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Tera-feira, 26 de Setembro de 2017






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CNI melhora projeções após avanço da confiança empresarial

Com mais confiança dos empresários e os primeiros sinais de recuperação da economia, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) melhorou a maioria das previsões para a atividade em 2016.

Agora, a entidade espera uma retração do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,1%, ante previsão anterior de queda de 3,5%. Os dados são do Informe Conjuntural divulgado pela confederação trimestralmente. A expectativa é que o PIB industrial encolha 3,7%, contra projeção de julho de queda de 5,4%.

Para os investimentos – medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo – a projeção é de queda de 11%, ante -13,9% anteriormente. O consumo das famílias também deverá cair menos. A previsão é de queda de 4,6%, ante 4,8% no informe anterior.

A confederação espera uma inflação ligeiramente menor, em 7,1% (projeção anterior era de 7,3%), mas a desaceleração nos preços está em ritmo menor do que o esperado.

A projeção para a taxa básica de juros no fim de 2016 foi mantida em 13,75% ao ano. A entidade aposta em dois cortes consecutivos de 0,25 p.p. nas próximas duas reuniões do Comitê de Política Monetária.

Sinais de reversão

De acordo com a CNI, há sinais de reversão do quadro de profunda recessão, como a melhoria nos indicadores de confiança empresarial. “Incertezas políticas foram superadas com a assunção de um novo governo em caráter permanente, que alterou radicalmente o rumo da política econômica”, avaliam os economistas da entidade.

A expectativa é que haja recuperação na demanda e melhoria no nível de produção das empresas nos próximos seis meses. “Os riscos à intensidade desse ciclo de recuperação estão associados a uma eventual frustração com o processo de ajuste econômico, em especial na questão fiscal, o principal desequilíbrio da economia. Com isso, a confederação destaca que a aprovação do projeto que limita o crescimento do gasto público federal (PEC 241) e a reforma da Previdência são “absolutamente indispensáveis” para reverter o quadro de desequilíbrio fiscal e estabilizar a economia. “O máximo de esforço político deve ser direcionado à aprovação substantiva dessas medidas.”

Para o resultado primário do setor público consolidado, a projeção passou de -2,62% do PIB para -2,7%. A entidade destaca que o ritmo dos gastos do governo deverá aumentar nos últimos meses do ano, o que reduz a margem para alcance da meta. A projeção para a dívida líquida passou de 73,4% do PIB para 71,6% do PIB.

DCI – 17/10/2016

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Com Semp, chinesa TCL desembarca no Brasil

Por Gustavo Brigatto

Foram necessários cinco anos e pelo menos três viagens ao Brasil para que o executivo chinês Li Dongsheng conseguisse fincar a bandeira de sua TCL no país. Finalmente ele conseguiu. Por meio de uma joint venture, a gigante com vendas de US$ 16 bilhões desembarcou de vez por aqui. “Começamos tarde no Brasil mas acredito que podemos nos desenvolver bem e que o país será um mercado­chave para a TCL”, declarou o fundador, e também presidente do conselho, em entrevista ao Valor. Na avaliação do executivo, o Brasil chegou ao fundo do poço e retomará o crescimento em dois anos. “Agora é um bom momento para investir”, disse.

O acordo foi fechado com a brasileira Semp. A empresa fundada por Afonso Hennel em 1942 encerrou no começo do ano um casamento de mais de três décadas com a japonesa Toshiba e deu fim a uma das marcas mais conhecidas do setor de eletroeletrônicos brasileiro, a Semp Toshiba. A união foi encerrada devido à decisão dos japoneses de deixar de vender produtos para consumidores e se forcar no relacionamento com empresas ­ decisão semelhante à tomada por suas conterrâneas Sharp e Panasonic.

A cama nem esfriou e a já companhia embarcou em um novo relacionamento com TCL, dando origem à Semp TCL. Segundo Ricardo Freitas, presidente da Semp TCL, as duas companhias já se conheciam e faziam negócios há pelo menos uma década. A Semp comprava produtos da TCL e os revendia no Brasil com sua marca. De acordo com ele, o objetivo é replicar com os chineses o que foi aprendido com os sócios japoneses. “Tivemos momentos de tensão na relação, mas ela sempre foi positiva. Foi um acordo de acionistas que não teve nenhuma alteração entre o dia em que foi assinado e o encerramento”, disse.

A nova operação foi criada com investimento de R$ 200 milhões, sendo 60% do brasileiros e 40% dos chineses. A companhia vai operar com três marcas no varejo: Semp, TCL e Toshiba (sob um contrato de licenciamento de marca). A linha de produtos contará com aparelhos das linhas de áudio e vídeo, informática e eletroportáteis. Mas o principal foco será o mercado de TVs, maior negócio global da TCL.

A fabricante chinesa está junto com Samsung e LG na lista dos cinco maiores fabricantes globais de um dos componentes mais importantes ­ e mais caros ­ desses equipamentos: os painéis, que respondem por 70% do custo de um aparelho. O que lhe dá uma boa vantagem na briga por um espaço nesse mercado. “As empresas chinesas investiram muito em tecnologia de painéis nos últimos anos e daqui dois anos, vão passar as coreanas” disse Dongsheng.

A TCL também é dona da fabricante de celulares Alcatel, que atua no Brasil desde 2010. Essa operação, permanecerá funcionando de maneira independente.

Para um executivo do setor que não quis ter seu nome revelado, as perspectivas são positivas para a Semp TCL por conta da alta concentração do mercado de TVs no Brasil. A estimativa é que as coreanas Samsung e LG respondam por seis entre cada 10 aparelhos vendidos no país. “É mais uma questão de quanto eles vão querer investir aqui”, disse. Ele ponderou, entretanto, que a estratégia de várias marcas pode não ser muito eficiente. “Lembra um pouco o que a Mabe fez nos eletrodomésticos. Ela tinha Bosch, General Electric, Dako, Continental, Mabe. Depois matou algumas marcas e, por fim, entrou em falência [em fevereiro deste ano]”.

A Semp já enfrentou dificuldades com a estratégia multimarcas. Até 2013, ela operava no modelo triplo, com Semp, Toshiba e STI. O problema é que essa abordagem criou duplicidade em termos de linhas de produtos, logo ineficiências na operação. A companhia também havia ampliado demais sua atuação, fazendo incursões na área de semicondutores e até de energia ­ com o desenvolvimento de uma turbina de geração de eletricidade em pequenos rios.

O direcionamento começou a mudar quando Affonso Brandão Hennel, filho do fundador da companhia, e então com 83 anos, substituiu seu filho, Afonso Antonio Hennel, na época com 62 anos, no comando dos negócios. Dr. Affonso, como é conhecido, colocou em prática uma reestruturação que passou pelo enxugamento nas linhas de negócios e no quadro de funcionários: de 3,6 mil para 2,6 mil em 2014 e depois para 800, em 2015. Dr. Affonso ficou apenas oito meses no cargo. Em janeiro de 2014, passou o comando dos negócios para Ricardo Freitas.

Por questões internas e de mercado, entre 2010 e 2015, a receita líquida da Semp despencou de quase R$ 1,80 bilhão para R$ 726 milhões. Na última linha, o resultado foi mais negativo do que positivo no período, com lucros em 2010 e 2014 e prejuízos entre 2011 e 2013 e em 2015. Ano passado, a companhia ficou no vermelho em R$ 183 milhões. De acordo com Freitas, houve uma desaceleração no 1º semestre de 2016 para que a chegada do novo sócio fosse trabalhada, e o momento agora é de preparar terreno para retomar o crescimento.

Perguntado sobre a possibilidade de a TCL vir a comprar a participação da Semp na sociedade no futuro, Dongsheng disse que o objetivo é ter uma joint venture de longo prazo. “Juntar forças é uma tendência global”, afirmou.

Redação On outubro - 17 - 2016
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