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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Ata do Copom reforça tom conservador

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC manteve o tom conservador e reforçou as apostas em um corte de 0,25 ponto percentual da taxa Selic na reunião de novembro. O documento mostrou que um corte de 0,5 ponto sequer foi discutido na reunião e reiterou seu compromisso em cumprir a meta de inflação, de 4,5%, tanto em 2017 quanto em 2018.

Mesmo que parte dos analistas ainda considere que, até o próximo encontro, nos dias 29 e 30 de novembro, o cenário terá mudado e permitirá que o BC reduza o juro com mais força, os alertas da ata deram ímpeto ao ajuste que já vinha ocorrendo nos juros futuros desde o dia da reunião. Ontem, segundo cálculos da Quantitas, a probabilidade de uma redução de 0,25 ponto da Selic subiu de 65% (na segunda-feira) para 70%. O mercado esfriou também as expectativas sobre o tamanho do ciclo. Agora, os juros projetam um corte de 2,82 pontos até o fim de 2017, ante 2,88 pontos na véspera.

A ata repetiu que a magnitude da flexibilização monetária vai depender de dois fatores: componentes do IPCA sensíveis a juros e atividade, que incluem basicamente a inflação de serviços, e do avanço do ajustes fiscais. Além disso, o BC voltou a falar em “flexibilização gradual e moderada da política monetária” e que, levando-se em conta o cenário de mercado, a evolução das estimativas para os preços sugere “limites para a magnitude dessa flexibilização nesse mesmo horizonte”.

Para o diretor de pesquisas econômicas para América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, a ata colocou “água fria” na expectativa de aceleração do ritmo de alívio. “O Copom sinalizou que deverá continuar cortando a Selic, mas a aceleração para o passo de 0,5 ponto definitivamente não está decidida, ou não ocorrerá no piloto-automático.” Para Ramos, será preciso evidências mais tangíveis de que a inflação de serviços está em queda a um ritmo satisfatório e de que haverá um progresso adicional dos ajustes das contas públicas que garanta uma melhora das perspectivas fiscais.

Já o economista para América Latina do Standard Chartered, Italo Lombardi, afirma que, apesar do BC apontar algumas incertezas em relação ao ritmo de desinflação dos preços, especialmente de serviços, a melhora do cenário, tanto para a inflação quanto para o ajuste fiscal, vai permitir um corte de 0,5 ponto da Selic em novembro.

Visão semelhante tem o economista do Itaú Unibanco Caio Megale, para quem a ata foi clara em mostrar que o comitê tomou a decisão de cortar o juro em 0,25 ponto “muito convicto” e que, se as coisas permanecerem como estão, esse ritmo será mantido também em novembro. Ainda assim, a visão do banco continua sendo de que o BC poderá cortar o juro em 0,5 ponto na próxima reunião. “As condições irão evoluir favoravelmente”, afirma.

Megale destaca que, até novembro, a agenda fiscal deve andar. “Não terá terminado a incerteza, mas pode ter havido avanços”, diz. Além disso, dificilmente a atividade terá mostrado uma reação, efeito que pode ter influência sobre a inflação. “O BC diz que a piora recente da economia é normal, que há um certo zigue-zague nesta fase de início de recuperação. Mas talvez esse zigue-zague não ocorra, e não haja uma recuperação.”

O alívio do câmbio também é um elemento que pode contribuir para a queda das projeções de inflação. “O que dificilmente vai mudar muito até novembro é a inflação de serviços, que demora muito a se mover”, diz.

Embora mantenha como cenário-base uma redução da Selic em 0,5 ponto em novembro, o economista-chefe do Bank of American Merrill Lynch (BofA), David Beker, reconhece que a ata não deu indicação clara de que isso de fato ocorrerá. “A ata mostrou que o plano de voo do BC não é acelerar o corte”, afirma.

“A inflação de serviços vai continuar desacelerando, teremos progresso no fiscal, mas o que o BC entenderá como progresso é subjetivo. Quanto a inflação precisa cair para ele se sentir confortável em acelerar o ritmo, isso a ata não informou.” Beker observa, no entanto, que, à medida que o tempo passar, a política monetária estará afetando mais diretamente a inflação de 2018 do que a de 2017. “O BC falou que quer levar a inflação à meta em 2017 e em 2018 e que esses objetivos não são incompatíveis. Dado o conservadorismo de curto prazo, ele vai ter que acelerar o ritmo em algum momento”, afirma.

Beker alerta ainda que o processo de melhora de confiança recente veio pelas reformas e também pelo corte de juros. “Agora é começo de ciclo. Mas, ao longo do tempo, dada a questão da atividade, ficará claro que tem bastante espaço para afrouxar”, acrescenta o economista, que se diz mais preocupado do que o BC com a evolução da atividade. “A pressão de desinflação pela atividade tende a continuar”, afirma. “Ainda espero um ciclo de 450 pontos de corte porque, na minha visão, o BC vai ser compelido a acelerar.”

Abinee/Valor Econômico – 26/10/2016

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‘A desinflação está acontecendo’, diz Ilan

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, disse na terça-feira em entrevista à “GloboNews” que a flexibilização da política monetária “será na medida em que a inflação permitir, nem mais nem menos”.

“No ano passado, a inflação foi de quase 11%. É uma queda de 4 [pontos percentuais] na inflação, de 11% para 7% em um ano. Para o ano que vem, o objetivo é de 7% para 4,5%. Uma queda adicional de 2,5 [pontos percentuais]. Então, a desinflação está acontecendo”, disse Ilan.

O presidente do BC ponderou que talvez a desinflação pudesse ser mais rápida ainda. “Mas aí precisaríamos ter uma economia com menos indexação”, afirmou. “Mas hoje as mensalidades escolares sobem com a inflação, nós temos vários cursos, aluguéis, salários, tudo isso sobe com a inflação passada. Uma vez que a inflação sobe no Brasil, para baixar é mais difícil.”

Ilan voltou a dizer que a meta de inflação de 4,5% em 2017 é desafiadora, mas crível. Ele destacou, mais uma vez, que houve melhora nas expectativas, as quais estão ancoradas na meta para o período de 2018 a 2020.

Ele também voltou a ligar a retomada da economia ao aumento da confiança das empresas e famílias.

“A atividade de fato tem que recuperar. Mas ela vai recuperar quando tiver confiança, quando tiver credibilidade. Isso só vai acontecer se todo mundo ver a inflação caindo, se ver as reformas acontecendo, o ajuste na economia”, afirmou ele. “Acho que estamos no caminho certo”, disse o presidente do BC.

Abinee/Valor Econômico – 26/10/2016

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Impostos vão “acabar subindo”, diz Arminio

O ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos, Arminio Fraga, disse ontem que, apesar de ser contrário a aumento de impostos, acredita que a elevação da carga tributária será inevitável em algum momento. Segundo ele, um esforço fiscal adicional pode ser benéfico para o país.

“Há uma sensação no país de que não dá para aumentar a carga tributária. Eu comungo dessa visão. Alguma coisa vai ter que ser feita no gasto, não há alternativa. Eu suspeito que a carga tributária vai acabar subindo um pouco também”, afirmou, durante palestra na Rio Oil & Gas, evento do setor petrolífero, no Rio.

“Nossa carga é de quase 32,5% do PIB. É alta, mas em um determinado momento parecia que ela iria para 40%. É só uma suspeita [de que haverá elevação da carga tributária]. Hoje isso é impensável, mas eu me arriscaria a dizer que isso vai ser inevitável em algum momento”, disse.

A jornalistas, Fraga disse que, se o Brasil fizer um esforço fiscal adicional, “não a CPMF, porque acho que é um imposto de péssima qualidade, mas, por exemplo, em algum momento reduzindo desonerações ou algo assim, poderia ter uma contrapartida muito grande. Daria mais espaço para o BC”.

Para ele, a sociedade já entendeu que são necessárias medidas mais impopulares como a proposta de emenda constitucional do teto dos gastos e a reforma da Previdência. Ele acredita que as duas medidas serão aprovadas no Congresso.

“Acho que a sociedade já entendeu que o Brasil quebrar é pior para todo mundo. É uma questão objetiva: O que vai ajudar o Brasil reduzir o desemprego e criar confiança para o país voltar a investir? É abordar essas questões, passar por esse passo certamente difícil, mas possível”, disse. Para ele, para que o teto de gastos seja viável é importante aprovar uma “boa” reforma da Previdência, que permita arcar com o fluxo de caixa.

Abinee/Valor Econômico – 26/10/2016

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Redação On outubro - 26 - 2016
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