Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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OMC condena políticas de benefícios fiscais brasileiras

A Organização Mundial do Comércio considerou que diversas políticas de benefícios fiscais, entre as quais, das da Lei de Informática, violam acordos internacionais. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, por juízes do organismo internacional. O relatório, sigiloso, foi encaminhado ao Itamaraty, que afirma se debruçar sobre o caso. O documento será tornado público em 14 de dezembro.

Segundo o jornal O Globo, o ministro Marcos Pereira, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, teria dito que o Brasil vai recorrer da decisão, levando a disputa ao tribunal de apelações da OMC. O Itamaraty, em nota, diz que “O Brasil tem ressaltado que os programas brasileiros questionados dão importante contribuição ao desenvolvimento econômico e tecnológico do País, bem como para a sustentabilidade ambiental”.

A reclamação partiu do Japão e recebeu apoio também de União Europeia, Estados Unidos, Argentina, China, África do Sul, Índia, Rússia e diversos outros países. Ataca políticas a setores variados, do automotivo ao de papel e celulose. Em eletroeletrônica, foram alvo a Política de Informática, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores – PADIS e Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Equipamentos para TV Digital – PADTV.

Durante a última edição da Futurecom, executivos da indústria antecipavam o temor que o painel resultasse negativo para o Brasil. Argumentaram que sem as políticas de incentivos, muitas indústrias vão fechar as portas no território.

Tele.Síntese – 16/11/2016

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Fábricas dos EUA estão ficando mais inteligentes

Amplamente automatizada e cada vez menos dependente de mão de obra, a indústria americana ainda assim apresenta um paradoxo: embora sofisticada, ela não é tão de alta tecnologia.

Imagine máquinas de estamparia de metais em uma fábrica de autopeças que podem ter uma vida útil de até 40 anos.

Agora, pense na linha de montagem, perto de Austin, no Texas, onde a Samsung Electronics Co. produz chips para os iPhones da Apple Inc. A fábrica é um ambiente branco impecável cheio de robôs carregando pastilhas de silicone de uma estação para outra. Cada detalhe do local é medido por sensores que transmitem dados para uma central, onde eles podem ser processados para aperfeiçoar o processo de produção. As únicas pessoas presentes estão lá para consertar as máquinas, que executam todo o trabalho.

Mas isso significa que ainda há uma grande oportunidade para usar, na manufatura, todo o aprendizado que o Vale do Silício aplicou, por exemplo, à publicidade. “As pessoas estão realmente pensando em usar capital de risco e inovação tecnológica em coisas que são dez vezes maiores do que o mercado publicitário”, diz Jon Sobel, diretor-presidente da Sight Machine Inc., que ajuda empresas a processar dados coletados em linhas de montagem. O setor global de manufatura movimenta US$ 12 trilhões por ano. Os gastos anuais com publicidade no mundo todo somam só um pouco mais de US$ 500 bilhões.

Essa transformação na forma como as coisas são feitas tem vários nomes — quarta revolução industrial, Internet das Coisas industrial, fábricas inteligentes —, mas, em sua essência, trata-se da coleta do maior volume de dados possível de todas as máquinas nas fábricas, do envio dos dados para a nuvem, a análise deles por meio da inteligência artificial e o uso dos resultados para tornar essas fábricas mais produtivas, menos onerosas de operar e mais confiáveis.

O objetivo é extrair os dados de seus silos — a máquina, o chão da fábrica, os sistemas de transporte e logística — e consolidá-los de uma maneira que permita decisões em tempo real.

Exemplos do que essa “revolução” pode fazer: decifrar como a temperatura ambiente pode afetar a produtividade de uma fábrica. Ou elevar e reduzir a produção de uma forma mais atrelada às vendas. Ou prevenir períodos de ociosidade não planejados, como quando uma máquina essencial quebra, o que pode ter um custo alto.

Já vimos essa “manutenção preventiva” sendo usada em aviões ou até automóveis, onde sensores e software podem determinar antecipadamente quando uma peça vai falhar e alertar o usuário para substituí-la.

Considerando todo o burburinho sobre a “internet industrial”, eu imaginava que estávamos bem avançados nesse processo. Não é o caso.

Até a General Electric Inc. — que juntamente com Siemens AG, International Business Machines Corp., Cisco Systems Inc. e outras vem sendo uma das principais proponentes da internet industrial nos Estados Unidos — tem enfrentado desafios para implementar novos processos em suas próprias linhas de produção. “Sinceramente, uma das coisas em que estamos trabalhando é como conectar nossos equipamentos antigos”, diz Karen Kerr, diretora-gerente sênior da GE Ventures. A GE tem quase 500 fábricas e sua meta é tornar 75 delas em fábricas inteligentes e conectadas à internet neste ano.

Parte do desafio é usar corretamente os equipamentos que as empresas já têm. Máquinas mais novas já vêm com sensores e portas de transferência de dados que tipicamente só são usadas quando elas estão sendo fabricadas ou consertadas, diz Dennis Hodges, diretor de tecnologia da informação da fabricante de autopeças Inteva Products LLC. Embora a intenção nunca tenha sido usar os dados desses sensores para indicar em tempo real como essas máquinas estão funcionando, verificou-se que mesmo indicadores indiretos das condições de uma máquina, como sua temperatura, podem ser combinados a outros dados para ajudar os engenheiros a entender aspectos do equipamento que não podem ser medidos diretamente, assim como determinar o que pode ser feito para evitar defeitos.

Outras firmas trabalham para agregar sensores onde eles não existiam anteriormente — um esforço que cria novos desafios, como, por exemplo, fornecer energia a todos esses sensores.

Recentemente, usei um relógio inteligente que poderia ser um prenúncio desse futuro cheio de sensores. O recém-lançado PowerWatch, da Matrix Industries, nunca precisa ser recarregado. Sua fonte de energia é termoelétrica, o que significa que ele pode transformar qualquer diferença na temperatura — normalmente entre um objeto sólido e o ar ao seu redor — em eletricidade. Ao olhar para ele, uma pequena barra de energia lentamente se elevou, até que o relógio começou a gerar 200 microwatts de energia extraída do calor do meu corpo. É uma quantidade pequena, mas suficiente para um smartwatch — ou para sensores e transmissores usados em fábricas inteligentes.

Fontes de energia como essa, painéis solares ou sensores piezoelétricos, que obtêm energia de vibrações, são fundamentais para o maior uso de sensores no nosso ambiente construído, evitando o tempo e o dinheiro gastos na troca das baterias.

“Você quer poder colocar lá e esquecer”, diz Hodges, da Inteva. Esses dispositivos, que combinam um sensor, transmissão de dados via redes sem fio e tecnologia energética da Matrix, estão sendo desenvolvidos pela americana Civionics Inc., diz o diretor-presidente Gerry Roston.

O uso dessas tecnologias em relógios e na manufatura está só começando. Entre os clientes da Civionics está uma empresa que monitora as condições de pontes na Índia e uma multinacional da área de mineração que precisa adicionar sensores a seus equipamentos maiores e mais caros. As gigantes desses setores já notaram a tendência — a 3M Co. é uma investidora estratégica da Matrix e a GE está investindo na Sight Machine.

The Wall Street Journal – 16/11/2016

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Ritmo forte de queda nas importações se mantém

A queda nas importações de calçados continua beneficiando as fabricantes brasileiras. Desde janeiro, o segmento vem mantendo o ritmo de contração das compras do exterior em torno de 30%. Até outubro, conforme os dados coletados pela Abicalçados, os desembarques recuaram 32,9% em valor e 35,6% em volume, comparado ao mesmo período do ano passado.

A dinâmica sinaliza que o processo conjuntural de substituição de importações que marcou o início deste ano – quando a desvalorização do real encareceu uma série de produtos lá fora e abriu oportunidade para as empresas nacionais no mercado doméstico – se mantém para o setor, avalia o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) Rafael Cagnin.

No recorte por densidade tecnológica, ele observa que praticamente toda a indústria de baixa tecnologia mantém a velocidade de recuo nas importações. “O destaque fica por conta de têxteis, couros e calçados, que caem mais de 35% em 2016”, ele acrescenta, com base nas informações referentes ao acumulado até o terceiro trimestre, no confronto com o mesmo intervalo de 2015.

O desempenho é contrário à tendência geral das importações, que vêm desacelerando gradualmente o ritmo de queda. Entre o primeiro e o terceiro trimestres deste ano, o recuo médio passou de 30% para 12,9%, conforme os números do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). “Esse arrefecimento pode ser mais um sintoma de que o quadro atual da crise econômica não está tão grave quanto o do ano passado, mas também pode estar refletindo a apreciação da taxa de câmbio dos últimos meses, a retirar força de processos de substituição de importações”, ponderou o economista em relatório divulgado recentemente.

As exportações do setor, por sua vez, começaram uma reação tímida e inverteram o sinal negativo em agosto. Até outubro, o crescimento nos embarques em valor é de 2,7%, sempre na comparação com igual período do ano anterior. Foram US$ 786,8 milhões e pouco mais de 97 milhões de pares vendidos ao exterior, 0,6% mais do que entre janeiro e outubro de 2015.

A dinâmica vem ajudando a produção da indústria calçadista, que ainda registra queda no acumulado em 12 meses, a convergir mais rapidamente para a estabilidade do que o segmento de transformação como um todo. De março a setembro, a contração da produção no ramo passou do pico de 9,1% para 5,2%. Na indústria de transformação, o recuo desacelerou de 10,6% para 8,5% nos 12 meses encerrados em setembro.

De janeiro a outubro, o maior destino dos calçados brasileiros foram os Estados Unidos, para onde foram quase 10% do volume de pares embarcados, 9,57 milhões, alta de 9% sobre janeiro-outubro de 2015, ainda segundo os dados da Abicalçados.

A Argentina, mesmo com as dificuldades que vêm sendo relatadas por calçadistas brasileiros para colocar seus produtos no mercado do país vizinho, ocupa o segundo lugar, com 8,53 milhões de pares e US$ 98,44 milhões – aumento de 20% e de 64,7%, nessa ordem.

Valor Econômico – 16/11/2016

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Redação On novembro - 16 - 2016
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