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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Importações de aços planos dão salto de 41%

Instituto Nacional dos Distribuidores considera ampliação pontual

Leonardo Francia

As importações de aços planos pelos distribuidores nacionais do produto somaram 62,9 mil toneladas em setembro e deram um salto de 41% frente a agosto. No entanto, o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, não avalia o aumento da entrada de aço importado no País como uma tendência. Ao contrário, para ele, isso foi pontual e, no ano, os desembarques do produto devem mesmo cair em relação ao exercício passado.

Tanto que, na comparação de setembro deste ano com o mesmo mês de 2015, os desembarques de aços planos caíram 27,2%, segundo o Inda. “Esse crescimento das importações não representa muita coisa em função do que já foi no passado. Foram 20 mil toneladas a mais que em agosto e isso é praticamente um navio a mais. Ainda não identificamos um aumento sustentável das importações”, justificou.

Por outro lado, as vendas de aços planos em setembro deste ano somaram 251,3 mil toneladas e caíram 0,7% em relação às de agosto (253,1 mil toneladas). Na comparação com o volume comercializado em igual mês de 2015 (247,1 mil toneladas), foi apurada uma alta de 1,7%.

“Entendemos que estamos andando no fundo do poço, com volume de vendas alinhado ao que foi no ano passado, que já não é uma base forte de comparação. Nossa projeção é que as vendas de aços planos em 2016 devem cair em torno de 4% frente às de 2015”, projetou o presidente do Inda.

As compras de aço dos distribuidores em setembro, que incluem chapas grossas, laminados a quente, chapas zincadas, chapas eletrogalvanizadas, chapas pré-pintadas e galvalume também caíram 0,5% em relação a agosto, mas registraram alta de 14,7% sobre o mesmo mês do ano passado. Para Loureiro, o cenário para a compra do produto pelos distribuidores é o mesmo que para as vendas, ou seja, “andando no fundo do poço”.

Loureiro acrescentou que a rede nacional de distribuição de aço pode sofrer outro “baque”, entre o fim deste mês e o começo do próximo. É que, segundo ele, existe a possibilidade de os preços serem reajustados em torno de 5%, a exemplo do que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) já fez.

“Avaliamos que esse aumento é necessário para as usinas, por causa do encarecimento do preço do carvão, que anulou qualquer margem que o setor podia estar alcançando. No entanto, esse aumento no preço do aço tem que ser aplicado não só para a distribuição, mas também para a indústria, porque nós também atendemos pequenas indústrias, que podem ficar prejudicadas se isso não for feito”, explicou.

O giro de estoque ficou em 3,6 meses, depois de uma evolução de 1,3% nos níveis de aço estocados em setembro em relação a agosto, atingindo um volume de 895,2 mil toneladas. Para outubro, a projeção do Inda é de que tanto as compras quanto as vendas da rede associada recuem 2% frente ao mês anterior.

Fonte: Diário do Comércio

Redação On outubro - 19 - 2016
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