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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Desempenho econômico da América Latina frustra analistas do mercado

O desempenho econômico dos países da América Latina tem frustrado expectativas de analistas de consultorias, bancos e instituições multilaterais como o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Inflação elevada, rombos nas contas do governo, crescimento fraco nos Estados Unidos e queda nos preços de algumas commodities importantes são alguns dos fatores que ajudam a explicar as seguidas revisões para baixo nas projeções para a região.

Há duas semanas, o FMI rebaixou as estimativas que tinha feito em abril para algumas das maiores economias latino-americanas. No caso da Argentina e da Venezuela, as projeções mudaram de contrações de -1% e -8% para, respectivamente, -1,7% e -10%.

As previsões de crescimento da Colômbia e do México foram reduzidas de 2,5% e 2,4% para 2,2% e 2,1%, respectivamente. Com isso, o menor pessimismo do Fundo com o Brasil —maior economia da região— não foi suficiente para evitar uma queda na projeção do desempenho da América Latina e do Caribe como um todo neste ano.

A instituição espera que o PIB (Produto Interno Bruto) da região caia 0,6% neste ano, resultado pior do que os 0,5% previstos em abril. No mesmo período, a estimativa para o Brasil mudou de uma contração de 3,8% para 3,3%.

Consultorias internacionais como a britânica Economist Intelligence Unit também se tornaram mais cautelosas. “Nossas projeções para a América Latina têm piorado ao longo do ano”, diz Robert Wood, analista-chefe da consultoria para a região.

Segundo Wood, a combinação entre preços mais baixos de commodities e redução no ritmo de crescimento da China tem se refletido negativamente nos países latino-americanos desde 2014.

Embora os valores de alguns produtos básicos tenham registrado modesta recuperação neste ano, os de outras commodities importantes para a região, como metais e petróleo, continuaram em queda. Isso tem prejudicado países como Colômbia, Chile e Venezuela.

“Esse cenário de preços mais baixos das commodities é desafiador para a região”, afirma o economista Luka Barbosa, do Itaú Unibanco.

Um indicador calculado pelo banco para tentar antever resultados imprevistos ficou em -0,18 em setembro, mostrando que as projeções de analistas para vários dados que medem o desempenho da economia dos maiores países latino-americanos ficaram abaixo do esperado.

O resto do mundo também enfrenta desafios para voltar a crescer mais expressivos desde a crise global de 2008. E frustrações em relação ao desempenho–principalmente das nações desenvolvidas–têm sido rotineiras.

A situação se agravou com a mudança no modelo de crescimento da China, que vem levando a uma moderação das altas taxas de expansão registradas pelo país asiático no passado recente. Em geral, a frustração dos analistas em 2016 tem sido mais forte com a América Latina do que outras regiões consideradas em desenvolvimento.

Folha de S.Paulo – 17/10/2016

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Governo da Venezuela começa a desmontar os controles de preços

O governo da Venezuela começou a desmontar os controles de preços, uma mudança radical nas políticas do presidente Nicolás Maduro destinadas a conter os protestos que se espalham pelo país. Mas, ao permitir que os supermercados vendam alimentos a preços de mercado, a medida também agrava a já elevada inflação venezuelana.

O que começou em março como um teste limitado no Estado de Zulia, na fronteira com a Colômbia, já se propagou para outros seis Estados de fronteira, segundo governantes locais do partido do governo e entrevistas com donos de supermercados e consumidores. Uma das autoridades disse que os planos são de estender a medida para a capital, Caracas, onde manifestações contra a escassez de alimentos chegaram recentemente aos portões do palácio presidencial.

“Antes não havia nada; agora há tudo”, disse Jesús Barrios, de 36 anos, enquanto fazia compras em Maracaibo, a capital de Zulia.

A medida permite que governos estaduais e varejistas privados com acesso a dólares importem todo tipo de produto, de ketchup a arroz, de países vizinhos como Brasil, Colômbia e até da minúscula Trinidad e Tobago. Lojas e distribuidores podem recuperar o investimento revendendo os produtos até muitas vezes acima do preço estabelecido pelo governo, algo que era totalmente contrário às políticas do governo socialista, inclinado a controlar todos os aspectos da economia.

“As autoridades trouxeram esses alimentos para nos acalmar porque a fome derruba governos”, disse Fidel Suárez, um contador de Maracaibo, onde dezenas de lojas foram saqueadas em abril.

As medidas ainda não foram discutidas publicamente por Maduro e seus ministros nem divulgada pela mídia estatal. O órgão regulador de preços, o gabinete presidencial e os ministérios de alimentos e da informação não responderam a pedidos de comentários. As leis e decretos que fixam os preços dos alimentos e proíbem transações com moeda estrangeira não mudaram, o que torna a compra e a venda de alimentos tecnicamente ilegais.

Autoridades que defenderam a mudança nas províncias disseram ter agido dessa forma porque as pessoas estavam desesperadas. “Falamos com o presidente porque as prateleiras estavam vazias e as pessoas exigiam” comida, disse Francisco Arias Cárdenas, governador de Zulia, a um jornal local há várias semanas.

O fim do controle de preços começou a reduzir a escassez crônica que levou mais da metade das famílias da Venezuela a diminuir o número de refeições, segundo pesquisas recentes.

Em cidades onde o controle foi suspenso, incluindo Maracaibo e Puerto Ordaz, as longas filas que se estendiam para fora dos supermercados diminuíram. Os saques a mercados e caminhões de alimentos – ocorrência diária há alguns meses – caíram cerca de 35% em agosto, em relação ao pico atingido em maio, segundo a organização sem fins lucrativos Observatório Venezuelano do Conflito Social.

Para os venezuelanos, o lado negativo é uma tremenda alta nos preços – de até 20 vezes em relação aos preços controlados. O salto está alimentando ainda mais uma inflação que, segundo o Fundo Monetário Internacional, já deveria atingir 500% neste ano, a maior do mundo.

Nesta semana, no supermercado De Candido, em Maracaibo, cerca de um quilo de arroz, que sob o controle de preços custaria US$ 0,12, estava sendo vendido por US$ 2; um saco com quase um quilo de açúcar, com preço fixado em US$ 0,40, saía por US$ 3,50.

Seis meses atrás centenas de consumidores entraram pelas janelas e portas do supermercado em busca dos raros produtos com preços controlados que tinham vindo numa entrega. Na quinta-feira, porém, algumas dezenas de consumidores examinavam calmamente as prateleiras cheias de produtos vindos da Colômbia.

“Pelo menos eu posso vir e comprar, mesmo a preços altos”, disse a enfermeira Ana Atencio, que veio em busca de açúcar para o leite de seu bebê. “Antes, eu nem sonhava com isso por causa da fila e das pessoas brigando.”

Ainda assim, só aquele pacote de açúcar vai abocanhar quase 25% de seu salário mensal.

Do outro lado do país, Gisela Lares costumava acampar do lado de fora das lojas de Puerto Ordaz para comprar comida, até que as importações brasileiras chegaram.

“Eu costumava procurar por tudo […] mesmo se tivesse que entrar na fila um dia antes”, disse ela. “Agora, faz dois meses que eu não preciso entrar numa fila.”

As Forças Armadas, que há muito tempo controlam a distribuição de alimentos no país, estão trazendo os alimentos importados, usando navios, aviões de carga e comboio de caminhões. No Estado de Bolívar, o líder do distrito militar regional disse que já alocou quase 10 mil soldados para proteger os caminhões de alimentos na viagem de oito horas desde a fronteira com o Brasil.

As importações de alimentos brasileiros “nos permitiram reduzir as tensões em toda comunidade que não tinha onde comprar alimentos”, disse recentemente Francisco Rangel Gómez, governador de Bolívar e que é do partido do presidente Maduro.

Com o fim do controle de preços nas províncias, o governo também está favorecendo seus partidários na distribuição de alimentos subsidiados. Cerca de 15% das famílias venezuelanas recebem uma sacola com produtos entregue pessoalmente a cada 45 dias, dizem autoridades e órgãos de pesquisa.

Não está claro quantos se beneficiarão dos alimentos importados. A inflação estratosférica corroeu quase todo o valor da moeda local e até profissionais qualificados ganham o equivalente a cerca de US$ 100 por semana. A chamada cesta básica – suficiente para alimentar uma família – custava US$ 380 por mês no mercado negro em agosto, segundo o Cenda, instituto de pesquisa do mercado de trabalho.

Valor Econômico – 17/10/2016

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Mercosul e Índia vão cortar tarifas

Mercosul e Índia vão ampliar o Acordo de Preferências Tarifárias Fixas de 452 para 2.500 alíquotas, melhorando as condições de negócios para produtos dos dois lados em relação a outros parceiros.

Em novembro haverá a troca de ofertas para o primeiro pacote de nova redução de 500 tarifas. “Vamos colocar para funcionar a ampliação do acordo”, afirmou o diretor do Departamento de Negociações Internacionais do Itamaraty, embaixador Ronaldo Costa.

Os dois lados negociaram ampliar a liberalização gradualmente devido a vários produtos sensíveis. A Índia quer proteger sua agricultura. Por sua vez, o Mercosul resiste a abrir o mercado para mais têxteis e químicos indianos, por exemplo.

O acordo com a India, de 2009, o primeiro do Mercosul com um país fora das Américas, foi negociado como uma primeira etapa de uma futura área de livre comércio. Mas a troca de preferências tarifárias, mesmo com a redução prevista, continua muito modesta, só cobrindo 1% do comércio da Índia.

O embaixador do Brasil em Nova Déli, Tovar da Silva Nunes, vê um déficit de conhecimento tanto no Brasil como na Índia sobre as oportunidades mútuas. Para ele, há uma percepção errada de que o mercado indiano é muito complicado. O interesse brasileiro tem sido episódico, apesar de a Índia ter ao menos 400 milhões de consumidores interessados em produtos estrangeiros.

O presidente Michel Temer e o premiê indiano, Narendra Modi, assinarão acordos para tentar acelerar os negócios bilaterais.

Valor Econômico – 17/10/2016

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Grupo usará todas as políticas para crescer

Os países que formam o Brics estão determinados a usar todas as ferramentas de política monetária, fiscal e estruturais para atingirem a meta de crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo. A informação está na “Declaração de Goa”, documento assinado ontem pelos chefes de Estado, na Índia.

Segundo o texto, a política de juros por si só não pode levar a um crescimento equilibrado e sustentável, por isso, são necessárias reformas estruturais. O Brics ressaltou a necessidade de usar a política fiscal e a despesa pública de forma mais favorável ao crescimento, “tendo em conta o espaço fiscal disponível” para promover a inclusão, manter resistência e garantir a sustentabilidade da dívida.

Apesar da resistência do Brasil, como revelado pelo GLOBO, o Brics incluiu no texto que examinará a possibilidade de criação de uma agência independente de avaliação de risco, baseada em princípios orientados para o mercado, a fim de reforçar ainda mais a arquitetura de governança global. O Ministério da Fazenda é contra a proposta, mas ela tem a simpatia do ministro das Relações Exteriores, José Serra.

ACORDO COM A ÍNDIA
Na cúpula do Brics, houve ainda o anúncio de que o banco de desenvolvimento do grupo aumentará o volume de empréstimos dos atuais US$ 911 milhões para US$ 2,5 bilhões no ano que vem.

— Vamos ser uma organização ágil para atender aos países do bloco — prometeu o presidente da instituição financeira, KV Kamath.

Foram assinados ainda três acordos. O mais importante deles prevê criar um administrador para acelerar os trâmites nas aduanas e diminuir a burocracia nos portos. O Comitê de Cooperação discutirá todas as aduanas entre os países-membros e poderá fechar acordos internacionais, além de facilitar a aproximação das legislações aduaneiras de cada país.

Na tentativa de levar investimentos para o Brasil, o presidente Michel Temer deve fechar acordo, hoje, com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, que inclui de venda de aeronaves da Embraer até frangos. Segundo fontes, Temer oferecerá troca de tecnologia e até uma cooperação para implementar o programa Luz para Todos no país asiático.

O Globo – 17/10/2016

Redação On outubro - 17 - 2016
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