Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Após ‘pato’ contra impostos, Fiesp mira queda de juros

Depois da campanha contra o aumento dos impostos, a redução das taxas de juros pode protagonizar a agenda da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Em seminário realizado ontem na sede da entidade e intitulado “É possível reduzir a taxa básica de juros”, o vice-presidente da entidade, José Ricardo Roriz, voltou a defender o corte de três pontos percentuais na Selic neste ano. Falou, além disso, sobre a necessidade de uma ação coordenada para que o país inicie um ciclo de redução estrutural dos juros.

“Não se fala mais em aumento de impostos, fala-se em melhora na qualidade do gasto”, disse, creditando a mudança de escopo no debate público a respeito do ajuste fiscal às iniciativas da Fiesp contra o aumento da carga tributária, personificadas na figura do pato amarelo usado nas propagandas da entidade.

Roriz afirmou que o Banco Central deveria levar em conta o aumento do desemprego e o ambiente recessivo nas decisões de política monetária e destacou que, nos últimos seis meses, a taxa real de juros avançou de 3,5% para 5,5% no Brasil, já que a inflação desacelerou no acumulado em 12 meses de 10,7% para 8,7% e a Selic se manteve em 14,25% ao ano.

Caso as projeções colocadas no boletim Focus se confirmem, acrescentou, a situação ficaria ainda mais distorcida no próximo ano. Com inflação perto de 5,1% no fim de 2017 e taxa de 11% ao ano, o juro real chegaria a 5,9%. “Os índices de confiança são uma espécie de termômetro do risco. Se o risco está diminuindo, porque a taxa de juros aumenta? Nos não podemos ficar esperando, porque a atividade econômica está praticamente paralisada”, destacou.

Os economistas convidados para debater o tema – o diretor da Mauá Capital e ex-diretor do BC, Luiz Fernando Figueiredo, o economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, e os professores da Fundação Getulio Vargas (FGV) Yoshiaki Nakano e Fernando de Holanda Barbosa – ressaltaram, contudo, que os juros persistentemente elevados no Brasil são resultado de uma combinação de problemas que não têm resolução no curto prazo. Entre eles, do nível alto de endividamento público, da proporção elevada de crédito subsidiado na economia e da estrutura dos ativos financeiros, onde os instrumentos de curto prazo têm peso relevante.

“Nossa economia está quase se desorganizando e nós temos que pagar um preço por isso. Nós já tentamentos pegar atalho outras vezes e não deu certo”, ponderou Figueiredo. Para ele, uma das prioridades no debate sobre a redução da taxa de juros deveria ser a estrutura rígida dos gastos públicos e a tendência de aumento permanente das despesas. E destacou a deterioração recente das contas no governo, que devem entregar déficit primário de 2,5% neste ano. “Com essa trajetória, não tem conversa”.

Nesse sentido, Gonçalves, do Fator, pondera que a recuperação da arrecadação durante o ciclo de crescimento deve ser mais lenta do que em outros períodos, já que o nível de informalidade segue crescendo, tanto entre os trabalhadores quanto entre as empresas. “Os impostos que incidem sobre atividade das empresas vão demorar a normalizar. A retomada vai ser bastante difícil”.

Atualmente, calcula Figueiredo, o primário necessário para estabilizar a relação dívida/PIB é de 3%. Ele e Gonçalves acreditam que a autoridade monetária cortará a Selic em 50 pontos-base já na reunião de outubro.

Valor Econômico – 04/10/2016

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Mercado projeta inflação de 7,23% ao final do ano, diz BC

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram, pela terceira vez seguida, a projeção de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), neste ano, de 7,25% para 7,23%.

Para 2017, a projeção foi mantida em 5,07%. Essas estimativas são da pesquisa semanal Focus, elaborada pelo BC com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.

Mesmo com as reduções, a estimativa para a inflação em 2016 estoura o teto da meta, que é 6,5%. Para 2017, a projeção não supera o limite dessa meta (6%), mas ultrapassa o centro, que é 4,5%.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Por outro lado, quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. Quando mantém a taxa, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para alcançar o objetivo de controlar a inflação.

Desde julho de 2015, os juros básicos estão em 14,25% ao ano. E as instituições financeiras mantiveram a projeção para a taxa Selic em 13,75%, ao final deste ano, e em 11% ao ano, no fim de 2017.

Atividade

Já a projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB), manteve-se em 3,14%, este ano, com um cenário difícil para a produção industrial, cuja previsão de queda passou de 5,93% para 5,96%.

Para 2017, a expectativa de avanço também não foi alterada: 1,30%. Mas a previsão de alta do segmento industrial foi de 1,00% para 1,10%.

DCI – 04/10/2016

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Para especialistas, crise gera uso maior das compensações

Por Juliana Machado

O expressivo aumento no uso das compensações tributárias pelas empresas em agosto pode ter sido uma resposta à crise econômica, quando boa parte das companhias têm buscado alternativas de preservar caixa e garantir um pouco mais de robustez financeira, afirmam especialistas ouvidos pelo Valor.

Em agosto, o uso desse instrumento ­ por meio do qual o contribuinte deixa de pagar um tributo porque, no passado, pagou a mais, criando uma espécie de crédito com a Receita ­ subiu em 80,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ao todo, foram R$ 7,153 bilhões em tributos pagos por meio do uso de direitos creditórios com a Receita, contra R$ 3,956 bilhões apurado em agosto de 2015.

“É difícil afirmar com certeza se houve algo específico [em agosto], mas, em um cenário de crise econômica, o fluxo de empresas que acompanham com mais frequência as discussões em torno do tema é maior”, afirma Marcel Cordeiro, sócio da área de impostos da PricewaterhouseCoopers (PwC). “Temos sido chamados cada vez mais para explicar essa sistemática da compensação.”

Além do fator crise, o aumento mais concentrado em agosto também pode ser explicado por ocasião da entrega, pelas empresas, da declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, que ocorre no meio do ano. Segundo Washington Coelho, sócio de tributos da EY, é muito comum que o período de uso da compensação tributária aconteça agora.

“O período de apuração [do imposto] fecha em dezembro, mas a declaração é entregue em junho do ano seguinte. Então é em junho que as empresas apuram de forma definitiva o imposto do ano anterior. Até junho, elas estão trabalhando com seus auditores e calculando os benefícios fiscais”, diz.

Os consultores destacam também que, a despeito do salto de agosto, o crescimento das compensações vem ocorrendo durante todo o ano, em linha com a leitura feita pela própria Receita Federal. O órgão afirma, em seu documento oficial sobre os dados de arrecadação de agosto, que, “ao longo de 2016, as compensações vêm crescendo bem acima do crescimento da arrecadação”, diz.

Valor Econômico – 04/10/2016

Redação On outubro - 4 - 2016
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