Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Inflação oficial deve fechar este trimestre em patamar similar a 2014

Após a maior baixa inflacionária deste ano em setembro (0,08% e 1,04% no acumulado dos três meses), o quarto trimestre deve fechar com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre 1,5% e 1,7%, taxa que elevará a inflação de 2016 para 7,1% a 7,4%.

No acumulado do ano até o nono mês, a inflação está em 5,51% (ante 7,64% registrados em igual período de 2015). Nos últimos 12 meses, a taxa desacelerou para 8,48% (contra 8,97% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores). Em setembro de 2015, o IPCA era de 0,54% e, em agosto, estava em 0,44%.

Os dados foram divulgados na última sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mês passado, o índice foi o menor para setembro desde 1998. E conforme antecipado pelo DCI em 11 de julho, os preços dos alimentos arrefeceram. Com a terceira safra de feijão e as melhores ofertas de produtos usados como ração bovina, o leite e o grão, assim como a batata-inglesa, o alho e a cenoura foram os principais responsáveis pelo recuo de 0,29% do grupo Alimentação.

Contudo, segundo os entrevistados, os três últimos meses do ano devem sofrer um pouco de pressão inflacionária ante devolução nos preços agropecuários e a maior demanda por conta das compras do final de ano.

De acordo com Maurício Nakahodo, economista do Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG), esse cenário já é esperado e também já foi precificado pelo mercado.

“No curtíssimo prazo, a deflação nos agropecuários ainda pode ser transmitida nas próximas semanas, mas novembro e dezembro sentirão um retorno mais acentuado. Além disso, soma-se a pressão sazonal que as compras de Natal e ano novo têm sob alimentos, vestuário e despesas de habitação”, identifica o economista.

Segundo os analistas consultados pelo DCI, a expectativa é de que outubro encerre com inflação de 0,4%, novembro feche entre 0,5% e 0,55% e dezembro com inflação em torno de 0,6% e 0,75%.

O acumulado do quarto trimestre deste ano, portanto, (entre 1,5% e 1,7%), terminaria mais de um ponto percentual menor do que o ano passado (2,82%) e voltaria aos patamares de dois anos atrás (1,72% no mesmo trimestre de 2014).

Para André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), apesar da “pressão gradativa” que os problemas climáticos do verão possam trazer para os alimentos e do “movimento mais fraco” do final do ano, a queda dos preços monitorados e a estabilidade dos preços livres deixarão o quarto trimestre com uma inflação equilibrada.

“Os serviços livres, como cinemas, cabeleireiros, comida em restaurantes e estacionamentos vão começar a deixar de ser tão resistentes e poderemos ver uma queda dos preços como retrato da fraca demanda e do desemprego”, ressalta, destacando que veremos uma “troca” das taxas altas de 2015 por taxas menores este ano. “A desaceleração da inflação ainda deve continuar”, completa.

Importados

Ainda conforme os entrevistados, outro fator que pode colaborar para a desaceleração da inflação no último trimestre do ano é a possibilidade de maiores ofertas de produtos importados ante o patamar mais baixo do dólar observado nos últimos meses. A perspectiva é que a moeda americana feche 2016 em torno de R$ 3,20.

“As empresas puderam adquirir mais produtos internacionais com a depreciação do dólar. E, com a concorrência, isso também vai ajudar a trazer o preço dos nacionais pra baixo”, comenta Daniel Souza, professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais do Rio de Janeiro (Ibmec-RJ).

Souza ressalta, porém, que para os produtores locais, frente a necessidade de retomada da atividade econômica, o resultado será “desestimulante”.

“O ano passado foi o Natal e o ano novo do produto nacional [o dólar estava em R$ 3,90 no último dia de 2015] mas, com esse ambiente, esses produtores ganham menos espaço no mercado nacional”, diz.

Os economistas também lembram que, além desses fatores, a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) – que estabelece um teto para o avanço dos gastos públicos – na última quinta-feira pela Comissão da Câmara, também deixa expectativas positivas para a inflação em 2017.

“Se aprovada, a PEC traz uma sinalização de governabilidade e boas perspectivas para a reforma previdenciárias, o que também é positivo para a inflação a partir do ano que vem, com resultados próximos da meta”, analisa Nakahodo.

Para 2017, a expectativa dos especialistas é que a inflação encerre o ano entre 5% e 5,5%, (a meta do governo é de 4,5%). “O IPCA ainda vai carregar um pouco da inflação deste ano, mas vai desacelerar”, diz.

DCI – 10/10/2016

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Preços avançam 0,03% em setembro e acumulam 6,10%

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 0,03%, em setembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na última sexta-feira. Em agosto, o indicador atingiu 0,43%. Em setembro de 2015, a variação foi de 1,42%.

A taxa acumulada em 2016, até setembro, é de 6,10%. Em 12 meses, o IGP-DI somou alta de 9,74%. O IGP-DI de setembro da FGV foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 30 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou, em setembro, variação de -0,03% (contra 0,50% em agosto). O índice relativo a Bens Finais apresentou deflação de 0,36% (ante 0,52% anterior). O índice do grupo Bens Intermediários mostrou queda de 0,06%, ante -0,37%, no mês anterior.

No estágio das Matérias-Primas Brutas, a taxa de variação passou de 1,42%, em agosto, para 0,40%, em setembro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou avanço de 0,07%, em setembro, ante 0,32%, no mês anterior.

A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (de 0,69% para -0,14%). Também recuaram: Transportes (de 0,11% para -0,11%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,50% para -0,02%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,50% para 0,34%), Comunicação (0,16% para 0,08%) e também o grupo de Despesas Diversas (de -0,08% para -0,32%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, registrou, alta de 0,33%, acima do resultado no mês anterior, de 0,29%.

DCI – 10/10/2016

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Entidades empresariais se mobilizam para pressionar pela aprovação

Uma ofensiva de entidades empresariais marca a reta final da tramitação da proposta de emenda constitucional (PEC) 241, que limita os gastos públicos por um período de até vinte anos. Um dos primeiros segmentos da economia a defender o governo de Michel Temer, o agronegócio brasileiro fechou questão em apoio à aprovação da PEC, o que influencia diretamente o comportamento da bancada ruralista. O texto deve ser votado hoje no plenário da Câmara.

A mobilização do setor rural está sendo capitaneada pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA). A entidade também assinou um manifesto em defesa da PEC dos Gastos com mais sete confederações empresariais de outros segmentos da economia, como a CNI e a CNC, que considera que a proposta “pode ser considerada uma revolução fiscal em um país acostumado à gastança do dinheiro público”.

O documento ainda argumenta que se a proposta tivesse sido adotada em 2006, os gastos da União hoje seriam de 10% do Produto Interno Bruto, exatamente a metade do que está previsto para 2016.

Também outras entidades empresariais como a Fiesp se mobilizam. A Federação industrial paulista publicou em diversos jornais um anúncio publicitário de quatro páginas pedindo a aprovação da medida. O anúncio contou com adesão de entidades empresariais e de classe, como a Associação Médica Brasileira (AMB).

Em alguns casos, como o do agronegócio, o próprio presidente da entidade patronal parte para a mobilização. O presidente da CNA, João Martins, tem articulado pessoalmente com parlamentares da bancada ruralista do Congresso numa ofensiva para convencê-los a votar a favor do texto-base da PEC, que já foi aprovado em Comissão Especial da Câmara na última quinta-feira. E já se esteve com ministros do Palácio do Planalto demonstrando esse engajamento.

A estratégia de apoiar a emenda constitucional foi votada na última reunião do Conselho de Representantes da CNA, em que os 27 presidentes de sua rede de federações de agricultura e pecuária espalhadas pelo país aprovaram por unanimidade que a entidade se posicionaria a favor da proposta e das reformas da Previdência e trabalhista.

No próximo dia 18, a CNA deve promover um fórum com as principais entidades da cadeia do agronegócio no país para reforçar essa posição de apoio público às reformas do governo de Michel Temer.

Por outro lado, o deputado Marcos Montes (PSD-MG), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), como também é conhecida a bancada ruralista do Congresso, de orientação suprapartidária e integrada por 220 parlamentares, garante que a maioria de seus membros vai votar com o governo a favor da PEC do teto dos gastos.

Além da PEC dos gastos, assim que o governo Temer encaminhar a Reforma da Previdência ao Congresso, a CNA também promete se engajar também pela aprovação da proposta. A entidade se mostra favorável a pontos já defendidos pelo governo como a fixação de uma idade mínima para aposentadoria e equiparação entre aposentadorias urbana e rural. Mas sobe o tom e garante resistência dura, caso o Planalto realmente abrace a ideia de cobrar contribuição previdenciária sobre exportadores agrícolas, que hoje são isentos.

Valor Econômico – 10/10/2016

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Brasil está longe de recuperar grau de investimento, diz S&P

O aprovação inicial de um limite de gastos públicos é um passo na direção certa, mas ainda vai levar anos e serão necessárias outras difíceis reformas para o Brasil recuperar a cobiçada classificação do grau de investimento, afirmou a analista sênior da agência de classificação de risco Standard & Poor’s, Lisa Schineller. Ela disse que, para mudar a perspectiva negativa do Brasil, a agência precisa ver ações concretas do novo governo para reforçar suas esgotadas contas fiscais, entre elas a revisão do “caro sistema de previdência”, afirmou Lisa à agência Reuters.

DCI – 10/10/2016

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Meirelles se reúne com Lagarde e vê concordância de diagnósticos com FMI sobre Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, teve neste domingo seu último compromisso oficial na reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington, um encontro com a diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde.

Na reunião, segundo Meirelles, o tema principal foi o cenário da economia brasileira. O ministro ressaltou para Lagarde que há uma concordância de diagnósticos do governo e do FMI sobre o que precisa ser feito para restaurar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Meirelles falou das reformas estruturais que estão sendo implementadas e de novas medidas que serão enviadas ao Congresso. Segundo o ministro, o encontro foi muito “produtivo”.

“Estou encorajada pelo foco e direção destas reformas. Aprová-las em um período razoável ajudará a reforçar a credibilidade do conjunto de políticas macroeconômicas, estimular a confiança na economia e ancorar o retorno para um crescimento mais forte, inclusivo e sustentável do Brasil”, afirmou Lagarde em um comunicado.

Lagarde e Meirelles discutiram ainda medidas mais específicas para o ajuste fiscal, incluindo a proposta de um teto que limita a expansão do gasto público, que deve ser votada na Câmara nesta segunda-feira. Outro tema das conversas foi a reforma da previdência. Segundo Meirelles, o governo está acertando os detalhes finais do texto e a proposta deve ser enviada aos congressistas em breve.

O FMI prevê expansão de 0,5% para o PIB brasileiro em 2017, mas economistas da instituição ressaltaram durante o evento que para a economia voltar a crescer é preciso que o ajuste fiscal ande. “Assumimos em nossa previsão para 2017 que a proposta de teto dos gastos deve ser aprovada em breve. Também levamos em conta que haverá algum tipo de reforma da previdência”, afirmou o diretor assistente e economista do Fundo, Krishna Srinivasan, a jornalistas na sexta-feira.

O Estado de S.Paulo – 10/10/2016

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Fintechs ganham espaço

A descentralização dos serviços financeiros está ganhando corpo. Aos poucos, operações como empréstimo pessoal, pagamentos de cartões de crédito e pré-pagos estão deixando de ser exclusividade de bancos e seguradoras. Quem está por trás disso são as fintechs, termo abreviado para financial technologies. Estima-se que existam no mundo mais de 1,4 mil fintechs. No Brasil, há mais de um centena de startups com gestão voltada para o sistema financeiro, sendo a Nubank uma das principais expoentes. A empresa, que emite e administra cartões de crédito, conta com 1,6 milhão de usuários ativos.

Em parte, o sucesso das fintechs é explicado pelos baixos custos de operação. Como muitas dessas empresas operam com instalações mais modestas que as dos grandes bancos, elas cobram taxas mais baixas. No caso do Nubank, não há anuidade e os encargos do rotativo são de 7,75% ao mês — os mais baixos do mercado. Outras empresas também oferecem serviços financeiros a custos reduzidos, como a BankFácil e a Lendico, que oferecem crédito pessoal.

O Brasil é um dos países em que a população mais utiliza as startups de serviços financeiros. Um estudo da consultoria Capgemini indica que 74% dos consumidores brasileiros usam os serviços, contra uma média global de 63%. Henrique Arake, professor de direito empresarial e sócio da Machado Gobbo Advogados, avalia que pode ser questão de tempo até que essas empresas passem a fazer frente às instituições financeiras tradicionais. “Se não reagirem, correm o risco de serem preteridos por outras tecnologias. O paradigma da sociedade está mudando”, destaca.

O especialista em gestão financeira e sócio-diretor da Valorum Gestão Empresarial, Marcos Sarmento Melo, não vislumbra um cenário em que as fintechs rivalizem com os bancos. “Muitas delas se propõem a prestar alguns serviços pela internet. Eventualmente os bancos também vão atender nesse sentido”, frisa. Ele reconhece, porém, a importância das startups para a concorrência no mercado financeiro. “Essas empresas estão apresentando soluções bem mais baratas e forçarão os bancos a investir para enfrentá-las, o que é excelente para o consumidor.”

Para operar no mercado brasileiro, as fintechs precisam estar associadas a uma instituição financeira, corretora, ou pedir autorização para atuar como operadora de um arranjo de pagamento, conforme regulação do Banco Central. Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse que acompanha com interesse o desenvolvimento das startups e espera que a atualização das normas e do arcabouço legal hoje existente seja capaz de garantir condições equivalentes de atuação para os agentes do mercado”.

Correio Braziliense – 10/10/2016

Redação On outubro - 10 - 2016
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