Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Camex sob nova direção

Comandada pela primeira vez pelo presidente da República, Michel Temer, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu ontem dar prosseguimento à abertura de um questionamento aos Estados Unidos a respeito da recente sobretaxação de produtos siderúrgicos brasileiros. “Vamos usar o mecanismo de solução de controvérsias. Houve a imposição dessas taxas e vamos dar início a uma preliminar que desembocará na Organização Mundial do Comércio (OMC)”, comunicou o chanceler José Serra.

O governo americano acusa o Brasil de dar subsídios à fabricação de aços laminados a frio e a quente. Por isso sobretaxou os materiais. Já o governo brasileiro alega que as medidas tomadas no país não configuram vantagem indevida às companhias nacionais e, por isso, tentará reverter a decisão, que prejudica, sobretudo, as vendas da CNS e da Usiminas. Caso não haja sucesso no questionamento, a questão poderá levar à abertura de um Painel na OMC.

Na abertura da reunião, Temer determinou que a Camex atue para identificar espaços para o aumento da participação do Brasil no comércio mundial, criando, assim, oportunidades de geração de emprego no país. Segundo o presidente, é preciso dedicar mais esforços em acordos com parceiros selecionados. “Negociamos poucos e insuficientes acordos comerciais nos últimos anos”, completou. Para Temer, de nada adiantará assinar acordos e derrubar restrições se o país não aproveitar as oportunidades de negócios que daí ocorrerão.

Correio Braziliense – 29/09/2016

continue lendo:

Novo indicador da FGV aponta avanço da indústria

O recente aumento nas importações no País parece esconder uma boa notícia sobre a atividade econômica. Os dados desagregados da balança comercial sugerem que há uma recuperação não apenas nos investimentos, mas também na produção industrial.

As informações constam de um novo índice calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Indicador Mensal da Balança Comercial trará informações sobre a variação dos índices de preços das exportações e importações brasileiras, e também a variação de volume das exportações e importações.

Obtido com exclusividade pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o levantamento mostra que o volume importado de bens de capital em agosto aumentou 16% em relação ao mesmo período de 2015. Ao mesmo tempo, houve um salto de 41% nas importações de bens intermediários, que está ligado à retomada da produção industrial.

“Os resultados indicam uma melhora futura, porque os bens intermediários estão muito ligados à indústria. Se você começa a importar de forma consistente, pode significar uma retomada da produção industrial”, lembrou Lia Valls, coordenadora de Estudos do Comércio Exterior do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).

O bom desempenho também foi influenciado pelo impacto positivo da valorização do real ante o dólar e da queda nos preços de itens importados. Mas a pesquisadora pondera que, no acumulado de janeiro a agosto, o volume de importação de bens intermediários ainda registra queda de 10,2%, embora o de bens de capital avance 11,7%.

As exportações brasileiras de bens de capital também cresceram no período, acumulando um avanço de 29,5% em 2016.

As demais categorias em uso também exportaram mais de janeiro a agosto em relação ao mesmo período do ano passado, um bom sinal sobre a atividade da indústria de transformação: bens de consumo duráveis (35,2%); bens de consumo não duráveis (6,8%); bens de consumo semiduráveis (15,8%); e bens intermediários (10,2%).

Em agosto, o volume de exportações de não commodities saltou 37% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o das commodities aumentou 2,4%. Segundo a FGV, as exportações brasileiras foram impulsionadas por acordos comerciais para vendas de automóveis, além de aviões e plataformas de petróleo.

“Está começando a reagir, mas pode arrefecer. Esse aumento de agosto pode ter sido pontual, porque quando você exporta uma plataforma de petróleo isso pesa muito, avião também”, disse Lia.

No mês de agosto, o saldo da balança comercial foi de US$ 4,2 bilhões, com crescimento de 10% nas exportações e alta de 0,4% nas importações em relação ao mesmo mês de 2015.

O Indicador Mensal da Balança Comercial integra o conjunto de informações usadas para o cálculo do Monitor do PIB da FGV e agora passará a ser divulgado individualmente.

O Estado de S.Paulo – 29/09/2016

continue lendo:

Fluxo cambial está negativo em US$ 2,253 bilhões

O fluxo cambial está negativo em US$ 2,253 bilhões, em setembro até o dia 23, com saídas líquidas de US$ 2,98 bilhões pela via financeira e entradas líquidas de US$ 727 milhões pela comercial, conforme o Banco Central (BC). No ano, o fluxo está negativo em US$ 12,474 bilhões.

Ontem, o BC informou que o fluxo cambial da semana de 19 a 23 de setembro ficou negativo em US$ 4,646 bilhões, sendo afetada pela saída líquida de US$ 3,9 bilhões pelo canal financeiro.

No período em questão, a saída líquida pelo canal financeiro foi de US$ 3,905 bilhões, resultado de entradas no valor de US$ 9,975 bilhões e de envios no total de US$ 13,879 bilhões. Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

Já no comércio exterior, o saldo ficou negativo em US$ 742 milhões no período, com importações de US$ 2,986 bilhões e exportações de US$ 2,244 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 483 milhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 460 milhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 1,302 bilhão em outras entradas.

Na última segunda-feira, 26, o Banco Central já havia divulgado, juntamente com a Nota do Setor Externo, as parciais para o fluxo de recursos do País até o dia 22 de setembro.

Lucro com swaps

Ainda segundo o BC, após registrar lucro de R$ 4,250 bilhões com as operações de swap cambial em agosto, a autoridade teve resultado positivo de R$ 1,832 bilhão em setembro até o dia 23 com esses leilões pelo critério caixa.

O estoque de swaps cambiais do Banco Central está na casa de US$ 33 bilhões, mas já superou os US$ 100 bilhões no passado. Com a retomada dos leilões diários de swap cambial reverso pela autoridade, esse saldo vem diminuindo.

Apesar dos ganhos com swaps no período, o BC obteve perdas de R$ 4,899 bilhões com a rentabilidade na administração das reservas internacionais. Entram nesse cálculo ganhos e prejuízos com a correção cambial, a marcação a mercado e os juros.

O resultado líquido das reservas, que é a rentabilidade menos o custo de captação, ficou negativo em R$ 12,494 bilhões em setembro até dia 23. Nas operações cambiais no período, também foi negativo em R$ 11,839 bilhões. Hoje, as reservas internacionais estão na casa dos US$ 377 bilhões.

Este ano até 23 de setembro, o lucro com swap cambial soma R$ 73,968 bilhões pelo resultado caixa. Já a rentabilidade das reservas internacionais no período está negativa em R$ 228,074 bilhões, com resultado líquido no vermelho de R$ 286,647 bilhões e operações cambiais também negativas de R$ 205,865 bilhões.

O BC sempre destaca que, tanto em relação às operações de swap cambial quanto à administração das reservas internacionais, a autarquia não visa ao lucro, mas fornecer hegde ao mercado em tempos de volatilidade.

DCI – 29/09/2016

continue lendo:

Exportações brasileiras para países nórdicos voltam a diminuir em 2016

As exportações brasileiras para os países nórdicos caíram 11% no ano até agosto, para US$ 1,278 bilhão. Os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que esta baixa foi puxada por apenas duas das cinco nações do grupo.

Na comparação dos períodos entre janeiro e agosto de 2015 e 2016, avançaram os embarques para Noruega (+6%, para US$ 496 milhões), Suécia (+10%, para US$ 361 milhões) e Finlândia (+5%, para US$ 201 milhões).

Entretanto, os recuos registrados nas negociações com Dinamarca (-34%, para US$ 150 milhões) e Islândia (-69%, para US$ 70 milhões) impediram a obtenção de um aumento nos oito meses do ano.

Se a diminuição for confirmada no final de 2016, será o segundo ano consecutivo de queda nas exportações para os nórdicos. Entre 2014 e 2015, a baixa nas vendas foi de 14%.

Para André Mitidieri, economista da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), o principal motivo deste arrefecimento é a reviravolta no mercado internacional. Nos últimos anos, a desaceleração na demanda e o aumento na oferta tiveram como consequência preços menores principalmente de produtos básicos.

“Assim como acontece nas trocas com outros países, vendemos muitas commodities para os nórdicos. Como a busca por essas mercadorias tem crescido menos e a oferta global aumentou, a nossa receita total diminuiu”, afirmou ele.

Também foram registradas quedas nas exportações de produtos industrializados. Os ganhos com a venda de medicamentos para a Dinamarca, por exemplo, caíram 25%, para US$ 92 milhões.

Já a Islândia importou menor quantidade da alumina calcinada brasileira. Com isso, a receita da negociação desta mercadoria recuou 69%, para US$ 69 milhões, entre janeiro e agosto de 2016.

Em alta

Por outro lado, boas notícias foram registradas nas trocas com a Suécia. Dois dos principais produtos exportados pelo Brasil avançaram: o minério de cobre (+17%, para US$ 157 milhões) e o ferroníquel (+41%, para US$ 31 milhões).

De acordo com Mitidieri, os suecos poderiam ampliar mais as compras de itens brasileiros. Após mencionar transações recentes de aviões entre os países, ele indicou que mais acertos podem ser vistos neste setor nos próximos anos.

Para a Noruega, foram registrados avanços dos embarques de alumina calcinada (+11%, para US$ 336 milhões) e também de couros e peles (+85%, para US$ 9 milhões).

O crescimento dos embarques para a Finlândia foi puxado pela expansão das vendas de minérios de cobre (+62%, para US$ 51 milhões).

Importações

Neste ano, recuaram as compras brasileiras de mercadorias suecas (-22%, para US$ 656 milhões), dinamarquesas (-7%, para US$ 401 milhões), norueguesas (-31%, para US$ 386 milhões) e islandesas (-5%, para US$ 13 milhões).

As importações da Finlândia, entretanto, tiveram avanço expressivo de 20%. Com o câmbio menos favorável e a recessão econômica, o aumento das compras do país foi um dos únicos registrados entre janeiro e agosto deste ano.

A compra de máquinas e aparelhos finlandeses, que teve valor inexpressivo em 2015, atingiu US$ 143 milhões entre janeiro e agosto de 2016.

Também chamaram atenção as importações de partes de motores (+60%, para US$ 25 milhões) e de óleo diesel, que não foi realizada no ano passado e totalizou US$ 17 milhões neste ano até o oitavo mês.

O destaque negativo destas negociações ficou com a diminuição nas compras de insulina da Dinamarca (-88%, para US$ 7 milhões).

DCI – 29/09/2016

continue lendo:

Venezuela não somou ao Mercosul e vai ter de sair, afirma Macri

“O Mercosul seguiria adiante de uma forma mais fácil sem a Venezuela de hoje do que com ela”, disse o presidente argentino, Mauricio Macri, nesta quarta-feira (28) a jornais brasileiros, entre eles a Folha.

Para o dirigente, o país de Nicolás Maduro não “acrescentou nada” ao bloco e, se não se adequar às regras até dezembro, deve ser eliminado.

“O país não cumpriu os requisitos que tinha que cumprir para ser um membro ativo. Se, em 1º de dezembro, não os tiver cumprido, deixará de pertencer ao Mercosul”, frisou na entrevista, da qual também participaram “O Estado de S. Paulo” e “O Globo”.

Os membros do bloco criticam a Venezuela por não respeitar direitos humanos, mantendo presos políticos, e dão como justificativa para que Maduro não assuma a Presidência do grupo o fato de o país não ter se adequado ao marco regulatório.

Assim como defendeu o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, nesta semana, o argentino também afirmou que se deve aplicar a maior pressão possível sobre Maduro para que se realize ainda neste ano o referendo revogatório que poderá abreviar o mandato presidencial.

“Devemos aos venezuelanos uma defesa irrestrita de seus direitos, que hoje são violados por um governo que atropelou as instituições democráticas. (…)

Sinto que o governo de Maduro radicaliza suas posições em vez de gerar uma abertura ao diálogo.”

Macri e Maduro, que trocam críticas com frequência, estiveram pela primeira vez num mesmo evento na última segunda (26), em Cartagena, onde o governo colombiano e as Farc assinaram o acordo de paz. Segundo Macri, eles não chegaram a se ver.

GOVERNO TEMER

O presidente argentino afirmou que, apesar das mudanças adotadas pelo presidente Michel Temer na condução da política, o governo brasileiro é de continuidade “independentemente de quem tenha sido convocado para o gabinete”, pois foi o vice de Dilma Rousseff quem assumiu.

Prestes a receber Temer –que fará ao país vizinho no próximo dia 3 sua primeira visita bilateral–, Macri diz que pode trabalhar com o Brasil seja qual for o dirigente.

Ele lembrou que sua primeira viagem internacional após ser eleito, em novembro do ano passado, foi ao Brasil, mesmo após o governo petista ter apoiado seu opositor, o peronista Daniel Scioli.

Dilma recebeu Scioli em Brasília antes do pleito e disse que só não se encontrou com Macri por não ter recebido um pedido de audiência.

“Brasil e Argentina estão acima da política conjuntural. Posso trabalhar com quem o Brasil escolher para governar. De resto, não cabe a mim participar. Mas, se me perguntarem qual figura me desperta mais respeito na política brasileira nos últimos 20 anos, claramente é Fernando Henrique Cardoso.”

O ex-presidente brasileiro esteve em Buenos Aires na semana passada, quando visitou Macri. Sobre o encontro, o argentino disse que apenas ouviu seu colega. “Estar com ele é aproveitar para escutar.”

Macri voltou a defender que o impeachment de Dilma Rousseff respeitou os passos constitucionais. “Não estou de acordo [com a tese de que houve um golpe no Brasil], mas não sei se considerar [essa hipótese] é algo absurdo.”

Enquanto alguns países da região não reconheceram Temer como presidente (como a Venezuela) ou o fizeram com algumas críticas (como o Uruguai), a Argentina foi o primeiro a afirmar que o novo governo era legítimo.

Questionado sobre os possíveis protestos com os quais Temer deverá ser recepcionado no país, o presidente disse que todos têm direito a se expressar na Argentina. A visita de Temer deverá focar na revitalização do Mercosul.

CRISE

Em relação à crise econômica argentina (a queda do PIB foi de 1,7% no primeiro semestre), Macri destacou que parte se deve à situação brasileira. “Se o Brasil deixar de cair, nos ajudará, porque é o principal comprador da Argentina. Uma parte importante da recessão que tivemos se explica pela crise brasileira.”

Macri disse, mais uma vez, que a desaceleração argentina também decorre da situação que sua antecessora, Cristina Kirchner (2007-2015), deixou o país.

Para ele, a Argentina está bem quando se considera essa herança. “Não é fácil começar um governo depois de uma década de inflação altíssima, deficit fiscal forte, perda de reservas e de competitividade.”

A opção de política econômica de Macri foi estabilizar a economia –com unificação e desavalorização do peso, pagamento dos fundos abutres e retirada de subsídios a serviços básicos, como luz e gás– para que as empresas realizassem investimentos que estimulassem o crescimento.

Até agora, porém, houve uma redução de 3,3% e 4,9% nos investimentos em máquinas e equipamentos no primeiro e no segundo trimestre deste ano, segundo o Indec (equivalente ao IBGE).

Macri disse desconhecer esses números e que as informações que tem são que, desde que assumiu, empresas se comprometeram a injetar US$ 40 bilhões no país. “Isso mais que duplica a média dos últimos anos.”

Folha de S.Paulo – 29/09/2016

Redação On setembro - 29 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.