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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Tamanho de corte da taxa Selic divide economistas

Economistas e o mercado financeiro ajustaram suas posições e cenários para o modo corte de juros. Tanto as projeções dos analistas quanto os contratos futuros de juros mostram que um alívio monetário já em outubro passou a ser provável desde a divulgação do Relatório de Inflação do terceiro trimestre, na terça­feira.

Dos 40 economistas ouvidos pelo Valor, 32 esperam que o Banco Central interrompa na próxima reunião do Copom, nos dias 18 e 19 de outubro, o período de 15 meses de taxa Selic estável em 14,25%. Esse grupo está dividido a respeito do passo: 15 acreditam que o primeiro corte será de 0,50 ponto percentual, enquanto 16 contam com um ritmo mais brando, de 0,25 ponto. Uma instituição, a TAG Investimento, declara­se dividida entre essas duas hipóteses.

Oito analistas ainda consideram que o cenário não está completamente pronto para um corte de juros em outubro. Para esses, o BC estará garantindo melhores condições de convergência da inflação caso espere até novembro. Um deles, a Coface, é ainda mais cauteloso e vê um corte de juros somente a partir de 2017.

No mercado financeiro, investidores também ampliaram esta semana a probabilidade de um corte de 0,5 ponto no mês que vem. No fechamento do pregão de ontem da BM&F, os contratos de juros futuros indicavam uma probabilidade de 65% de a taxa básica cair 0,25 ponto percentual, e de 35% de a queda ser de 0,5 ponto. Um dia antes do Relatório de Inflação, essa proporção era de 83% a 17%.

O Relatório de Inflação consolidou uma mudança de cenário que vinha se desenhando desde a última reunião do Copom, quando a autoridade monetária definiu três condições necessárias para começar a cortar os juros: alívio dos preços de alimentação, dos preços mais afetados pela política monetária (inflação de serviços) e avanço na agenda fiscal. A forte queda da inflação de alimentação, confirmada pelo IPCA-15, foi o primeiro ponto atendido. O ambiente também parece ter ficado mais favorável à votação pela Câmara do projeto que estabelece o teto dos gastos públicos no mês que vem.

Além disso, a fala de Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, lembrando ao mercado que o horizonte relevante da política monetária não é estático foi lida como um recado: a projeção para a inflação em 2018, que está abaixo da meta, passa a ter mais peso nas decisões do Copom.

Foi por isso que as projeções no cenário de referência apresentadas pelo BC no relatório tiveram grande peso nas expectativas. Ao dizer que já vê um IPCA em 4,4% no ano que vem e de 3,8% em 2018, o BC não apenas deu mais argumentos àqueles que já esperavam um corte da taxa Selic em outubro, como levou parte do mercado a projetar um corte na próxima reunião e também a reforçar a dose esperada de alívio monetário a partir do próximo mês.

Foi o caso de Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro Nacional e economista-chefe do Banco Safra, que antecipou para outubro sua previsão de corte de 0,5 ponto dos juros. Com isso, seu cenário contempla que a Selic chegará ao fim de 2017 em 9,75%. Já para o economista-chefe do BNP Paribas, Marcelo Carvalho, o relatório apenas reforçou sua convicção de que os juros começam a cair em outubro, “provavelmente em 0,50 ponto”. O executivo diz que, mais importante do que o início do ciclo ou o ritmo de corte, é o orçamento total que, para ele, pode ser mais ousado do que a maioria do mercado espera: 5,25 pontos, o que levaria a Selic para 9% no inicio de 2018.

Mas uma parte do mercado ainda não vê argumentos suficientemente fortes para esperar uma redução dos juros em outubro. É o caso do Santander, para quem a Selic começa a cair só em novembro, em 0,5 ponto percentual. “Reconhecemos que a chance de corte em outubro aumentou depois do Relatório de Inflação, mas ainda acreditamos que o ganho será maior se o BC esperar para cortar em novembro”, afirma o economista Matheus Rosignoli.

“Vimos no relatório sinais de um corte em breve, mas não necessariamente na próxima reunião.” Ele explica que, embora o cenário de referência do BC indique uma projeção de inflação abaixo da meta para 2017 (4,4%) e para 2018 (3,8%), o cenário de mercado, que considera um corte de juros para 13,75%, ainda não autoriza esse movimento. “O que o cenário de mercado mostra é que, se houver corte da Selic, não haverá convergência da inflação para a meta”, afirma.

Nessa mesma linha, a economista da Rosenberg Consultores Alessandra Ribeiro afirma que os cenários do BC mostram que a inflação só chega em 4,5% em 2017 se a taxa Selic for mantida em 14,25%. “Em todos os cenários em que os juros de mercado são considerados, [a projeção de] 4,5% só é observada em 2018”, afirma a economista, que projeta um IPCA de 5% no ano que vem.

A equipe de economistas do Credit Suisse alterou sua expectativa após o Relatório de Inflação e passou a considerar um corte de 0,25 ponto percentual da taxa Selic em outubro e outra dose da mesma intensidade em novembro. Adicionalmente, o banco espera uma redução de 1,5 ponto ao longo de 2017 ­ o que levaria a taxa para 12,25% ao ano.

O relatório da instituição financeira afirma, entretanto, que esse corte de juros pode aumentar a probabilidade de o IPCA não convergir para a meta em 2017 nem em 2018, dadas as incertezas ainda elevadas sobre a dinâmica da inflação. E que o mais adequado seria manter os juros por mais algum tempo.

Valor Econômico – 29/09/2016

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Brasil tem potencial, mas é muito lento, diz especialista

Em todos os países, existe uma relação direta entre o número de pessoas que vão para universidades e o sucesso da economia criativa, avalia John Howkins, pesquisador inglês que se tornou referência no tema em todo o mundo ao dar um nome e um sentido prático para essa nova reunião de atividades distintas.

Profundo estudioso da realidade brasileira (uma de suas especialidades é o mercado de países emergentes), ele acredita que faltam novos cursos em negócios e administração nas instituições de ensino brasileiras, o que trava o potencial do País na economia criativa. Howkins acredita que as universidades cumprem o papel de estimular a criatividade para funcionar como um elo entre o ensino e o empreendedorismo. Confira a seguir os principais trechos da entrevista do especialista ao Estado:

O quão grande é o potencial do mercado da Economia Criativa?
Mundialmente, esse é o fator mais importante em relação ao emprego, crescimento e negócios, pois tem um vasto potencial para transformar mercados. Ela altera o que nós vemos como valioso. Seus efeitos podem alcançar mais de 70% da economia mundial.

Quais os setores promissores?
Basicamente, é todo negócio dependente de ideias, sejam produtos ou tecnologia. Seu núcleo é a mentalidade criativa expressa numa forma de trabalhar. Mas vejo que muito dessa criatividade ainda não se volta para uma produção comercial competitiva.

Qual o papel do Brasil?
O Brasil tem a quinta maior população do mundo e, em termos de produção, tem uma extraordinária capacidade criativa em artes, moda, design até em negócios. Então, o potencial é tanto na oferta de produtos quanto na demanda.
Foto: Divulgação

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Educação. Para Howkins, universidades são cruciais para economia criativa
Como podemos ampliar?
Isso passa pela educação. Existe uma alta correlação em todos os países entre o número de pessoas indo para o ensino superior e o sucesso da economia criativa. As instituições brasileiras de ensino, no entanto, têm sido muito lentas para criar novos cursos em negócios e administração que possam contribuir ativamente no processo de geração de valor dentro do País.

Quais os desafios para introduzir um estudante no contexto da Economia Criativa?
Universidades devem trabalhar em cinco frentes para potencializar a criatividade. Ensinar conceitos, habilidades e técnicas; permitir que jovens se conheçam e explorem ideias; incentivar pensamento livre e o debate; proporcionar um aprendizado contínuo; e, finalmente, devem ensinar administração básica.

Além da Educação, como é possível incentivar a criatividade?
É preciso dar suporte à criatividade e inovação como um processo admirável. Podemos até não gostar de uma ideia, mas devemos apoiar. Isso requer espaços para pessoas se conhecerem e trabalharem juntas.

O Estado de S.Paulo – 29/09/2016

Redação On setembro - 29 - 2016
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