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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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Brasil é ‘anão’ nas exportações, diz Bacha

Um dos responsáveis pela criação do Plano Real, o economista Edmar Bacha diz que é “mentira” a afirmação do Ministério de Relações Exteriores de que o Brasil é uma economia aberta. Em palestra, Bacha disse que o Brasil é um “anão” nas exportações globais.

A despeito da crítica, o economista apoia a estratégia do novo governo de abertura da economia e afirma que, após o ajuste fiscal, o fim das barreiras vai permitir aumentar a produtividade brasileira.

“Apesar de o Itamaraty negar, o Brasil é uma economia fechada. É mentira que sejamos abertos. Todas as grandes economias mundiais são abertas, mas o Brasil não”, disse Bacha, em seminário promovido pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado em homenagem ao professor alemão Werner Baer, considerado um dos maiores “brasilianistas” da história.

Potências. Bacha citou como exemplo a posição das grandes potências no ranking global das exportações. Segundo o economista, todas as economias maiores que o Brasil – como Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e Reino Unido – têm posição no ranking de exportações comparável à lista dos maiores Produto Interno Bruto (PIB).

“Já o Brasil, que era a sétima economia do mundo, é o 25º maior exportador. Somos um gigante de 3% do PIB global, mas um anão com apenas 1,5% das exportações.”
Para o economista, a abertura comercial permitirá ao Brasil ganhar produtividade – um fator considerado chave para a saída da crise. “O encaminhamento das medidas fiscais vai tirar o fantasma fiscal que existe atualmente. Depois, podemos enfrentar a falta de produtividade com a abertura da economia. Essa é a medida para elevar a produtividade”, disse o economista.

O Estado de S.Paulo – 30/09/2016

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Número de empresas importadoras aumenta e de exportadoras oscila

O número de empresas importadoras no País cresce desde maio, quando o real começou a ganhar força, e chegou a 17.483 no mês passado. Enquanto isso, a quantidade de exportadoras ficou estável no período, marcando 10.204 companhias em agosto.

Os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que a variação mensal mais expressiva, uma alta de 7%, foi vista entre as importadoras, na comparação entre julho e o mês passado. Frente a abril, quando 15.109 empresas compraram do exterior, o aumento chegou a 16%.

Já o número de exportadoras teve seu pico em maio, com 10.229 companhias, e seguiu neste patamar durante o trimestre seguinte. Contra os oito meses do ano passado, entretanto, houve aumento de 12% entre janeiro e agosto de 2016.

“O real mais valorizado deve causar novas altas na quantidade de importadoras e impedir uma retomada das exportadoras”, projetou José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (Aeb).

Segundo ele, as compras de outros países “crescem naturalmente” no segundo semestre, graças às festas de final de ano, e devem avançar ainda mais com a manutenção do câmbio atual.

Por outro lado, seguiu o especialista, a tendência é de queda para as exportadoras. “Vimos um aumento no acumulado de 2016 por causa dos resultados acima da média no começo do ano, quando o dólar era favorável. Agora, as vendas devem se manter estáveis ou cair”, afirmou Castro.

Depois de começar o ano próximo dos R$ 4, o câmbio recuou no segundo trimestre, conforme a já possibilidade de impeachment de Dilma Rousseff ganhava força. Nas últimas semanas, a cotação se manteve próxima dos R$ 3,25.

“Para as exportadoras, o ideal seria um valor mais elevado, perto dos R$ 3,80”, disse o especialista, que esboçou uma manutenção da moeda no patamar atual para os próximos meses.

Pequenas exportadoras

As estatísticas do MDIC indicam que a evolução das exportadoras, neste ano, foi causada pelo aumento do número de empresas que fazem os embarques mais baratos, com valor inferior a US$ 1 milhão.

Entre janeiro e agosto de 2016, 15.745 companhias realizaram vendas nesta faixa de preço, aumento de 15% frente a igual período de 2015. O valor destas negociações chegou a US$ 2,183 bilhões, alta de 8% ante o ano passado.

De acordo com Castro, as companhias de menor porte são responsáveis por essas exportações. “Especialmente as pequenas exportadoras de manufaturados, que dependem mais do câmbio para negociar com outros países”, apontou. Essas companhias devem ser as mais prejudicadas pela valorização da moeda brasileira.

Para Tharcisio Souza Santos, professor de economia da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), ainda há muita dependência de grandes empresas para as vendas internacionais. “Esse quadro é péssimo”, avaliou. “Com pouca diversificação, ficamos mais sensíveis a problemas que aflijam uma dessas grandes exportadoras.” Os embarques com valor maior que US$ 100 milhões, feitos por 179 companhias, representaram 73% das vendas realizadas pelo Brasil até agosto.

No caso das importações, Castro afirmou que as compras de bens de consumo, como têxteis e calçados, devem crescer neste ano, enquanto a busca por máquinas e equipamentos ainda não deve aparecer. “Como as negociações de bens de capital levam mais tempo, um aumento só seria visto no futuro”, disse.

A maior parcela das compras também está nas negociações de maior valor. As importações que custaram mais de US$ 100 milhões, realizadas por 132 empresas, representaram 52% destas trocas entre janeiro e agosto.

DCI – 30/09/2016

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Brexit é o maior risco à economia da UE, diz estudo

O Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), representa o maior risco para a economia da região, pois a perspectiva de um processo de ruptura prolongado ampliará as incertezas, segundo uma previsão preparada para o governo alemão.

A Alemanha e o restante da UE poderão sofrer economicamente, se as negociações sobre os termos da saída do Reino Unido do bloco de 28 membros se arrastarem, disseram os institutos econômicos Ifo (Munique), DIW (Berlim), IWH (Halle), RWI (Essen) e IfW (Kiel), ao apresentar sua previsões. Como fator de risco, o Brexit vai superar os problemáticos setores bancários na Itália e em Portugal, assim como os conflitos na região leste do Mediterrâneo, segundo os institutos.

Movimentos populistas estão se fortalecendo em toda a UE e diante das eleições na Alemanha e na França no ano que vem, quaisquer divergências em relação ao Brexit ampliarão os problemas da região, em meio às suas dificuldades diante do esfriamento do crescimento. Os institutos cortaram suas previsões de crescimento para a maior economia da Europa para 1,4%, de 1,5% projetado em abril, citando quedas nas exportações.

A incerteza sobre o futuro acesso do Reino Unido ao mercado de 27 países poderá significar “uma longa fase de contenção de investimentos no Reino Unido e, em menor grau, no restante da UE”, apontam os analistas. O crescimento na Europa poderá ficar paralisado, se uma desaceleração mundial se aprofundar, aponta o relatório.

Valor Econômico – 30/09/2016

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FMI defende reformas adicionais na Argentina

A Argentina tem feito avanços em corrigir os desequilíbrios de sua economia, mas um crescimento sustentável vai exigir mais reformas, afirmou ontem o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Roberto Cardarelli, após a primeira revisão das contas do país em dez anos.

Em nota, Cardarelli disse que uma melhora na governança e na gestão dos gastos públicos vai ajudar a reduzir a carga tributária e o desequilíbrio fiscal. Ele elogiou o compromisso do governo do presidente Mauricio Macri de baixar a inflação e reduzir o déficit fiscal.

Segundo o representante do FMI, “era inevitável” o impacto negativo de curto prazo na economia em decorrência da mudança na política. O governo Macri estima uma contração de 1,5% do PIB neste ano, com uma forte retomada do crescimento, de 3,5%, em 2017.

Cardarelli acrescentou que as discussões com as autoridades se concentraram nos esforços para restaurar o crescimento, impulsionar a criação de empregos e na proteção aos segmentos mais vulneráveis da economia.

“Crescimento forte, sustentado e equitativo vai exigir a implementação de uma agenda ambiciosa de reformas no lado da oferta”, diz a nota de Cardarelli.

Apesar dos elogios do FMI, muitos argentinos partilham a opinião dos ex-presidentes Néstor e Cristina Kirchner de que o Fundo foi, ao menos em parte, responsável pela crise econômica que se seguiu ao default da dívida em 2001, o que torna a visita da missão do fundo um tema politicamente sensível.

“Não precisamos prestar atenção ao FMI, mas também não temos motivos para esconder nossos números”, disse o ministro da Fazenda, Alfonso Prat-Gay, sobre a visita do organismo internacional.

Valor Econômico – 30/09/2016

Redação On setembro - 30 - 2016
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