Sindicato Nacional da Indústria de
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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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América Latina deve completar três anos de retração na indústria

A América Latina caminha para fechar seu terceiro ano com uma contração de sua produção industrial. Dados coletados por um dos principais institutos econômicos da Europa apontam que no primeiro semestre de 2016 a queda no setor manufatureiro latino-americano foi a maior do mundo, tendência mantida em agosto.

Os dados são do Escritório Holandês para a Análise de Política Econômica, centro que se tornou referência em estatísticas pelo mundo. Em sua mais recente avaliação, os especialistas apontam para uma retração de 1,7% na produção industrial da região em agosto ante expansão média no mundo de 0,4%. Em julho, nas economias latino-americanas, a queda já havia sido de 0,8%. Brasil, Colômbia, México e Argentina representam 80% da produção industrial da região.

O que mais chama a atenção dos autores do informe é o fato de que a América Latina já acumula três trimestres consecutivos de queda e provavelmente repetirá o desempenho no terceiro trimestre. No fim de 2015, a retração foi de 1,3% ante 1,2% no começo do ano e 0,7% entre abril e junho.

No mesmo período, a média mundial apontou para uma taxa de expansão modesta. Mas, segundo o instituto, ela tende a um crescimento. No fim de 2015, o aumento havia sido de 0,2% ante o mesmo 0,2% no início de 2016. Para o segundo trimestre, a produção industrial no mundo cresceu 0,5%.

Para a América Latina, a última vez em que a indústria registrou crescimento foi em 2013, com expansão de 0,8%. Depois, a queda foi de 0,7% em 2014 e 2,4% em 2015. Segundo os números, 2016 não deve escapar de mais uma contração.

Parte das dificuldades econômicas na região pode estar associada ao comércio mundial. No primeiro trimestre, em termos de volume, os dados apontam para uma contração de 0,2% nas exportações e importações ante queda ainda maior no segundo trimestre, de 0,8%. Agosto teria registrado alta de 1,5%, o que ainda não daria confiança aos especialistas para anunciar a retomada do fluxo.

O Estado de S.Paulo – 01/11/2016

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Inflação dá sinal de recuperação nos EUA

Depois de ter sido dada como morta, a inflação está gradualmente voltando à vida nos EUA.

Não é uma volta impetuosa. Na verdade, ela ainda está abaixo dos 2% ao ano que o banco central americano, o Federal Reserve (Fed), estabeleceu como meta. Por isso mesmo, o Fed não deve mexer nas taxas referenciais de juros na sua próxima reunião de política monetária, hoje e amanhã.

Mas as circunstâncias econômicas e as posições dos formuladores de políticas mudaram no último ano de um modo que indica uma tendência de alta da inflação, não de queda. Dados divulgados pelo governo americano na sexta-feira mostraram que o chamado núcleo da inflação, que exclui alimentos e combustíveis, atingiu 1,7% ao ano no terceiro trimestre, o maior nível nos últimos dois anos, segundo a medida preferida do Fed. Outros dados sinalizaram uma aceleração na alta dos salários.

A justificativa intelectual para uma inflação baixa também está cedendo, já que os bancos centrais agora cogitam abertamente permitir que a inflação supere os 2% ao ano. Esta não é uma má notícia. Pelo contrário, tanto os mercados quanto os bancos centrais ficarão aliviados de saber que o mundo não está mais à beira de um abismo deflacionário. Uma inflação normal é uma condição necessária (embora não suficiente) para que poupadores possam novamente desfrutar de juros normais.

Ainda assim, a volta da inflação poderia ser um presságio de uma reavaliação significativa de preços nos mercados financeiros, que passaram a presumir que a inflação permaneceria sempre baixíssima. Desde o início de julho, o rendimento dos títulos de dez anos do Tesouro americano subiu meio ponto percentual, para 1,85% ao ano. Os rendimentos em outros países subiram um pouco menos – o rendimento se move na direção contrária aos preços dos papéis.

A maior parte desse aumento reflete uma reavaliação das perspectivas de inflação. O comportamento dos títulos protegidos contra a inflação mostra que, no início de julho, os investidores estimavam uma inflação anual média de 1,4% durante a próxima década. Na sexta-feira, o número tinha aumentado para 1,7%.

A nova previsão ainda está abaixo da meta de 2% do Fed, numa evidência de que os investidores ainda não se convenceram de que o Fed superou o problema da inflação baixa. Ainda assim, muitos dos pressupostos que sustentam essas dúvidas se dissiparam: que o excesso de capacidade e os preços baixos do petróleo vão durar indefinidamente, que os governos eleitos vão priorizar a austeridade e que os bancos centrais vão reagir energicamente se virem a inflação prestes a ultrapassar 2%.

O melhor indicador da capacidade econômica ociosa é a taxa de desemprego. Nos EUA, ela caiu de 10%, há sete anos, para 5%. Nas sete maiores economias avançadas, a desocupação recuou de 8,4% em 2009 para 5,4% em julho, de volta ao nível de 2007, pouco antes da crise financeira global, segundo economistas do banco Goldman Sachs.

O fato de que a inflação tenha continuado baixa enquanto o desemprego caiu levou alguns economistas a temer que a relação tradicional entre queda no desemprego e alta da inflação tinha se rompido. Economistas do Goldman Sachs afirmam que os preços baixos das commodities afetaram essa relação.

Neste ano, pela primeira vez desde a crise financeira, os mercados de trabalho e as commodities estão empurrando os preços na mesma direção.

A principal exceção à alta da inflação é a zona do euro. Jan Hatzius, economista-chefe do Goldman, diz que isso não surpreende porque a Europa é a única parte do mundo desenvolvido ainda às voltas com um desemprego elevado.

O país desenvolvido onde a inflação está mais próxima da normalidade são os Estados Unidos. O crescimento dos salários no país ainda está fraco, mas menos do que era. O índice de custo do emprego divulgado na sexta-feira mostrou que, excluindo empregos remunerados por meio de incentivos, tais como comissões de vendas, os salários subiram 2,4% no terceiro trimestre ante o mesmo período de 2015, a maior alta desde 2009. Apesar de bem abaixo dos 3% a 3,5% que prevaleciam antes da crise, o crescimento salarial de hoje está praticamente em linha com o lento avanço da produtividade.

Não foram só os dados de inflação que mudaram, mas as atitudes dos formuladores de política também. Os investidores há muito suspeitavam de que os bancos centrais tratavam 2% como um teto e iriam apertar a política monetária assim que a inflação chegasse a esse nível. Neste ano, os BCs têm se esforçado para dissipar essa suspeita.

No Reino Unido, a inflação vai provavelmente ultrapassar os 2% devido à queda da libra esterlina deflagrada pela decisão do país de deixar a União Europeia. Mark Carney, presidente do Banco da Inglaterra, disse recentemente que isso é melhor que “outros 400 mil ou 500 mil desempregados” no país.

E embora os bancos centrais estejam perdendo o apetite para estímulos econômicos, os governos eleitos estão redescobrindo o deles. O Reino Unido e o Japão relaxaram seus orçamentos e muitos acham que os EUA tendem a fazer o mesmo.

Os Estados Unidos cresceram apenas 1,5% no ano terminado no terceiro trimestre. A expansão atual da economia americana está cada vez mais longa, levando a crer que a probabilidade de uma recessão esteja aumentando. O Fed pode estar prestes a trazer a inflação de volta, mas trazer o crescimento de volta continua mais difícil do que nunca.

Abinee/Valor Econômico – 01/11/2016

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UE tem crescimento modesto no 3º tri

A economia da zona do euro conseguiu, a duras penas, obter mais um trimestre de crescimento modesto, no período de três meses encerrado em setembro. O resultado ignora os efeitos da decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE), mas reforça as preocupações sobre a futura capacidade do bloco de gerar prosperidade.

O Eurostat, agência de estatística da UE, informou ontem que a produção econômica conjunta dos 19 membros da zona do euro cresceu à taxa anualizada de 1,4% no terceiro trimestre. A expansão foi inferior aos 2,9% dos EUA e aos 2% do Reino Unido no período.

Por mais fraca que tenha sido, a persistência da recuperação foi recebida com alívio pelas autoridades, que temiam que a aprovação da saída da UE pelo Reino Unido, em junho, enfraquecesse os negócios e a confiança do consumidor.

Temiam ainda que a acentuada queda no valor da libra esterlina nos últimos meses prejudicasse as exportações para o Reino Unido, segundo maior mercado externo.

Já as autoridades monetárias do Banco Central Europeu (BCE) tiveram reação desencontrada em relação aos dados da Eurostat que mostraram o aumento da taxa anual de inflação para seu maior nível desde junho de 2014. Os preços ao consumidor subiram 0,5% em outubro, em relação ao mesmo mês do ano passado, uma alta ante a taxa de 0,4% de setembro, mas muito aquém ainda da meta do BCE, de pouco menos de 2%.

Essa combinação de crescimento fraco e pressões inflacionárias brandas consolidou expectativas de que o BCE prorrogará seu programa de compra de bônus para além de março de 2017, data programada para seu encerramento.

“O crescimento é sólido, mas (…) ainda insuficiente para gerar pressões inflacionárias significativas”, disse Cathal Kennedy, economista do RBC Capital Markets. “O BCE continuará seu afrouxamento quantitativo para além de março de 2017, com um anúncio a ser feito em dezembro.”

A demonstração de capacidade de recuperação de parte da economia nos meses após o plebiscito britânico não deverá dissipar totalmente as preocupações em torno da possibilidade de o Brexit fragilizar a recuperação europeia, especialmente quando as posições nas negociações ficarem mais claras, no início do ano que vem.

As autoridades temem que, se o governo britânico eleger como prioridade a restrição à migração proveniente do restante da UE, os laços comerciais poderão ser abalados, enfraquecendo o crescimento em todo o continente.

Mas há outras fontes de incerteza política também passíveis de desacelerar a recuperação. Em 2017, França e Alemanha terão eleições. O presidente da França, François Hollande, e a premiê da Alemanha, Angela Merkel, enfrentarão pressões por parte de partidos populistas, que ganharam nova energia, bem como dos concorrentes tradicionais. Esses pleitos serão precedidos pelo plebiscito de 4 de dezembro na Itália, sobre reformas constitucionais que pretendem enxugar o Legislativo do país, acelerar a aprovação de leis e atacar o cipoal burocrático.

“Prevemos uma moderação do crescimento nos próximos trimestres, pela incerteza ligada às negociações do Brexit, e aos riscos políticos europeus”, disse Apolline Menut, economista do Barclays.

Além de suas dificuldades de aumentar a inflação, as autoridades estão preocupadas com a possibilidade de um longo período de crescimento fraco ter consequências de longo prazo prejudiciais sobre o crescimento potencial, isto é, o quanto a economia pode crescer sem gerar superaquecimento. A Comissão Europeia estima que a taxa de crescimento potencial da zona do euro seja de apenas 1%, menos de metade da dos EUA, o que reflete taxas muito altas de desemprego e baixo investimento.

“O baixo crescimento potencial lança uma sombra sobre as perspectivas econômicas de longo prazo para a zona do euro, criando um feedback negativo”, disse Peter Praet, economista-chefe do BCE, em discurso na última quarta-feira. “Pelo fato de o baixo crescimento potencial reduzir as expectativas de renda futura, ele diminui o consumo e o investimento hoje; esse fator diminui ainda mais as taxas futuras de crescimento potencial. Isso pode levar à destruição permanente de capacidade produtiva, inclusive postos de trabalho.”

Esses temores explicam por que o presidente do BCE, Mario Draghi, e colegas têm sido mais agressivos, nos últimos meses, em pressionar os governos a reformar suas economias e impulsionar os investimentos, sem desencadear, porém, medidas decisivas até agora.

Há indícios iniciais de que o crescimento da economia da zona do euro poderá aumentar ligeiramente nos últimos meses deste ano. Mas mesmo esses indícios apontam para um crescimento não superior a 0,4%, ou o equivalente a 1,6% anualizado, insuficiente para acelerar a criação de empregos e de reduzir a taxa muito elevada de desemprego da zona do euro.

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Mercado global pode enfrentar aumento na venda de bônus

Estas são algumas das principais dúvidas e comentários dos investidores em relação à semana.

Quanto mais o rendimento dos bônus referenciais vai subir?

O rendimento dos principais títulos vem rapidamente deixando seus menores patamares históricos. O aumento nas expectativas inflacionárias tem pressionado os rendimentos nominais, o que desencadeou mudanças nas carteiras de investimentos. À medida que se fortalecem as expectativas de que o Fed (o BC americano) eleve os juros em dezembro, os investidores também começam a se perguntar sobre a disposição do BCE, do Banco da Inglaterra e do Banco do Japão em manter suas políticas monetárias excepcionais. O grau da reversão na confiança desde o verão americano é evidenciado por um indicador importante do mercado: os rendimentos dos bônus de dez anos do governos dos EUA, da Alemanha e do Reino Unido desviaram-se da média de variação dos últimos 200 dias pela primeira vez desde janeiro. No passado, quando os rendimentos saíram dessa média, isso foi prenúncio de mais vendas. O retorno dos títulos americanos de dez anos continuou subindo por vários meses depois de ter passado de sua média de variação de 200 dias no verão de 2015, como aconteceu durante 2013 no frenesi que se seguiu à diminuição gradual do afrouxamento quantitativo pelo Fed.

Em vista do tamanho da alta no preço dos títulos de longo prazo ao longo de boa parte do ano, o perigo é que os investidores que se dirigem à porta de saída possam empurrar os rendimentos demasiado para cima antes de a calmaria voltar a se assentar. É nesses casos que o risco relativo à duração do título realmente começa a trabalhar contra seu portfólio.

A volatilidade do mercado está saindo de sua letargia?

Novembro é repleto de eventos de risco – a eleição dos EUA, reuniões de bancos centrais, o referendo na Itália. O encontro anual da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) coroa o mês. Olhando a partir dessa perspectiva, os indicadores de volatilidade nos mercados de câmbio, juros e ações mostraram-se notavelmente parados. O aumento no rendimento dos títulos e a agitação das ações no fim da semana passada indicam que a complacência dos investidores pode estar ruindo nesta semana, antes de dois eventos fundamentais. São esperadas poucas surpresas da parte das autoridades monetárias depois do encontro de dois dias do Fed em novembro, uma vez que na semana seguinte os EUA votam por um novo presidente. Embora as pesquisas de opinião pública indiquem que Hillary Clinton vai eclipsar Donald Trump, a possibilidade de um resultado surpreendente e do caos que se seguiria nos mercados é vista como motivo para que os comunicados do Fed não estejam indicando com muita veemência uma alta dos juros em dezembro.

Como o encontro do banco central americano em setembro foi marcado por três autoridades monetárias discordando da decisão de manutenção da política, é bem possível que, a seguir, tenhamos uma investida por uma mensagem mais clara sobre o aperto monetário, mantendo assim a pressão sobre os preços dos bônus. Na quarta, quando o comunicado do Fed já tiver sido absorvido, as atenções vão voltar-se para os números sobre o mercado de trabalho nos EUA relativos a outubro.

Vai ser um mês duro para as ações em Wall Street?

Todas as vésperas de Halloween chegam com o índice S&P 500 tendo caído em três das quatro semanas anteriores. A confiança foi novamente abalada na sexta com a notícia de que a polícia federal dos EUA investiga uma nova série de e-mails relacionados ao servidor de mensagens privadas de Hillary Clinton. Claramente o apetite por risco dá preferência a uma presidência de Hillary, mas o risco político sozinho não explica por que o S&P 500 teve um de seus piores meses do ano. As ações do setor imobiliário, por exemplo, mais sensíveis às taxas de juros, caíram 3,4% na semana passada. Tendo em vista o aumento que estamos vendo no rendimento dos títulos, o crescimento nos lucros simplesmente não é bom o suficiente quando os valores relativos de suas ações estão em níveis tão altos. Com a chegada de novembro, estamos vendo grandes fluxos de saída dos ETFs (fundos negociados em bolsa) de bônus especulativos, muitas vezes um alerta revelador para o mercado de ações.

Abinee/Valor Econômico – 01/11/2016

Redação On novembro - 1 - 2016
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