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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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Apesar de Trump, Yellen diz ter ‘total intenção’ de ficar no Fed

O presidente eleito Donald Trump está se preparando para assumir o governo em meio a sinais de que a economia dos EUA está ficando mais forte, conforme o ano termina e o Federal Reserve fica mais próximo de seu próximo incremento nas taxas de curto prazo.

A presidente do Fed, Janet Yellen, afirmou ontem que uma elevação dos juros pode vir “relativamente breve”. Seus comentários foram seguidos por alguns dos melhores dados oficiais em décadas do mercado imobiliário residencial, pedidos de seguro-desemprego e inflação. As notícias ampliaram as expectativas de que o Fed vai elevar a meta para as taxas de curto prazo dos Fed Funds em seu próximo encontro de política monetária, marcado para 13 e 14 de dezembro.

“A economia tem feito mais progressos neste ano” em direção às metas do Fed para emprego e inflação, afirmou Yellen, durante depoimento no Comitê Econômico do Congresso.

A comandante do banco central americano afirmou que os resultados da eleição presidencial não mudaram as visões dos oficiais desde a última reunião de política monetária, de que o argumento para uma alta das taxas tem se fortalecido.

“Em minha avaliação, a evidência que temos visto desde aquele período permanece consistente com o julgamento que o comitê [Fomc] alcançou em novembro”, afirmou Yellen, notando que os dados recentes dão suporte às expectativas dos oficiais de fortalecimento do crescimento econômico, uma melhora do mercado de trabalho e inflação em alta.

As construções de residências iniciadas e as permissões para novas edificações subiram em outubro, um sinal de que as construções residenciais estão crescendo em meio a uma demanda estável. O índice de residências iniciadas subiu 25,5% no mês passado, no melhor ganho em mais de três décadas, enquanto as permissões aumentaram em 0,3%, segundo o Departamento de Comércio.

O número de americanos preenchendo solicitações de seguro-desemprego caiu na semana passada para o menor nível desde novembro de 1973, segundo o departamento de Trabalho.

Enquanto isso, os preços ao consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês) subiram em outubro na comparação com o mesmo período de 2015, no ritmo mais rápido em dois anos. O dado do CPI é o mais recente a indicar que as pressões inflacionárias na economia estão se firmando. O CPI avançou, em taxa ajustada sazonalmente, 0,4% na comparação ao mês anterior. Excluindo os custos voláteis de energia e alimentos, o núcleo do CPI subiu 0,1%.

“O crescimento econômico dos EUA parece ter aumentado em relação ao ritmo mais fraco do início do ano”, disse ela.

Yellen também afastou especulações de que poderia renunciar ao cargo no ano que vem, após a eleição de Trump. Durante a campanha, Trump a considerou “altamente politizada” e a acusou de manter taxas baixas para ajudar os democratas. Yellen tem refutado as acusações.

Perguntada sobre a possibilidade de sair antes de terminar seu mandato de quatro anos como presidente do Fed, que acaba em 31 de janeiro de 2018, Yellen afirmou: “é minha total intenção cumprir o meu mandato”.

Legisladores também pressionaram Yellen a ponderar sobre o que as propostas de políticas fiscais de Trump, incluindo gastos com infraestrutura e novos cortes de tributos, poderiam significar para a economia e as taxas de juros. Yellen afirmou que “quando houver uma clareza maior” sobre o que essas políticas vão engendrar, o comitê de política monetária do Fed levará em consideração os efeitos desses planos sobre o desemprego, crescimento e inflação.

A presidente do Fed reconheceu que tem havido movimentações significativas dos mercados após as eleições, o que parece, disse Yellen, ser uma antecipação de investidores de um cenário em que um pacote de expansão fiscal pode impulsionar a inflação e levar o Fed a subir as taxas mais rapidamente. Mas Yellen ressaltou que haverá uma grande quantidade de incertezas sobre esses planos “por um tempo considerável”.

“As coisas podem ficar muito diferentes, nós entendemos, e vamos simplesmente observar quais decisões serão tomadas e avaliá-las mais para a frente.”

Questionada se a possibilidade de estímulos fiscais no ano que vem poderia resultar em um adiamento na elevação das taxas, possivelmente até janeiro, Yellen afirmou: “Eu acho que o julgamento que o Fomc alcançou em novembro permanece apropriado”.

Yellen disse também que continua a esperar que a evolução da economia vá permitir apenas uma elevação gradual das taxas de curto prazo ao longo do tempo, em parte porque a chamada taxa neutra de juros, aquela na qual a economia opera em capacidade plena sem superaquecer, parece estar muito baixa.

Abinee/Valor Econômico – 18/11/2016

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EUA avaliam vetar aquisições no país por estatais chinesas

Os congressistas dos Estados Unidos devem agir para impedir que as empresas estatais da China adquiram companhias americanas. A afirmação foi feita anteontem por uma comissão do Congresso dos EUA encarregada de monitorar as relações comerciais e de segurança entre Wa-shington e Pequim.

Em seu relatório anual ao Congresso, a Comissão de Análise Econômica e de Segurança EUA-China, disse que o Partido Comunista chinês usa empresas apoiadas pelo Estado como a ferramenta econômica para avançar e alcançar objetivos de segurança nacional.

O relatório recomendou ao Congresso proibir aquisições nos EUA por essas empresas, mudando o mandato da CFIUS, órgão do governo que faz análises de segurança das propostas de aquisição feitas por companhias estrangeiras.

“A Comissão recomenda ao Congresso que faça uma emenda à lei, autorizando a Comissão para Investimentos Estrangeiros nos EUA [CFIUS, na sigla em inglês] de impedir companhias estatais chinesas de adquirir ou obter o controle efetivo de companhias americanas”, diz o relatório.

A CFIUS, liderada pelo Departamento do Tesouro e com representantes de oito outras agências, incluindo os departamentos de Defesa, Estado e de Segurança Nacional, hoje tem poder de veto sobre aquisições feitas por empresas privadas estrangeiras ou de controle estatal, se achar que os negócios ameaçam a segurança nacional ou infraestruturas importantes.

Se aprovada, a recomendação da comissão basicamente criará uma proibição geral a aquisições nos EUA por empresas estatais chinesas. O relatório “mais uma vez revelou os estereótipos e preconceitos da comissão”, disse em Pequim Geng Shuang, porta-voz do Ministério do Exterior da China. “Exigimos das empresas que investem no exterior que obedeçam leis e regulamentações locais e esperamos que os países em questão criem igualdade de competição.”

O relatório da comissão é consultivo, mas poderá ter um peso extra neste ano porque surge no momento em que a equipe de transição do presidente eleito Donald Trump formula sua agenda de políticas externa e comercial e examina candidatos para cargos econômicos e de segurança.

O Congresso também poderá ser mais receptivo, depois que o sentimento dos eleitores americanos contra a perda de empregos para a China e o México ajudou os republicanos a manterem o controle na Câmara e no Senado. Trump criticou a China ao longo da campanha, com promessas de impor tarifas de 45% aos produtos chineses e classificar o país como manipulador do câmbio.

“As estatais chinesas são braços do Estado chinês”, disse em uma entrevista Dennis Shea, presidente da Comissão de Análises Econômicas e de Segurança EUA-China. “Não queremos o governo americano comprando empresas nos EUA, então por que iríamos querer que o governo comunista chinês compre empresas nos EUA?”

A recomendação para mudanças nas leis que regem a CFIUS foi uma de 20 propostas que a comissão fez ao Congresso. No âmbito militar, ela pediu que o governo investigue até onde a terceirização para a China enfraqueceu a indústria de defesa dos EUA.

Dados da Thomson Reuters mostram que os EUA e as empresas americanas atraíram um recorde de US$ 64,5 bilhões em negócios envolvendo compradores da China continental este ano, mais do que qualquer outro país visado por compradores chineses.

O avanço sobre os EUA é parte de uma onda de compra de ativos internacionais por companhias chinesas, que neste ano registra um recorde de US$ 200 bilhões em negócios, quase o dobro do montante do ano passado. A CFIUS mostrou alto grau de ativismo contra os chineses em 2016 e chegou a surpreendê-los. Grandes negócios que foram vítimas da CFIUS incluem um investimento de US$ 3,8 bilhões da Tsinghua Holdings na Western Digital.

Em 2014, último ano com dados disponíveis, a China encabeçou a lista dos países sob revisão da CFIUS, com 24 negócios analisados entre um total de mais de 100 investigados pela CFIUS.

Embora o número de transações chinesas tenha aumentado em termos absolutos, ele caiu enquanto parcela das aquisições totais chinesas, segundo o relatório, e a maioria dos negócios investigados pela CFIUS foi aprovada.

Abinee/Valor Econômico – 18/11/2016

Redação On novembro - 18 - 2016
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