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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Reestruturação da Volkswagen tem longo caminho pela frente

Matthias Mueller, diretor-presidente da Volkswagen, vai anunciar uma reestruturação da marca homônima hoje

William Bostom

Quando assumiu o comando da maior montadora do mundo, no ano passado, Matthias Müller prometeu tirar o grupo Volkswagen AG da maior crise de sua história, melhorar a cultura corporativa da empresa e colocar a marca homônima de carros de passageiros no caminho da recuperação.

Um ano mais tarde, o diretor-presidente da Volkswagen já pode apresentar alguns sucessos na reunião de hoje do conselho supervisor, que vai ratificar o plano anual de investimento para os próximos cinco anos. A meta de transformar a Volkswagen e elevar substancialmente os lucros, entretanto, continua fora de alcance.

Müller viu sua margem de manobra limitada pelo escândalo das fraudes nos testes de emissão de poluentes, que já custou cerca de US$ 20 bilhões à empresa e ainda pode custar mais. A Volkswagen já informou que pretende, nos próximos anos, eliminar até 25 mil postos em sua força de trabalho global, que hoje conta com 624 mil funcionários, embora Müller tenha descartado demissões forçadas.

A administração da marca Volkswagen e representantes dos trabalhadores estão há oito meses engalfinhados na negociação de um acordo que chamam de “FuturePact”, buscando atingir um consenso para cortar custos e obter as economias necessárias para financiar grandes investimentos em veículos elétricos e autônomos — tecnologias novas que ameaçam muitos empregos tradicionais no setor.

Müller deve apresentar detalhes da reestruturação da marca Volkswagen hoje, antes da reunião do conselho supervisor, informou a empresa.

O executivo já cortou custos em outras áreas.

“Estamos operando numa época incerta e de volatilidade”, disse ele um ano atrás. “Qualquer coisa que não seja absolutamente necessária será cancelada ou adiada.”

Desde então, ele vendeu o jato Airbus da empresa, tirou de linha o deficitário sedã de luxo Volkswagen Phaeton e enxugou as caras exibições em feiras de automóveis.

Ele ainda promoveu mudanças na cultura autocrática da montadora alemã. A porta da sala do diretor-presidente permanece aberta para estimular o diálogo e ele também removeu o botão que levava o elevador da sede diretamente para seu escritório.

Sob o comando de Müller, a marcas individuais do grupo Volkswagen e as operações regionais ganharam uma autonomia maior, afastando-se do modelo hierárquico que costumava centrar — e frequentemente atrasar — as decisões na sede da empresa, em Wolfsburg. E ele também trouxe um grupo de executivos de fora da empresa para dar impulso a essa transformação.

Mas pode ser difícil para Müller realizar as partes restantes da reformulação da empresa.

A empresa precisa reestruturar sua marca Volkswagen — o carro-chefe de um grupo que ainda inclui Audi, Porsche, Scania e outras — para continuar competitiva num setor onde “startups” do Vale do Silício viraram concorrentes tão importantes quanto outras montadoras tradicionais, como Toyota Motor Corp. e General Motors Co.

Com menos recursos disponíveis, Müller está direcionando investimentos para novas tecnologias, numa tentativa de acompanhar as rivais.

Em meio às mudanças do setor, montadoras como a Volkswagen vão precisar de menos empregados e de outros com habilidades diferentes para administrar unidades digitais e fabricar carros elétricos. O grupo que representa os trabalhadores da Volkswagen está ameaçando bloquear as decisões de investimentos na reunião de hoje, a menos que a direção da empresa ofereça garantias de trabalho para os 282.100 funcionários da empresa na Alemanha, quase metade de sua força de trabalho global.

Algumas das sugestões recentes dos líderes da Volkswagen foram recebidas com indignação. Em outubro, cerca de 20 mil trabalhadores de fábrica da empresa vaiaram Herbert Diess, diretor-presidente da marca Volkswagen, quando ele anunciou que milhares de empregos seriam eliminados e que os funcionários alemães voltariam para turnos de 40 horas semanais. Atualmente, a carga semanal é de 35 horas.

Durante anos, os custos elevados e os lucros baixos das fábricas da marca Volkswagen foram mascarados por lucros maiores da unidade de carros de luxo Audi e da fabricante de modelos esportivos Porsche. Agora, porém, o lucro da Audi está em queda com a crise da fraude nas emissões, amplificando o enfraquecimento da marca Volkswagen.

“Sem o grupo e suas outras marcas, a marca Volkswagen estaria em uma situação desesperadora”, disse Diess recentemente. “Na situação atual, a marca Volkswagen não é sustentável.”

A empresa também está procurando terceirizar a produção de alguns componentes dos carros, o que tem sido um obstáculo às negociações. O grupo que representa os trabalhadores também quer garantias de que a produção de novas tecnologias, como baterias para carros elétricos, será localizada na Alemanha para compensar a perda de vagas nas operações tradicionais.

Grupos que representam trabalhadores controlam metade dos assentos do conselho da Volkswagen e um dos principais acionistas, o Estado da Baixa Saxônia, que tem dois votos, tende a apoiar os trabalhadores, especialmente em questões relacionadas a empregos, já que a montadora é a maior empregadora privada do Estado.

Fonte: The Wall Street Journal Americas

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Impacto da crise 

Em recente encontro promovido em Belo Horizonte pela direção da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), que reuniu principalmente empresários da Câmara de Cimento e Mineração e de Transmissão Mecânica, atividades básicas do setor, foi abordada a intensificação da crise econômica no desempenho da mineração, que afeta profundamente a atividade em Minas Gerais. De 2013 para cá, já foram demitidos mais de 70 mil empregados do setor, com destaque para funcionários especializados. Para piorar, análise feita sobre as perspectivas para 2017 não foram nada otimistas. Antes pelo contrário. Não há perspectivas de novos projetos na área, de qualquer porte que seja.

Fonte: Estado de Minas

Redação On novembro - 18 - 2016
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