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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Indústria 4.0 vai usar menos energia

Por Andrea Vialli

Um nível de automação industrial sem precedentes deu origem às chamadas fábricas escuras em países como Holanda e Japão: plantas industriais que operam praticamente no escuro, com robôs e alguns poucos profissionais humanos para comandar as máquinas. Essa realidade traduz o conceito da indústria 4.0, também conhecida como quarta revolução industrial. Nela, a convergência entre a tecnologia operacional (meios físicos de produção) e a tecnologia da informação resulta em um novo modo de produção que já está em curso e que deve transformar radicalmente a produção de bens de consumo, os empregos e o uso dos recursos naturais nos próximos anos.

A aposta é de Jeffrey Carbeck, especialista da área de inovação da consultoria Deloitte, que proferiu uma palestra sobre o tema na Conferência Ethos 2016. Segundo Carbeck, que também é consultor do Fórum Econômico Mundial, a indústria 4.0 vai impactar positivamente os três pilares do conceito de sustentabilidade (econômico, ambiental e social).

Valor: Como podemos definir a indústria 4.0 e como surgiu o conceito? Jeffrey Carbeck:

O termo surgiu pela primeira vez em 2011, pela GTAI, a agência do governo alemão para comércio e investimento, quando foi desenhado um projeto de estratégias para o país na área de tecnologia. A base do conceito são os sistemas ciber­físicos, ou seja, a tecnologia que faz a conexão entre o mundo físico e digital nas fábricas. Na definição da Deloitte, é uma integração entre a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) e tecnologias como robótica, análise de big data, computação de alto desempenho, materiais avançados e realidade aumentada.

Valor: O que diferencia uma fábrica automatizada de uma “inteligente”?

Carbeck: O fundamento básico da indústria 4.0 é o de que, ao conectar máquinas, sistemas e ativos, as empresas poderão criar redes inteligentes ao longo de toda a cadeia de valor. As fábricas inteligentes terão a capacidade e autonomia para operar, prever falhas no processo e adaptar a produção à demanda automaticamente. A internet das coisas [conexão em rede de objetos físicos, ambientes, veículos e máquinas por meio de dispositivos eletrônicos, como sensores, que permitem a coleta e troca de dados] é o item mais crucial na indústria 4.0, é por meio dela que a quarta revolução industrial está acontecendo.

Valor: De que modo isso vai impactar os negócios?

Carbeck: Vai impactar tanto as operações das empresas como o próprio modelo de negócios. Do ponto de vista operacional, as tecnologias poderão prover manutenção preventiva, monitoramento remoto da produção, utilizar dados sobre o uso de determinado produto pelos consumidores em melhorias nos próprios produtos. Em termos de mudanças no modelo de negócios, novos produtos e serviços poderão ser criados a partir desses dados, gerando outras oportunidades de receita e um aprofundamento na relação com os consumidores. E as empresas poderão aumentar sua lucratividade não apenas baseadas em ganhos de escala como é hoje, mas em conhecer com mais profundidade seus consumidores.

Valor: Qual a contribuição da indústria 4.0 para a sustentabilidade?

Carbeck: A indústria 4.0 vai eliminar ineficiências no processo fabril e permitir usar os recursos naturais de forma mais controlada. A geração de resíduos tende a cair a quase zero, e as empresas poderão desenvolver soluções mais robustas para seus produtos quando chegarem perto do fim da vida útil com base na análise de dados do comportamento do consumidor.

Valor: O senhor poderia citar outros exemplos?

Carbeck: Empresas como Philips, Siemens, Nike, Basf e Fujitsu estão empregando tecnologias da indústria 4.0 e já obtêm resultados em termos de economia de recursos naturais. A Basf utiliza análise de dados em sua fábrica de sabonetes em Kaiserslautern, na Alemanha, e reduziu o desperdício de matérias­primas no processo. Na Holanda, a fábrica de barbeadores elétricos da Philips opera como uma autêntica fábrica escura, com 128 robôs e apenas nove trabalhadores para gerenciar a produção, o que reduz muito o consumo de energia em relação a uma fábrica convencional, que funciona em vários turnos com funcionários.

Valor: Em relação ao pilar social do conceito de sustentabilidade, a indústria 4.0 não teria efeitos negativos, já que fábricas automatizadas tendem a eliminar empregos?

Carbeck: Esse é um ponto que vem sendo muito discutido. Na mineração, por exemplo, a automação da atividade vem reduzindo drasticamente a necessidade de mão de obra. Já faz certo tempo que, na indústria, muitos trabalhos mais repetitivos vêm sendo substituídos pela automação, e com a indústria 4.0 essa tendência se acentua. Por outro lado, ela vai demandar profissionais qualificados, especialmente nas áreas ligadas a tecnologia.

Valor Econômico – 28/09/2016

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Empresários ainda mostram dúvidas sobre modelo do PPI

Apesar do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) trazer mudanças positivas no âmbito das concessões de infraestrutura, questões como segurança jurídica e financiamento ainda geram dúvidas entre empresários que – assim como especialistas já vinham sinalizando – ainda esperam melhorias no modelo atual.

Os questionamentos levantados não impedem, no entanto, que os executivos enxerguem com bons olhos as modificações já feitas. “A PPI trouxe um novo alento para quem lida com infraestrutura. O plano busca o estabelecimento de regras transparentes e realistas e englobou projetos importantes”, afirmou o presidente da Rumo Logística, Julio Fontana Neto, em debate no 4º Fórum de Infraestrutura e Logística, realizado ontem (27) pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

Apesar da percepção positiva, o empresário sinalizou que um problema na primeira etapa do programa foi a não inclusão de projetos de curto prazo, como as prorrogações de ferrovias. Segundo ele, elas poderiam ter gerado ganhos significativos.

Além disso, Neto ressaltou a importância de modernizar os processos regulatórios. “Com a visão intervencionista que o governo anterior tinha ele queria regular a concessionária e não o projeto. Precisamos mudar isso e modernizar a forma como a regulação é feita”, pontuou.

O presidente da Sepetiba Tecon, Pedro Brito, concordou e acrescentou ainda que a iniciativa privada está pronta, mas o governo federal precisa assegurar que haja segurança jurídica nas concessões, um marco regulatório estável e condições de crédito adequadas. “Temos que ter prazos, taxas e volumes apropriados”, disse.

Visão do governo

Segundo o secretário de articulação de investimentos de parceria do Governo Federal, Marcelo Allain, a ideia do PPI é justamente melhorar a governança desse processo.

“Queremos que os projetos só cheguem no conselho do programa quando estiverem maduros, tanto em questões de engenharia, quanto de licenciamento ambiental”. Outro ponto abordado pelo economista é a necessidade de aumentar a concorrência nos leilões. “Hoje, os ganhadores se repetem nos certames de diferentes modais”, disse, acrescentando que é fundamental estimular a participação de capital estrangeiro e de empresas de pequeno e médio porte.

Para isso, ele diz que o prazo entre o anúncio e execução da licitação foi expandido, de 45 dias para um mínimo de 100 dias. “Para projetos complexos, como ferrovias greenfield, ele pode ser de até um ano”.

Allain aponta ainda que outra mudança prevista pelo PPI é a redução da necessidade de investimento da concessionária. “Nas ferrovias, por exemplo, antes tinha que investir se a demanda crescesse e tinha também o gatilho de prazo. Não queremos mais trabalhar com esse último, só com o gatilho de demanda”, afirmou.

Financiamento

Em relação ao financiamento dos projetos, Allain disse que o objetivo é buscar a participação também do mercado de capital. “No Brasil ficamos muito reféns de que só os bancos públicos podem financiar”, disse, acrescentando que para mudar isso é preciso dar segurança para os financiadores, por exemplo com um controle dos riscos de construção.

De acordo com ele, a meta do programa é também contar menos com o financiamento subsidiado e trabalhar mais com debêntures de infraestrutura. “Quando você tem juros subsidiados isso afasta outros financiadores”, afirmou.

O presidente do Lide Infraestrutura, Roberto Giannetti da Fonseca, disse ainda que um problema para o maior aporte externo nos projetos é o risco da variação cambial. Uma alternativa, para ele, seria criar um fundo de compensação de variações cambiais.

DCI – 28/09/2016

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Hyundai estuda aumentar investimento no Brasil, diz CEO da montadora

Após ser recebido por Temer, William Lee afirmou ter ‘parceira estratégica’ com o país  Eduardo Barreto

O presidente da Hyundai disse que estuda aumentar investimentos no Brasil e disse que a crise econômica brasileira é normal e vai passar. Após ser recebido pelo presidente Michel Temer nesta terça-feira, William Lee afirmou ter uma “parceria estratégica” com o Brasil. Mais cedo, Temer havia recebido também os chefes da montadora Fiat Chrysler e da petrolífera Royal Dutch Shell.

— Todos os países passam por uma dificuldade na economia. Essas subidas e descidas são normais — disse Lee, que parabenizou Temer pela efetivação na Presidência e também pelo “sucesso” da Olimpíada do Rio.

A Hyundai tem uma fábrica em Piracicaba (SP) e nela produz somente um modelo de carro, o HB20. A empresa disse que investiu cerca de US$ 130 milhões para um novo modelo, o Creta. A empresa, que já anunciou investir US$ 25 milhões em um centro de pesquisa na cidade paulista, estima que atualmente gere no Brasil por volta de 5 mil empregos diretos e 20 mil indiretos.

— Apesar de vendermos carros em dezenas de países, só temos fábricas em sete. E o Brasil é um deles. No Brasil, só a nossa fábrica trabalha 24 horas, em três turnos, sem demissões. Estamos há anos no Brasil e estudamos mais investimentos para o futuro — declarou o presidente e CEO da montadora coreana.

Fonte: G1

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Foton apresenta primeiro caminhão produzido no Rio Grande do Sul

A Foton Aumark do Brasil apresentou na manhã desta sexta-feira (23) o primeiro veículo da empresa produzido no Rio Grande do Sul. O evento foi na linha de montagem temporária da companhia, localizada na Agrale, em Caxias do Sul. A empresa pretende começar a montagem para o mercado em outubro.

O governador José Ivo Sartori (PMDB) fez o test-drive do modelo de 10 toneladas e que faz parte de uma pré-série de caminhões leves, que terá versão de 3,5 toneladas. A linha busca alcançar o mercado de veículos para o transporte dentro das cidades.

O governador apontou que a iniciativa da Foton “serve de modelo para a recuperação econômica”, que já estaria em curso. “Começa apenas com um caminhão, mas é o início de um grande processo, com grandes desafios, que mostrará que é possível construir parcerias e ir em frente”, afirmou Sartori.

A empresa mantém a intenção de montar a unidade definitiva em parte da área que já foi destinada a uma fábrica de automóveis da Ford, no fim dos anos de 1990, em Guaíba. A previsão é de começar a produção no local em 2017.

Fonte : Jornal do Comércio/RS

Redação On setembro - 28 - 2016
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