Sindicato Nacional da Indústria de
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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Após revisão do IBGE, PIB de Dilma iguala o de segundo mandato de FHC

Uma revisão nos dados recentes da economia brasileira, feita pelo IBGE, melhorou o resultado do PIB durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff (2011-14).

Assim, a primeira administração da petista deixou de ser isoladamente a de menor crescimento desde o governo de Fernando Collor (1990-92) e empatou com o desempenho de FHC em seu segundo mandato (1999-2002).

A revisão feita pelo IBGE não foi muito grande e ocorre cada vez que o instituto publica dados mais depurados do PIB. Nesta quinta (17), saiu o número definitivo de 2014. Em vez de uma estabilidade de 0,1%, a economia cresceu 0,5%. Também foi revisto levemente para cima o resultado de 2011, de 3,9% para 4%.

Foi o suficiente para a média anual de crescimento de Dilma 1 subir de 2,22% para 2,34% —superior, na segunda casa após vírgula, ao de FHC 2 (2,31%). Na divulgação oficial, o IBGE só considera o primeiro número após a vírgula, o que os coloca em empate.

Paulo Picchetti, pesquisador e um dos membros do Comitê de Datação de Ciclos da FGV, lembra que tanto Dilma quanto FHC enfrentaram turbulências externas.

Em sua segunda gestão, o tucano enfrentou o colapso argentino. Já Dilma encarou o estrago da crise financeira nos países da Europa. FHC enfrentou o racionamento de energia, e Dilma, a crise hídrica em 2014.

Mas, para Picchetti, o governo Dilma produziu desequilíbrios que cobraram seu preço no segundo mandato.

“O benefício de um crescimento que se mostrou melhor não compensa de forma alguma a dificuldade que estamos vivendo agora.”

A recessão se instalou em 2014, mas derrubou o PIB a partir de 2015, resultado de uma política de excessiva intervenção do governo no setor privado e desmesura nos gastos públicos, que levou à baixa da confiança empresarial e acabou em inflação.

O economista José Luis Oreiro, da UFRJ, dá peso à aceleração da inflação e ao choque de oferta produzidos pela súbita correção de tarifas, como de energia, em 2015 —represadas no primeiro governo Dilma. A crise política e as investigações da Lava Jato multiplicaram incertezas e debilitaram o investimento.

SEM NORTE

Oreiro afirma que a revisão dos números de Dilma não altera a leitura da gestão econômica da petista.

“Foi um governo que não soube lidar com a sustentabilidade do crescimento”, afirma. “Após tentar corrigir o câmbio [a seu ver, excessivamente valorizado], o governo Dilma desistiu e passou a adotar uma política econômica sem norte.”

O erro, diz Oreiro, foi ter interpretado que a moderação, após os anos de forte crescimento do governo Luiz Inácio Lula da Silva, se devia à falta de consumo. Em vez de adotar ações para estimular o investimento privado, optou-se por sobreaquecer a demanda.

Governantes desde o Plano Real, diz Oreiro, aplicaram juros altos e dólar barato para controlar a inflação, combinação que limita o investimento e a capacidade do país crescer no longo prazo.

“Sabemos que há 25 anos o padrão de crescimento do Brasil é baixo, ao redor de 2,3% anuais, o que é reflexo de uma baixa taxa de investimento, em torno de 18% do PIB. Isso é um problema mais estrutural do que de um governo ou de outro”, afirma.

Abinee/Folha de S.Paulo – 18/11/2016

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Revisão eleva a 0,5% alta do PIB em 2014

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu um pouco mais em 2014 após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) incluir dados adicionais e atualizações metodológicas. Passou de alta de 0,1% para crescimento de 0,5%, impulsionado principalmente pela revisão no consumo das famílias, e chegou a R$ 5,779 trilhões.

O resultado integra o Sistema de Contas Nacionais 2010-2014, revisando resultados já divulgados pelas Contas Nacionais Trimestrais. Em 2010, o PIB cresceu 7,5%. Em 2011 houve ligeira revisão positiva e pelas novas contas a alta do PIB passou de 3,9% para 4%. Para 2012 e 2013, o crescimento foi mantido em 1,9% e 3%, respectivamente.

O consumo das famílias aumentou 2,3% em relação a 2013 – o resultado anterior era de alta de 1,3%. Em parte, o resultado positivo reflete o mercado de trabalho que ainda resistia ao aprofundamento da crise, disse Cristiano Martins, da coordenação de Contas Nacionais do IBGE. Desde 2010 a remuneração dos empregados continuou aumentando a participação no PIB, pela ótica da renda, de 41,6% para 43,5%, em 2014.

Pelo lado da produção, que mostra as contribuições para o PIB do valor gerado pelas atividades econômicas, houve revisões em todas as atividades. A indústria aprofundou a queda, com recuo de 1,5% – a retração anteriormente divulgada foi de 0,9%. A maior contribuição negativa foi da construção civil, que ampliou a queda de 0,9% para retração de 2,1% após a inclusão de informações da pesquisa anual do setor.

O setor de serviços, que representa cerca de 60% da economia, passou de alta de 0,4% para 1%. A agropecuária cresceu de 2,1% para 2,8% após as revisões do IBGE.

A construção ganhou pequena participação no PIB entre 2010 e 2014, impulsionada principalmente pelo segmento voltado para o ramo residencial, passando a representar 10,3% do PIB, de 10,2% quatro anos antes. A construção representa cerca de 52% da Formação Bruta de Capital Fixo (FBFC) – o peso em 2010 era de 49,8%.

A participação residencial, em igual período, passou de 19,9% para 22,9% do FBCF. Já no PIB, a participação da construção residencial passou de 4,1% para 4,5% e ajudou a cobrir a perda de fatia do grupo outros edifícios e estruturas, que diminuiu a contribuição para o PIB de 6,1% para 5,8%.

Já o segmento máquinas e equipamentos viu sua participação no PIB cair de 8% para 7,3%, entre 2010 e 2014. A rubrica outros ativos fixos também ficou menor, passou de 0,4% para 0,3% do PIB. Em contrapartida, produtos de propriedades intelectual cresceram de 1,9% para 2%.

A atualização das Contas Nacionais mostrou que a FBCF caiu 4,2% no ano – a retraçao era de 4,5% no dado anterior. A taxa de investimento recuou de 20,9%, em 2013, para 19,9% do PIB, em 2014, primeira queda desde 2009. O crescimento baixo levou a queda real do PIB per capita entre 2013 e 2014, terceiro recuo desde 2000. Em 2014, o PIB per capita foi de R$ 28.498. As outras quedas ocorreram em 2003 (-0,2%) e 2009 (-1,2%).

Abinee/Valor Econômico – 18/11/2016

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Relator infla projeção de receita do governo

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou ontem o relatório preliminar do deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), que estimou as receitas da proposta orçamentária do governo para 2017. Como o Valor antecipou na semana passada, o texto apresentado, e referendado pelos parlamentares, incluiu uma expectativa de arrecadação de R$ 13,18 bilhões com o projeto que pretende reabrir no ano que vem o programa de regularização de ativos mantidos ilegalmente no exterior, a chamada repatriação.

Vilela previu uma receita primária bruta de R$ 1,393 trilhão, com receita líquida, aquela que pode ser utilizada pelo governo federal, de R$ 1,161 bilhão.

O Congresso Nacional trabalha em ritmo acelerado para reabrir, em 2017, o prazo para a regularização dos ativos enviados ilegalmente para fora do país. A ideia é que o projeto já seja votado no Senado na próxima terça-feira, sendo depois examinado pela Câmara dos Deputados. O governo federal ficará, como previsto em lei, com a maior parte do dinheiro da repatriação, um total de R$ 10,1 bilhões, que foi incorporado ao texto apresentado por Vilela. Aos Estados e municípios caberá R$ 3,03 bilhão.

Apesar de o governo já admitir um crescimento menor do que o projetado inicialmente, o deputado trabalhou com uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,6% para o ano que vem, que ainda é o número oficial. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse em seminário promovido pelo Valor que o crescimento do ano que vem deve ficar em torno de 1%. O governo deve enviar na semana que vem os novos parâmetros econômicos.

Uma fonte da área técnica do Congresso estima que só a mudança direta de previsão de PIB levaria a uma queda de R$ 4 bilhões na estimativa de receita, número que pode superar os R$ 7 bilhões ao se considerarem outros efeitos indiretos, como o comportamento da massa salarial. Outro fator que pesa contra a arrecadação é a queda da inflação, lembra esse técnico.

Ao Valor, o deputado Daniel Vilela disse que ficou preocupado com a notícia de que o governo deve reduzir sua projeção de crescimento. Mas argumentou que não poderia incorporar isso ao seu relatório, enquanto o governo não formalizar os novos parâmetros. “O relatório que aprovamos é preliminar e poderá ser revisado até a votação final do Orçamento, em dezembro”, afirmou Vilela. Por outro lado, ele lembrou que a arrecadação da repatriação pode ser bem maior e que no próprio governo já se falaria em mais de R$ 30 bilhões de receitas.

O relatório de receitas embasa a elaboração do Orçamento, cujo relator geral é o senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Ele deve apresentar texto preliminar na semana que vem na Comissão.

A maior receita do texto aprovado pelo deputado permite viabilizar despesas originalmente não projetadas pelo governo quando enviou a proposta orçamentária. É o caso do novo piso da Saúde, que valerá tão logo seja concluída a tramitação e aprovada a PEC do teto de gastos, que já está sendo considerada nesse Orçamento. Assim, cortes em outras despesas, em especial emendas parlamentares, de mais de R$ 10 bilhões foram evitados.

Abinee/Valor Econômico – 18/11/2016

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Projeto fixa alíquota mínima do ISS em 2%

Com a pressão de prefeitos e boa vontade do Senado, projeto que reforma o modelo de cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS) deverá ser votado na terça-feira (22) no plenário da Casa, com chances de ser aprovado.

O texto fixa em 2% a alíquota mínima do tributo, na tentativa de acabar com a guerra fiscal entre os municípios e amplia a lista de serviços alcançados.

De acordo com a proposta, Os prefeitos que aplicarem renúncia fiscal abaixo do percentual sofrerão ações judiciais por improbidade administrativa. As penas vão desde a perda da função; a suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos; e multa de até três vezes o valor do benefício concedido.

A medida, conforme defendem gestores municipais e senadores, deverá servir para combater a guerra fiscal entre as cidades para atrair investimentos e recuperar as economias locais, que estão abaladas devido ao contexto de crise econômica no País.

A versão do projeto apresentada é um substitutivo da Câmara (SCD 15/2015) ao Projeto de Lei Complementar do Senado (PLS) 386/2012, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), novo líder do governo na Casa.

Cartões de crédito

Uma das principais mudanças aprovadas pela Câmara é a cobrança do encargo onde a operação ocorreu, em casos específicos como cartão de crédito ou débito, e de factoring (aquisição de direitos de crédito) ou leasing (arrendamento mercantil).

Isso significa que as operações podem ser tributadas pelo município em que são feitas ou conforme o domicílio do tomador da operação, e não no município sede da administradora do cartão ou da empresa financeira.

Novos serviços

Além disso, vários novos serviços foram incluídos pelo projeto na lista dos que podem ser tributados. Entre eles estão a aplicação de tatuagens e piercings; vigilância e monitoramento de bens móveis; e conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto em páginas eletrônicas, exceto no caso de jornais, livros e periódicos.

Com as mudanças, municípios poderão ser beneficiados devido ao aumento na arrecadação de impostos.

Na semana passada, durante encontro de prefeitos organizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, exigiu do Legislativo uma decisão acerca da reforma do ISS, pedindo ao público presente que cobre dos parlamentares a votação da matéria. “Será que vamos continuar de cabeça baixa, reclamando, ou nós vamos tomar atitude política?”, questionou.

Em plenário, o senador Cidinho Santos (PR-MT), que já presidiu a Associação Mato-grossense dos Municípios, também cobrou do presidente da casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), para colocar o projeto em votação.

“Tive a oportunidade de receber uma comissão de prefeitos. Eles fazem um apelo para o Senado Federal votar a questão do projeto de lei do ISS, para que o pagamento seja no lugar de origem”, comentou o parlamentar. “Eu conversei com diversos Senadores aqui, inclusive com o Líder do Governo, Senador Aloysio Nunes, e ele não tem objeção a esse projeto do ISS dos Municípios e de pagar no fato gerador, Senador. Eu acredito que seria uma força a dar aos Municípios neste momento difícil que estamos passando”, concluiu.

A cobrança teve coro de Romero Jucá. “Eu defendo também. Não há aumento de carga tributária. O que está se fazendo é atualizar a planta de ISS com novas ações e serviços que não existiam quando a lei foi criada, principalmente na área de informática, do setor digital e tudo mais. Então, seria importante votar essa matéria”, justificou.

Abinee/DCI – 18/11/2016

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Planejamento na crise ditará o cenário do varejo na retomada

A maneira como as empresas do varejo se comportarem durante a recessão será decisiva para a definição do cenário pós-crise. Aquelas que se prepararem para a retomada, adotando as medidas necessárias, podem sair da situação melhor do que quando a instabilidade econômica começou. Para as que não fizerem o dever de casa, no entanto, a tendência é de perder mercado.

“No momento de recessão, as vantagens competitivas que as grandes companhias têm sobre as pequenas e médias diminuem muito. Portanto, é a hora de ‘ajustar’ a máquina e ganhar fôlego para a relargada”, diz o sócio da consultoria Enéas Pestana & Associados, Sandro Benelli. Segundo ele, esse quadro gera inclusive oportunidades grandes de ganho de mercado.

O professor do Núcleo de Estudos e Negócios do Varejo da ESPM, Roberto Nascimento, concorda: “Se alguém perde espaço outro tem que ocupar. Então, a empresa que identifica oportunidades nesse cenário que estamos passando tem uma grande chance de ganhar market-share. Efetivamente vemos alguns players do varejo ganhando mercado.”

Apesar da oportunidade que o momento traz – até mesmo para as empresas menores -, a necessidade de adotar estratégias voltadas ao aperfeiçoamento da operação, vulgo, redução de despesas e aumento da rentabilidade, é fundamental.

Isso porque, na visão do presidente do Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), Claudio Felisoni, a tendência, na realidade, é de uma maior consolidação. “Durante a crise os ativos ficam muito baratos, então, sem dúvida, há movimentos de consolidação. Quando a recessão acabar, o varejo provavelmente estará mais concentrado que antes”, diz. Em outras palavras, as empresas que não se adequarem as demandas impostas pelo cenário recessivo, e não se movimentarem no sentido de tornar a operação mais saudável, podem ser ‘engolidas’.

Mão na massa

Apesar do diagnóstico aparentemente simples, as medidas necessárias para tornar a empresa mais eficiente nem sempre são fáceis de serem implementadas, e requerem, em geral, uma série de ações continuas. Segundo Benelli o intuito de todas elas deve ser um só: aumentar a margem e reduzir despesas. “A primeira coisa que se tem que fazer é ter certeza de que os processos estão otimizados. Segundo, só se deve investir quando tiver segurança de que o investimento vai dar um retorno acima do esperado. Terceiro, é preciso fazer uma análise minuciosa do tamanho do sortimento e se ele de fato está adequado para o público da varejista”, afirma. O consultor completa que um mix inadequado tem um giro menor, o que reduz o caixa da empresa. “Ao reduzir o sortimento para o mínimo necessário se tem uma geração maior de caixa e uma economia com estoque.”

Para Nascimento, outro ponto fundamental diz respeito a área de compras, que deve ser colocada em posição estratégica na empresa. “Tem uma expressão no varejo que diz que não se ganha pelas vendas, mas pela compra. Ou seja, através da boa negociação com o fornecedor”, diz Nascimento. “A empresa tem que ter uma espécie de manual: quais são os fornecedores, condições comerciais, indicadores, mix de produtos. Em suma, uma espécie de cartilha que ajude na administração das compras”, completa.

De acordo com ele, outra necessidade é a eliminação ao máximo dos desperdícios e a busca constante pela redução das despesas operacionais. “Tem que ver onde está perdendo dinheiro e eliminar tudo que não agregue valor”, diz.

‘Sentar no caixa’

Sobre a diminuição dos gastos, Benelli, da Enéas Pestana & Associados, diz que uma estratégia que pode ser muito eficaz é o que ele chama de ‘sentar no caixa’. A medida consiste basicamente em impor uma regra em que nenhum gasto pode sair da empresa sem a assinatura do presidente. “Só com isso se consegue reduzir as despesas em torno de 10% a 20%. Cria-se uma pressão psicológica que acaba inibindo os funcionários de gastarem”, afirma o especialista, acrescentando que essa estratégia é empregada, normalmente, em empresas de grande porte. A respeito das dificuldades na execução ele é taxativo: “Dá muito trabalho, mas estamos em guerra”.

Segundo ele, a política de redução de despesas tem que vir acompanhada de um controle orçamentário rígido. Para isso, o consultor diz que uma das alternativas é adotar o ‘orçamento base zero’. “Essa é uma estratégia que defendemos muito. Na hora de definir o orçamento do período tem que partir do zero, ignorando o histórico de custos. Você faz esse orçamento envolvendo todas as áreas e todos são obrigados a justificar os custos de seu departamento, o que dá uma maior segurança para a empresa de que ela está fazendo as melhores opções”, diz.

Atualmente, a equalização dos custos é justamente uma das principais preocupações da BookPartners, holding que controla a varejista Cia. dos Livros. “É um trabalho constante nosso. Se a empresa não faz uma gestão muito forte dessa área se começa a perder a rédea do negócio”, afirma o diretor de operações da companhia, Mauro Azevedo. Segundo ele, apesar dos desafios do momento atual, há de fato uma oportunidade grande de se ganhar mercado. “Temos que encarar a dificuldade e tentar obter oportunidades dessa situação, porque com certeza alguém esta deixando de fazer algo em função da crise. É um momento onde a empresa pode conseguir um diferencial de mercado, que possivelmente não conseguiria antes”, diz.

Em relação aos investimentos, por exemplo em expansão, Nascimento, da ESPM, diz que é importante deixá-los prontos, mas que agora não é a hora de colocá-los em execução. “Tem que deixar o plano pronto para quando tiver um cenário menos nebuloso já estar preparado, mas de maneira alguma é o momento de abrir novas lojas ou investir em reformas”, afirma.

Felisoni concorda, mas ressalta que a recessão ainda pode perdurar por um bom tempo. “A retomada do crescimento está apenas no plano das hipóteses. Hoje não se tem clareza de quando isso poderá ocorrer. O contexto econômico está ligado ao político, e a situação política, tanto externa como interna, está muito instável. Não sabemos os desdobramentos disso”, previu ele em entrevista ao DCI.

Benelli também acredita que a retomada deva demorar. Apesar disso, ele é enfático em sua avaliação: “Não se pode nunca ficar parado. Ficar parado no varejo significa morrer.”

Abinee/DCI – 18/11/2016

Redação On novembro - 18 - 2016
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