Sindicato Nacional da Indústria de
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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Corte de vagas deve continuar, mas em ritmo mais lento

Por Camilla Veras Mota

A queda recorde de 2,2% da população empregada no país entre junho e agosto do ano passado e o mesmo trimestre deste ano, principal responsável pelo avanço do desemprego de 8,7% para os atuais 11,8% de um período a outro, reforçam as avaliações de que o mercado de trabalho só deve se estabilizar no fim do primeiro semestre do próximo ano.

Para economistas, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua seguirá registrando corte de vagas, ainda que em velocidade menor, com efeito negativo sobre o consumo.

A retração da população ocupada, a maior da série, que começa em 2012, contribuiu com dois dos três pontos percentuais que a taxa abriu de diferença sobre o nível do mesmo período do ano passado, calcula o economista da LCA Consultores Bruno Campos. Esse foi o 12º recuo consecutivo da variável.

“As demissões têm exercido papel muito mais relevante na elevação do desemprego que a entrada de novas pessoas no mercado de trabalho”, ele destaca, chamando atenção para o avanço de 1,2% da população economicamente ativa, alta que considera em linha com o próprio avanço da demografia.

A alta moderada, em meio a um período de perda real da renda que, em tese, impulsionaria um volume maior de trabalhadores ao mercado, pode indicar um processo de desalento, pondera o economista. Esse movimento, ele avalia, tende a deixar o ajuste do emprego ainda mais gradual. À medida em que um volume cada vez menor de vagas será cortada, haverá um retorno mais consistente de pessoas em busca de recolocação.

“Esperamos que o quadro do mercado de trabalho ainda se deteriore ao longo deste ano e do próximo”, diz Campos. A LCA estima que o desemprego médio avance de 8,5% para 11,3% neste ano e para 12,4% em 2017.

O economista­chefe da Parallaxis, Rafael Leão, chama atenção para a queda de 3,8% no total de empregos com carteira assinada. Entre os 90,1 milhões de ocupados nos três meses encerrados em agosto, 34,1 milhões eram formalizados, 1,3 milhão menos do que no mesmo intervalo do ano passado. “Ainda que as expectativas sejam otimistas, a renda e o emprego devem seguir recuando, o que por sua vez tende a afetar negativamente a demanda agregada, atrapalhando a concretização das expectativas”, ele destaca.

Para que o consumo inicie uma retomada consistente, pondera Leão em relatório, há três variáveis­chave ainda pendentes ­ câmbio, taxa de juros e desalavancagem do setor privado.

A renda média real, por outro lado, encolheu menos no intervalo, 1,7% sobre o mesmo trimestre de 2015, ante retração média de 3,3% no acumulado até julho. O resultado, para o economista, está em linha com a relativa resistência que a renda do trabalho tem mostrado na recessão e que já foi analisada pelo BC no relatório de inflação.

Ainda assim, a avaliação é que, apesar da demora, o resultado da desaceleração da inflação sobre os salários deve “começar a ficar mais aparente” nos próximos meses, “à medida em que as negociações salariais começarem a ser capturadas pela pesquisa”

O Bradesco prefere olhar o movimento da renda nominal para avaliar a tendência dos salários, já que a inflação teve oscilação expressiva neste ano. Apesar da alta ter acelerado de 5,5% para 6,9% entre o trimestre encerrado em julho e junhoagosto, no confronto com iguais períodos de 2015, a variação está distante dos 10,6% verificados em agosto de 2015.

“A desaceleração reforçou nossa expectativa de que os ganhos salariais devem seguir trajetória de moderação nos próximos meses, contribuindo para a continuidade do processo desinflacionário, especialmente dos preços de serviços”, avalia a equipe do banco.

Valor Econômico – 03/10/2016

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Paranapanema obtém prazo de 30 dias com credores

Por Renato Rostás

A fabricante de produtos de cobre Paranapanema chegou a um acordo com seus principais credores para impedir a possibilidade de É o processo conhecimento como “standstill”. Nesse período, os bancos também não poderão executar garantias, fazer apontamentos em órgãos de proteção ao crédito de instrumentos ou financiamentos, segundo fato relevante publicado na sexta­feira.

A decisão faz parte do processo de readequação da estrutura de capital da empresa, que tomou forma em junho com a contratação do banco de investimentos Rothschild. A adoção do “standstill” já havia sido informada pelo presidente da Paranapanema, Christophe Akli, em entrevista ao Valor no fim de agosto. Na época, porém, o executivo disse que negociava com seis bancos credores essa espécie de paralisação, que valeria por um período de 90 dias. De acordo com ele, a rolagem da dívida já havia sido feita com cinco instituições e os termos deveriam valer também para as restantes.

Além de conseguir reestruturar a dívida, a fabricante de produtos de cobre já informou que necessitará de uma injeção de capital, da ordem de R$ 450 milhões. A reestruturação foi importante porque a atual configuração não cabe no momento vivido hoje pelo mercado. A maneira como se dará o aporte de capital, disse Akli à época, ainda não está certa, mas potencialmente será um híbrido entre emissão de ações, debêntures conversíveis e empréstimos diretos.

Valor Econômico – 03/10/16

Redação On outubro - 3 - 2016
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