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Sexta-feira, 19 de Julho de 2019






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Mercado projeta expansão de 0,27% para PIB de 2014

A mediana das estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 agora aponta expansão de 0,27%, ante 0,28% na semana anterior. A projeção para 2015 seguiu em crescimento de 1%. Na quinta-feira passada, o BC informou que seu índice de atividade econômica, o IBC-Br, subiu 0,27% em agosto sobre julho, uma taxa menor que a de 0,50% esperada pelo mercado. Para economistas consultados pelo Valor, considerando-se a alta de 1,52% em julho e a de 0,27% em agosto, o IBC-Br sugere um PIB fraco, mas positivo, no terceiro trimestre, após dois trimestres consecutivos de queda.

Inflação

Quanto à inflação, o Focus não mostrou mudança de expectativas. As medianas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2014 e de 2015 seguiram em 6,45% e em 6,30%, respectivamente. Na projeção de 12 meses, a estimativa caiu de 6,38% para 6,37%.

Para o IPCA de outubro, a projeção seguiu em 0,50%. Amanhã, o IBGE divulga a prévia do mês, o IPCA-15. Se confirmadas as previsões das 17 instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, o indicador deve desacelerar em relação ao fechamento de setembro, para 0,52%. O alívio deve vir principalmente dos preços de passagens aéreas, que não deverão repetir a alta do mês anterior.

A projeção para o câmbio não foi alterada: para o dólar ao fim deste ano segue em R$ 2,40, e de 2015 em R$ 2,50.

As estimativas de juro e inflação dos analistas Top 5 – os que mais acertam as previsões – também não mudaram. Eles estimam o IPCA de 2014 em 6,51% e o de 2015 em 6,38%. Para a Selic, 11% neste ano e 12% no fim de 2015.

 

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Prévia do IPCA de outubro deve mostrar desaceleração

De acordo com a média de 17 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, o IPCA-15 subiu 0,52% em outubro, alta mais fraca do que o avanço de 0,57% registrado pelo índice oficial de inflação em setembro. As estimativas para a prévia da inflação oficial, a ser divulgada amanhã pelo IBGE, vão de alta de 0,48% até 0,63%. Se confirmadas as projeções, a inflação acumulada em 12 meses pelo índice vai seguir acima do teto da meta perseguida pelo BC, mas vai perder força, ao passar de 6,75% em setembro para 6,66% na leitura parcial de outubro.

Fabio Romão, economista da LCA Consultores, estima alta de 0,51% do IPCA-15 em outubro. Em sua avaliação, a prévia do índice oficial de inflação deste mês ficará um pouco menos pressionada porque o grupo transportes deve deixar alta de 0,63% no mês passado para avançar 0,17%. A principal explicação para essa desaceleração, afirma, são as passagens aéreas, que subiram 17,85% no mês passado e em outubro devem ter avanço bem mais brando, em torno de 4%.

Leonardo Costa, da Rosenberg & Associados, aponta outro grupo que deve perder força, a habitação. Segundo o economista, começam a se dissipar os efeitos dos reajustes de energia elétrica em Brasília e Belém e, por isso, o grupo deve passar de uma alta de 0,77% em setembro para um avanço de 0,57% no IPCA-15.

Já os alimentos e bebidas, principal fonte de pressão do índice na apuração anterior, não devem registrar grande aceleração. A estimativa, diz Costa, é que depois de surpreender e subir 0,78% em setembro, o grupo agora tenha alta de 0,83%, já que a deflação de hortaliças e verduras perdeu fôlego.

Depois de ganharem destaque na divulgação do mês passado, por causa da declaração do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcio Holland, que sugeriu a substituição temporária do item por frango e ovos, as carnes ainda vão subir 2,6% em outubro, mas menos do que no mês anterior (3,2%), diz Romão, da LCA. O frango inteiro, por outro lado, vai acelerar um pouco, e passar de 1,18% para aumento de 1,32%. Para o grupo como um todo, Romão estima avanço de 0,81%, variação que deve se manter no mês fechado. “Depois da alta acima da sazonalidade em setembro, alimentos e bebidas devem ficar em linha com as variações observadas nos anos anteriores”, diz. Para o último trimestre, Romão projeta alta de 2,45% desse grupo, levemente abaixo do avanço de 2,50% em igual período de 2013.

Ainda assim, afirma, não são desprezíveis os riscos de estouro do teto da meta neste ano. O economista projeta alta de 6,43% para o IPCA em 2014, o que reforça sua avaliação de que não deve ocorrer reajuste da gasolina neste ano, especialmente após a queda recente do preço do petróleo.

Outra possibilidade para evitar que o índice supere o teto da meta, diz Romão, seria postergar o reajuste anual do IPI para cigarros. Previsto para janeiro, a alta poderia passar para abril de 2015, à semelhança do que foi feito em 2011. Essa mudança, diz Romão, evitaria alta dos preços ainda em dezembro, já que os fabricantes costumam antecipar a recomposição de preços.

Para Eduardo Velho, economista-chefe da INVX Global Partners, o principal risco para a inflação neste fim de ano será a taxa de câmbio. Em sua avaliação, dificilmente os alimentos serão muito pressionados, já que, mesmo com desvalorização adicional do real em relação ao dólar, a queda das commodities no mercado internacional deve minimizar o efeito do câmbio sobre os preços agropecuários domésticos. Por outro lado, bens comercializáveis, principalmente duráveis que têm aumento da importação com a proximidade das festas de fim de ano, podem subir mais em novembro e dezembro, em decorrência do real mais desvalorizado.

 

FGV: IGP-M sobe 0,13% na 2ª prévia de outubro

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) – que responde por 60% dos IGPs – saiu de alta de 0,32% para avanço de apenas 0,03% entre a segunda prévia de setembro e a de outubro, por causa da queda de 0,13% nos produtos industriais, após alta de 0,33% no mês anterior. Já o IPA de produtos agropecuários saiu de alta de 031% para avanço de 0,47% no período.

Os produtos que mais influenciaram a desaceleração do IPA foram minério de ferro (-5,43% para -5,15%), soja em grão (-2,16% para -2,89%) e farelo de soja (3,21% para -2,73%). Na outra ponta, as principais altas foram café em grão (4,73% para 5,62%) e aves (1,68% para 3,57%). Embora a alta dos bovinos tenha cedido de 3,45% para 1,69%, esse item ainda teve grande influência na inflação do atacado.

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu de 0,32% para 0,40%. Quatro das oito classes de despesa que compõem o índice tiveram taxas mais altas, com destaque para alimentação (0,20% para 0,55%), em que hortaliças e legumes tiveram forte influência ao passarem de queda de 7,27% para alta de 0,63%.

Vestuário (0,01% para 0,70%), comunicação (0,05% para 0,68%) e transportes (0,28% para 0,29%) também subiram influenciados especialmente por roupas (0,13% para 0,59%), tarifa de telefone residencial (-1,91% para 0,15%) e gasolina (0,15% para 0,41%), respectivamente.

Em contrapartida, houve desaceleração nas altas de educação, leitura e recreação (0,50% para -0,31%), habitação (0,43% para 0,40%), saúde e cuidados pessoais (0,57% para 0,53%) e despesas diversas (0,28% para 0,12%). Nesses grupos, destacaram-se passagem aérea (1,02% para -14,84%), tarifa de eletricidade residencial (1,17% para 0,64%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,55% para 0,39%) e clínica veterinária (2,12% para 0,70%), respectivamente.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,15% na segunda prévia de outubro, de 0,20% no mês anterior. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,31%. No mês anterior, a taxa foi de 0,43%. O índice que representa o custo da mão de obra não registrou variação pelo segundo mês consecutivo.

Fonte: Valor

 

Dólar sobe 1% ante real com ajuste e expectativa por pesquisas

O profissional da mesa de derivativos de uma corretora diz que o volume de negócios está “baixíssimo”, o que abre espaço para variações mais exacerbadas. Outro profissional afirma que o mercado pode estar demandando mais dólares à espera dos resultados de pesquisas eleitorais a serem divulgados ainda nesta segunda-feira. “Há um receio de que as próximas pesquisas mostrem uma melhora de Dilma [presidente Dilma Rousseff]. E, na dúvida, o investidor prefere tomar dólares logo”, afirma.

Está prevista esta segunda-feira a divulgação de três pesquisas: CNT/MDA, Datafolha (encomendada pela TV Globo e Folha de S.Paulo) e Vox Populi (a pedido da Rede Record).

Às 10h05, o dólar comercial subia 0,95%, a R$ 2,4556, depois de alcançar R$ 2,4612 na máxima. O dólar para novembro avançava 0,76%, a R$ 2,4625, após máxima de R$ 2,4625.

No exterior, o dólar tem um comportamento bem mais moderado. A moeda subia apenas 0,13% ante o peso mexicano, 0,06% frente à lira turca, e caía 0,14%.

Fonte: Valor

Volatilidade cambial dispara com eleição

O índice FXvol – que mensura a volatilidade implícita para 21 dias úteis embutida nos contratos de opções de dólar comercial negociados na BM&F – fechou a sessão de 15 de outubro, último dado disponível, em 26,651% ao ano. É o maior nível desde 4 de outubro de 2011, quando o índice alcançou 29,697%. Na prática, essa é a variação anualizada da taxa de câmbio esperada pelo mercado considerando as expectativas para cerca de um mês à frente.

Nas contas do J.P. Morgan, a volatilidade do par dólar/real é, de longe, a maior dentre 36 pares de moedas. A volatilidade implícita de três meses da moeda brasileira com o dólar ficou na sexta-feira em 20%, em comparação a 13,1% do rublo russo, divisa que tem batido sucessivas mínimas recordes em meio à tensão entre a Rússia e o Ocidente.

O salto da volatilidade no câmbio brasileiro tem tido reflexos no giro de negócios. As transações com minicontratos de dólar comercial na bolsa, por exemplo, vêm batendo sucessivos recordes, tendo alcançando 39.318 negócios na quinta-feira. A quantidade de contratos transacionados também bateu recorde na quinta-feira ao atingir 65.711.

Mas o aumento da volatlidade não é um fenômeno apenas no câmbio brasileiro. As expectativas de variações para o dólar voltaram a subir globalmente diante da preocupação com o crescimento menor da economia mundial. O índice de volatilidade cambial global do Deutsche Bank saiu de 5% em julho para 7,5% recentemente.

No Brasil, somente em outubro, o dólar variou de uma máxima de R$ 2,4920, no dia 2, um pouco antes do primeiro turno, a R$ 2,3860 no dia seguinte à eleição, com os investidores aumentando as apostas em uma vitória de Aécio Neves (PSDB), visto com um perfil mais pró-mercado. Em geral, a taxa de câmbio tem se valorizado com números que sinalizem um crescimento do candidato tucano na corrida eleitoral e se depreciado quando aumenta a probabilidade de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

E essa incerteza que gera volatilidade tem levado investidores estrangeiros a adotar uma postura mais cautelosa em relação ao Brasil, à espera de um quadro político mais definido para alterar significativamente as apostas no país. “Se houver uma mudança de governo o mercado deve ‘premiar’ o Brasil, e o câmbio pode se valorizar em primeiro momento, com a entrada de capitais para o país. Já em um cenário de reeleição da presidente Dilma, o câmbio pode se desvalorizar até entender qual seria a diretriz econômica em um segundo mandato”, diz o diretor de mercados emergentes e estratégia do Citibank em Londres, Luis Costa.

O gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, considera que o aumento da volatilidade no câmbio também pode ter sido reforçado pela incerteza em relação a um teto para o dólar, em parte devido à postura do Banco Central. Ele lembra que nos meses anteriores o mercado tinha mais clareza quanto aos níveis que, aparentemente, seriam defendidos pelo BC, o que ficou mais incerto desde a disparada do dólar em setembro.

O estrategista-chefe para mercados emergentes do banco Brown Brothers Harriman, Ilan Solot, também em Londres, vê potencial de valorização do câmbio no curto prazo com uma vitória da oposição, como aconteceu na Índia. Mas ele pondera que a tendência ainda é de desvalorização, em função dos fundamentos mais frágeis da economia brasileira e de um cenário de dólar mais forte globalmente.

Embora a menor preocupação com uma alta antecipada de juros nos EUA possa ser positiva para as operações de “carry trade” – em que os investidores buscam ganhar com a arbitragem de juros -, a persistente incerteza quanto à política monetária americana e a alta volatilidade ainda presente nos mercados de câmbio diminuem a atratividade desse tipo de operação. “Se vier um dado forte do ‘payroll’ [relatório do mercado de trabalho dos EUA], o mercado vai voltar a ser comprador de dólar”, diz Costa, do Citi.

Mercado foca atenção em crescimento mundial

Essa situação redunda também em uma mudança nas expectativas para o ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos e no Reino Unido, que podem precisar postergar os ajustes se houver uma piora significa nas condições financeiras. Por outro lado, a pressão por mais medidas na zona do euro, China e Japão pode crescer significativamente. Portanto, dados de inflação e atividade têm ainda mais importância nas próximas semanas.

Nos Estados Unidos, o destaque da semana é a divulgação do CPI (índice de preços ao consumidor) de setembro. No curto prazo, a valorização do dólar e os preços ao produtor fracos colocam alguma pressão descendente nas expectativas para os preços ao consumidor, além da queda dos preços de energia.

Em agosto, o índice surpreendeu negativamente, revertendo fatores de pressão observados no início do ano, estes relacionados ao clima muito frio. O índice cheio deve ter variação de 1,6% (taxa anual) em setembro, contra 1,7% em agosto. O núcleo deve subir 1,8%, ante 1,7%.

Na Europa, os PMIs (índices de gerentes de compras) são os dados mais importantes da semana, tanto na Alemanha como na zona do euro. O PMI composto da zona do euro deve cair pelo terceiro mês consecutivo, para 51,6 em outubro, de 52,0 em setembro. É o primeiro indicador importante do quarto trimestre.

O setor industrial deve registrar ligeira contração por conta do declínio de novas ordens, novas encomendas e estoques de bens finais. O setor de serviços também deve mostrar contração, de declínio de 52,4 em setembro para 52,0 na primeira estimativa de outubro, embora a queda seja em um ritmo mais lento do que no mês anterior.

O Banco da Inglaterra (BoE) publica a ata de sua última reunião e será importante observar sinais dos membros do comitê de política monetária quanto ao nível de folga na economia e o comportamento dos salários. De toda forma, o documento mais importante será o Relatório de Inflação, a ser divulgado em 12 de novembro, que trará projeções e análises sobre o estado da economia.

A primeira estimativa do PIB no Reino Unido deve mostrar pequena desaceleração no terceiro trimestre em relação ao segundo. Na comparação trimestral, o crescimento deve cair de 0,9% para 0,7% (dessazonalizado). Para a taxa anual é esperada desaceleração de 3,2% para 3,0%.

Na China, o mercado tem uma previsão de crescimento do PIB mais lento no terceiro trimestre do que os 7,5% observados no segundo. Os dados de agosto foram surpreendentemente fracos, mas podem mostrar alguma melhora em setembro. A produção industrial e as vendas no varejo devem refletir aumentos sazonais e subir 8,0% (frente ao ano anterior) e 12,0%, respectivamente, de 6,9% e 11,9%.

Fonte: Valor

Redação On outubro - 20 - 2014
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