Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Expectativa pela retomada do crescimento do setor do aço da América Latina marca o encerramento do Alacero 57

Terminou hoje (26/10), no Rio de Janeiro, o Congresso Alacero 57 & ExpoAlacero, promovidos pela Associação Latino-Americana de Aço (Alacero). Foram dois dias de debates com a participação de cerca de 500 representantes da cadeia sidero-metalúrgica de diversos países. A expectativa para 2017 é de retomada, com aumento do consumo de aço de 3,6% na América Latina, mas também de preocupação com o excedente de capacidade mundial de aço. “Há sinais de que o pior passou e vamos voltar a crescer gradualmente. A região precisa enfrentar seus desafios particulares, mas principalmente sobreviver ao excesso de capacidade de aço provocado especialmente pela China. Hoje, o que vemos são empresas privadas competindo com o governo chinês. É uma competição desleal”, disse o presidente do Alacero, CEO da ArcelorMittal Aços Longos para América Central e do Sul e membro do Comitê Executivo do Grupo ArcelorMittal, Jefferson de Paula.

Durante todo o evento, analistas especializados e líderes da indústria mostraram preocupação em relação ao reconhecimento da China como economia de mercado ao final de 2016 e falaram sobre a necessidade urgente de redução de capacidade de produção de aço no País. Além disso, discutiu-se sobre o fortalecimento da competitividade das matérias primas siderúrgicas, competitividade e inovação para o crescimento da cadeia de valor do aço e o mercado de aço. O último painel do evento reuniu CEOS do setor em debate sobre o futuro da indústria do aço.

“A América Latina voltará a crescer em 2017, impulsionada pela melhora do ambiente político-econômico no Brasil e na Argentina. Diante disso, volta à disposição de investimento. Teremos economias mais abertas e mais pressão importadora e o tema central será competitividade, mas competição dentro das regras de mercado”, disse o coordenador do painel, diretor-geral da Ternium Siderar e também vice-presidente do Comitê Executivo do Alacero, Martín Berardi. O painel teve ainda a participação dos CEOs da Acindar – Grupo ArcelorMittal, José Ignacio Giraudo, da Ternium Mexico, Máximo Vedoya e da Gerdau, André Johannpeter.

O próximo Congresso Alacero será realizado de 30/10 a 01/11/2017, em Cancún, no México.

Estrutura Alacero – Foi renovada por mais um ano a estrutura do Comitê Executivo da Alacero, que tradicionalmente muda a cada ano.

O Comitê Executivo continua sendo integrado por:

Presidente: Jefferson De Paula
1° Vice-presidente: Martín Berardi
2° Vice-presidente: Benjamín Baptista Filho
Secretário: Fernando Reitich
Tesoureiro: Oscar Machado
Diretores: André Gerdau Johannpeter, Raúl Gutiérrez Muguerza e Daniel Novegil

Fonte: Assessoria de Imprensa

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Ternium pode comprar siderúrgica CSA da Thyssenkrupp no Brasil

A Thyssenkrupp decidiu se afastar da siderurgia em meio à queda na demanda por aço

Eyk Henning

A gigante alemã de siderurgia e engenharia Thyssenkrupp AG está negociando a venda de sua enorme usina brasileira, a Companhia Siderúrgica do Atlântico, para a Ternium SA, de Luxemburgo. Se concretizada, a transação pode ser o último passo da dissolução da fracassada incursão da empresa nas Américas, dizem pessoas a par do assunto.

As negociações estão em estágio avançado e podem ser concluídas até o fim do ano, dizem essas pessoas, adicionando que o fechamento de um acordo não está garantido. Um obstáculo significativo é o fato de a Ternium — que também faz parte do grupo que controla a Usiminas — querer pagar menos que o atual valor contábil da fábrica, de 2 bilhões de euros (US$ 2,17 bilhões).

Qualquer acordo abaixo desse valor afetaria as reservas de capital da ThyssenKrupp, que já são pequenas, segundo analistas. Não está claro se há outros interessados na siderúrgica, cuja construção custou US$ 6,8 bilhões para a ThyssenKrupp em 2010. Em 2013, a empresa alemã vendeu sua unidade americana para a ArcelorMittal e a Nippon Steel & Sumitomo Metal Corp. por US$ 1,55 bilhão.

Em abril, Michael Hollerman, que dirige as operações da ThyssenKrupp na América do Sul, disse a repórteres que uma das razões pelas quais a empresa comprou os 26,87% que a Vale tinha na CSA foi preparar a siderúrgica para uma potencial venda. Ontem, aThyssenKrupp confirmou por e-mail que está tentando vender a CSA.

A Ternium produz lâminas e barras de alumínio e tem forte presença na América Latina. Ela não quis comentar sobre a CSA.

Localizada em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, a CSA tem uma capacidade de produção anual de 5 milhões de toneladas e cerca de seis mil funcionários. A usina registrou um lucro operacional de 39 milhões de euros (US$ 42,4 milhões) no terceiro trimestre do ano fiscal encerrado em 30 de setembro, ante um prejuízo de 25 milhões de euros no mesmo trimestre de 2015.

A venda da CSA está em linha com a estratégia do diretor-presidente da ThyssenKrupp, Heinrich Hiesinger, de afastar a empresa da siderurgia.

Os preços de aço na Europa vêm caindo nos últimos anos em meio ao crescimento anêmico da demanda e um aumento da oferta de aço importado da China, resultado de um excedente na produção de aço do país. Grandes produtores de aço na Europa, como a própria ThyssenKrupp, a ArcelorMitall e a Tata Steel Ltd., têm respondido ao excesso de oferta observado nos últimos anos eliminando unidades de produção deficitárias, demitindo milhares de trabalhadores ou vendendo ativos.

A ThyssenKrupp, cujas raízes remontam a mais de 200 anos e que ganhou notoriedade pela produção de armas durante a Primeira Guerra Mundial, também informou que está em negociações para unir suas operações siderúrgicas europeias em uma joint venture com a Tata Steel Ltd. O acordo, porém, pode ter sido afetado na segunda-feira, quando o Tata Group, conglomerado indiano que controla a Tata Steel, demitiu o presidente de seu conselho de administração, Cyrus Mistry, uma decisão que surpreendeu o mercado.

Mistry, que também é presidente do conselho da Tata Steel, teve um papel essencial nas negociações da joint venture com a Thyssenkrupp. Analistas da Kepler Chevreux dizem que ainda é cedo para tirar conclusões, mas que viam a demissão como um risco para o acordo. (Colaborou Paul Kiernan.)

Fonte: The Wall Street Journal Americas

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Gerdau é pioneira nas Américas ao apostar em modelo de produção de aço mais sustentável

Unidade da Empresa no Ceará passa a realizar a laminação direta, processo mais econômico e com menor consumo de recursos naturais.

A usina da Gerdau em Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza (CE), passou a apostar, recentemente, em um novo processo industrial, mais econômico, com menor consumo de gás natural, além de gerar menos resíduos industriais. O processo adotado, chamado de laminação direta, é caracterizado pela passagem da matéria-prima, ainda em alta temperatura, da etapa de solidificação do metal fundido para o acabamento final, sem uso de forno de reaquecimento. Isso gera maior rendimento produtivo e menos impactos ambientais. Dessa forma, a Empresa se torna pioneira na América Latina a utilizar esse modelo, que passará a ser replicado em suas demais unidades. Na usina de Maracanaú, os ganhos econômicos chegaram a mais de R$ 1,5 milhão por ano.

Com capacidade instalada de 200 mil toneladas de aço bruto e 160 mil toneladas de laminado por ano, a unidade da Gerdau no Ceará foi a primeira produtora de aço inaugurada no estado. Sua produção é destinada à construção civil e à indústria.

Perfil — A Gerdau é líder no segmento de aços longos nas Américas e uma das principais fornecedoras de aços especiais do mundo. No Brasil, também produz aços planos e minério de ferro, atividades que estão ampliando o mix de produtos oferecidos ao mercado e a competitividade das operações. Além disso, é a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, milhões de toneladas de sucata em aço, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável das regiões onde atua. As ações das empresas Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madri.

Fonte: Fator Brasil

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Vallourec investe até R$ 200 milhões na Usina de Jeceaba

O grupo Vallourec está investindo de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões no “enobrecimento” de tubos fabricados na plataforma de Jeceaba (Campos das Vertentes), para começar a exportar para a Europa, a partir da metade do próximo ano. Os aportes foram iniciados há dois anos e a conclusão está prevista para meados de 2017. As informações foram dadas ontem pelo vice-presidente sênior do conglomerado na América do Sul, Alexandre de Campos Lyra, durante o 57º Congresso Latino Americano do Aço (Alacero-57), no Rio de Janeiro.

 “Estamos concluindo alguns investimentos feitos ao longo dos últimos dois anos para permitir que o portfólio de produtos seja enobrecido. Concluiremos os aportes até meados de 2017 e, paralelamente, também estamos nos preparamos para abastecer as plantas da própria Vallourec na Europa ou para vender diretamente para o cliente final”, explicou Lyra.

Entre os clientes diretos, Lyra citou a petroleira italiana Ente Nazionale Idrocarburi (ENI), cotada nas bolsas de Milão e de Nova York, e a francesa Total, também do setor petroquímico. “Tem produtos que exportaremos semiacabados para finalizar em subsidiárias do grupo na Europa e outros já acabados que podemos vender direto para o cliente final”, acrescentou.

Segundo ele, o enobrecimento dos produtos faz parte da estratégia de fabricar tubos com maior sofisticação técnica, com grande resistência a altas pressões e temperaturas. “Temos que qualificar o produto nas subsidiárias da própria Vallourec na Europa e o cliente também tem que qualificar a nova rota comercial”, afirmou.

O complexo siderúrgico da Vallourec em Jeceaba foi inaugurado em setembro de 2011 mediante aporte de R$ 5 bilhões. A produção é voltada para as exportações, que até agora eram direcionadas praticamente em sua totalidade apenas para o Oriente Médio. O grupo tem uma subsidiária na Arábia Saudita, mas não fabrica aço, muito menos lamina tubos, concentrando as atividades no acabamento do produto (tratamento térmico e rosqueamento).

Europa – Os embarques para a Europa se tornaram viáveis a partir da planta mineira porque o grupo está reestruturando unidades industriais no continente. Em fevereiro, a Vallourec anunciou ao mercado um pacote de ações estratégicas com o objetivo de melhorar a competitividade.

Entre as mudanças anunciadas estava a racionalização das operações na Europa a fim de concentrar as atividades de laminação na Alemanha e de acabamento na França. O projeto inclui o fechamento de unidades ao redor do continente, o que resultará em uma redução de 50% na capacidade produtiva de tubos em 2017, comparado ao nível de 2014.

As ações anunciadas em fevereiro também incluíam uma série de mudanças nas unidades do grupo em Minas Gerais. Uma delas foi o desligamento do alto-forno 2 da Usina Barreiro, em Belo Horizonte. Também está previsto o abafamento do alto-forno 1 e da aciaria no segundo semestre de 2018. Os laminadores e as plantas de acabamento de tubos na Capital continuarão operando.

Inda – 26/10/2016

 

Redação On outubro - 26 - 2016
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