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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Indústrias receberão consultoria para melhorar produtividade

As ações fazem parte do programa Brasil Mais Produtivo, do Governo Federal, lançado hoje em Fortaleza

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, lançou nesta sexta-feira, 23, em Fortaleza, o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) e o programa Brasil Mais Produtivo no Ceará. Os programas visam melhorar o processo produtivo das empresas para ampliar a entrada de mercadorias da região no comércio internacional.

Em cerimônia realizada na sede da Federação das Indústrias do Ceará (FIEC), o ministro destacou que os números da indústria brasileira não foram favoráveis nos últimos meses e embora já possa ser possível perceber alguns sinais de recuperação, especialmente da confiança do empresariado brasileiro, continua sendo um grande desafio para o Governo e para os setores encontrar novos caminhos de desenvolvimento, principalmente, em tempos de ajuste fiscal e de crédito reduzido.

“Para que a indústria possa manter o seu protagonismo e retomar o seu crescimento junto com o crescimento do País, nós entendemos que é preciso melhorar a sua competividade e produtividade. Temos trabalhado também na inserção das novas empresas no comércio internacional que para nós é uma alternativa quando o mercado interno se mostra recessivo”.

No Ceará, 120 empreendimentos dos setores metalomecânico, de confecções e de calçados serão beneficiados nesta primeira etapa dentro do Programa Brasil Mais Competitivo. O objetivo é reduzir sete tipos de desperdícios mais comuns no processo produtivo: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos. Em todo País, estão sendo investidos mais de R$ 50 milhões no programa, que vai atender três mil pequenas e médias indústrias dos setores de alimentos e bebidas, vestuário e calçados, metalomecânico e moveleiro.

Já o PNCE tem o objetivo de aumentar o número de empresas que operam no comércio exterior e incentivar o aumento das exportações de produtos e serviços do Ceará. As empresas assistidas terão acompanhamento permanente com ferramentas de treinamento, capacitação, consultoria para adequação de produtos, e identificação de mercados.

O governador Camilo Santana destacou que o Estado tem um ambiente propício para melhorar as exportações, em especial com os investimentos feitos para ampliação e modernização da Zona de Processamento de Exportações (ZPE) do Pecém, a única em funcionamento no Brasil. Só a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), instalada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), vai permitir ampliar em 45% o produto interno bruto industrial e em 12% o PIB do Estado. “Isso abre um leque de oportunidades principalmente para o setor metalmecânico para que possa, inclusive, se instalar na ZPE e aumentar nossa produção e as exportações”.

Fonte: O Povo – 26/09/2016

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‘A crise vai ser superada com novas lideranças’

Para presidente da Fundação Dom Cabral, não adianta só ter lucro; uma empresa precisa ter reputação e mostrar respeito a seus públicos

Cátia Luz e Fernando Scheller

Desde o início do ano à frente da Fundação Dom Cabral, Antonio Batista da Silva Junior faz questão de ressaltar a excelência da escola no trabalho de ajudar empresas a melhorarem fluxo de caixa, logístico ou otimizar processos. Não é à toa que fundação é eleita há 11 anos a melhor escola de negócios da América Latina, segundo o jornal inglês Financial Times.

No entanto, o executivo admite que ter um bom desempenho econômico já não é mais o suficiente para uma corporação nos tempos atuais. “Não adianta só ter lucro, precisa ter reputação, resiliência e mostrar respeito no relacionamento com os stakeholders (seus diversos públicos).” Ler, a seguir, os principais trechos da entrevista.

Com a Operação Lava Jato e brigas societárias frequentes, a questão da governança está mais importante no País?

A questão da governança é global e atual. As empresas multinacionais têm se preparado com adoção de sistemas de compliance e regras de transparência. Agora, as empresas brasileiras, mesmo as de médio porte, estão se estruturando também, para ganhar mais estabilidade nas tomadas de decisão, na relação entre o executivo e o conselho e também com o mundo externo. Todas as práticas passam a ser mais fiscalizadas e reguladas.

Isso pode ajudar na reputação dos negócios?

Vivemos uma crise de confiança nas instituições, desde as empresas até a igreja. É um fenômeno mundial. No Brasil, vivemos uma situação especial, que é a discussão da ética, da corrupção, da relação entre o público e o privado. E, para superar essa crise, precisamos de líderes fortes, tanto empresariais quanto políticos e sociais. A crise vai ser superada a partir da emergência dessas novas lideranças.

É preciso substituir as pessoas ou bastam novas regras?

Precisamos de um novo conceito de liderança, seja com pessoas novas ou com a capacitação das antigas. Esse desenvolvimento passa pela educação. Não dá para transformar um país sem transformar as pessoas. E isso vale para as empresas. Durante muito tempo, as organizações só pensavam no lucro financeiro, era o que as escolas de negócios ensinavam, era fácil prever o futuro com base em gráficos de indicadores passados. Isso mudou.

O cliente hoje tem outras demandas, além do produto?

Estamos vivendo quatro mudanças. A primeira é a dispersão de poder, que passou dos detentores dos meios de produção para o consumidor e a sociedade civil organizada. A segunda, são as novas ideias, que incluem um novo conceito de Justiça. Com as pessoas vivendo mais próximas, em centros urbanos, as injustiças ficaram mais evidentes para a sociedade. Depois vem o compartilhamento, com empresas como Uber e Airbnb desafiando negócios estabelecidos. E, por fim, a tecnologia, que causa impacto em todos os negócios e também a forma como as pessoas se relacionam com as organizações e o governo. A tecnologia torna a fiscalização desses agentes muito mais fácil.

E o que precisa mudar?

Um exemplo é a relação das grandes empresas com o governo, que sempre foi marcada pelo clientelismo. Algo que sempre ocorreu agora explodiu e está exposto. Esses desenvolvimentos mudam a percepção sobre o Estado. O caso do nadador Ryan Lochte, que foi pego em uma mentira durante a Olimpíada, é um bom exemplo. Antes, importava o resultado do nadador na piscina. Agora, não é mais assim. E ele perdeu patrocínios, teve um prejuízo enorme por causa de uma mentira. Com as empresas é a mesma coisa. Não adianta só ter lucro, precisa ter reputação, resiliência e mostrar respeito no relacionamento com seusstakeholders. Os executivos e os conselhos vão ter de entrar nessa conversa. O jogo agora não é o lucro do curto prazo, mas a imagem da empresa no longo prazo.

As empresas estão realmente preocupadas com esse legado?

Há uma conscientização nesse sentido, mas não é uma prática estabelecida. Há as vanguardistas, como a Natura, que têm um capital de reputação esplêndido, construído de maneira genuína durante décadas. E há aquelas que conseguiram queimar a reputação que tinham ao serem envolvidas na Operação Lava Jato. É bom lembrar que algumas empresas citadas, como a Petrobrás e a Odebrecht, receberam no passado prêmios de governança no exterior. Mas tinham fragilidades em seu sistema que corroeram essa reputação.

Isso também ocorre no exterior, com empresas como Volkswagen e Siemens.

Sim, não é algo brasileiro. Teve a Siemens, a Volkswagen, a British Petroleum com o vazamento no Golfo do México, a crise americana que carregou os grandes bancos.

Como fica o papel da Dom Cabral, como escola de negócios, dentro desse novo cenário?

A escola é procurada por duas razões. A primeira é resolver problemas econômico-financeiros. E nisso temos 300 professores e 40 anos de tradição. Sabemos ajudar as empresas a melhorar fluxo de caixa, logística, otimizar processos e a compreender melhor as necessidades dos clientes. A outra questão é a formação de líderes, pois todas as empresas são do tamanho das pessoas que nela trabalham – não são menores nem maiores. As empresas hoje são cheias de especialistas apaixonados pelo que fazem, mas precisamos que sejam capazes de pensar o negócio como um todo, que liderem pessoas e obtenham resultados por meio delas. Na fundação, estamos questionando a concepção dos programas, no sentido de que os líderes não devem pensar só em resultados econômicos. Eles têm de ser menos escravos da performance e mais agentes do progresso. O líder precisa pensar no todo – a sociedade, os clientes e a corporação, evidentemente.

Como isso se reflete na grade dos cursos?

Queremos que os nossos professores tenham uma compreensão de outras disciplinas. Temos trazido disciplinas não só de gestão, mas de filosofia, sociologia, psicologia, artes. Temos encorpado o programa tradicional com outras ciências. E também tratando o conceito da sustentabilidade em todas as disciplinas. A ideia é uma visão mais humanista e menos ferramental. O CEO hoje, além de trazer resultados e equilibrar interesses, precisa também deixar um legado.

Essa ideia do legado atende a mudanças na sociedade?

Sim, é uma percepção do dia a dia. É o filho que não quer mais tirar carteira de motorista, quer andar de bicicleta, ou que não compra um produto na prateleira do supermercado porque a imagem daquela empresa não é boa. Há empresas que percebem essa transformação social e começam a agir; há outras que serão levadas a agir. Eu vejo essa transformação com muito otimismo, e todo o mundo terá de mudar.

Fonte: Estadão

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Empresas terão 30 dias para quitar dívida antes de exclusão

A Receita Federal notificará as empresas do Simples Nacional com débitos perante o órgão e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) eletronicamente, a partir de hoje. A empresa tem 30 dias para resolução de dívidas antes da exclusão do programa.

O prazo começará a ser contado a partir do dia útil seguinte ao da consulta ao DTE-SN. As notificações ficarão disponíveis por 45 dias no domicílio. Caso a empresa não acesse a notificação nesse prazo, os 30 dias para regularização começarão a ser contados a partir do 46º dia.

Segundo o conselheiro do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Geraldo Batista Filho, a preocupação é nos aspectos práticos, uma vez que o fisco demora para deferir parcelas pagas, deixando as empresas como inadimplentes.

“Nossa preocupação é que empresas que já estão quitando suas dívidas sejam excluídas [do programa] e isso gere um novo trabalho, que é o de recorrer da exclusão”, explica.

As notificações ficarão disponíveis até 9 de novembro. O prazo de recurso para quem não visualizar a noticiação até essa data começa a ser contado a partir de 10 de novembro. No dia 9 de dezembro todas as empresas que não tiverem regularizado sua situação serão excluídas do Simples Nacional.

DCI – 26/06/2016

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Com receita menor, empresas não conseguem pagar nem juros de dívida

Endividadas e com a receita em queda por causa da recessão econômica, as empresas brasileiras têm perdido a capacidade de honrar seus compromissos. Em quase metade (49%) das grandes companhias do País, a geração de caixa não é suficiente nem para pagar os juros da dívida – quadro que explica o aumento da inadimplência, das renegociações com credores e da escalada dos pedidos de recuperação judicial.

Para economistas, a situação é tão grave quanto a dívida pública nacional. O enfraquecimento financeiro das empresas representa risco de aumento do desemprego e de atraso ainda maior na reativação da economia nacional. Resultado de levantamento feito pelo Centro de Estudos do Instituto Ibmec (Cemec) traduz essa preocupação.

Num grupo de 605 grandes empresas (349 fechadas e 256 abertas), a geração de caixa tem sido suficiente apenas para pagar 58% das despesas financeiras. Ou seja, a prioridade das companhias hoje é equacionar a dívida e evitar uma recuperação judicial ou falência. Nem de longe pensam em novos investimentos, afirma o economista Carlos Rocca, diretor técnico do Cemec, responsável pelo levantamento.

O cenário é o oposto daquele vivido até 2013, quando as empresas viviam um ambiente de crédito farto e barato num mercado de consumo crescente. “De repente, as expectativas desabaram e houve uma frustração das empresas, que já estavam altamente endividadas”, diz Rocca. No trabalho feito pelo economista, ele retrata essa trajetória de endividamento das companhias e a rápida deterioração dos indicadores financeiros a partir de 2014.

O índice de alavancagem, por exemplo, cresceu de forma exponencial. Em 2010, 36% do patrimônio das empresas de capital aberto (exceto a Petrobrás) era dívida. Essa fatia subiu para 109% no primeiro semestre deste ano. Além disso, a participação dos débitos em moeda estrangeira mais que dobrou no período, para 60%.

O avanço desses índices, no entanto, não seria um grande problema se o País não tivesse entrado em recessão e o consumo despencado. Junta-se a isso o fato de o real ter tido uma forte desvalorização, o que pressionou ainda mais a dívida das empresas. Entre 2010 e 2015, o endividamento do conjunto de companhias levantado pelo Cemec teve um salto de 173%, para R$ 1,9 trilhão.

“Houve uma mudança radical, estrutural, na governança financeira das empresas”, diz o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), José Roberto Afonso, professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Segundo ele, um traço marcante e peculiar do Brasil era ser um país com um baixo agregado de dívida em toda economia, sendo que boa parte dela era muito concentrada no governo, num padrão incomum em outras economias, inclusive as emergentes.

Nesse novo cenário, com maior endividamento, as empresas passaram a conviver com mais um problema: a rigidez das instituições financeiras para emprestar dinheiro e o encarecimento das operações. “Os bancos estão cada vez mais seletivos na concessão de crédito e exigindo garantias mais robustas em quantidade e qualidade para cobrir o risco”, afirma o sócio da área de direito bancário e reestruturação da Demarest Advogados, Fabio Braga.

Com caixa debilitado, custo mais caro e sem crédito, as empresas estão ficando inadimplentes. Dados do Banco Central mostram que a taxa de atraso no pagamento de algumas linhas aumentou do ano passado para cá. Nos empréstimos de capital de giro/rotativo, por exemplo, subiu de 7,7% para 10,5%.

“Quem não conseguir renegociar suas dívidas vai partir para a recuperação judicial ou falência”, afirma Artur Lopes, da consultoria Artur Lopes & Associados, especializada em gestão de crise. Até agosto, o número de pedidos de recuperação judicial havia aumentado 60% em relação a igual período do ano passado, de 766 para 1.235.

Por ora, não há expectativa de melhora, afirma Ricardo Carvalho, diretor sênior de empresas da agência de classificação de risco Fitch Ratings. “A expectativa é que o endividamento continue crescente, pressionado pelo alto custo da dívida.” A agência já revisou uma dezena de ratings de empresas nos últimos meses. Na lista de rebaixamentos estão Triunfo, que tem quase R$ 300 milhões a vencer nos próximos meses; os aeroportos de Viracopos e Guarulhos; e a Odebrecht Realizações imobiliárias. “Enquanto a geração de caixa não se recuperar, as empresas não conseguirão reduzir o endividamento.”

O Estado de S.Paulo – 26/06/2016

Redação On setembro - 26 - 2016
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