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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Camex deverá apreciar o fim do acordo de Transporte Marítimo entre Brasil e Chile, informa a CNI

O governo tem a oportunidade de mostrar ao setor privado que o discurso para a expansão do comércio exterior está afinado com suas ações, na próxima reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex), na quarta-feira (28). Essa é a expectativa do diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Abijaodi.

A Camex vai apreciar o fim do acordo de Transporte Marítimo entre Brasil e Chile, que criou um duopólio na rota Brasil-Chile-Brasil, onde operam apenas duas empresas com oito navios. Em rotas mais distantes, mas sem acordo de exclusividade, como Brasil-Equador ou Brasil-Peru, há pelo menos 30 navios com custos que chegam a ser 40% menores.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entende que a Camex deve por um fim a esse acordo que garante reserva de mercado e denuncie o Tratado de Transporte Marítimo. O acordo foi assinado em 1974, quando havia a necessidade de estimular a indústria nascente de armadores. Mas 41 anos depois, operam na rota duas multinacionais. Atualmente, do total de mercadorias brasileiras exportadas para o Chile, 54,44% usam modal marítimo. E 69,19% das importações de produtos chilenos chegam ao Brasil pelo mar.

“O acordo criou um privilégio e um mecanismo de transferência de renda do exportador e do importador brasileiro para o transportador. O governo tem a chance de acabar com este acordo que tem vários efeitos negativos para o comércio exterior. Os exportadores sofrem com fretes elevados , ausência de navios e falta de oferta em horários adequados. A denúncia do acordo é um passo a favor da competitividade e da concorrência”, diz o diretor.

Pesquisa da CNI, com 847 empresas exportadoras, apontou que o custo do transporte é o principal desafio à competitividade das exportações brasileiras. O elevado preço do frete explica, em parte, o porquê de o Brasil ser uma das dez maiores economias globais, mas participar de apenas 1,2% do volume mundial de exportações de bens.

O acordo prevê que apenas navios de bandeira brasileira ou chilena podem operar na rota Brasil-Chile-Brasil e prejudica mais de 3,6 mil exportadores brasileiros e quase 1,2 mil importadores de setores importantes da economia nacional como automotivo, máquinas e equipamentos, cerâmica, papel e celulose, metais, cosméticos e higiene e agronegócio.

O Chile é um mercado importante para o setor produtivo brasileiro. O país é o segundo principal destino de investimento das indústrias nacionais, o sétimo principal destino de exportação e o 13º maior fornecedor de insumos. No entanto, o comércio entre os dois países têm caído.

Fonte: Comex

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OMC reduz para 1,7% projeção de avanço do comércio mundial em 2016

O volume do comércio global deve crescer apenas 1,7% neste ano, a primeira vez em 15 anos que o comércio internacional avança abaixo da economia mundial, afirmou nesta terça-feira (27) a OMC (Organização Mundial do Comércio).

A projeção, bem abaixo da estimativa anterior da OMC de 2,8% feita em abril, reflete uma desaceleração na China e no Brasil e também a redução nas importações dos Estados Unidos.

A desaceleração “se deve a uma queda mais forte que o previsto do volume do comércio de mercadorias no primeiro trimestre (-1,1% na comparação com o trimestre anterior, estabelecido pela média de exportações e importações corrigida das variações sazonais) e a uma recuperação mais frágil do que o previsto no segundo trimestre (+0,3%)”, afirma a OMC em comunicado.

A OMC também estima crescimento mais lento do comércio em 2017 do que a projeção anterior, com um aumento de 1,8% a 3,1%, em vez dos 3,6% previstos em abril.

“A impressionante desaceleração do comércio é grave e deve servir de sinal de alerta”, afirmou o diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo.

“É particularmente inquietante dada a hostilidade crescente à globalização”, completou.

A OMC antecipa que o PIB real no mundo deve aumentar 2,2%.

“Se a projeção revisada for confirmada, 2016 será o ano em que, pela primeira vez em 15 anos, a razão comércio/crescimento do PIB mundial ficará abaixo de 1 por 1”, destaca a OMC.

Vários sinais apontam para uma recuperação do comércio mundial no segundo semestre, como a expansão do tráfego dos portos de contêineres ou o aumento dos encargos para a exportação nos Estados Unidos.

“Mas várias incertezas pesam nas perspectivas para o restante do ano e o próximo”, adverte a organização.

“Como por exemplo a volatilidade financeira provocada pelas mudanças que afetam a política monetária dos países desenvolvidos, a possibilidade de que os discursos contra o comércio se reflitam cada vez mais nas políticas comerciais e os efeitos potenciais da votação do ‘brexit’ no Reino Unido, afirma a OMC.

Folha de S.Paulo – 28/09/2016

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União Europeia evita definir prazos para negociações com o Mercosul

A União Europeia não quer assumir compromisso de acelerar as negociações de um acordo de livre comércio com o Mercosul, como foi reivindicado pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai na semana passada. A comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmström, ao ouvir questão sobre a demanda do Mercosul, disse ao Valor que as negociações estão em curso e que em outubro haverá a “verdadeira primeira rodada de negociações” dos últimos tempos.

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, previu que um acordo poderá ser alcançado em um ano e meio a dois anos, mas a comissária evitou entrar nessa discussão. “Não queremos estabelecer prazo; vamos ver.”

A avaliação tanto em setores do Mercosul quanto da Europa é que a resistência continua forte entre alguns países europeus, liderados pela França, contra um acordo birregional. O temor da concorrência agrícola do Mercosul é, entre os europeus, maior que a ambição por acesso para indústrias europeias.

Além disso, o ímpeto do Brasil por abertura comercial ocorre na contramão da tendência atual, em que as forças anticomércio ampliam sua influência nos EUA e na Europa. Em todo caso, a visão da comissária, pelo menos oficialmente, é que “não há grande oposição [a negociar com o Mercosul]. Há apoio. Temos mandado dos 28 países para negociar”, afirmou.

A primeira discussão sobre ofertas de liberalização apresentadas no primeiro semestre vai ocorrer entre 10 e 14 de outubro, em Bruxelas. Para Soraya Rosar, gerente de negociações internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), como a negociação da UE com os EUA sobre o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP) não avança, é possível que haja mais foco de Bruxelas em relação ao acordo com o Mercosul.

O secretário de Comércio do Reino Unido, Liam Fox, afirmou que Londres vai manter seus compromissos de “campeão de liberalização” depois que deixar a UE. O Reino Unido vai ter de renegociar com 58 países com os quais a UE tem acordos de livre comércio, algo jamais visto e que pode causar turbulências nas trocas globais. Com a saída da UE, britânicos perdem as margens de preferência para suas empresas.

Enquanto o Mercosul exclui a Venezuela, Cecilia Malmström deixou claro que o Reino Unido, que não oficializou sua saída, continua sendo levado em conta negociação com o Mercosul. “São 28 países [do lado europeu]”, afirmou.

Valor Econômico – 28/09/2016

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Relatório da OCDE vê aumento do número de novas empresas pela primeira vez desde 2008

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta sinais de virada (“turning point”), com o número de novas companhias aumentando em vários países, algo que não acontecia desde a crise financeira iniciada em 2008.

Segundo o relatório ” Entrepreneurship at a Glance 2016″, que a entidade publica hoje, as startups continuam entre 20% e 50% abaixo da taxa de antes da crise na Alemanha, França, Itália, Espanha, Bélgica, Reino Unido, Finlândia, Holanda e Suécia. No entanto, a tendência agora é de criação de mais empresas na maioria dos países desenvolvidos.

Outra constatação é que o número de falências em 2015 foi significativamente inferior aos níveis do periodo pré-crise no Brasil, Canadá e Africa do Sul, e entre 15% e 25% menores na Alemanha, Japão e Estados Unidos, mas aumentou em países como a Áustria e Espanha, onde foi quatro vezes maior na comparação com 2008.

A OCDE vê também evidência de melhores perspectivas para criação de emprego, a partir de uma pesquisa feita pelo Facebook com ajuda do Banco Mundial, envolvendo cerca de 100 mil pequenas e médias empresas com páginas nessa mídia social.

No Brasil e no Egito são registrados as menores expectativas de criação de emprego nos próximos seis meses, entre as empresas consultadas. Segundo a pesquisa, companhias no Brasil com até três anos de funcionamento são bem mais otimistas sobre as perspectivas futuras de negócios (65,9%), do que firmas com quatro a dez anos de operações (56,4%) e as mais velhas (51,6%).

As PMEs – empresas com menos de 250 empregados – tipicamente representam mais de 90% dos negócios em todas as economias e respondem com frequência pela a maioria dos empregos.

Segundo a Organização Mundial do Comércio, PMEs têm deficit de financiamento de US$ 1,6 trilhão. Cerca de 60% das demandas de crédito são rejeitadas pelos bancos, contra a 7% nas empresas maiores.

Valor Econômico – 28/09/2016

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Redação On setembro - 28 - 2016
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