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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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Acordo UE-Canadá deve ser aprovado, mas caso dificulta futuros pactos

Um acordo de última hora na Bélgica pode ter salvado o pacto comercial da União Europeia (UE) com o Canadá. Mas a aprovação tortuosa do Acordo Abrangente de Economia e Comércio (Ceta, na sigla em inglês) sugere que os futuros pactos comerciais que envolvem a UE poderão enfrentar turbulência semelhante, após semanas de ácidas discussões em torno de um tratado que era tido como fato consumado dois anos atrás.

Os ajustes para salvar o Ceta foram pactuados ontem pelo premiê da Bélgica, Charles Michel, após um acordo com os líderes regionais que tinham impedido o seu governo de assinar o pacto.

O acordo deve permitir que o Ceta entre em vigor provisoriamente. Já o sistema de cortes de apelo internacional, ferozmente combatido pelos críticos do pacto comercial, precisa esperar a ratificação definitiva de todos os 38 Parlamentos nacionais e regionais da UE. Isso pode levar muitos anos.

Há uma semana, numa cúpula da UE em Bruxelas, Michel e os demais líderes europeus, que tinham aprovado o Ceta, pareciam impotentes quando tudo indicava que a Valônia, uma região da Bélgica, se opunha e faria o pacto naufragar.

A Bélgica foi pressionada para encontrar uma solução. No início desta semana, as esperanças de fechar um acordo esmoreceram. Ontem, finalmente, houve o acordo.

A Valônia, no passado o centro da economia belga, mas hoje duramente atingida por anos de fechamentos de indústrias, encabeçou os protestos contra o Ceta. Muitos que contestavam o pacto na região eram motivados por um sentimento antiglobalização. Embora críticos tenham dito que o governo local, socialista, estaria usando a questão para reforçar sua posição contra rivais da extrema esquerda, em todos os partidos houve apoio a votos contra o Ceta.

“Peço desculpas a todos os europeus e aos nossos parceiros canadenses pela espera pela qual tiveram que passar, mas o que conseguimos alcançar aqui é importante não só para a Valônia mas para toda a Europa”, disse Paul Magnette, primeiro-ministro da Valônia.

Mas isso pouco serve de consolo para os 27 outros governos da UE, que tiveram de esperar enquanto uma região com população de 3,5 milhões atrasava o avanço de um acordo que eles julgavam aprovado. Também não serve muito de consolo ao Canadá, que espera a Europa cumprir promessas feitas em cinco anos de negociações. Justin Trudeau, o premiê do Canadá, cancelou na última hora a visita a Bruxelas, para assinar o acordo.

O caso é um duro golpe à credibilidade da UE como instância de negociação comercial. Com a ascensão do sentimento anti-establishment, a dificuldade enfrentada pelo Ceta sugere que qualquer outro acordo comercial da UE enfrentará obstáculos semelhantes caso exija aprovação país por país.

“O que isso implica para negociações de comércio exterior é que um monitoramento maior da parte dos países-membros é inevitável no futuro”, disse Lourdes Catrain, sócia do escritório de advocacia Hogan Lovells, de Bruxelas.

Conseguiu-se evitar o fracasso só quando os líderes belgas endossaram uma “declaração interpretativa” sobre o elemento mais polêmico do Ceta: o sistema judiciário para administrar conflitos comerciais, que é uma grande preocupação dos parlamentares valões. A declaração deixa claro que os opositores não vão ratificar conclusivamente o Ceta devido a esse sistema de resolução de conflitos, “a menos que seus respectivos Parlamentos decidam em contrário”. Isso aponta para problemas futuros.

Por enquanto a iniciativa está nas mãos dos cinco Parlamentos regionais belgas que votaram contra o Ceta e que têm até a meia-noite de hoje para retirar suas objeções. “Os Parlamentos terão a última palavra”, disse Michel. O problema para o Ceta e outros acordos comerciais da UE é que os Parlamentos nem sempre concordam com os governos.

Abinee/Valor Econômico – 28/10/2016

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Uruguai é obstáculo a punição severa à Venezuela no Mercosul

A intenção dos governos de Brasil, Argentina e Paraguai de abrir um processo para a aplicação da cláusula democrática do Mercosul contra a Venezuela — que levaria à suspensão do país do bloco — enfrenta um obstáculo chamado Uruguai. Amanhã, os chanceleres dos quatro países se reunirão no âmbito da cúpula de chefes de Estado ibero-americanos, em Cartagena, Colômbia, e a grande incógnita é saber o que fará o governo do presidente uruguaio, Tabaré Vázquez. Congressistas da aliança oficialista uruguaia Frente Ampla (FA), onde tem uma posição dominante a ala liderada pelo senador e ex-presidente José Mujica (2010-2015), fiel aliado do chavismo, disseram ao GLOBO que o país “atuará com prudência” e “ainda se acredita que existem outros caminhos”.

O chefe de Estado do Uruguai representa uma aliança de governo na qual convivem diversos partidos que têm discutido acirradamente por causa da crise venezuelana. Paralelamente aos debates, a FA enfrenta acusações da oposição sobre financiamento de campanhas de dirigentes vinculados a Mujica por empresas que teriam sido favorecidas em negócios entre o Uruguai e a Venezuela, no governo do ex-presidente. Esta semana, a aliança governista deu um passo crucial no Congresso para impedir a criação de uma CPI sobre o tema.

Ao contrário do que opinou esta semana o presidente da Argentina, Mauricio Macri — para quem “estão dadas as condições para aplicar a cláusula democrática” — dentro da FA predomina a opinião de que ainda existem outros caminhos.

— Se chegarmos à cláusula, será porque as demais alternativas foram esgotadas — enfatizou Michelini, um dos dirigentes da FA que têm denunciado a existência de presos políticos na Venezuela.

Outros colegas da aliança governista, entretanto, negam a perseguição do governo de Nicolás Maduro a seus opositores e acusam a Mesa de Unidade Democrática (MUD) de tentar desestabilizar o país. Um deles é o deputado José Bayardi, presidente da Comissão de Assuntos Internacionais da FA.

— A cláusula não ajudaria a buscar uma saída negociada entre governo e oposição — apontou.

Para o deputado, “a realização de um eventual referendo revocatório sobre o mandato de Maduro seria um instrumento idôneo, mas deve haver um acordo entre as partes”. Do lado da oposição, as opiniões são bastante mais homogêneas e estão em sintonia com o resto do Mercosul.

— O governo Vázquez está condicionado por Mujica e pelos negócios feitos com a Venezuela — assegurou o deputado Jaime Trobo, do Partido Nacional, um dos principais promotores da CPI sobre negócios com a Venezuela, caso que já está em mãos dos tribunais locais.

Segundo ele, “os vínculos comerciais com o chavismo impedem que o governo tenha mais firmeza em suas posições”.

Em carta enviada ao Vaticano, o diretor para as Américas da ONG Human Rights Watch, José Miguel Vivanco, pediu ao Papa Francisco que se assegure de que os diálogos entre governo e oposição na Venezuela transcorram no que chamou de “condições adequadas”. Na carta, Vivanco destaca as práticas autoritárias do regime e a crise humanitária que assola o país, exortando o pontífice a pressionar o governo para que o referendo revocatório seja respeitado e os presos políticos venezuelanos, libertados.

Na Venezuela, a oposição começou a cumprir sua agenda de resistência, com debates na Assembleia Nacional (AN) sobre o impeachment de Maduro — que deputados oficialistas pediram ao Supremo Tribunal de Justiça para tornar inconstitucional.

Manifestantes chavistas atacaram congressistas da MUD, que enfrentaram, ainda, um apagão no Parlamento. Hoje, haverá greve geral de 12 horas no país. Já o presidente anunciou um aumento de 40% do salário mínimo, na tentativa de melhorar a imagem do governo — segundo pesquisas rejeitado por mais de 60% da população.

Abinee/O Globo – 28/10/2016

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Investidor põe em segundo plano Fed e eleição nos EUA

Os investidores vêm desconsiderando o risco de turbulências no mercado com a eleição nos Estados Unidos e o Federal Reserve (Fed, banco central do país), o que provoca forte queda nos principais indicadores de volatilidade.

A menos de duas semanas de uma das eleições mais imprevisíveis na história recente americana, um indicador da volatilidade no mercado de Treasuries de

US$ 13 trilhões caiu para seu menor patamar em quase dois anos. Embora seja amplamente esperado que o Fed empurre o custo dos empréstimos um pouco para cima em dezembro, os investidores mostram-se tranquilos em apostar que qualquer aperto em 2017 será modesto.

A queda na volatilidade das taxas de juros repercute nos mercados de câmbio e de ações, com os operadores também aparentando tranquilidade diante da recente onda de alta do dólar. A ansiedade diminuiu ao longo do último mês, com as pesquisas de intenção de voto mostrando que Hillary Clinton ampliou a vantagem em relação a Donald Trump.

“O mercado sabe que há uma tonelada de riscos se aproximando, mas não vem reagindo a isso”, disse o diretor-gerente da corretora americana RJ O’Brien, John Brady.

A ausência de volatilidade neste ano pegou desprevenidos os operadores que previam a volta do estresse ao mercado antes do fim do ano. “Enquanto as políticas do banco central continuarem a suprimir a volatilidade, os agentes que estão alavancados ficam mais hesitantes em sustentar posições de proteção mantendo posições compradas em opções [de volatilidade]”, acrescentou Brady.

“Tentar precisar o momento para negociar com base em qual dos próximos eventos vai se tornar a força motriz dos mercados no primeiro trimestre é um problema bem difícil”, disse Brady.

Nos mercados de câmbio, a calma estimulou mais operações de “carry trade” [carregamento], nas quais os investidores compram moedas em países onde há altos rendimentos, como o rublo russo, o real brasileiro, a rupia indiana e a rupia indonésia, financiados via euros, ienes e libras esterlinas.

O estrategista Alan Ruskin, do Deutsche Bank, disse que atualmente há maior foco na recuperação dos preços das commodities e na diminuição do medo com a eleição dos EUA, do que nos riscos com a desvalorização constante do yuan e as tensões políticas na região do euro.

“Os eventos mais recentes são incomuns no que se refere a como os operadores começam a pensar em termos de risco e carregamento, continuando resolutos quanto a outro aumento de juros do Fed, mas encontrando moedas alternativas ao dólar dos EUA para financiar operações de carry trade”, acrescentou.

No mercado de renda fixa, o índice de volatilidade do Bank of America Merrill Lynch MOVE, que mede a volatilidade implícita de um mês dos “treasuries”, caiu de 71,2 no fim de agosto para 56,8 – menor patamar desde dezembro de 2014. A volatilidade implícita de três meses também caiu, de cerca de 70 no fim de agosto para 61,7 no começo da semana, também o menor nível em quase dois anos.

Isso reflete em parte a ligação entre os “treasuries” e outros mercados de bônus soberanos. À medida que o Fed se aproxima de um segundo aumento dos juros, outros bancos centrais assumiram um papel maior nos mercados, suprimindo o rendimento dos bônus por meios de políticas de estímulo agressivas. O Japão também busca limitar o rendimento de seus títulos de dez anos a zero, enquanto o rendimento dos “bunds” alemães, referencial da zona do euro, foi empurrado para baixo pelo afrouxamento monetária quantitativo do Banco Central Europeu (BCE).

Os fundos de hedge normalmente “compram” volatilidade por meio de contratos de compra nos mercados de derivativos.

Hoje, esses fundos são vendedores líquidos de contratos futuros de dez anos na ordem de 106 mil contratos, segundo dados da Comissão Reguladora de Operações a Futuro com Commodities (CFTC) relativos a 18 de outubro.

“Poucos querem apostar nisso [na volatilidade] comprando opções e sendo ‘donos’ de volatilidade”, disse Brady. “É, simplesmente, sofrido demais. Gente demais se queimou em demasiadas ocasiões [com isso]”.

“Dada a tendência de queda da volatilidade e a crença de que podemos ficar sentados até a eleição, os investidores acreditam que vão ser capazes de voltar ao mercado em níveis mais baratos se esperarem.”

Há o receio, no entanto, de que a pressão dos bancos centrais que está mantendo baixa a volatilidade tem potencial para provocar efeito contrário, caso surja alguma grande surpresa.

“Esse nível de complacência torna o mercado altamente suscetível a rendimentos maiores no curtíssimo prazo”, disse Peter Tchir, diretor-gerente do banco de investimento e administrador de ativos Brean Capital.

Abinee/Valor Econômico – 28/10/2016

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Novo título reforça o poder de Xi na China

O presidente da China, Xi Jinping, emergiu de uma reunião de cúpula do Partido Comunista com um novo título de liderança, num sinal de ampliação de sua autoridade política – e também de sua capacidade de reprimir uma latente dissidência interna.

Ontem, numa reunião anual com a presença de várias centenas dos membros mais graduados do partido, Xi recebeu a obscura designação de “núcleo” da liderança do órgão. O termo foi aplicado no passado ao líder revolucionário Mao Tsé-Tung e a dois sucessores dele, mas não ao antecessor de Xi.

A denominação não torna Xi invulnerável, dizem especialistas em política chinesa. Ele ainda enfrenta a resistência de alguns grupos dentro do partido, das Forças Armadas e das empresas estatais.

Mas o título de “núcleo” consolida o poder do líder num momento em que o partido se prepara para um congresso decisivo, daqui a um ano, que deve dar a Xi um segundo mandato de cinco anos. Xi tenta conduzir esse processo de forma a se cercar de aliados, alijar rivais e minar restrições à sua autoridade.

Em mais um sinal de força de Xi, a cúpula de ontem também impôs novas regras disciplinares a toda a hierarquia do partido, com um foco destacado na liderança sênior.

A designação de “núcleo” vem com tentáculos, diz Wu Qiang, pesquisador e ex-professor da Universidade de Tsinghua. “É uma clara declaração de que qualquer dissidência ou resistência à autoridade de Xi, mesmo vinda dos níveis mais altos, pode ser e será punida.”

Desde que chegou à liderança do partido, quatro anos atrás, Xi subverteu o modelo consensual promovido por seu antecessor, Hu Jintao. Xi assumiu o comando das Forças Armadas, da economia e da maioria das outras instâncias do poder, centrando as decisões em comitês liderados por ele.

Xi, que tem 63 anos e é filho de um veterano comandante da Revolução Chinesa, combinou com eficácia um estilo combativo de fazer política com mensagens bem aceitas pela população. Ele lançou a mais rigorosa campanha contra a corrupção das últimas décadas no país, angariando grande popularidade entre os cidadãos chineses e ganhando força para punir rivais. Sua imagem de líder forte foi fortalecida por uma política assertiva de segurança nacional e relações exteriores e uma mensagem de restaurar a grandeza do país.

O novo status de Xi dá a ele uma arma a mais, num momento em que o partido se prepara para um ano possivelmente conflituoso de barganhas em torno das trocas na liderança do partido marcadas para o fim de 2017, quando cinco dos sete membros do Comitê Permanente do Politburo, a alta cúpula do partido, devem se aposentar.

Nas últimas semanas, analistas políticos e membros do partido têm dito que Xi talvez tente, no próximo ano, adiar a nomeação de um potencial sucessor para o comitê, possibilitando que ele continue no poder depois que seu segundo – e o que deveria ser o último – mandato acabar, em 2022.

A autoridade fortalecida de Xi pode, ainda assim, não bastar para atingir esse objetivo, dizem analistas, considerando as preocupações crescentes da elite do partido com o poder de Xi e com a forma como ele vem gerenciando a economia chinesa, assolada pelo pesado endividamento das empresas e o excesso de capacidade na indústria.

Alguns veem os muitos títulos políticos de Xi como uma tentativa de compensar a base deficiente de seu poder político e sua incapacidade de promover mudanças econômicas significativas.

“Ele obviamente ganhou uma batalha vital, mas é muito cedo para celebrar”, diz Minxin Pei, professor da governo na Faculdade Claremont McKenna, nos EUA. Uma coisa é dar ao líder máximo do país um novo título, outra bem diferente é fazer concessões críticas referentes à sucessão, alerta Minxin.

Num longo comunicado, o Comitê Central do PC chinês enfatizou a importância da nova designação de Xi. Todos os membros do partido devem “se unir fortemente em torno do centro do partido, com o camarada Xi Jinping em seu núcleo […] e inelutavelmente proteger a liderança da autoridade do partido e sua unidade central”.

Abinee/Valor Econômico – 28/10/2016

Redação On outubro - 28 - 2016
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