Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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A advertência da indústria

Decepcionante por vários motivos, o resultado da produção industrial em agosto contém sérias advertências aos que já anteviam o início da recuperação da economia: pelo menos no caso da indústria, talvez o fundo do poço ainda não tenha sido alcançado; e, se foi, a saída será mais lenta do que se previa. A queda de 3,8% da produção industrial em agosto na comparação com julho – aferida pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – não apenas foi bem mais acentuada do que a projetada por economistas do setor privado, como interrompe uma sequência de cinco altas mensais consecutivas. A quebra da produção sugere que tinha pouca consistência a trajetória ascendente observada nos meses anteriores. Era essa trajetória que estimulava avaliações otimistas sobre a recuperação da indústria, o setor mais duramente atingido pela crise que assola o País desde meados de 2014. Fortemente dependente das encomendas internas, a produção industrial tem sua evolução condicionada à recuperação do poder de compra da população, e este continua em queda.

A queda registrada em agosto é a mais intensa desde janeiro de 2012, estendeu-se pela grande maioria dos setores pesquisados (21 dos 24) e alcançou 5,2% na comparação com o resultado de um ano antes. É a 30.ª queda seguida na comparação com os dados do mesmo mês do ano anterior.

Dois setores afetaram de maneira mais aguda o desempenho da indústria em agosto: a indústria automobilística e a de alimentos. A produção de veículos caiu 10,4% de julho para agosto e a de alimentos, 8,0%. A principal causa apontada para a queda da produção de veículos foi a paralisação de uma fábrica em São Bernardo do Campo, por problemas com fornecedores de autopeças; o responsável pela redução da produção de alimentos foi o clima, que prejudicou a indústria de açúcar.

O peso das montadoras no desempenho de todo o setor industrial – sua atividade influi na produção de bens intermediários e de componentes – acabou afetando fortemente o resultado de agosto.

O fato de problemas episódicos terem tido grande influência no desempenho da indústria pode sugerir que, com sua superação, os resultados dos meses seguintes serão melhores. De fato, o mau desempenho da indústria automobilística em agosto tende a se dissipar daqui até o fim do ano, o que, se ocorrer, contribuirá para melhorar os resultados de todo o setor secundário.

As vendas de autos, como de outros bens duráveis de valor mais alto, no entanto, dependem da oferta e do custo do financiamento e da confiança do consumidor. Nenhum desses fatores determinantes das vendas desses bens está presente na economia. A crise tornou as instituições financeiras muito mais rigorosas e seletivas na concessão de empréstimos e, por causa da persistência da inflação muito acima da meta, a política monetária conduzida pelo Banco Central continua restritiva. Em resumo, o crédito é escasso e caro.

Quanto a emprego e renda, as mais recentes pesquisas do IBGE mostram o aumento do número de trabalhadores à procura de ocupação – são mais de 12 milhões –, enquanto continuam a cair o rendimento real dos que estão empregados e a massa salarial real.

Um sinal alentador foi dado pela indústria de bens de capital, cuja produção avançou 0,4% em agosto. Isso poderia indicar a recuperação dos investimentos indispensáveis para assegurar a retomada do crescimento. É preciso avaliar esse resultado com cautela. O aumento se dá sobre uma base muito deprimida (a indústria de máquinas e equipamentos ainda opera num nível 41,6% inferior ao do pico registrado em setembro de 2013). Além disso, esse aumento parece insuficiente para impulsionar a formação bruta de capital fixo – medida dos investimentos na composição do Produto Interno Bruto (PIB) –, integrada também pelas aplicações na construção civil.

Tudo isso reforça o cenário de nova redução do PIB no terceiro trimestre.

O Estado de São Paulo – 11/10/2016

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Pedidos de recuperação judicial aumentam em ambiente hostil

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A lista das empresas em recuperação judicial não para de aumentar. Em setembro, somaram 244, bem acima das 137 registradas no mesmo mês do ano passado, número recorde desde que a nova Lei de Recuperação Judicial entrou em vigor, em junho de 2005. No ano, as recuperações requeridas na Justiça somaram 1.479, 62% a mais do que no período de janeiro a setembro de 2015, de acordo com levantamento da Serasa Experian. As companhias que revelam maiores dificuldades são as micro e pequenas, com 917 pedidos nesses nove meses, quase o triplo dos 357 feitos pelas médias. Mas a quantidade de grandes empresas em apuros também é significativa, com 205 pedidos.

Eles já eram elevados ao fim do primeiro semestre, totalizando 923 casos, 87,6% a mais do que nos primeiros seis meses de 2015, mas aceleraram depois disso, afetando mais o setor de comércio, seguido por serviços e indústria. Os números desalentadores refletem o quadro econômico negativo, com inflação elevada, juros altos, o segundo ano consecutivo de Produto Interno Bruto (PIB) em retração, demanda em queda e crédito escasso e caro, sem falar na instabilidade política.

O mais preocupante é que, em um ambiente desfavorável, são limitadas as chances de recuperação das empresas. Estudo da Serasa Experian mostra que das 3,5 mil empresas de todos os portes e segmentos que tiveram a recuperação judicial deferida entre junho de 2005 e dezembro de 2014, apenas 6,2%, ou 218 companhias, conseguiram retomar suas atividades, sendo que 206 estão ativas e as demais acabaram fechando as portas. Outras 728 empresas, 20,8% do total, acabaram indo à falência. A grande maioria, ou 73,1%, ainda está com os processos em andamento nos tribunais.

A expectativa é que os números ainda piorem. O estudo não abrange o período em que a economia realmente se deteriorou, em 2015, quando o PIB caiu 3,8%. Outros dados indicam que a suposição tem fundamento. Os pedidos de falência acumulados neste ano já somam 1.405, com aumento de 6% em comparação com o mesmo período de 2015. Novamente as micro e pequenas empresas lideram, com 740 casos, seguidas pelas grandes, com 337, e então pelas médias, com 328.

Quando a Lei 11.101, de Recuperação Judicial e Falência, foi aprovada, em 2005, havia a expectativa de que as condições de sobrevida das empresas melhorassem. A nova legislação introduziu vários aperfeiçoamentos em comparação com a antiga lei das concordatas, de 1945. O novo texto possibilitou a negociação entre os envolvidos, credores e devedores. Antes era a Justiça que estabelecia as condições de repactuação das dívidas, muitas vezes em termos impossíveis de serem cumpridos pela empresa em dificuldades.

Outra flexibilidade introduzida é a possibilidade de o devedor vender ativos em determinadas circunstâncias, sem transferir dívidas tributárias, previdenciárias e trabalhistas, que sempre afastam os compradores eventualmente interessados. Além disso, há a perspectiva de uma negociação mais ágil, embora a experiência até agora indique que o processo total não anda necessariamente mais rápido. A companhia tem a garantia de que estará protegida das execuções por 180 dias. Nos primeiros 60 dias, deve apresentar um plano de recuperação, e os credores tem mais 120 dias para discutir a proposta e chegar a algum acordo. Na concordata, a discussão poderia se prolongar interminavelmente.

Alguns aperfeiçoamentos esperados ainda não se materializaram, como a disseminação das varas especializadas, necessária diante dos vários aspectos da legislação que uma recuperação judicial suscita nas frentes trabalhista, previdenciária, tributária e financeira entre outras.

A baixa taxa de recuperação das empresas tem também relação com o fato de a grande maioria dos donos ou responsáveis pela administração de empresas em dificuldades geralmente postergarem o máximo possível o pedido de recuperação, muitas vezes chegando ao momento em que dificilmente há condições de efetiva recuperação. Todas essas circunstâncias, mais o preconceito, tornam quase impossível para uma empresa em recuperação obter crédito, o que contribuiu para agravar sua situação. Para piorar, o cenário econômico não ajuda e está hostil até para uma empresa em boas condições financeiras.

Valor Econômico – 11/10/2016

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Alcoa fecha trimestre com lucro quase 4 vezes maior e receita em baixa

Por Rodrigo Rocha, com Dow Jones Newswires

SÃO PAULO ­ A fabricante americana de alumínio Alcoa registrou avanço de 277% no lucro líquido do terceiro trimestre, para US$ 166 milhões, na comparação anual. A receita da companhia recuou 6,46% de julho a setembro, ante um ano antes, para US$ 5,2 bilhões.

Segundo a empresa, o aumento de produtividade e a base de comparação do resultado de 2015 a ajudaram a ter bom lucro. No caso da receita, a queda nos preço da alumina, o impacto das operações reduzidas ou encerradas e o mix desfavorável no período.

A companhia também deu novos detalhes do seu processo de divisão em duas, anunciando que a cisão se tornará efetiva na Bolsa de Nova York (Nyse) a partir de 1º de novembro. Enquanto a Alcoa Corporation incluirá as atividades de extração primária, a Arconic responderá pela área de transformação de alumínio, com maior valor agregado.

“Os lucros cresceram nos segmentos combinados ligados à Arconic, e as operações relativas à Alcoa Corporation obtiveram sucesso em manter a rentabilidade em um ambiente de preços baixos. A produtividade em toda a carteira foi excepcional, e em conjunto com a venda de ativos não essenciais, reforçou ainda mais a nossa posição de caixa”, afirmou Klaus Kleinfeld, presidente da Alcoa, em comunicado.

Nas unidades que formarão a Arconic, a receita caiu 1% ante o ano anterior, para US$ 3,4 bilhões, refletindo ajustes na programação de entrega na indústria aeroespacial e a desaceleração do mercado americano.

As operações de metais tradicionais da Alcoa ­ que incluem fundição, mineração e refino ­ registraram uma receita de US$ 2,3 bilhões, em linha com o mesmo trimestre do ano anterior, refletindo os preços baixos de alumina e o impacto das operações reduzidas e fechadas.

Valor Econômico – 11/10/2016

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Fabricantes de eletroeletrônicos criam empresa para coleta de resíduos

Por Gustavo Brigatto SÃO PAULO ­

Para atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos, 11 fabricantes de produtos eletrônicos com atuação no Brasil se juntaram e criaram a Green Eletron, uma empresa especializada na logística reversa de equipamentos. A partir de 2018, a indústria terá que coletar, por ano, 17% do peso de todos os produtos vendidos no ano anterior. O Brasil produz, anualmente, 1,5 milhão de toneladas de lixo eletrônico. Entre 60% e 65% desse material está na região Sudeste. Os equipamentos têm um ciclo de vida que pode durar entre três e dez anos. A estimativa é que, quando o percentual estiver em vigor, o custo para as companhias será de R$ 25 milhões por ano. Segundo João Carlos Redondo, diretor da área de sustentabilidade da associação das empresas do setor, a Abinee, que encabeçou o processo de criação da Green Eletron, o primeiro teste do modelo será feito ao longo deste mês, com a instalação de pontos de coleta nas zonas norte e sul da cidade de São Paulo. A ideia é usar a experiência para entender questões fiscais e tributárias relacionadas à operação. O aprendizado será levado ao governo e servirá para balizar a assinatura de um acordo setorial a ser assinado em março de 2017.

(Gustavo Brigatto | Valor)

Redação On outubro - 11 - 2016
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