Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Fraco desempenho da indústria do Brasil deve continuar, aponta índice

A produção da indústria brasileira teve, em agosto, sua maior queda desde janeiro de 2012. Dados de setembro indicam que o setor manteve o ritmo fraco, amargando o pior desempenho em um grupo de 28 países desenvolvidos e emergentes relevantes.

Com esse resultado, o processo de fraca recuperação do setor —que vinha se expandindo a um ritmo lento havia cinco meses— foi interrompido.

Segundo o IBGE, a atividade industrial recuou 3,8% em agosto na comparação com julho, contra uma contração média de 3,1% esperada por economistas do mercado financeiro.

Indicadores preliminares de setembro apontam para a continuação de um desempenho fraco da indústria brasileira.

É o que mostra, por exemplo, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), que tenta prever o comportamento do setor com base em informações como ritmo de novas encomendas, contratações e nível de estoques.

Por esse indicador, calculado pela consultoria IHS Markit, a indústria brasileira teve, em setembro, o pior resultado entre 28 países pesquisados.

Segundo o PMI —que é bastante seguido por economistas do mundo todo— o índice que mede a atividade do setor industrial no país mudou pouco entre agosto e setembro, passando de 45,7 para 46 e continuando em terreno negativo (números abaixo de 50 indicam contração).

Outros emergentes grandes, como Índia, México e Rússia, registraram expansão, e a China ficou, relativamente, estável.

A principal causa da fraqueza da indústria brasileira, entre os fatores capturados pela IHS Markit em entrevistas com representantes do setor, foi a debilidade de novas encomendas, que havia ensaiado uma recuperação em meados do ano.

A pesquisa feita pela FGV que mede a confiança do setor industrial também pontou para um recuo da demanda verificada pela indústria em setembro para o nível mais fraco desde maio.

Segundo Aloísio Campello, superintendente de estatísticas públicas da FGV, a retomada da indústria brasileira no primeiro semestre se deveu, principalmente, à desvalorização do real ocorrida em 2015. Isso impulsionou as exportações do país.

Com a apreciação do câmbio, na esteira da transição política, parte desse impulso foi anulado.

“Os indicadores mais recentes mostram que a indústria perdeu o impulso do crescimento e vai depender agora da recuperação da demanda interna que, no entanto, continua muito fraca”, diz Campello.

Em agosto, a queda da produção industrial, medida pelo IBGE, foi generalizada, ocorrendo em 21 de 24 segmentos pesquisados pelo IBGE.

Os segmentos de alimentação e automóveis foram os que mais contribuíram para a contração final da indústria.

Embora o setor de bens de capital tenha continuado uma trajetória de leve retomada em agosto, com expansão de 0,4% em relação a julho, indicadores da construção civil continuam bastante negativos.

Para os economistas do Bradesco, a combinação desses dois fatores deve provocar um recuo da taxa de investimento total no terceiro trimestre, contribuindo para esfriar a atividade econômica.

Analistas têm percebido que, nos últimos meses, as expectativas de empresários e consumidores em relação à atividade no curto prazo, medidas pelas sondagens da FGV, se descolaram da realidade da situação corrente da economia. Ou seja, o cenário esperado se tornou bem melhor do que mostram dados como o nível de emprego e a produção.

O risco dessa situação, dizem os analistas, é que as expectativas sejam frustradas, tendo impacto negativo sobre o consumo e o investimento, e adiando a recuperação da economia.

Abinee/Folha de S.Paulo – 05/10/2016

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Pequenas e médias já reagem à crise

Os pequenos negócios estão puxando a recuperação da atividade econômica do País. Alguns indicadores mostram que as micro e pequenas empresas dão sinais de que a economia pode enfim estar saindo da recessão.

A taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas despencou de 581.473 companhias em 2015 para 157.047 até o último dia 30 de setembro. Em agosto passado, as MPEs voltaram a contratar mais do que demitir, registrando saldo positivo de 623 vagas. No mesmo mês, as médias e grandes companhias ainda apresentavam saldo negativo, de 34 mil postos de trabalho.

As micro e pequenas empresas ampliam a sua importância para a atividade econômica, já representando 93% do mercado empresarial do País. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), até o último dia 30 de setembro o número de empresas ativas no Brasil somava 17.521.010, sendo 88,6% micro e pequenas.

O cenário de reativação dos pequenos negócios confirma a trajetória de alta do empreendedorismo no Brasil. Segundo a última pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a taxa total de empreendedorismo para o Brasil em 2015 foi de 39,3%, o maior índice dos últimos 14 anos e quase o dobro do registrado em 2002, quando atingiu 20,9%.

Mas, segundo a pesquisa, feita no Brasil pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getulio Vargas (FGV), a criação de novos negócios ou a expansão dos já estabelecidos está sendo motivada mais pela necessidade – principalmente como alternativa ao desemprego – do que por oportunidade.

De acordo com a pesquisa GEM, a alta da taxa de empreendedorismo no Brasil de 2014 para 2015, que passou de 34,4% para 39,3%, foi determinada pelo aumento significativo na taxa de empreendedores iniciais, que era de 17,2% em 2014 e atingiu 21% em 2015. Por sua vez, essa alta foi motivada pelo crescimento da taxa de empreendedores nascentes, que de um ano para outro passou de 3,7% para 6,7%.

Sonho de empreender

Além da necessidade de renda provocada pelo desemprego, o aumento dos novos negócios no Brasil reflete mudanças na mentalidade empreendedora do brasileiro. A pesquisa GEM constatou que, em geral, os brasileiros são favoráveis à atividade empreendedora e têm uma visão positiva a respeito das pessoas que abrem um negócio próprio. Segundo a pesquisa, 70% a 80% dos brasileiros concordam que abrir um negócio é uma opção desejável de carreira, valorizam o sucesso dos empreendedores e acompanham na mídia histórias de empreendedores bem-sucedidos. “Ter o próprio negócio continua figurando entre os principais sonhos dos brasileiros, sendo a proporção observada em 2015 (34%) superior à de 2014 (31%)”, constatou o estudo.

Outro indicador positivo em relação ao aumento do empreendedorismo no Brasil é a maior longevidade das micro e pequenas empresas. Segundo a pesquisa “Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro”, realizada pela Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) no ano passado, as empresas dos empreendedores jovens estão se tornando mais estáveis e duradouras, já que 49% dos entrevistados possuem cinco anos ou mais de atividade no negócio. Isso é atribuído à melhor qualificação.

Feita com mais de 5 mil jovens empresários do País, com idade entre 18 e 39 anos, a pesquisa da Conaje constatou que a maioria dos entrevistados citou a elevada carga tributária (58%), burocracia (23%) e legislação (8%) como principais desafios externos à atividade.

Pacto de incentivo

A importância estratégica dos pequenos empreendimentos, que se mostram como os primeiros negócios a dar resposta aos sinais positivos da economia, levou o governo federal a se mobilizar em uma articulação com o setor privado e parlamentares para lançar o Pacto pelo Desenvolvimento da Micro e Pequena Empresa. A meta é adotar uma agenda de mudanças efetivas para o incentivo ao empreendedorismo e o desenvolvimento de pequenos negócios no País. As mudanças passam por antigas pautas, como desburocratização, redução da carga tributária e facilitação do crédito, mas também inserem o estímulo à formação de empreendedores e à inovação.

A articulação envolve a Secretaria Especial de Micro e Pequena Empresa (SMPE), pasta ligada à Presidência da República, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Sebrae, a Frente Parlamentar Mista de Apoio à Micro e Pequena Empresa, além de organizações promotoras do empreendedorismo como a Endeavor e a Confederação Nacional dos Jovens Empresários. Segundo o secretário de Micro e Pequena Empresa, José Ricardo Veiga, um eixo prioritário de ação é a redução da burocracia para se empreender no País. Ele defende que é preciso uniformizar e informatizar os processos de abertura e fechamento de empresas nas juntas comerciais em todo o País.

A desburocratização é uma das principais bandeiras da Endeavor, a maior organização de apoio ao empreendedorismo no mundo, que aproveitou as eleições municipais do País para lançar um desafio aos futuros prefeitos de compromisso com a geração de empregos dos novos negócios. A mobilização +Empreendedores+Empregos propõe construir cidades mais empreendedoras, que adotem uma ação transformadora e assumam três compromissos básicos, mas relevantes. O primeiro deles, seria ouvir as demandas do segmento. O segundo, reduzir a burocracia. E, por último, incentivar programas de inovação.

Tributos

Outra pauta relevante para as pequenas e médias empresas, segundo o Sebrae, é a questão tributária. O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, está empenhado em sensibilizar os deputados a aprovarem o projeto Crescer Sem Medo, que altera o Simples. Segundo ele, a medida vai evitar que cerca de 700 mil empresas sejam desenquadradas do regime tributário do Simples Nacional em 2017. “A exclusão dessas empresas do Simples pode resultar na morte desses negócios”, prevê o presidente do Sebrae.

A necessidade de modernização da legislação trabalhista para manutenção da geração de emprego das micro e pequenas empresas é outra proposta defendida. Segundo o presidente do Conselho Temático da Micro e Pequena Empresa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales de Araújo, é injusto que uma empresa com apenas um empregado tenha as mesmas responsabilidades de outra com mil empregados. “É um tratamento muito desigual e para a micro e pequena empresa precisa ser diferenciado”, defende o empresário. Ele, no entanto, só acredita em mudanças na legislação em 2017.

Abinee/DCI – 05/10/2016

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Câmara amplia limite para empresa permanecer no Supersimples

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (4) a ampliação do chamado Supersimples, programa de tributação reduzida para micro e pequenas empresas.

A medida segue para a sanção do presidente Michel Temer. O texto teve 380 votos a favor e nenhum contra.

Pelas mudanças, a partir de 2018 o limite de faturamento para que uma empresa permaneça no Supersimples sobe de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões. Em relação aos microempreendedores individuais, o limite será elevado de R$ 60 mil para R$ 81 mil ao ano.

Segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas), as atuais regras do Supersimples, que unifica oito impostos em um único boleto, reduzem em cerca de 40%, em média, a carga tributária das participantes.

O projeto também abre a possibilidade para as pequenas e micro empresas optarem por um refinanciamento de seus débitos tributários em até 120 meses, não 60, como ocorre hoje. A medida já vale a partir da regulamentação da medida, prevista para as próximas semanas.

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, que acompanhou a votação, defendeu esse ponto do projeto afirmando que quase 700 mil micro e pequenas empresas em débito com o Supersimples foram notificadas pela Receita na última semana, com risco de serem excluídas do programa. Esse número representaria cerca de 15% das empresas participantes do Simples.

“Se já está assim dentro do Simples, imagina dentro do ‘complicado’? Elas vão morrer. E falar em morte de empresas nesse momento é uma loucura”, disse Afif.

Além da possibilidade de adesão de empresas e microempresários com faturamento maior, setores como microcervejarias, vinícolas, produtores de licores, destilarias e serviços médicos, entre outros, também poderão entrar no Simples a partir de 2018. A proposta também regulamenta a atividade do chamado “investidor-anjo”, que são pessoas que financiam diretamente empreendimentos ainda em seu estágio inicial.

Outra das mudanças aprovadas é a que cria a “Empresa Simples de Crédito”, para oferecer empréstimos no município com juros mais baixos do que os praticados no mercado.

Durante a votação no Senado, foram divulgadas projeções de redução de arrecadação de quase R$ 2 bilhões, mas o Sebrae afirma que a renúncia de receita será de R$ 800 milhões. Defensores da proposta argumentam ainda que as perdas serão compensadas em parte com a diminuição de empresas que hoje atuam na informalidade.

Abinee/Folha de S.Paulo – 05/10/2016

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Setor em São Paulo contrata mais

Acompanhando a melhora dos negócios das varejistas do ramo de itens para construir, o número de trabalhadores em lojas do tipo na Região Metropolitana de São Paulo teve saldo positivo de 295 vagas, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Maquinismos, Ferragens, Tintas, Louças e Vidros da Grande São Paulo (Sincomavi).

“Essa perspectiva torna-se ainda mais relevante diante dos números alcançados em julho, período no qual foram cortados 166 postos de trabalho pelo segmento”, diz assessor econômico da entidade, Jaime Vasconcellos.

Ele comenta ainda que o resultado alcançado diminui pouco o desempenho negativo do acumulado de 2016, que contabiliza 2.365 vagas eliminadas nos oito primeiros meses, mas não deixa de representar um alento.

Dentre os municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo, aquele com a maior evolução do mercado de trabalho formal do varejo de materiais de construção em agosto foi São Paulo (+157). O pior dado ficou a cargo de Guarulhos, com o corte de 25 vagas.

Nos últimos 12 meses, de setembro de 2015 a agosto de 2016, foram perdidos 4.775 postos de trabalho do estoque total, revelou o sindicato.

DCI – 05/10/2016

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Líder da GM diz que montadora não quer incentivo, mas mercado aberto

Por Fernanda Pires

SÃO PAULO ­ O presidente da GM para a América do Sul, Barry Engle, disse nesta terça­feira que não quer mais incentivos mas, sim, abertura de mercado. Só dessa forma, afirma, a indústria nacional será competitiva.

“Todos sabemos que não podemos continuar como era. A única maneira de ter viabilidade de longo prazo é ser competitivo. O problema é que no curto prazo não somos competitivos. Então se abrirmos o mercado completamente amanhã será um problema”, disse o executivo, após participar de evento na Câmara Americana de Comércio Brasil­Estados Unidos (Amcham) sobre as perspectivas para o Brasil em 2017.

O setor automotivo foi um dos que mais receberam benefícios fiscais nos governos do PT. “Prefiro muito mais um mercado aberto e sem qualquer incentivo para poder ser competitivo e assim vamos baixar o custo para o consumidor”, disse.

Segundo Engle, a questão já foi encaminhada ao governo do presidente Michel Temer. Hoje, mais de 50% do custo do carro é referente a impostos, o que dificulta reduções do preço do automóvel.

O executivo destacou que a queda dos juros e o aumento do acesso ao crédito são medidas que podem ajudar na retomada da indústria. Neste ano, o setor deve cair 20%, com 2,1 milhões de veículos. A estimativa é que uma recuperação comece neste trimestre, o que conduzirá a uma alta de “10% a 15%” em 2017.

Valor Econômico – 05/10/2016

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SINDICAL

Operários de fábrica da Volvo no Paraná cruzam os braços por reajuste salarial

Em campanha salarial, os operários da Volvo paralisaram nesta terça-feira, 4, a produção na fábrica da montadora no Paraná em protesto contra a proposta da empresa que prevê correção dos vencimentos por apenas metade da inflação. A reivindicação dos trabalhadores, a exemplo de acordos feitos com outras empresas da região, é por um aumento de 9,62%, o equivalente à reposição de toda a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em doze meses até a setembro, data-base de revisão salarial na Volvo.

Uma nova assembleia na porta da fábrica está marcada para esta quarta-feira, às 7 horas, para definir os rumos do movimento. Ontem, os operários já tinham paralisado as linhas de produção da montadora por duas horas, levando a multinacional de origem sueca a estender o expediente por uma hora, o que também foi alvo de protesto dos trabalhadores. Segundo o sindicato dos metalúrgicos da região, a realização de hora extra teria que ter sido avisada com 48 horas de antecedência, conforme previsto no acordo coletivo.

Entre produção e departamentos administrativos, cerca de 3,2 mil pessoas trabalham na fábrica da Volvo, que produz caminhões e ônibus numa zona industrial de Curitiba. Por conta da grave crise enfrentada pela indústria de veículos comerciais, onde a ociosidade passa de 70%, a montadora fechou nos últimos dois anos um dos dois turnos de produção e eliminou mais de 700 vagas – a maioria, cerca de 500, por meio de um programa de demissão voluntária (PDV) realizado em 2015.

Em maio, a empresa fechou acordo com o sindicato para abrir um novo PDV, que segue aberto até 5 de dezembro com o objetivo de reduzir um excesso de mão de obra estimado em 400 trabalhadores.

Números preliminares mostram que o mercado de caminhões continuou em queda livre no mês passado, quando as vendas, de 4,1 mil unidades, encolheram em 30,1% na comparação com setembro de 2015 e 5,8% em relação a agosto. O balanço consolidado do mês será divulgado amanhã pela Fenabrave, a entidade que abriga as concessionárias de veículos.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 05/10/2016

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Por falta de peças, Volks antecipou férias coletivas

Há tempos os fabricantes de veículos atravessam momentos difíceis, mas uma série de novos obstáculos, que surgiram em agosto, provavelmente marcará o mês como um dos piores para o setor, com impacto direto no nível de produção de toda a indústria.

A uma persistente ociosidade, somaram-se fábricas paradas por falta de peças e produtividade prejudicada por trabalhadores inquietos por conta não só do temor de demissões, que se confirmaram em setembro, como por campanhas salariais pouco promissoras.

A produção média diária de veículos no país em agosto foi a mais baixa dos últimos seis meses. Recuou 14,4% em relação ao mês anterior e 25,2% na comparação com o mesmo mês de 2015. Em cada dia útil de agosto 7,7 mil veículos, em média, saíram das linhas de montagem, 2,6 mil menos do que há um ano, quando o cenário já estava bem ruim. Em meio a uma demanda acanhada o setor continuou a enfrentar alguns dramas em comum, mas grandes empresas começaram a viver também seus próprios pesadelos.

O mais marcante foi o da Volkswagen, que teve de antecipar férias coletivas por falta de peças, provocada por desentendimentos com um fornecedor. Em boa parte do mês, a Volks não produziu em nenhuma das quatro fábricas do país.

Com ociosidade de 50% nas fábricas de carros e de mais de 70% na de caminhões e ônibus, as empresas passaram o ano tentando contornar o problema por meio de “layoffs” e Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que mantiveram boa parte do efetivo fora das fábricas por falta do que fazer.

Quando agosto chegou, o setor contabilizava quase 25 mil empregados afastados por meio desses programas, ou seja, quase 20% do total de trabalhadores na indústria de veículos. Terminou o mês com 22,3 mil nas mesmas condições

Sem poder esticar mais a permanência dos trabalhadores em casa, partiu-se para programas de demissões voluntárias. Volkswagen e Mercedes-Benz abriram inscrições no fim de agosto. No início de setembro, 2,7 mil vagas haviam sido fechadas apenas nessas duas empresas.

Uma fonte do setor lembra que julho havia sido melhor do que junho, tanto em volume total como na média diária de produção. “Parecia que voltávamos a respirar”, diz. Mas a demanda não reagiu na mesma medida. O receio de o estoque de carros prontos subir mais levou o setor a reduzir ainda mais o ritmo da atividade em agosto.

Para piorar, em agosto começaram a pipocar mobilizações preparatórias para os dissídios de 1º de novembro. Um clima de inquietude tomou conta dos trabalhadores pelo medo de demissões e também pelas inevitáveis perdas na reposição salarial. Um executivo lembra, ainda, a expectativa em torno do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Amanhã, os dirigentes do setor revelarão os dados referentes a setembro. Em princípio, fala-se em tímida retomada de fôlego, que “virá ainda muito devagarinho”, como diz um executivo.

Há motivos para pensar numa recuperação, ainda que lenta. A Volks retomou a produção. Recentemente, o presidente da empresa na América do Sul, David Powels, contou que planeja elevar significativamente a produção para compensar a falta de alguns modelos de carros no mercado, provocada pelo problema com as peças.

A Volks rescindiu o contrato com o grupo Prevent, o antigo fornecedor, e procurou outros. Segundo Powels, nos últimos meses a produção mensal média ficou em 35 mil veículos. “Em outubro e novembro passaremos para 50 mil por mês”, disse.

Abinee/Valor Econômico – 05/10/2016

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Acampamento pelos direitos na metalúrgica Cardal em São Paulo

A ação está sendo comandada pelo diretor sindical Ceará e equipe e conta com o apoio do secretário-geral Arakém, dos diretores Lourival e Porfírio e respectivas equipes de assessores.

A fabricante de chuveiros e torneiras Cardal dispensou 37 dos 60 funcionários e disse que não tem dinheiro pra pagar os direitos. O Departamento Jurídico do Sindicato vai entrar com ação no Tribunal Regional do Trabalho.

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Governo adia reunião com centrais sindicais sobre reforma da Previdência

O Palácio do Planalto resolveu adiar a reunião com centrais sindicais para apresentar as linhas gerais da reforma da Previdência, inicialmente prevista para esta terça-feira (4). A ideia era reunir representantes de todas as centrais, mas nem todos os líderes foram chamados a Brasília.

Com a presença apenas do presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o governo decidiu tratar do tema na próxima semana. A reunião foi agendada para a próxima terça (11).

Depois, o governo quer apresentar os planos da reforma a empresários e líderes da base aliada no Congresso Nacional. A proposta, que muda a Constituição, só será enviada ao Legislativo antes do segundo turno das eleições, se essa agenda for cumprida até lá.

Após encontro com o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), o presidente da Força Sindical afirmou que a reforma da Previdência não foi discutida, mas criticou a possibilidade de as regras de aposentadoria serem alteradas para quem já está no mercado de trabalho.

O tom adotado por Paulinho, um dos principais aliados de Temer, sinaliza a dificuldade que o governo terá de convencer as centrais sindicais sobre a necessidade de mudar as regras de aposentadoria.

“Eu defendo idade mínima para aqueles que ainda não estão no mercado de trabalho, ou seja, quem nasceu a partir de 2001. Agora, para quem está no mercado de trabalho, você foi contratado de um jeito, e agora vem dizer que vai se aposentar aos 65 anos? Não tem nenhuma possibilidade da minha central aceitar isso e com certeza as outras não vão aceitar. Então o governo terá de ter muita paciência para negociar para não tocar fogo no Brasil”, afirmou.

O próprio ministro Eliseu Padilha já confirmou que o governo irá propor idade mínima de 65 anos para aposentadoria como regra para homens e mulheres. Além disso, da forma como está desenhada, a proposta coloca o prazo de 25 anos de contribuição como mínimo para aposentadoria.

O rombo na Previdência deve atingir neste ano R$ 149 bilhões com o pagamento de 33,6 milhões de benefícios do setor privado e outros R$ 90 bilhões com o regime dos servidores públicos, que tem 2,4 milhões de aposentados.

“Eu tenho defendido, e falado isso ao presidente, que não pode ser uma coisa que ele mostra para nós um dia e no outro dia manda para o plenário da Câmara. É uma reforma tão profunda e grave, que pode beneficiar ou atrapalhar a vida de muita gente, que terá dificuldade. Eu quero e estou à disposição para negociar. Se o governo quiser atropelar, teremos dificuldade”, reforçou.

MUDANÇAS

O governo também quer mudar a fórmula de cálculo das aposentadorias. Na proposta considerada até aqui, quem se aposentar com os requisitos mínimos (65 anos de idade e 25 de contribuição) receberia 75% da média salarial, acrescida de 1 ponto porcentual a cada ano extra de contribuição. Assim, para ter direito ao benefício integral, o trabalhador teria que somar 50 anos de contribuição.

O acúmulo de pensão por morte com aposentadoria passará a ser proibido. O aposentado terá direito apenas ao benefício de maior valor.

Está decidido que a aposentadoria continuará vinculada ao salário mínimo, para evitar que o assunto seja levado ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas a equipe responsável pela reforma ainda estuda se vai desvincular benefícios, como a pensão por morte e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e deficientes de baixa renda.

Abinee/Folha de S.Paulo – 05/10/2016

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Metalúrgicos da Volvo paralisam atividades no PR por um dia em protesto contra reposição da inflação reduzida em 50%

Redação On outubro - 5 - 2016
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