Sindicato Nacional da Indústria de
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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Risco de desglobalização ameaça economia mundial

Um dos principais quebra-cabeças da economia global no momento é a desaceleração do comércio. Desde 2012, o comércio global cresce 3% ao ano, menos da metade da taxa dos 30 anos anteriores.

Entre 1985 e 2003, ele avançou a um ritmo duas vezes mais rápido que o produto interno bruto global. Nos últimos quatro anos, ele mal conseguiu manter o passo, segundo o Fundo Monetário Internacional. E essa desaceleração tem sido generalizada, afetando tanto países desenvolvidos como os emergentes, o comércio tanto de serviços como de bens.

A Organização Mundial do Comércio agora prevê que o comércio mundial crescerá apenas 1,7% este ano, a primeira vez em 15 anos que seu crescimento será menor que o da economia mundial.

Essa desaceleração é preocupante pelo que ela pode provocar no longo prazo na saúde da economia global. A globalização das últimas décadas tem sido um grande condutor da elevação do padrão de vida no mundo. Os cidadãos dos países desenvolvidos se beneficiaram da queda dos preços e os das economias emergentes se beneficiaram de empregos com salários melhores.

Por 200 anos tem sido um princípio do pensamento econômico a ideia de que o comércio beneficia as duas partes graças ao incremento da especialização, maior eficiência, troca de ideias e, no fim, um aumento da inovação e produtividade. É o aumento da produtividade que acaba conduzindo os salários e o crescimento.

A “boa notícia” é que até o momento 75% da desaceleração parece ser fruto do colapso no investimento em vez de ações deliberadas de governos, segundo análise do FMI no mais recente Fórum Econômico Mundial.

A desaceleração do comércio mundial é um sintoma do mal econômico mais amplo que o mundo enfrenta desde o início da crise financeira global. E se os formuladores de políticas podem achar um meio de reavivar os investimentos – seja impulsionando a demanda ou acabando com impedimentos de oferta -, então o comércio deve aumentar também.

Mas o FMI também concluiu que o restante da desaceleração foi largamente explicado pela redução do ritmo da liberalização do comércio e pelo crescimento do protecionismo. Entre 1985 e 1996, as tarifas globais diminuíram a uma taxa de cerca de 1 ponto percentual por ano; entre 1995 e 2008, a redução caiu para 0,5 ponto percentual por ano; desde 2008, ela praticamente estancou.

O ritmo dos novos acordos de livre comércio passou de 30 por ano na década de 90 para 10 por ano desde 2011. E houve um grande aumento no número de novas barreiras comerciais – seja como medidas antidumping ou impostos retaliatórios – nos últimos dois anos, com o alerta da OMC registrando um recorde de medidas prejudiciais em 2015.

O risco agora é que política, economia e finanças se combinem de forma a criar um movimento inverso ao da globalização, ameaçando a economia mundial.

Anos de crescimento lento, salários estagnados e aumento da desigualdade estão impulsionando o fortalecimento de uma repercussão política negativa em países desenvolvidos do que dizem ser uma concorrência injusta com empresas e trabalhadores estrangeiros. Isso é visto de forma mais clara na campanha eleitoral americana e no Brexit, a decisão dos britânicos de deixar a União Europeia.

Isso, por sua vez, amplia os temores entre as empresas de que novas barreiras comerciais entre fronteiras irão surgir, não apenas entre o Reino Unidos e a União Europeia. A instabilidade política está tornando mais difícil para os governos promoverem as reformas estruturais necessárias para incentivar investimentos e impulsionar crescimento e produtividade.

É alarmante que a atual hostilidade ocorra em um momento em que os bancos centrais estão sem ferramentas para defender a economia. Até hoje, eles reagiram a momentos de fraco crescimento global derrubando os juros para incentivar investimentos.

Mas com os juros já perto ou abaixo de zero no mundo desenvolvido e as curvas de rendimento estáveis, muitos temem que o afrouxamento excessivo da política monetária gere mais prejuízos que benefícios – especialmente ao enfraquecer os modelos de negócios dos bancos de tal forma que eles possam restringir o crédito ou cobrar mais por empréstimos.

No caso do Deutsche Bank, dúvidas sobre seu modelo de negócio levou alguns até a questionarem sua sobrevivência.

Nesse ambiente frágil, todo choque político que crie ainda mais dúvidas sobre o futuro da globalização ameaça levar a economia mundial para mais perto do precipício, já que toda redução nas previsões de crescimento global diminui as expectativas de inflação.

Isto pressiona os juros reais para cima, levando a um aperto monetário indesejado, ao qual os bancos centrais acreditam que devem responder. E o Brexit tem tornado esse risco ainda maior.

O mundo pode estar tendo dificuldades para conviver com a globalização, mas ainda não sabe viver sem ela.

Valor Econômico – 10/10/2016

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Alta da taxa de juros nos EUA será gradual, diz vice-presidente do Fed

Stanley Fischer, o vice-presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), disse que a decisão de manter as taxas de juros inalteradas na reunião de setembro do Fed foi muito apertada e que acredita que daqui em diante os aumentos das taxas de juros serão apenas “graduais”.

O mercado de trabalho está se recuperando mais lentamente do que no passado, depois de uma recessão, disse ele. E a inflação vem se movendo lentamente em direção à meta de 2% estabelecida pelo Fed. Para ele, isso levou as autoridades responsáveis pela política monetária a protelar a alta dos juros.

“Com o mercado de trabalho se recuperando em um ritmo mais lento há espaço para ele melhorar, e a inflação continua abaixo de nossa meta de 2%, por isso optamos por esperar por mais evidências de uma continuidade do progresso rumo aos nossos objetivos”, disse ele em observações preparadas para um pronunciamento à parte das reuniões do Fundo Monetário Internacional. “Nossa decisão foi tomada por um triz, e deixar a meta da taxa dos federal-funds inalterada não refletiu uma falta de confiança na economia.”

Fischer acredita que não haverá necessidade de grandes aumentos nas taxas. Os juros reais neutros – a taxa pela qual o mercado de trabalho se movimenta a pleno vapor e a inflação é baixa e estável – caíram, continuou ele, o que significa que a política do Fed agora é “ligeiramente acomodativa”.

“Parece haver pouco risco de ficar atrás da curva no futuro próximo e os aumentos graduais das taxas de juros provavelmente serão suficientes para levar a política monetária a uma posição neutra nos próximos anos”, afirmou ele.

Fischer não discutiu o “timing” dos aumentos dos juros. A última vez que o Fed aumentou as taxas foi em dezembro, para uma faixa entre 0,25% e 0,5%. As autoridades do Fed esperam aumentar os juros mais uma vez até o fim do ano.

Ele afirmou que o relatório sobre o nível de emprego divulgado na sexta-feira, mostrando que 156 mil novos empregos foram criados nos Estados Unidos em setembro, enquanto a taxa de desemprego subiu ligeiramente para 5%, foi “sólido, mostrando melhoria”.

A taxa de desemprego “andou de lado” nos últimos meses, um sinal de que os trabalhadores estão voltando ao mercado de trabalho, segundo ele. O relatório de sexta-feira mostrou uma taxa de participação na força de trabalho de 62,9%. “Esse aumento é um acontecimento muito bem-vindo”, disse.

O crescimento econômico não vem se saindo tão bem, o que segundo Fischer se deve em parte à correção de estoques. Ele disse que o crescimento no segundo semestre pode ficar em torno de 2,75%.

A combinação da contratação vigorosa e o crescimento lento é uma indicação de um “crescimento excepcionalmente fraco da produtividade”, segundo Fischer. Ele demonstra preocupação com o crescimento lento da produtividade nos EUA, o que poderá representar problemas no longo prazo.

“A melhoria das condições do mercado de trabalho proporcionou uma renda maior para as famílias nos últimos anos, mas uma chave para melhores padrões de vida no longo prazo será uma revitalização do crescimento da produtividade”, arrematou.

Valor Econômico – 10/10/2016

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Fed garante que criação do emprego segue forte nos EUA

Após o Departamento de Trabalho dos EUA ter divulgado que a criação do emprego desacelerou pelo terceiro mês consecutivo em setembro, o vice-chair do Federal Reserve (FED), Stanley Fischer, declarou que a geração de postos de trabalho “permanece sólida e o crescimento deve ganhar força na segunda metade do ano.” A afirmação indica que o banco central norte-americano continua no caminho para um aumento da taxa de juros em dezembro.

DCI – 10/10/2016

Redação On outubro - 10 - 2016
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