Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 25 de Novembro de 2017






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Funcionários da Gerdau fazem paralisação em São José, SP

Ato para reivindicar reajuste salarial começou nesta quinta-feira (13). Segundo o sindicato, cerca de 400 trabalhadores fazem parte do ato.

Os funcionários da siderúrgica Gerdau iniciaram uma paralisação na manhã desta quinta-feira (13) na unidade de São José dos Campos. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, cerca de 400 trabalhadores ficaram do lado de fora da empresa. O ato é para reivindicar melhorias salariais.

A assembleia que aprovou a paralisação acabou por volta das 8h30. Além de discutir a campanha salarial deste ano, os funcionários cobram o reajuste que deveria ser aplicado em 2015. A entidade afirma que a empresa se comprometeu com aumento de 9,88% nos salários no ano passado, mas descumpriu o acordo.

“Negociamos diretamente com o grupo que administra a empresa em São Paulo, mas a proposta deles não chegava nem à inflação. Além disso, eles aplicaram no ano passado um abono e não o ajuste firmado com os trabalhadores. Estamos paralisados para discutir a campanha de 2016 e também para cobrar esses reajustes”, explica José Dantas, representante sindical.

O representante da categoria não informou qual será a proposta pedida pelos trabalhadores, mas afirma que levam como parâmetro o acordo feito por outras empresas da região – segundo o sindicato, o reajuste chegou a 11% em algumas indústrias.

O Sindicato do Metalúrgico disse que aguarda representantes da empresa para iniciar a negociação e que a paralisação continua por período indeterminado.

Por nota, a Gerdau confirmou a manifestação e esclareceu que “segue em negociação com representantes do sindicato patronal em busca de alternativas que contemplem os interesses de seus colaboradores e as possibilidades da empresa”. A empresa informou que o atendimento aos clientes se manterá inalterado.

Fonte: G1

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Setor não pode investir demais, diz presidente da GM

Carlos Zarlenga: líder de mercado, a GM pretende lançar três modelos no Brasil até o fim do ano

Naiara Bertão

O desempenho do setor automotivo é um retrato da ciclotimia que tomou conta da economia brasileira na última década. Motorizadas por incentivos do governo e pela expansão do crédito, as montadoras instaladas no Brasil investiram como nunca, especialmente de 2009 a 2012. No ápice do oba-oba, executivos do setor previram que as vendas chegariam a 5 milhões de unidades em 2016.

Pois 2016 está aí, e as coisas transcorreram de um jeito bastante diferente. Asvendas nos últimos 12 meses somaram pouco mais de 2 milhões de veículos, e se contam nos dedos as fábricas de carros do país que não sofrem com níveis obscenos de ociosidade.

O argentino Carlos Zarlenga acompanhou de perto a desaceleração do setor: primeiro como diretor financeiro da montadora General Motors para a América do Sul (cargo que assumiu em 2013) e, desde o início de setembro, como presidente da empresa no Brasil.

Na primeira entrevista desde que assumiu o comando da GM aqui, Zarlenga diz que 2016 deve ser o último ano da crise do setor automotivo no Brasil, mas ressalta que é preciso ter “racionalidade” para não repetir os erros do passado.

Exame – Quando a indústria automotiva deve começar a se recuperar?

Este deve ser o último ano de crise no setor. As vendas totais devem cair uns 20% de janeiro a dezembro. Mas é possível olhar para a frente com um otimismo cauteloso. A confiança do consumidor aumentou e deve continuar melhorando, porque existe uma expectativa de recuperação econômica.

Esse é um indicador importante, que sinaliza que pode haver disposição para comprar. Além disso, a redução dos juros vai facilitar os financiamentos. Nossa previsão é que sejam vendidos 2,4 milhões de veículos em 2017 e, depois disso, deve haver uma retomada gradual até 2020, quando o volume pode chegar a 3,5 milhões de unidades.

Exame – O setor contou com uma série de benefícios dados pelo governo na última década, como redução de impostos que custaram bilhões de reais aos cofres públicos. Dá para crescer sem isso?

O setor automotivo no Brasil é muito vibrante, quase todas as marcas do mundo estão aqui, com portfólios renovados e grande oferta de tecnologia. A confiança do consumidor e a recuperação da economia são suficientes para garantir o crescimento.

Existe uma demanda reprimida porque decisões de compra foram adiadas em razão da crise. Além disso, há espaço para renovar a frota nacional, que envelheceu. Os argumentos que sustentam a previsão são sólidos e não contemplam políticas de Estado.

Exame – A capacidade ociosa das montadoras está em torno de 50%. Quando elas conseguirão produzir a plena capacidade?

Vai demorar, não antes do fim da década. Não deve ser um processo rápido porque houve muitos investimentos em aumento de capacidade.

Exame – Esses investimentos se devem ao excesso de otimismo da última década? 

Se você analisar a maioria das decisões de investimento tomadas de 2009 a 2012 — que foi quando os principais projetos foram traçados —, a previsão de crescimento embutida nesses projetos era de 5% a 8% ao ano durante uma década. Era um número exuberante demais. O mercado não funciona assim: não dá para crescer de forma explosiva durante muito tempo.

A economia é cíclica. A GM renovou seus modelos nesse período porque era necessário, mas não aumentou a capacidade produtiva. Vivemos uma crise em que todos perdem muito dinheiro justamente pelo excesso de capacidade. Isso não aconteceu apenas na indústria automotiva.

No passado recente, muitos empresários olhavam para o Brasil com grande expectativa e o tombo aconteceu em diferentes setores. A lição que fica é que é preciso ter racionalidade na hora de fazer projeções e investir para o futuro. O Brasil é um mercado de grandes oportunidades, só que exige racionalidade.

No caso do setor automotivo, o lado positivo da situação atual é que temos capacidade para produzir mais e atender à demanda quando o mercado se recuperar.

Exame – A GM já começou a aumentar a produção?

Em segmentos específicos, como o de caminhonetes do modelo S10, sim. Mas este ainda não é o momento de aumento geral da produção.

Exame – As empresas de autopeças vêm sofrendo bastante com a crise. Pode haver problemas de abastecimento quando a produção aumentar?

Fizemos um mapeamento de nossos fornecedores para tentar identificar possíveis nós de abastecimento quando o mercado voltar a crescer. Não há nada muito crítico para o curto prazo. Em paralelo, estamos conversando com novos fornecedores, no Brasil e no exterior, que podem ter interesse em produzir para a GM para as novas linhas que lançarmos aqui.

Exame – A GM passou a Fiat e tornou-se líder de mercado na crise. Como?

Os clientes nos escolheram porque não paramos de investir em nossos produtos, que são bastante competitivos. O hatch esportivo Cruze triplicou sua participação de mercado neste ano. Em alguns modelos, incluímos mais opções de comunicação, como o OnStar, sistema que conecta o carro ao celular e oferece serviços de localização e notícias.

Também fortalecemos nossa parceria com as concessionárias e, internamente, mostramos a nossos funcionários que é preciso estar preparado para a virada do mercado.

A pior coisa que se pode fazer numa crise é esquecer que ela passa e que é preciso estar preparado para crescer no futuro. Aproveitamos os últimos três anos para ganhar eficiência e, quando voltarmos a crescer, a produtividade deverá ser maior.

Exame – Esse aumento de eficiência é explicado pelas demissões? 

Demissões são necessárias para ajustar a produção à demanda e não para ganhar eficiência. Fizemos um trabalho da porta para dentro, revendo custos e rotas de distribuição e renegociando com a cadeia de fornecedores. Em algumas áreas, chegamos a diminuir as despesas em 20%.

Exame – A GM pretende lançar o carro elétrico Bolt no Brasil?

Estamos muito tentados, mas ainda não sei quando nem quanto vai custar. O Bolt foi concebido para ser um carro elétrico com preço acessível, então estamos trabalhando nisso. Até novembro, vamos lançar outros três modelos no país, dois deles no Salão do Automóvel.

Exame – Como a GM se prepara para um futuro em que as pessoas, mantidas as tendências atuais, vão dirigir menos? 

A tecnologia e a maneira como as pessoas se comportam em relação à posse dos veículos vão mudar completamente essa indústria nos próximos anos. O preço da tecnologia está baixando, o que ajuda a disseminar novas tendências, como os automóveis sem motorista.

Mas, nos países emergentes, ainda há espaço para crescimento. Em países desenvolvidos, há uma média de 80 carros para cada 100 habitantes. Nos emergentes, como o Brasil, a proporção é de 30 para 100.

Exame – 13/10/2016

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Ericsson alerta para queda de 93% no lucro do 3º trimestre

Por Paula Selmi

A fabricante de equipamentos de telecomunicações sueca Ericsson registrou uma queda de 93% em seu lucro operacional no terceiro trimestre de 2016 em relação ao mesmo período do ano passado, para 300 milhões de coroas suecas (US$ 34,8 milhões), de acordo com dados preliminares e não auditados divulgados pela companhia.

A receita da Ericsson no terceiro trimestre chegou a 51,1 bilhões de coroas suecas (US$ 5,8 bilhões), o que representa uma queda de 14% em relação aos mesmos meses do ano anterior. Os números oficiais do balanço serão divulgados no dia 21.

Em comunicado, a Ericsson considerou que a crise no setor de telecomunicações no primeiro semestre se aprofundou, fato que prejudicou o resultado do terceiro trimestre, principalmente no segmento de redes. A queda nas vendas foi causada pelas fracas condições macroeconômicas no Brasil, na Rússia e no Oriente Médio. “Nossos resultados foram significativamente menores do que esperávamos e se desviaram do que tínhamos pensado sobre o desenvolvimento do mercado”, afirmou em comunicado Jan Frykhammar, presidente da Ericsson.

“Nossos programas de cortes de custos não compensaram as fracas vendas e margens brutas. Uma análise mais profunda ainda precisa ser feita, mas esperamos que essa tendência continue no curto prazo”, completou o executivo.

Valor Econômico – 13/10/2016

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Empresas gastam 586,4 horas para calcular e pagar imposto

As empresas brasileiras estão gastando menos tempo com o cálculo e o pagamento de impostos e com o envio de informações fiscais ao governo, mostra uma pesquisa desenvolvida pela Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon).

Em parceria com a Receita Federal do Brasil (RFB), a Fenacon concluiu que as companhias do País gastam um tempo mediano de 586,4 horas por ano para cumprir as obrigações com o fisco. O resultado contrapõe a pesquisa “Doing Business”, do Banco Mundial, que aponta a necessidade de 2,6 mil horas ao ano.

Comparação

Com a mesma metodologia e amostragem, o projeto surgiu para atualizar os números e, com isso, aumentar a confiança de investidores internacionais, explica o diretor de educação e cultura da Fenacon, Hélio Donin Júnior. “O tempo gasto com o cumprimento de obrigações fiscais influencia a entrada de capital estrangeiro porque apresenta um panorama do custo de manutenção de uma empresa no Brasil. A pesquisa do Banco Mundial estava defasada e passava a visão errada sobre a estrutura tributária do País”, justifica.

Para o presidente da Fenacon, Mario Berti, a redução das horas é resultado da relação entre as empresas e o fisco, que evoluiu muito na última década, em especial após a implementação da nota fiscal eletrônica e do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped).

O estudo da Fenacon mostrou ainda que ICMS, IPI e contribuições demandam maior esforço do empresário no cumprimento das obrigações fiscais e tributárias, com emprego mediano de 373,2 horas por ano. Somando ao tempo mediano usado para contabilidade, IRPJ e CSLL (116 horas/ano) e para a folha de pagamentos (97,2 horas/ano), o gasto atual chega a 586,4 horas por ano – quatro vezes menos do que o número indicado pelo Banco Mundial.

DCI – 13/10/2016

Redação On outubro - 13 - 2016
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