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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Economia real não responde e Ibre piora previsões

O maior otimismo embutido na percepção de empresários, consumidores e nos preços de ativos financeiros ainda não encontra paralelo nos indicadores reais de atividade, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Como o desempenho da economia real continua surpreendendo negativamente, apesar da melhora das expectativas, a instituição reviu para baixo suas estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e, também, do ano.

Na edição de outubro do Boletim Macro, divulgada com exclusividade ao Valor, o Ibre prevê queda de 0,6% do PIB entre o segundo e o terceiro trimestres, feitos os ajustes sazonais. A projeção anterior era de redução mais modesta, de 0,3%. Após a mudança, a perspectiva para 2016 passou de recuo de 3,2% para retração de 3,4%.

A análise de que a atividade só deve voltar a crescer a partir dos primeiros três meses de 2017 permanece, assim como a expectativa de alta de 0,6% da economia no ano que vem, mais fraca do que o consenso de mercado, de expansão de 1,2%.

“Vivemos uma situação tão dramática, com recessão aguda e profunda, que a mudança de governo levou a um excesso de otimismo, mas o realinhamento macroeconômico é um processo difícil”, afirma Silvia Matos, coordenadora técnica do boletim. O recente comportamento ruim dos indicadores de atividade não é demérito da nova equipe econômica, pondera Silvia, mas reforça a visão de que a saída da crise não é algo trivial.

A revisão pessimista para o período de julho a setembro foi provocada pela produção industrial, que registrou recuo de 3,8% no mês de agosto, eliminando a expansão acumulada nos cinco meses anteriores. Para setembro, a expectativa é de avanço de 0,9%, recuperação pouco robusta na avaliação da entidade. Com esse desempenho, o PIB industrial deve cair 1,1% na passagem do segundo para o terceiro trimestre nas estimativas do Ibre, depois de ter aumentado 0,3% de abril a junho.

De acordo com Silvia, a volta ao terreno negativo não significa que a reação da atividade industrial foi abortada, e parte do tombo observado em agosto é explicado por fatores temporários. O setor deve voltar a crescer nos últimos três meses do ano, afirma a economista, mas o processo de retomada da produção é “mais lento e doloroso” do que o sugerido pelas expectativas de empresários, que vêm puxando a alta da confiança da indústria sem contrapartida da avaliação sobre a situação atual.

De agosto para setembro, o Índice de Confiança Empresarial – medição do Ibre que agrega os indicadores de indústria, comércio, serviços e construção – subiu 1,5%, para 82,4 pontos. Segundo os economistas Aloisio Campelo e Viviane Seda, responsáveis pela seção de confiança, as expectativas explicam 75% da variação positiva. Para a coordenadora do boletim, diante da fraqueza da demanda interna e da perda de fôlego do setor externo como indutor de crescimento, é de se esperar alguma reversão do excesso de otimismo nos próximos meses.

Do ponto de vista do consumo das famílias, a taxa de juros elevada e a escassez do crédito não serão revertidas no curto prazo, acrescenta Silvia. O Banco Central agiu corretamente ao promover um “modesto ajuste” da taxa Selic em outubro, de 0,25 ponto, defende o economista José Júlio Senna na seção de política monetária do boletim, uma vez que o recuo das expectativas e da inflação corrente ocorre em velocidade lenta.

“Quanto mais conservador for o Banco Central nesta fase inicial da flexibilização, maior será o ganho em termos de expectativas e de redução da própria inflação, abrindo-se espaço para quedas de juro mais expressivas ao longo de 2017, condicionadas, evidentemente, a um avanço concreto nas reformas fiscais”, comenta Senna.

Para o Ibre, a PEC 241, que impõe um teto aos gastos da União, é um primeiro passo nessa direção, mas precisa ser complementada por outras medidas para ter sucesso, como a reforma previdenciária e a instituição de regras mais duras para os reajustes salariais de servidores públicos.

Valor Econômico – 25/10/2016

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Após corte do juro, economistas veem inflação abaixo de 7% e piora do PIB

Após a primeira redução na taxa básica de juros desde 2012, economistas reduziram a projeção para a inflação para este ano e o próximo e também projetaram uma piora da atividade econômica em 2016 e 2017. Já a perspectiva para os juros foi mantida no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (24).

O Focus voltou a mostrar queda na expectativa de alta do IPCA neste ano, pela sexta semana seguida. A projeção agora é de 6,89%, 0,12 ponto percentual abaixo da semana anterior. Para o ano que vem, a projeção caiu de 5,04% para 5,0%.

Em outubro, o IPCA-15, prévia da inflação oficial desacelerou a alta para 0,19%, menor nível para o mês desde 2009, acumulando alta em 12 meses de 8,27%, após 8,78% de setembro.

Para a atividade econômica, a expectativa de retração do PIB (Produto Interno Bruto) em 2016 agora é de 3,22%, sobre queda de 3,19% antes. A pesquisa ainda mostra recuperação em 2017, porém menor, de 1,23%, contra 1,30% anteriormente.

A projeção na pesquisa Focus do BC para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em 29 e 30 de novembro, continua sendo de um corte de 0,50 ponto percentual, com a Selic encerrando o ano a 13,50%.

Para 2017, o levantamento divulgado nesta segunda-feira (24) mostra que os economistas consultados ainda veem a taxa básica de juros a 11%.

Na semana passada, o BC reduziu a Selic em 0,25 ponto, para 14%, deixando aberta a possibilidade de acelerar em breve o ritmo de cortes deste ciclo de afrouxamento iniciado agora, desde que veja maior desinflação do setor de serviços e mais avanços no ajuste fiscal.

Agora, os investidores aguardam a divulgação da ata desse encontro na terça-feira para calibrar suas expectativas.

O Top-5, com os economistas que mais acertam as previsões, também não mudou suas perspectivas, estimando a Selic a 13,50% no fim deste ano e a 11,25% em 2017.

Folha de S.Paulo – 25/10/2016

Redação On outubro - 25 - 2016
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