta amanhã (hoje) será uma mera formalidade, pois já é amplamente esperada e precificada”, destaca o economista-chefe do Royal Bank of Canada, Tom Porcelli. O maior interesse de Wall Street é ver os sinais que o Fed dará para a política monetária em 2017 e nos próximos anos, além das declarações de Yellen.

As expectativas de bancos como JP Morgan, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Wells Fargo e Barclays é que o Fed eleve duas vezes os juros em 2017. Mas tudo vai depender de como serão as políticas de Trump, que prometeu cortar impostos e aumentar gastos públicos, ressalta Michele Mayer, do BoFA.

Essa política pode gerar inflação e forçar o Fed a subir mais as taxas.
Cenário. Desde que o Fomc soltou as últimas previsões econômicas e Yellen falou com a imprensa, na reunião de setembro, o cenário mudou consideravelmente nos EUA, afirmou o economista-chefe da gestora Northern Trust em Chicago, Carl Tannenbaum. Além da inesperada vitória de Trump, indicadores econômicos do quarto trimestre mostram uma atividade nos EUA mais forte do que o inicialmente previsto, ressalta ele. Dados do Fed de Atlanta apontam a economia americana crescendo 2,6%. O economista projeta duas altas de juros no ano que vem, mas assim como alguns de seus colegas, vê a possibilidade de mais aumentos.

No caso de Yellen, Porcelli, do Royal Bank of Canada, prevê que a dirigente vai mostrar um “otimismo cauteloso” com o cenário econômico, ao contrário de Wall Street, que está com expectativas altas em relação à política de Trump e levando as bolsas para sucessivos recordes.

O Estado de S.Paulo – 14/12/2016

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Brasil ensaia rever posição sobre biodiversidade

O Brasil, o país mais megadiverso do mundo, não tem voz nas negociações da Conferência da ONU sobre Biodiversidade, a CoP-13, que acontece em Cancún, no México. Esta situação, no entanto, pode estar prestes a mudar.

Em Cancún o Brasil é apenas observador nas negociações que tratam das regras do Protocolo de Nagoya, acertado em 2010 no Japão e que entrou em vigor em 2014. Até agora, 91 países (incluindo China e UE) ratificaram o protocolo que trata da repartição de biodiversidade. O Congresso brasileiro ainda não o ratificou.

Alguns técnicos do Ministério da Agricultura são reticentes em relação ao Protocolo, que prevê o pagamento de royalties ao país detentor dos recursos genéticos.

O Brasil é o segundo maior produtor de alimentos do mundo, depois dos Estados Unidos. Mas mais de 90% do que o país explora tem origem em outros países. A soja vem da China, o milho, do Peru, o café, da Etiópia. “É mais fácil dizer o que é nosso: o amendoim, a jabuticaba e espécies de mandioca”, diz um empresário sem se identificar.

“Setores que têm interesses ofensivos, como a indústria farmacêutica, querem a ratificação, mas os dependentes de recursos com origem em outros países são temerosos”, diz uma fonte do governo.

O protocolo não é retroativo. A China não pode cobrar royalties sobre a soja que o Brasil vende, embora a situação possa ser diferente com uma futura variedade.

O Brasil tem desde 2015 uma lei que deu segurança ao setor privado. “O protocolo diz que os países têm que ter leis domésticas e diz que elas irão valer na negociação”, explica a fonte. “Qualquer pessoa que chegar ao Brasil e quiser explorar nossos recursos genéticos terá que respeitar a lei brasileira”.

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) quer que o Congresso ratifique o acordo assim como a Fiesp. “Ratificar pode trazer vantagens competitivas, considerando que nossos clientes e concorrentes o fizeram”, disse ao Valor Marco Antonio Caminha, do setor de Meio Ambiente da Fiesp.

Os ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores creem que o Brasil perde como está. Em Cancún discute-se mecanismo que sirva quando é difícil identificar a origem do recurso ou quando a origem é compartilhada. O Brasil, como observador, pode influenciar apenas com lobby.

Esta situação pode mudar. Blairo Maggi, ministro da Agricultura, esteve em Nagoya. “Só concordaremos com a ratificação quando negociarmos as salvaguardas para proteção dos agricultores brasileiros”, disse em documento. “A agricultura ficou distante dessas discussões. Isso não pode mais acontecer, sob pena do Brasil e sua agricultura serem penalizados.”

Para representantes do governo e de ONGs, esta é uma sinalização que o ministério irá rever sua posição e indicar ao Congresso que deve ratificar o Protocolo de Nagoya.

Abinee/Valor Econômico – 14/12/2016

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Expectativa com Trump piora e preocupa europeus

No fim de novembro, o principal assessor de política externa da premiê alemã, Angela Merkel, foi questionado sobre o que a Presidência de Donald Trump significaria para a Alemanha. Sua resposta foi uma avaliação esperançosa.

As realidades da Presidência obrigariam Trump a mudar de tom, disse Christoph Heusgen. Trump teria raízes alemãs. E estaria estudando nomear ex-críticos como Mitt Romney, um republicano mais de centro, para altos cargos, num sinal de que seria inclusivo.

Duas semanas depois, as esperanças das principais capitais europeias de que Trump migraria para o “modo presidencial”, se distanciaria das atitudes polêmicas de sua campanha e introduziria no seu governo um grupo diversificado de pessoas alheias à sua linha estão se esmaecendo, e uma nova inquietação está se instaurando.

Autoridades dizem que as recentes decisões – da nomeação de um cético da mudança climática para dirigir a agência ambiental EPA até o conflito de Trump com a China sobre Taiwan, passando pela nomeação de vários executivos do Goldman Sachs – sugerem que ele poderá ser muito mais prejudicial aos interesses europeus do que se supunha inicialmente.

Agora, após o período de reflexão voluntarista sobre a possibilidade de Trump mudar, uma abalada Europa se prepara para confrontos com Washington numa série de questões, desde o acordo nuclear com o Irã até livre comércio, mudança climática e mesmo a integração europeia.

“Está ficando mais claro a cada dia que não se trata de um conjunto evolutivo de políticas coerentes, e sim o contrário”, disse um alto diplomata da Europa Ocidental que visitou Washington recentemente para avaliar o clima dominante.

“Trata-se de ser prejudicial. Ninguém sabe onde e como ele optará por ser prejudicial. Mas estamos mudando para o ponto de vista de que é isso que Trump é, e que isso é parte de sua estratégia.”

Pouco mais de um mês após a eleição nos EUA, autoridades europeias ainda enfrentam dificuldade para entender exatamente o que Trump fará na Casa Branca no mês que vem, para além da expectativa de que ele vai focar, principalmente, em prioridades internas.

A confusão se dá, em parte, porque a escolha do gabinete de Trump foi um processo demorado, com candidatos como Romney sendo entrevistados na Trump Tower e elogiados pelo Twitter, apenas para serem descartados ou esquecidos dias depois com o surgimento de novos candidatos.

A nomeação mais importante para muitas capitais no exterior foi a de Rex Tillerson para secretário de Estado. Algumas autoridades europeias manifestaram preocupação por seus estreitos laços com a Rússia e com o presidente Vladimir Putin. Já outras se tranquilizaram com o fato de que o CEO de uma grande empresa com experiência internacional assumiria o chefia da diplomacia americana.

“Visualmente, não é nada bom”, disse um alto diplomata do Leste Europeu cujo país conta com os EUA e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para protegê-lo de ambições regionais de Moscou. “Mas a ideia de um secretário de Estado que realmente conhece a Rússia é intrigante.”

Volker Perthes, diretor do Instituto Alemão de Assuntos Internacionais e de Segurança, em Berlim, diz que o uso frequente do Twitter também preocupa os governos europeus. Vários supunham que isso acabaria após a eleição. “Será que Merkel terá de ser acordada às 3 da manhã porque Trump enviou um tuíte em que relata que Putin lhe disse que as sanções à Rússia são tolice?”, disse Perthes. “Não se pode descartar essa possibilidade.”

Alguns veem potencial para um conflito ainda maior em torno das eleições na Holanda, França e Alemanha no ano que vem, e talvez na Itália e no Reino Unido.

Trump foi rápido em aplaudir o plebiscito do Reino Unido que aprovou a saída do país da UE, em junho. Ele também se aproximou muito de Nigel Farage, o principal defensor do Brexit, levantando questões sobre qual será seu comportamento nas próximas campanhas – como a eleição presidencial da França, em que se prevê que a dirigente da Frente Nacional, de extrema direita, Marine Le Pen, terá um sólido desempenho, baseado numa plataforma eurocética.

“Os europeus estão em estado de choque”, disse Charles Grant, diretor do Centro para a Reforma Europeia, que esteve nos EUA na semana passada com Perthes para discutir a Presidência Trump com autoridades americanas.

“Se Trump apoiar Marine Le Pen como apoiou Farage, esse será um acontecimento revolucionário nas relações transatlânticas”, disse. “Se você apoia uma pessoa que quer destruir o euro, a UE e a ordem liberal ocidental e que é amigo da Rússia, você não estará apenas deteriorando as relações transatlânticas, você as estará destruindo.”

Abinee/Valor Econômico – 14/12/2016

Redação On dezembro - 14 - 2016
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