Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Alemanha e Brasil fecham acordo sobre mineração

Instituto alemão de geociências firma parceria com Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, do Brasil, possibilitando o emprego de técnicas de extração menos poluentes e mais eficientes.A Alemanha firmou na sexta-feira (24/10) uma parceria com o Brasil no campo da mineração. A ideia é que os alemães ajudem os brasileiros com técnicas mais eficientes e ambientalmente corretas, visando à compra de produtos brutos ou manufaturados mais à frente.

O acordo foi assinado entre a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) do Brasil e o Instituto Federal de Geociências e Recursos Naturais da Alemanha, em cerimônia realizada no Rio de Janeiro. O primeiro projeto conjunto será em Rondônia, numa região com potencial para exploração de ouro, cassiterita e outros minerais.

“Não há mineração na Alemanha, e temos muito poucas refinarias para processar minerais”, explicou o geólogo Peter Buchholz, da Agência Alemã de Recursos Minerais. “Então temos que cooperar com países que têm o material e que também tenham capacidade de manufaturar produtos.”

Segundo Buchholz, a ideia central do acordo é que especialistas brasileiros e alemães avaliem juntos os depósitos minerais do país – a começar por Rondônia – buscando formas de interação entre as duas indústrias.

“Achamos que a tecnologia alemã traz boas possibilidades para tornar o setor mais sustentável tanto do ponto de vista ambiental quanto social”, disse o geólogo.

A mineração é considerada uma das atividades mais poluentes e impactantes ao meio ambiente. Novas tecnologias, no entanto, podem reduzir esse impacto, seja por meio de técnicas mais “limpas” ou mais eficientes, em que o aproveitamento é maior.

Extração mais eficiente e rentável

Não se conseguia, por exemplo, extrair estanho em volumes pequenos de minerais e, por isso, muito era descartado. Hoje, já se pode voltar ao que antes era descartado para a extração do metal mesmo em quantidades mínimas. Isso acontece também com o ouro e o cobre. Ou seja, além de se tratar de uma solução ambiental, é também uma oportunidade econômica.

“Cada vez mais as minas têm teores mais baixos de minérios”, explicou o diretor presidente da CPMR, Eduardo Ledshan. “Precisamos de tecnologia para tornar essa extração mais eficiente e mais rentável”.

O Brasil tem também importantes jazidas dos chamados metais de terras raras – elementos químicos usados em ligas de alta tecnologia presentes, por exemplo, em computadores e supercondutores. Esses metais, no entanto, são mais difíceis de minerar e extrair e, por isso, são muito mais caros. Tentar baratear essa produção, de grande importância estratégica, é outro dos objetivos do Brasil.

Outro exemplo diz respeito ao uso de água na mineração. Quanto menos água for necessária, menos barragens precisam ser construídas e, portanto, há menos impacto ambiental.

Técnicos dos dois países estão elaborando também uma parceria para avaliar a geologia marinha da costa brasileira, onde há jazidas de grande potencial de exploração.

Fonte: UOL

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Brasil e Argentina negociam troca de dados tributários

A Receita Federal informou ontem que o secretário do fisco, Jorge Rachid, e o administrador federal de Ingressos Públicos (AFIP) da Argentina, Alberto Abad, discutiram, na semana passada, mecanismos de intercâmbio de informações tributárias.

Segundo Rachid, a reunião com o representante argentino serviu como passo inicial do processo de intensificação do intercâmbio, possibilitando um primeiro levantamento “para um plano de trabalho de longo tempo”.

O secretário brasileiro informou que entre os dados levantados pela Receita Federal e transmitidos ao administrador Abad sobre a movimentação financeira de brasileiros e argentinos, pessoas físicas, nos dois países, foram identificadas 1106 operações imobiliárias, entre as quais 1041 acima de R$ 500 mil.

Conforme Rachid, já foram identificadas 10 mil movimentações financeiras acima de R$ 500 mil, sendo R$ 154 mil de crédito e R$ 136 mil de débito.

De acordo com Abad, a AFIP também já identificou movimentação financeira de 55 mil brasileiros em seu país.

DCI – 25/10/2016

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Balança comercial atinge US$ 38,051 bilhões

A balança comercial brasileira registrou saldo (diferença entre exportações e importações) positivo de US$ 38,051 bilhões no acumulado deste ano até a terceira semana de outubro. No mesmo período de 2015, o superávit registrado alcançou US$ 11,025 bilhões.

Na prévia deste mês, o saldo comercial é superavitário em US$ 1,870 bilhões – resultado de exportações de US$ 9,873 bilhões e as importações, US$ 8,003 bilhões -, conforme informou ontem o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Nas vendas externas, se comparadas as médias até a terceira semana de outubro (US$ 705,2 milhões) com a média do mês no ano passado (US$ 764,2 milhões), houve queda de 7,7%, em razão da diminuição nas vendas de produtos básicos (-14,5%) e de manufaturados (-2,7%).

Nas importações, a média diária até a terceira semana de outubro, de US$ 571,6 milhões, ficou 14,6% abaixo da média do mesmo período do ano passado (US$ 669,2 milhões).

Terceira semana

Com relação à terceira semana de outubro, com cinco dias úteis, as exportações brasileiras superaram as importações em US$ 709 milhões. As vendas externas foram de US$ 3,352 bilhões e as compras, de US$ 2,643 bilhões.

A média das exportações do período foi de US$ 670,3 milhões. Houve queda de 7,5% em relação ao valor registrado até a segunda semana (média de US$ 724,5 milhões). O motivo da redução foi a retração nos embarques das três categorias de produtos: semimanufaturados (-19,6%), manufaturados (-6,8%) e básicos (-3,3%), segundo o ministério.

Em relação às importações, houve retração de 11,2%, explicado, principalmente, pela redução nos gastos com equipamentos eletroeletrônicos, equipamentos mecânicos, químicos orgânicos e inorgânicos, veículos automóveis e partes, além de plásticos e obras.

DCI – 25/10/2016

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Ocidente barra aquisições chinesas no valor de US$ 40 bi

Medidas tomadas ontem pela União Europeia e pela Alemanha para frustrar aquisições chinesas de grande porte são o sinal mais recente do aumento da resistência do Ocidente a investimentos de Pequim, o que barrou quase US$ 40 bilhões em aquisições planejadas pela China desde meados de 2015.

A maioria dos casos têm a ver com preocupações antitruste e de segurança, como a proximidade com uma base militar da empresa alvo de compra. As propostas de compra fizeram com que alguns governos ocidentais avaliassem a possibilidade de criar novos procedimentos regulatórios para analisar fusões e aquisições chinesas.

O total de US$ 40 bilhões, apurado pelo banco de investimento Grisons Peak, não inclui as possíveis aquisições da empresa suíça do setor de agronegócio Syngenta e da empresa alemã de semicondutores Aixtron, por US$ 44 bilhões e € 670 milhões, respectivamente. Ambas enfrentaram problemas ontem após avaliações da UE e da Alemanha.

Apesar das preocupações, compradores chineses continuam a divulgar novas fusões e aquisições. O conglomerado chinês de aviação e lazer HNA Group anunciou que comprará a participação de 25% do grupo de private equity Blackstone no grupo hoteleiro Hilton, por US$ 6,5 bilhões. Já o conglomerado de investimentos China Oceanwide formalizou a compra da seguradora americana Genworth Financial, por US$ 2,7 bilhões.

Mas crescem os sinais de que um rígido monitoramento está contendo a disparada das aquisições.

Os negócios chineses de fusões e aquisições anunciados no terceiro trimestre deste ano totalizaram US$ 46,1 bilhões, abaixo dos US$ 49,4 bilhões alcançados no segundo trimestre e do recorde trimestral de US$ 95,6 bilhões computado no primeiro trimestre, segundo dados do Grisons Peak.

Soube-se na semana passada que o grupo Blackstone abandonou seus planos de vender o Hotel del Coronado – um marco de San Diego, localizado perto de uma base naval – por cerca de US$ 1 bilhão à chinesa Anbang Insurance. Esse é um dos vários negócios recentemente suspensos por preocupações americanas com segurança nacional.

Desde julho do ano passado, um total de 11 grandes aquisições foi abandonado por pretendentes chinesas, principalmente em decorrência de um exame mais atento por autoridades dos EUA, da Austrália e de outros países. O valor total das operações barradas alcança US$ 38,9 bilhões, ou 14% do total de fusões e aquisições anunciado nos últimos 16 meses, de acordo com esses dados. A parcela de fracassos deve disparar caso a Syngenta, Aixtron e outras sondagens também sejam vetadas.

As ações da Syngenta caíram acentuadamente ontem após a interessada ChemChina não ter oferecido concessões a uma investigação antitruste da UE antes do vencimento do prazo. Se concretizado, o negócio proposto será a maior aquisição externa realizada por um grupo chinês.

Berlim também retirou um certificado em que declarava não ter objeções à venda da Aixtron a investidores chineses e revelou estar reabrindo a análise, de acordo com informações da Aixtron.

O analista Martin Fischer, da consultoria Alaco, disse que “a nascente investida em favor do protecionismo” na Alemanha está sendo estimulada pela enxurrada de investimentos chineses, com especial vigilância no caso envolvendo empresas estatais.

A premiê do Reino Unido, Theresa May, pretende lançar um novo sistema para avaliar os investimentos externos no país. May quer poder intervir de maneira “ordenada e estruturada” em casos de investimento estrangeiro sensível. Ela estuda os regimes adotados nos EUA e na Austrália.

Em agosto, a Austrália impediu que a estatal chinesa State Grid e a empresa de Hong Kong Cheung Kong Infrastructure assumissem, por US$ 7,6 bilhões, o controle da maior rede de distribuição de energia elétrica do país, por motivos de segurança nacional.

Valor Econômico – 25/10/2016

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Subsídios à Bombardier levam o Brasil a elevar pressão sobre o Canadá na OMC

O Brasil aumentará hoje a pressão sobre o Canadá na Organização Mundial do Comércio (OMC), elevando sua contestação aos subsídios que o governo canadense concede para a Bombardier, concorrente da Embraer no mercado de jatos regionais.

A inquietação brasileira aumentou com o anúncio da Bombardier de demitir 7.500 funcionários, 10% de sua mão de obra, porque isso demonstraria que continuará precisando de dinheiro público para sobreviver, sem previsão de retorno do pagamento.

O Valor apurou que a delegação brasileira vai oficializar, no Comitê de Subsídios e Medidas Compensatórias, questionamentos específicos sobre cada programa que beneficia a Bombardier. Na prática, pavimenta o terreno para o que pode ser um novo contencioso de forte dimensão na indústria aeronáutica.

Recentemente, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, reclamou que a Bombardier estava subsistindo graças a US$ 4 bilhões de subvenções dadas pelo governo canadense, numa situação desleal para a Embraer.

O governo do Quebec pressiona o governo federal para fazer uma injeção adicional de US$ 1 bilhão no desenvolvimento do jato C-Series, num movimento monitorado de perto pelos concorrentes. Na prática, a Embraer enfrenta agora a concorrência do Tesouro canadense, afetando brutalmente as condições de venda.

A companhia brasileira já perdeu encomendas para a Bombardier, porque a empresa apareceu com preços até 30% mais baixos, conforme cálculos de analistas. Autoridades do Quebec não esconderam recentemente que sua injeção de capital na Bombardier foi essencial para o construtor ganhar uma encomenda bilionária da Delta Airlines, dos EUA, que deu fôlego ao projeto do C-Series.

Outras disputas foram ganhas para vender jatos regionais para Air Canada, Air Baltic e mesmo para a Lufthansa.

Hoje, o Brasil oficializará questionamentos específicos em comitê da OMC sobre cada um dos subsídios que a Bombardier vem recebendo, a começar pela entrada direta do governo no capital da companhia.

O Canadá será instado a explicar por que a Bombardier recorre à ajuda do governo federal e do Quebec, em vez de buscar o mercado comercial. O “Investissement Canada”, orgão do Quebec, fez recentemente ajustes nos termos de seu acordo com a Bombardier, algo colocado também sob suspeita.

Além disso, os canadenses vão precisar explicar se recursos foram fornecidos para o construtor aeronáutico desenvolver seu novo jato por meio do Strategic Aerospace and Defense Initiative (Sadi) e do Technology Partnerships Canadá (TPC). Bombardier reduziu pela metade a projeção de entrega de jatos de seu C-Series e reconheceu que sua receita será menor do que anunciado previamente.

Recentemente, Serra afirmou que a decisão de denunciar formalmente o Canadá na OMC continuava em estudos e dependia também da estratégia da própria Embraer.

Valor Econômico – 25/10/2016

Redação On outubro - 25 - 2016
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