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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Ilan tempera o otimismo do mercado

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, temperou a onda de otimismo que se disseminou no mercado nos últimos dias e semanas com um aviso de que não há “cronograma pré-estabelecido para a flexibilização da política monetária”.

O recado conservador, depois de o próprio Banco Central ter colocado o bloco da distensão monetária na rua, já começou a ser digerido pelo mercado, com a alta da taxa dos juros futuros. Certamente, não elimina as grandes chances de corte de juros neste mês, mas é um bom conselho para maior cautela nas apostas.

Quando diz que não há cronograma pré-estabelecido, Ilan avisa basicamente que a decisão de baixar os juros ainda está em aberto. “Qualquer decisão será tomada nas reuniões do Copom com base na evolução dos fatores [inflação de alimentos e serviços e implementação do ajuste fiscal], e nas expectativas e projeções de inflação”, disse Ilan, em depoimento ontem no Senado. “Vamos olhar para ver se tem condições para o começo da flexibilização”, disse Ilan, respondendo a uma questão de um senador. Isso vale para outubro e meses seguintes.

A ênfase do BC de que não tem cronograma pré-definido ocorre num momento em que os analistas econômicos fazem apostas sobre um eventual início – e continuidade – de cortes de juros sobretudo temporais. As discussões são mais sobre se o BC vai entregar o corte de juros em outubro ou novembro, sem um debate mais profundo sobre se as condições estão dadas para tanto. O resultado líquido é uma aposta redobrada numa flexibilização cada vez mais profunda.

O mercado tem tratado a comunicação de política monetária como se fosse um “foward guidance”, em que o BC sinaliza claramente uma decisão que já tomou de antemão e que vai seguir, faça chuva ou faça sol. Em muitos aspectos, esse era o estilo do antecessor de Ilan, Alexandre Tombini, que costumava indicar claramente as suas intenções.

Ilan ainda está criando seu próprio estilo, mas talvez uma marca seja dar menos segurança e dividir com o mercado as incertezas no seu horizonte. O que se espera, nessas condições, é que os analistas debatam os pontos levantados pelo Copom à luz dos novos dados divulgados, fazendo apostas distintas entre si. Esse estilo tem o mérito de desestimular excesso de alavancagem e ameniza a volatilidade nos mercados.

E o que o mercado precisa ficar de olho? Ontem, Ilan enfatizou as já conhecidas três condicionantes para baixar os juros, mas também – e isso é muito importante – as expectativas de inflação do mercado e as projeções de inflação do Banco Central.

A ênfase nas expectativas é relevante quando analistas econômicos, acreditando que o BC largará a meta de inflação de 2017, interromperam as revisões para baixo nas suas projeções.

Quando Ilan sublinha o papel das projeções de inflação do próprio BC na tomada das decisões, é quase como um convite para os analistas revisitarem os números apresentados no Relatório de Inflação de setembro. Esse é um ponto de partida – somado à esperada evolução do cenário, incluindo as três condicionantes – para medir o que é e o que não é possível em termos de distensão sem abandonar as metas de 2017 e 2018.

Não menos importante, naturalmente, são as três condicionantes. Ilan disse que há bons sinais na inflação de alimentos, mas disse que “o Copom se manterá atento a sinais de que essa resistência possa advir de mecanismos inerciais”.

Sobre serviços, Ilan disse que “os sinais são inconclusivos” quanto à velocidade da desinflação em direção à meta. E disse que, nesse caso, vai avaliar a tendência de queda de diversas medidas da inflação de serviços e seus efeitos nos demais preços da economia. Sobre o ajuste fiscal que o BC está realmente de olho, ele ressaltou o progresso, mas disse que ainda é inicial.

Abinee/Valor Econômico – 05/10/2016

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Preços recuam na maioria da capitais

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu em cinco das sete capitais pesquisadas na quarta quadrissemana de setembro em relação à terceira leitura do mês, divulgou a instituição ontem.

No geral, o IPC-S recuou de 0,18% para 0,07% entre os dois períodos. Em relação a agosto, o índice caiu 0,25 ponto percentual.

Por região, o IPC-S apresentou decréscimo na taxa de variação de preços em Salvador (0,19% para -0,04%), Brasília (0,33% para 0,19%), Rio de Janeiro (0,10% para 0,07%), Porto Alegre (0,10% para -0,09%) e São Paulo (0,26% para 0,10%).

Em Belo Horizonte, a taxa de inflação teve um aumento na mesma base de comparação (0,06% para 0,09%), assim como em Recife (0,27% para 0,32%).

Em São Paulo

Ainda ontem, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou que a inflação em São Paulo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), recuou 0,14% em setembro, o resultado mais baixo apurado pela desde março de 2013 (- 0,17%).

Segundo o coordenador do IPC, André Chagas, a baixa de 1,09% do grupo Alimentação foi determinante para a deflação no nono mês do ano. Trata-se da queda mais acentuada do grupo desde junho de 2016, quando caiu 1,35%.

“O resultado surpreendeu e é um ótimo sinal. Porém, deve voltar a subir em outubro”, adiantou Chagas. A deflação veio mais significativa que a taxa de -0,05% aguardada pela Fipe para o IPC. Para o grupo de alimentos, ele previa variação negativa de 0,86%

A expectativa de Chagas é que o IPC feche este mês com alta de 0,27%. Contudo, a deflação apurada em setembro permitiu, segundo ele, a revisão na projeção para o dado fechado de 2016 para 6,60%, ante estimativa de 7,30%. “O importante é a trajetória de desaceleração do índice, que deve continuar”, disse.

De acordo com o economista, um dos principais itens a contribuir para o declínio do grupo Alimentação em setembro foi o leite, um dos vilões da inflação dos últimos meses. “Terminou o choque de preços em leite.”

Abinee/DCI – 05/10/2016

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Pedidos de falência sobem 16,7% no ano

Até setembro, os pedidos de falência foram 16,7% superiores ao do mesmo período de 2015, de acordo com dados da Boa Vista SCPC. No mês passado, o número de falências recuou 2% ante agosto e diminuiu 6,3% na comparação anual. Já os pedidos de recuperação judicial e as recuperações judiciais deferidas tiveram alta de 70,2% e 68,1% no acumulado do ano, respectivamente.

Abinee/DCI – 05/10/2016

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Famílias de baixa renda pagam menos por alimentos e transportes em setembro

As famílias de baixa renda pagaram menos por alimentos e transportes em setembro, segundo os dados do Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que registrou deflação de 0,08% no mês, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Cinco dos oito grupos investigados apresentaram taxas de variação menores em relação a agosto: Alimentação (de 0,39% em agosto para -0,52% em setembro), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,39% para 0,06%),Transportes (de 020% para -0,11%), Despesas Diversas (de -0,04% para -0,41%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,27% para 0,21%).

Os itens de maior destaque foram laticínios (de 4,56% em agosto para -4,78% em setembro), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,89% para -0,60%), tarifa de ônibus urbano (de 0,43% para -0,06%), cigarros (de -0,23% para -0,95%) e show musical (de 4,11% para -2,91%).

Na direção oposta, aumentaram os gastos com Habitação (de 0,00% para 0,39%), Vestuário (de -0,13% para 0,03%) e Comunicação (de 0,05% para 0,11%), sob influência de itens como tarifa de eletricidade residencial (de -1,37% para 0,49%), calçados (de -0,50% para 0,17%) e tarifa de telefone residencial (de -0,13% para 0,18%).

Menor que a média. A taxa do IPC-C1 de setembro foi inferior à inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos. O Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-Br), também calculado pela FGV, mostrou avanço de 0,07% no mês passado.

No acumulado em 12 meses, entretanto, o IPC-C1 permanece à frente, com uma alta de 8,68% até setembro, patamar superior aos 8,10% registrados pelo IPC-BR em igual período.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 05/10/2016

Redação On outubro - 5 - 2016
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