Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Rentabilidade do exportador tem queda de 14,7% em agosto

A rentabilidade das exportações brasileiras despencou em agosto, com queda de 14,7% na comparação com igual mês do ano passado. O que tirou o ganho do exportador em agosto foi principalmente a forte valorização cambial, de 8,7%. O aumento de 6,4% do custo de produção e o recuo de 0,7% nos preços de exportação também contribuíram para a perda de margem, segundo dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

No acumulado do ano a perda de rentabilidade é de 5,8%. Apesar da desvalorização cambial forte, de 17%, houve redução de rentabilidade em relação a igual período de 2015 por conta do recuo de 12% no preço de exportação e da alta de 9,3% dos custos de produção.

A perda de rentabilidade em agosto foi generalizada. Apenas um dentre os 29 setores acompanhados pela Funcex teve maior margem contra igual mês do ano passado. Foi o setor classificado como “indústrias diversas” que, como diz o boletim da Funcex, é pouco representativo na pauta de exportação brasileira.

Dentre os setores com maior perda de margem em agosto estão petróleo e gás natural (-28,1%), produtos alimentícios (-17,4%), celulose e papel (-28,9%), máquinas e equipamentos (-19,7%) e veículos automotores (-15,7%).

Valor Econômico – 04/10/2016

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Brasil e Japão devem criar ‘via rápida’ para patentes

Os governos do Brasil e do Japão devem criar uma espécie de “via rápida” para o registro mútuo de propriedade intelectual. A medida facilita o caminho percorrido pelas empresas para a análise e concessão de patentes.

Esse é um dos principais resultados aguardados da 10ª reunião do comitê bilateral para a promoção do comércio, investimentos e cooperação. A perspectiva de um projeto-piloto para o exame de patentes, nos mesmos moldes do firmado entre Brasil e Estados Unidos em novembro no ano passado, será anunciado nesta quinta-feira, em Tóquio.

O acordo com os americanos, conhecido pela sigla PPH (Patent Prosecution Highway), permite às empresas brasileiras usar o resultado do exame do pedido de patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para agilizar a análise nos Estados Unidos – e vice-versa. A resposta do Escritório Americano de Patentes e Marcas sai em três meses.

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), esse tipo de entendimento é bem-vindo, beneficia a iniciativa privada e constitui um avanço comercial que não depende de ações conjuntas dos países do Mercosul.

O Brasil teve 88 pedidos de patentes encaminhados ao Japão em 2014 – cerca de 2% do total naquele ano – e o projeto deverá ser bastante vantajoso. A facilitação do lado contrário, que pode contemplar até 2,2 mil pedidos japoneses, é encarada como igualmente positiva. “Se facilitarmos o processo de patentes no Brasil, que tem um backlog imenso, poderemos atrair investimentos em inovação e pesquisas de países desenvolvidos e inovadores. O acordo possibilitará o uso das análises japonesas para acelerar a concessão de patentes no nosso país”, afirma o presidente da CNI, Robson Andrade.

A entidade empresarial e sua homóloga nipônica, a Kendaren, vão fazer uma reunião paralela do setor privado a partir de amanhã. O secretário-executivo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Fernando Furlan, chefia a delegação brasileira no encontro entre as autoridades dos dois países. Ele destaca a própria realização da reunião, após um período político conturbado e com um novo governo ainda anunciando suas primeiras medidas no Brasil, como sinal da alta prioridade dada pelo país nas relações econômicas com o Japão.

Furlan conduzirá uma apresentação detalhada das oportunidades de investimentos em infraestrutura do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) que foram lançadas pelo presidente Michel Temer em agosto. Também pretende medir o grau de interesse dos asiáticos pela eventual abertura de negociações para um acordo de livre comércio com o Mercosul.

Ele se diz preparado para ouvir “lamentos reiterados” sobre as perdas referentes ao capital investido em estaleiros brasileiros. Empresas como Mitsubishi e Kawasaki tiveram que assumir prejuízos importantes na indústria naval do país, duramente atingida pela crise da Petrobras. “Vamos explicar que foi um momento muito específico, que já passou e não voltará a acontecer”, afirma o secretário.

De janeiro a agosto, as exportações brasileiras para o Japão cresceram 2,6% em relação a igual período de 2015, passando de US$ 2,9 bilhões para US$ 3 bilhões.

Valor Econômico – 04/10/2016

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Sintonia entre Temer e Macri pode impulsionar Mercosul

Michel Temer e Mauricio Macri pareciam até velhos amigos. O encontro entre os presidentes do Brasil e da Argentina, ontem em Buenos Aires, foi além da tradicional cordialidade diplomática.

A conversa foi rápida. Não durou mais do que duas horas, incluindo tempo de almoço e entrevista à imprensa. Mas foi o suficiente para indicar que os dois governos estão alinhados política e comercialmente. E que essa reaproximação das duas maiores economias do Mercosul pode marcar um largo passo rumo à eliminação de travas internas que ainda impedem o bloco de avançar rumo à competição internacional.

Um longo texto de compromissos bilaterais estava praticamente pronto quando Temer e sua comitiva, formada por ministros e parlamentares, desembarcou no Aeroparque, aeroporto da região central da capital argentina. O tempo de chegar à residência oficial de Macri, em Olivos, serviu apenas para uma passada de olhos nos compromissos firmados logo na sequência.

Os governos de ambos os países concordam em ter um tempo para preparar suas economias para uma futura abertura comercial. Para os dois presidentes, o maior desafio é manter medidas protecionistas ao mesmo tempo em que se faz urgente a necessidade de participar de um mundo cada vez mais globalizado.

Nessa questão Macri foi o mais contundente na conversa posterior com jornalistas. Para ele, o bloco viveu avanços e retrocessos em muitos anos. “Mas agora percebemos que o mundo tem uma enorme atração pelo Mercosul”, disse, ao lembrar que a União Europeia já trocou ofertas para começar um caminho que, a seu ver, “levará alguns anos”.

Segundo Macri, países como Coreia, Canadá, Japão e Egito pedem o livre comércio. “Mas para isso precisamos criar condições para abrir novos postos de trabalho”, disse. Para ele, Brasil e Argentina devem trabalhar juntos para encontrar tal equilíbrio. Citou, como exemplo, melhorias na área de infraestrutura. “Temos uma ferramenta de enorme potencial que é a hidrovia”, disse. Macri apontou, ainda, a possibilidade de integração na área energética.

“Ambos temos mais ou menos os mesmos problemas, seja o enfrentamento da pobreza, do desemprego. Todos sabem que no Brasil estamos com um nivel de desemprego bastante acentuado”, destacou Temer.

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, saiu otimista do encontro, embalado pelos acordos para destravar barreiras internas, como as fitossanitárias. “Temos que ampliar o livre comércio dentro do bloco para depois nos voltarmos para o resto do mundo”, disse Serra.

A lista de itens de cooperação, que inclui, ainda, concordância para aproximar o Mercosul da Aliança Pacífico, já havia sido avaliada por autoridades diplomáticas como uma forma de fazer uma espécie de varredura em tudo o que une os dois países e, a partir desse diagnóstico acertar o que pode ser unificado.

Posições políticas convergentes ajudam nesse processo. Se Venezuela era um caso não resolvido quando Dilma Rousseff e Cristina Kirchner ocupavam, respectivamente, as presidências do Brasil e Argentina, agora Temer e Macri expõem a posição em comum com firmeza. Ambos reforçaram ontem que, se o governo de Nicolás Maduro não cumprir os requisitos em relação ao que o regimento do Mercosul determina em relação a direitos humanos e políticos, a Venezuela estará fora do bloco no próximo ano.

O clima da primeira visita de Temer à Argentina como presidente da República foi tão cordial, quase festivo, que Macri, ao fim da conversa com jornalistas, brincou ao dizer que tentou salvar o “amigo” de respostas que poderiam constrangê-lo. De fato, Macri quase encerrou a entrevista quando Temer ainda não havia respondido a uma pergunta sobre eventual enfraquecimento do seu partido, o PMDB, ao perder as eleições municipais nos dois maiores redutos do país – Rio e São Paulo. “Desculpem, é que eu estava tentando salvar meu amigo”, disse Macri.

Para Temer, a abstenção nas eleições municipais foi “um recado para os políticos”. “Há uma decepção, sem dúvida alguma, com a classe política em geral”, disse. Para ele, o resultado foi um recado do eleitor para que a classe política reformule “hábitos inadequados”. Apesar disso, disse, o resultado também demonstrou vitória dos partidos da base do governo, o que “fortalece a base parlamentar num momento em que se busca agilizar a aprovação da PEC do teto dos gastos públicos”.

Temer disse acreditar que com isso serão dadas condições de credibilidade às ações que o governo toma. E em mais uma troca de gentilezas, fez uma crítica ao governo da antecessora de Macri: “No Brasil temos dito que o governo não pode fazer tudo. Se fosse assim, o poder público contrataria milhões e milhões de servidores, “como parece que aconteceu na Argentina”.

Após o encontro, Temer seguiu para Assunção, no Paraguai. O presidente disse que busca fortalecer a integração da América do Sul e que fará visita a outros vizinhos. Argentina e Paraguai são países que apoiam o governo atual, que sucede a ex-presidente Dilma Rousseff, alvo de processo de impeachment contestado por países mais alinhados com o PT na região.

Na capital paraguaia, em encontro com o presidente Horacio Cartes, um dos temas predominantes foi a segurança nas fronteiras da região. O Brasil quer atuar como protagonista entre os países vizinhos em um esforço conjunto para reforçar as ações para combater contrabando, narcotráfico e violência na região. O Brasil busca viabilizar um encontro em Brasília, na primeira semana de novembro, com ministros de Bolívia, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Houve assinatura de acordo na area de telecomunicações, que tem por objetivo permitir que empresas possam aproveitar a estrutura da linha de transmissão de Itaipu a Assunção para fornecer e melhorar a prestação de serviço de internet no país. Os dois governos planejam para breve acordos na área automotiva e sobre bitributação.

A visita de Temer também ocorre em meio ao crescimento da presença de empresas brasileiras no Paraguai. A JBS inaugurou no país uma unidade no fim de semana – duas processadoras locais já tinham sido adquiridas pelo grupo. A Riachuelo e a fabricante de brinquedos Estrela também devem desembarcar em terras paraguaias em breve.

Valor Econômico – 04/10/2016

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Serra sugere que Vaticano, EUA e Cuba podem ajudar Venezuela

O chanceler brasileiro, José Serra, sugeriu em Assunção que uma intermediação de Vaticano, Estados Unidos e Cuba “pode ajudar” na solução da crise política na Venezuela.

Serra não especificou se uma atuação do trio para fomentar o diálogo entre governo e oposição está sendo discutida nos bastidores.

O governo venezuelano revelou recentemente ter pedido a ajuda do Vaticano, a exemplo do que ocorreu no processo de reaproximação entre Washington e Havana. Mas a participação de EUA e Cuba não tinha sido anunciada como uma possibilidade concreta até agora.

“Eu espero que agora, se o Vaticano for fazer alguma intermediação, mais EUA e Cuba, que [isso] pode ajudar nesse processo. Talvez a gente tenha uma saída, porque tem que ter uma saída”, afirmou o chanceler brasileiro ao ser questionado sobre a situação venezuelana.

Segundo Serra, durante a reunião na residência oficial do presidente paraguaio, Horacio Cartes e o presidente Michel Temer não discutiram sobre Venezuela, “porque já há um consenso de que a Venezuela tem que encontrar uma saída”.

“[A Venezuela] é um país que está se desintegrando, [tem] presos políticos, faltam 95% dos medicamentos, [há] desabastecimento de alimentos. Ninguém quer que a Venezuela continue nesse processo”, afirmou.

Temer, acompanhado de Serra e mais quatro ministros –Raul Jungmann (Defesa), Alexandre de Moraes (Justiça), Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) e Marcos Pereira (Desenvolvimento, Indústria e Comércio)– passou pela Argentina nesta segunda-feira (3) antes de ir ao Paraguai.

Em Assunção, ele chegou ao fim da tarde, se reuniu com Cartes e participou de um jantar na residência oficial. Logo depois, por volta das 21h30, a comitiva embarcou de volta ao Brasil.

Folha de S.Paulo – 04/10/2016

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Relação Rússia-EUA atinge pior nível pós-Guerra Fria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, suspendeu ontem um tratado com os EUA de descarte de plutônio próprio para o uso em armas. Já Washinton suspendeu todas as tratativas com Moscou em relação à guerra na Síria. A relação entre as duas maiores potências nucleares parece ter atingido o pior nível desde a Guerra Fria.

O gesto de Putin sinaliza que ele pretende usar o desarmamento nuclear como uma nova moeda de troca em embates com os EUA em torno de Ucrânia e da Síria.

Nos últimos anos da Guerra Fria, a Rússia e os EUA assinaram uma série de acordos para reduzir o tamanho de seus arsenais nucleares. Esses pactos sobreviviam intactos até agora, apesar do estremecimento das relações EUA-Rússia no governo de Putin. Mas ontem o presidente russo emitiu um decreto que suspende um tratado, concluído em 2000, que obriga os dois países a se livrar do plutônio excedente originalmente destinado para armas nucleares.

O Kremlin disse que estava tomando essa medida em resposta aos atos pouco amigáveis dos EUA. O governo russo fez o anúncio pouco antes de Washington informar que estava suspendendo as conversações com a Rússia sobre como pôr fim à violência na Síria.

O acordo sobre o plutônio não é o pilar do desarmamento pós-Guerra Fria de EUA e Rússia, e as implicações práticas da suspensão serão limitadas. Mas a suspensão e as discordâncias em outras questões têm forte poder simbólico.

“O decreto de Putin pode sinalizar que outros acordos de cooperação nuclear entre EUA e Rússia estão em risco”, disse a consultoria americana Stratfor. “A decisão é possivelmente uma tentativa de transmitir a Washington o preço de suspender o diálogo sobre Síria e outras questões.”

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, John Kirby, informou em comunicado que os contatos bilaterais com Moscou sobre a Síria estavam sendo suspensos. Kirby disse que a Rússia não cumpriu os compromissos do acordo de cessar-fogo. Diplomatas ocidentais dizem que o fim das negociações sobre a Síria deixa Moscou livre para continuar as suas operações militares de apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad. Mas priva a Rússia de uma maneira de se desvencilhar de um conflito que não dá sinais de acabar.

Rússia e EUA também estão em desacordo sobre a Ucrânia. os EUA, junto com a Europa, impôs sanções à Rússia após o país ter anexado a região da Crimeia, da Ucrânia, em 2014, e ter apoiado os rebeldes pró-Moscou no leste da Ucrânia.

Putin apresentou um projeto de lei ao Parlamento estabelecendo sob quais condições o acordo do plutônio poderá ser retomado. Essas condições representam uma lista de exigências que incluem a suspensão das sanções impostas à Rússia por causa da Ucrânia, com o pagamento de uma compensação a Moscou, e a redução da presença militar americana em países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Leste Europeu para níveis de 16 anos atrás.

Qualquer uma dessas medidas envolveria uma reviravolta na posição de longa data dos EUA. “O governo Obama tem feito tudo que está ao seu alcance para acabar com o clima de confiança que poderia ter encorajado a cooperação”, disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia em comunicado sobre a suspensão do tratado.

“A decisão que a Rússia foi forçada a tomar não pretende piorar as relações com os EUA. Queremos que Washington entenda que você não pode com uma mão adotar sanções contra nós onde isso pode ser feito sem prejudicar os americanos, e com a outra continuar com uma cooperação seletiva em áreas interessantes para eles.”

O acordo de 2010, assinado pelo ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e a então secretária de Estado Hillary Clinton, previa que cada um dos lados iria se desfazer de 34 toneladas de plutônio, queimando-o em reatores nucleares. Hillary disse à época que havia material suficiente para a produção de quase 17.000 armas nucleares.

Na época, os dois lados viram o acordo como um sinal de uma maior cooperação entre os dois ex-inimigos da Guerra Fria. Autoridades russas disseram ontem que Washington não honrou sua parte do acordo. O decreto do Kremlin diz que, apesar da suspensão, o excedente de plutônio não será encaminhado para uso militar.

Valor Econômico – 04/10/2016

Redação On outubro - 4 - 2016
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