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Fed indica que alta do juro virá ‘em breve’

Por David Harrison

Ata mostra Fed disposto a subir juro ‘relativamente em breve’

A reunião de setembro do Federal Reserve (Fed) lançou as bases para elevar a taxa básica de juros de curto prazo “relativamente em breve”, segundo as atas do encontro, mas os integrantes do BC americano tiveram dificuldades para reconciliar divergências internas quanto ao momento da próxima alta.

As atas mostram que a decisão de não mexer nas taxas foi tomada por uma maioria apertada. “Notou­se que um argumento razoável poderia ser apresentado tanto para uma alta nesta reunião como para se esperar por alguma informação adicional sobre o mercado de trabalho e a inflação”, afirma o texto das atas. Os dados divulgados após a reunião de setembro exibem um cenário relativamente otimista para a economia americana.

Valor Econômico – 13/10/2016

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Custo logístico consome 12,7% do PIB do Brasil

O custo logístico – soma dos gastos com transporte, estoque, armazenagem e serviços administrativos – consome 12,7% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, que corresponde ao total das riquezas produzidas pelo país. O índice cresceu no ano passado, frente aos 12,1% registrados em 2014, e equivale a R$ 749 bilhões. Os números são elevados e impactam na competitividade da produção brasileira. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, o custo logístico corresponde a 7,8% do PIB. Os dados são do estudo Custos Logísticos no Brasil, do Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain).

A maior parte do custo é formada pelo transporte, que equivale a 6,8% do PIB (R$ 401 bilhões). Depois vêm estoque (4,5% do PIB, ou R$ 268 bilhões); armazenagem (0,9% do PIB ou R$ 53 bilhões); e administrativo (0,5% do PIB, ou R$ 27 bilhões).

Conforme o sócio-diretor da entidade, Maurício Lima, a principal origem do aumento entre 2014 e 2015 foi a elevação das despesas com estoques em 0,6 ponto percentual, resultado da crise econômica. O cenário é diferente do observado em anos anteriores. Ele explica que, entre 2010 e 2014, o país viu o custo logístico aumentar porque a economia expandiu, mas a infraestrutura estava aquém do necessário. “Por exemplo, uma carga que poderia ir por ferrovia ou hidrovia, ia por rodovia, que é mais caro, porque não havia capacidade nos outros modais”, explica. Entretanto, a partir de 2014, com a queda da demanda, a pressão sobre os sistemas de transporte diminuiu, e o problema passou a ser a queda do PIB, que enfraqueceu a demanda e elevou a quantidade de produtos estocados.

Agora, a economia começa a dar sinais, ainda que tímidos, de recuperação. Por isso é necessário planejar e viabilizar projetos para melhorar a logística no país, a fim de evitar as dificuldades já vivenciadas. Maurício Lima destaca que o Brasil deve oferecer um ambiente seguro para investidores, porque há disponibilidade de recursos internacionais para infraestrutura. Ele analisa que os primeiros passos já foram dados, com a criação do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos). Mas sustenta que, agora, são necessárias ações concretas: “viabilizar formatos que deem mais segurança ao investimento, mais agilidade com as concessões e que as modalidades de concessões privilegiem mais investimento que tarifa, para ampliar capacidade.”

De acordo com o levantamento do Ilos, uma infraestrutura mais adequada de transporte, que permita uma proporção de modais similar ao dos Estados Unidos (onde o custo logístico é de 7,8% do PIB), viabilizaria uma redução de R$ 80 bilhões no custo com transporte. No Brasil, 65% da produção é deslocada em caminhões; 20% por trens; 12% pelo transporte aquaviário; 3% pelo dutoviário; e 0,1% pelo aéreo. Nos EUA, o rodoviário responde por 43%; o ferroviário, por 32%; o aquaviário, por 8%; o dutoviário, por 17%; e o aéreo, por 0,2%.

FONTE: Agência CNT de Notícias

Redação On outubro - 13 - 2016
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