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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Comércio internacional terá pior crescimento desde auge da crise econômica mundial

O comércio mundial terá em 2016 seu pior ano desde o auge da crise financeira internacional, em 2009. A previsão foi publicada na manhã desta terça-feira, 27, pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que aponta a crise no Brasil como um dos fatores negativos do cenário internacional. A entidade também ressalta que, diante do “aprofundamento da recessão” no País, a América do Sul deve registrar neste ano a pior queda em importações em todo o mundo. Mas, no lado das exportações, a projeção aponta para a maior expansão entre todos os continentes.

Para 2016, a nova previsão é de que o comércio internacional tenha um aumento de apenas 1,7%. Em abril, a perspectiva da OMC era de uma expansão de 2,8%. Para 2017, os economistas também fizeram uma revisão para baixo na taxa de crescimento do comércio, indicando que os volumes irão aumentar entre 1,8% e 3,1%. Em abril, a aposta era de uma expansão de 3,6%.

Um dos fatores nesse cálculo de 2016 é o crescimento baixo do PIB mundial, de apenas 2,2% no ano. A decisão da OMC em recalcular a expansão ocorreu depois de um primeiro trimestre mais negativo do que se esperava. Além disso, para o segundo trimestre do ano, a recuperação foi praticamente nula.

O Brasil, na avaliação da entidade, teve um papel importante nesse cenário. “A contração foi levada pelo crescimento lento do PIB e de comércio em economias em desenvolvimento como China e Brasil, mas também na América do Norte”, indicou.

Segundo a OMC, desde a primeira previsão publicada em abril “alguns riscos importantes se materializaram”, especialmente um período de turbulência financeira que afetou a China e outros emergentes.

No que se refere à importação dos emergentes, a taxa sofreu uma contração de 3,2% no primeiro trimestre, com uma recuperação apenas parcial no segundo trimestre do ano. Já as economias ricas tiveram uma estagnação nas importações no primeiro semestre. O resultado também foi uma estagnação nas compras mundiais, tendo um impacto direto da exportação de países.

De uma forma geral, as exportações de países desenvolvidos devem superar a das economias emergentes, com expansão de 2,1% contra 1,2% para o segundo grupo. Na importação, os emergentes devem ter um crescimento mínimo de 0,4%, comparado com 2,6% nos países ricos. Essa é uma mudança profunda no perfil dos dois grupos. Desde a crise mundial, foram os emergentes que assumiram o papel de motor do crescimento do comércio, modelo que se esgotou.

Brasil
Na América do Sul, a avaliação é negativa quanto às importações. “A maior revisão para baixo na importação em comparação à análise de abril de 2016 ocorreu na América do Sul, à medida que a recessão no Brasil se intensificou”, alertou a OMC. Em abril, a previsão era de uma contração de 4,5%. Agora, ela chega a 8,3%, a maior entre todas as regiões do mundo.

Se a crise está afetando as importações, a OMC projeta exportações maiores para a América do Sul em 2016. A previsão agora é de que as vendas da região aumentem em 4,4% no ano, comparado com uma projeção inicial de apenas 1,9%. De acordo com a entidade, a região irá se beneficiar das taxas de câmbio favoráveis.

O crescimento será o maior entre todas as regiões do mundo, inclusive com a perspectiva de que a expansão atinja 5% em 2017.

No restante do mundo, porém, a previsão é de um crescimento de exportações abaixo do esperado. Na Ásia, a taxa será de apenas 0,3%, contra 0,7% na América do Norte.

Mas não foi apenas o Brasil que contaminou sua região. Na Ásia, as preocupações sobre a China levaram a uma contração de importações de 3,4% no primeiro trimestre. Para o restante do ano, a precisão é de um crescimento de 1,6%.
Já nos países ricos, uma revisão para baixo também foi feita para as importações. Mas, na Europa, ela aumentou de 3,2% em abril para 3,7%.

2017
Para o restante do ano, a OMC prevê certa recuperação do comércio mundial. Mas insuficiente para compensar a queda inicial de 2016. A projeção positiva também é afetada por incertezas, incluindo a volatilidade financeira e a retórica anticomércio, cada vez mais forte. O Brexit também é outro fator que pode pesar.

“A desaceleração dramática do comércio é séria e deve servir de um alerta”, disse Roberto Azevedo, diretor-geral da OMC. “Isso é particularmente preocupante num contexto de um sentimento antiglobalização cada vez maior”, disse. “Precisamos garantir que isso não seja traduzido em políticas equivocadas que podem fazer a situação ficar muito pior, não apenas da perspectiva de comércio, mas também para a criação de postos de trabalho e desenvolvimento”, afirmou.

Azevedo, porém, admite que a comunidade internacional precisa garantir que os benefícios do comércio sejam compartilhados de forma mais ampla. “Precisa buscar construir um sistema comercial mais inclusivo, que apoie os países mais pobres”, disse. Em sua visão, esse é o momento de olhar para as “lições da história” e voltar a se comprometer com a abertura comercial.

Se confirmada a previsão, Azevedo indica que essa será a primeira vez em 15 anos que a proporção entre crescimento do PIB e do comércio ficará abaixo de 1 x 1. “Historicamente, o comércio cresceu acima da expansão do PIB. Essa relação, agora, é a mais baixa em 30 anos.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 27/09/2016

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Balança comercial alcança US$ 3 bi

A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 690 milhões na quarta semana de setembro. Desta forma, na prévia do mês, o saldo é positivo em US$ 3,055 bilhões – resultado de exportações de US$ 12,530 bilhões e das importações, em US$ 9,475 bilhões.

Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

No ano, as vendas externas totalizam US$ 136,101 bilhões e as compras, US$ 100,674 bilhões, gerando superávit de US$ 35,427 bilhões. As exportações acumularam média diária de US$ 739 milhões, e as importações, US$ 547,1 milhões. A corrente de comércio soma US$ 236,774 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,286 bilhão.

Prévia

Especificamente na quarta semana de setembro, a média das exportações chegou a US$ 741,9 milhões, 7,5% abaixo da média de US$ 801,8 milhões até a terceira semana do mês, em razão da queda de produtos básicos (-25%). Nos manufaturados, houve alta de 10,5% e de 3,5% nos produtos semimanufaturados.

Do lado das importações, houve crescimento de 2,9% na mesma base de comparação.

No mês, a média das exportações chegou a US$ 783,1 milhões, crescimento de 1,8% por conta do aumento das vendas de produtos semimanufaturados (+21,6%). Nos básicos, houve queda nas vendas (-2,2%) e, nos manufaturados, recuo de 0,5%. Em relação a agosto de 2016, houve crescimento de 6%, em virtude das vendas dos três grupos, com semimanufaturados em alta de 12,3%, básicos com 6,1% e manufaturados em 4,2%.

Nas importações, a média diária até a quarta semana de setembro (US$ 592,2 milhões), ficou 5,8% abaixo da média de setembro do ano passado, e alta de 6% ante agosto, conforme o MDIC.

Abinee/DCI – 27/09/2016

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Banco Central projeta deficit de US$ 18 bilhões para contas externas neste ano

O Banco Central informou nesta segunda-feira (26) que espera um saldo negativo de US$ 18 bilhões para as contas externas do Brasil neste ano. Até o mês passado, a projeção era de um deficit de US$ 15 bilhões.

As contas externas são as transações comerciais e financeiras do país com o resto do mundo.

Essa mudança ocorreu principalmente devido ao desempenho das importações e das viagens, segundo o Banco Central. “Na importação, tivemos alguma reação nos últimos meses em relação ao que vinha acontecendo ao longo do primeiro semestre. Também teve viagem internacional, que responde mais rápido a mudanças no câmbio”, afirmou o chefe do departamento econômico do Banco Central, Tulio Maciel.

Em agosto, as contas externas do Brasil tiveram mais um mês de saldo negativo. O deficit no mês passado somou US$ 579 milhões. O rombo é o menor para o mês desde 2007, quando as contas externas tiveram saldo positivo de US$ 1,23 bilhão.

Em agosto do ano passado, o deficit foi de US$ 2,6 bilhões.

No acumulado do ano, o deficit nas transações correntes soma US$ 13,12 bilhões, o menor rombo desde 2009, quando o deficit do período era de US$ 10,6 bilhões. Nos oito primeiros meses do ano passado, o rombo era de US$ 46,16 bilhões.

O Banco Central estima que as transações correntes terão, em setembro, um deficit de cerca de US$ 1,6 bilhão.

VIAGEM E BALANÇA COMERCIAL

Com taxa de câmbio mais favorável, os gastos dos brasileiros em viagens ao exterior voltou a subir e chegaram a US$ 1,29 bilhão, valor superior à despesa de US$ 1,26 bilhão registrada no mesmo período de 2015.

A balança comercial teve um superavit de US$ 3,9 bilhões no mês passado, resultado de US$ 16,9 em exportações e US$ 13 bilhões em importações. No mesmo mês do ano passado, o saldo foi de US$ 2,4 bilhões, com US$ 15,4 bilhões exportados e US$ 12,9 bilhões importados.

INVESTIMENTO DIRETO

O Banco Central informou, ainda, que houve um aumento no investimento direto no país, que passou de US$ 5,25 bilhões em agosto de 2015 para US$ 7,2 bilhões no mês passado. No acumulado de janeiro a agosto deste ano, o investimento direto no brasil soma US$ 41,10 bilhões, inferior aos US$ 42,17 bilhões do mesmo período do ano passado.

Foi mantida, pelo Banco Central, a projeção de investimento direto no país de US$ 70 bilhões para 2016. Para setembro, a expectativa é de uma entrada de US$ 6,5 bilhões. Até 22 de setembro, os dados parciais do BC indicam um ingresso de US$ 4,6 bilhões.

Abinee/Folha de S.Paulo – 27/09/2016

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Coluna

O “enigma” chinês

Carlos Primo Braga

Winston Churchill, em um dos seus discursos pela BBC (1939), descreveu a Rússia como uma “charada embrulhada em um mistério dentro de um enigma”. Completou a sua análise dizendo: “Mas talvez haja uma chave [para este enigma]. A chave é o interesse nacional russo”. Esta proposição continua válida no caso da Rússia, mas vou utilizá-la para discutir o desafio que a China representa para o resto do mundo na atualidade. Em outras palavras, para se desvendar o “enigma” chinês é preciso entender o interesse nacional da China.

O impacto da China a nível internacional gera interpretações bem distintas. De uma perspectiva econômica, o crescimento acelerado da China e a expansão de suas exportações nas últimas décadas são tanto objetos de admiração quanto de acusações de práticas desleais de comércio e de questionamentos sobre a sustentabilidade desta estratégia.

De uma perspectiva geopolítica, a crescente assertividade de Pequim, combinada com aumentos significativos do seu orçamento militar, causa temor principalmente entre seus vizinhos na Ásia. De uma perspectiva de governança, iniciativas chinesas (por exemplo, o Asian Infrastructure Investment Bank) são descritas ora como esforços complementares às estruturas institucionais existentes, ora como desafios à arquitetura global de governança que foi desenhada no pós-Segunda Guerra Mundial sob a liderança dos EUA.

No plano econômico, a atenção se concentra no “milagre” de crescimento, alavancado pelas reformas iniciadas por Deng Xiaoping no final dos anos 70. Reformas na agricultura (e.g., direitos de propriedade) e urbanização acelerada contribuiram para um aumento significativo de produtividade. Este processo foi complementado por uma estratégia de internacionalização da economia e por um esforço ímpar de investimento – a China vem investindo em média mais de 40% do PIB por ano.

Hoje a economia chinesa é a segunda maior do mundo e o país é o maior exportador mundial de mercadorias (cerca de US$ 2,27 trilhões, ou seja 14% das exportações mundiais em 2015; o segundo colocado são os EUA com cerca de 9% das exportações mundiais, e o Brasil aparece em vigésimo quinto lugar, com 1,2%).

O interesse nacional chinês na esfera econômica está concentrado numa aposta na continuidade de um crescimento acelerado e na defesa do processo de globalização econômica. É de certa forma irônica a mudança de posição da China com relação à globalização. Em 1793, o Emperador Qian-long respondeu a uma proposta de engajamento comercial feita pelo Rei George III do Reino Unido com a seguinte asserção: “Como o seu Embaixador pode observar, nós possuímos todas as coisas. Eu não vejo valor em objetos estranhos ou engenhosos, e não vejo utilidade nas suas manufaturas”.

Na atualidade, como ficou claro na reunião do G-20 em Hangzhou, a China é um dos proponentes mais entusiasmados da manutenção de um sistema multilateral de comércio que restrinja políticas protecionistas.

O governo chinês, no entanto, reconhece que o momento não é favorável aos que advogam por um sistema liberal de comércio. Uma outra ironia é o fato dos EUA, o campeão do movimento liberal no pós-guerra, estarem debatendo se esta trajetória lhes favorece, em meio a uma campanha eleitoral marcada por propostas populistas e isolacionistas.

Pela primeira vez na história recente, candidatos dos dois partidos principais vêm esposando a renegociação de acordos de liberalização comercial ou até mesmo ideias explicitamente protecionistas. A China, por sua vez, enfatiza a importância de se resistir ao protecionismo. O presidente Xi Jinping, por exemplo, em seu discurso recente aos líderes empresariais (B20) em Hangzhou, deixou claro que, em contraste com lideranças passadas, a China hoje acredita que a “abertura gera progresso e que o isolamento leva ao atraso”.

O foco chinês é bem definido, quer na OMC, quer em termos de acordos preferenciais de comércio. A China não se dispõe, por exemplo, a fazer concessões comerciais significativas, que poderiam eventualmente revitalizar a Rodada Doha da OMC. O foco no âmbito multilateral é a obtenção de status de economia de mercado — em particular, nos EUA e na União Europeia.

O objetivo principal da China neste contexto é garantir que países que adotem medidas de anti-dumping contra seus produtos não tenham mais a opção de utilizar com facilidade metodologias de “valor construído”, que tipicamente levam a um cálculo mais elevado de margens de dumping.

A estratégia comercial chinesa é complementada por iniciativas regionais ancoradas no projeto “one belt, one road”, que encompassa um ambicioso programa de investimentos em infraestrutura na Ásia. Uma leitura cínica desta iniciativa tende a enfatizar o seu caráter geopolítico e o objetivo de exportar o excesso de capacidade acumulado pela economia chinesa, particularmente, em áreas como produção de aço e cimento.

Na realidade, porém, esta também é uma área em que os interesses chineses são consistentes com interesses econômicos globais – e do Brasil, em particular. Afinal de contas, a economia chinesa se transformou no principal motor de crescimento da economia mundial. Ao mesmo tempo, ela vem acumulando desequilíbrios financeiros e uma dívida crescente que podem se traduzir em um novo choque financeiro global.

O endividamento chinês no final de 2015 já correspondia a cerca de 255% do PIB, um acréscimo de 107% nos últimos oito anos. Com uma carteira de empréstimos de US$ 28 trilhões, uma crise do setor financeiro chinês teria implicações globais.

Em suma, o interesse nacional chinês a favor da continuidade da globalização econômica e os esforços para evitar uma crise financeira doméstica fornecem uma plataforma para cooperação internacional. Ou seja, desvendar o “enigma” chinês é uma condição necessária para uma estratégia de revitalização da economia mundial.

Abine/Valor Econômico – 27/09/2016

Redação On setembro - 27 - 2016
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