Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Usiminas já observa melhora na demanda por aço no 2º semestre 

A Usiminas já começou a observar no segundo semestre alguma melhora de demanda em relação ao primeiro semestre do ano, mas esse movimento não está concentrado em nenhum setor em específico, disse o presidente da companhia, Sérgio Leite, em conversa com jornalistas nesta quinta-feira, após participar do Construmental. “Se percebe uma pequena melhora, pequena. Não há nenhum setor dando sinais de aquecimento”, destacou.

O executivo lembra que a importação de aço já está baixa desde o início do ano, mas que a atual taxa de câmbio já começa a preocupar. “Para o setor de aço a taxa ideal é de R$ 4, então preocupa”, afirmou.

Neste momento, o executivo afirmou que a Usiminas negocia o ajuste dos preços do aço com a indústria automobilística, setor que possui contratos anuais. “São negociações normalmente longas leva de dois a quatro meses”, disse, afirmando estar otimista com o sucesso dessas negociações.

Sobre a possibilidade de um quarto ajuste de preços neste ano, Leite não a descartou, mas disse que esse movimento depende de alta dos preços no mercado externo e ainda uma taxa de câmbio que abra espaço para o movimento.

A Usiminas já está negociando com a Sumitomo, sua sócia na Mineração Usiminas, para a liberação do caixa da companhia, disse Sergio Leite. A Usiminas precisa liberar ao menos R$ 700 milhões do caixa da Musa até o fim de junho de 2017, esta que foi uma das exigências dos credores em sua reestruturação da dívida.

“Essa negociação está em andamento e evidentemente demandará tempo, mas vamos trabalhar para trazer esse valor para o caixa da Usiminas”, disse.

Depois de conseguir equacionar seu problema financeiro de curto prazo, a Usiminas vai atrás neste momento de melhora de resultados. “A Usiminas enfrentou no final do ano passado e início deste ano dois problemas gravíssimos: problema de liquidez, de caixa; e um problema de resultados”, afirmou.

Para o de caixa, frisou, foram tomadas duas medidas, sendo a primeira o aumento de capital e a segunda, a renegociarão da dívida. “O aumento de capital fortalece o caixa da empresa para ela tocar suas operações. Uma empresa como a Usiminas precisa de um caixa robusto; e a renegociarão da dívida nos traz um fôlego para nos dedicarmos com mais força ainda para voltar a gerar resultados”, disse.

A Usiminas precisa, segundo ele, reverter o cenário de geração de caixa negativo, ou seja, de queima de caixa, que foi observado nos últimos trimestres no balanço da empresa. “Estamos trabalhando fortemente nessa direção, na busca de resultados”, afirmou.

Também está na pauta, disse, um estudo sobre a recompra ou não dos bonds que a companhia possui no mercado externo e essa decisão sairá até o final do ano. “Estamos planejando”, comentou.

Fonte: Jornal do Comércio

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Indústria no Brasil precisa voltar a ser prioridade, diz Usiminas

A indústria brasileira precisa voltar a ser prioridade no Brasil e é necessário que seja lançado um plano de desenvolvimento industrial, defendeu nesta quinta-feira (22) o presidente da Usiminas, Sergio Leite, em apresentação no Construmetal. “A economia precisa de uma indústria forte, ela precisa voltar a ser prioridade, para atender o mercado interno e internacional”, destacou.

Leite frisou que o setor siderúrgico no Brasil segue em um momento delicado, com o consumo aparente de aços planos caindo 30% em três anos, disse. “O consumo de aço neste ano deve ficar em 9 milhões de toneladas e isso significa que uma única empresa teria capacidade para atender o mercado, mas temos no mercado cinco players”, destacou.

O executivo admitiu que há neste momento uma melhora nas expectativas, sendo que no final do segundo trimestre o setor começou a registrar um “fim da piora”. “Há uma tendência de estabilidade e pequenos sinais de crescimento. A perspectiva é do consumo de aço no segundo semestre ser um pouco melhor do que no primeiro”, disse.

No entanto, para que a demanda interna por aço volte a crescer, de fato, a primeira alavanca seria a realização e investimentos de infraestrutura. Segundo Leite, Copa do Mundo e Olimpíadas, cujas última edição de ambos eventos ocorreram no Brasil, tiveram efeito praticamente zero para as vendas da Usiminas. “Teve estrutura metálica importada”, afirmou.

Fonte: Jornal do Comércio

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Para estatais chinesas, ser grande é bom, mas ser gigante é melhor ainda

Chuin-Wei Yap

Os líderes da China estão forjando o que pode se tornar em breve a maior siderúrgica do mundo, agarrando-se à convicção de que, quando se trata de estatais, grande é bom e gigantesco é melhor ainda.

Promover fusões é a mais recente estratégia chinesa para criar “campeãs nacionais” que possam concorrer globalmente e reduzir o excesso de capacidade de produção em meio à queda na demanda. A fusão que criará o titã siderúrgico ocorre ao mesmo tempo em que aumentam as queixas internacionais sobre o aço barato exportado pela China.

Mas tais esforços não geraram eficiência no passado. E a consolidação tem engessado as estatais em suas posições estratégicas de influência na economia, apesar das promessas de Pequim de dar um papel maior para o setor privado do país.

Por meio de empréstimos baratos e apoio estatal, Pequim vem tentado há 20 anos criar gigantes industriais, dando origem à maior fabricante de vagões ferroviários do mundo e outros colossos manufatureiros.

Ainda assim, fatores sociais e políticos, como manter as pessoas empregadas para evitar agitações sociais, com frequência acabaram se sobrepondo aos interesses comerciais, como reduzir a produção para eliminar prejuízos.

Enquanto isso, a eficiência da indústria pesada da China continua caindo. Nos setores de siderurgia e processamento de petróleo, por exemplo, um terço da capacidade estava ociosa no início do ano.

Na iniciativa mais recente, as duas maiores siderúrgicas do país, a Baosteel Group Corp. e a Wuhan Iron & Steel Group Co., ou Wisco, confirmaram esta semana seus planos de fusão. Só a força de trabalho da Baosteel, com 130 mil empregados, representa quase o número total dos funcionários de toda a indústria siderúrgica dos Estados Unidos.

Se a China acrescentar mais uma ou duas usinas ao novo grupo, como preveem autoridades e especialistas, a produção da empresa resultante da fusão vai superar a da maior produtora mundial, a ArcelorMittal SA,que tem sede em Luxemburgo.

“Essa é a forma inevitável de lidar com a demanda em queda, e ela vai ajudar o desenvolvimento estável da indústria siderúrgica mundial”, declarou Dai Zhihao, diretor-presidente da subsidiária da Baosteel, que tem ações negociadas em bolsa.

As duas companhias não quiseram responder a pedidos de comentários, citando regras do mercado para empresas de capital aberto.

Ma Guoqiang, um veterano da Baosteel que hoje é presidente do conselho da altamente endividada Wisco, disse à agência oficial de notícias Xinhua, em julho, que uma “reestruturação verdadeira” era necessária para reduzir o excesso de capacidade. “As megafusões não levam necessariamente a boas reestruturações”, acrescentou ele.

As siderúrgicas chinesas, incluindo a Baosteel e a Wisco, se comprometeram a reduzir a capacidade do setor em 45 milhões de toneladas este ano e outras 150 milhões de toneladas ao longo dos próximos cinco anos. Mas tentativas de cortes falharam no passado, quando usinas obsoletas foram reativadas à medida que os preços do aço subiam.

Em vez disso, com a economia da China desacelerando e a demanda global por seus produtos encolhendo, o governo está novamente usando a consolidação para garantir o controle sobre indústrias que não têm reagido às forças de mercado.

Apesar do excesso de capacidade no segmento de transporte marítimo mundial desde 2011, duas estatais chinesas do setor encomendaram navios ainda maiores, registrando prejuízos mesmo quando seus concorrentes globais exibiram uma margem de lucro de 3,3%, de acordo com o banco britânico HSBC. E qual foi a solução encontrada pelo governo da China? Fundir as duas neste ano para formar a quarta maior companhia de transporte marítimo do mundo.

Pequim reduziu o número de companhias do setor da indústria pesada de 196 em 2003 para 112 no ano passado. A meta é chegar a menos de 100 até dezembro.

A abordagem da fusão no setor siderúrgico estende políticas em vigor desde 2004 e reproduz uma outra rodada de megafusões que ocorreu no ápice da crise financeira, em 2009. Para ampliar o processo de transformação, recentemente Pequim também vem tentando vender mais ativos não essenciais. No entanto, a dupla meta de reduzir o excesso de produção e criar empresas mais competitivas globalmente nunca se concretiza.

Ao longo dos últimos dez anos, as maiores usinas siderúrgicas da China foram se tornando cada vez menos eficientes em comparação a seus pares nos EUA, Japão e Coreia do Sul. O retorno sobre os ativos caiu de 16% em 2004 para -3,6% no ano passado na subsidiária da Wisco, que tem capital aberto e foi apenas um pouco melhor que a unidade listada em bolsa da Baosteel. A Nucor Corp., maior siderúrgica dos EUA, registrou retorno sobre os ativos de 4,7% no ano passado.

A China também fica para trás na questão da produtividade. Um trabalhador da Baosteel produz em torno de 269 toneladas de aço por ano, de acordo com dados da empresa. Entre os seus principais concorrentes globais, o volume é de 440 toneladas por funcionário.

As grandes siderúrgicas mundiais cortaram milhares de postos de trabalho para enfrentar o período de turbulência. Mas Pequim afirma que prefere a consolidação para evitar demissões em massa.

A China enfrenta dificuldade para fechar até mesmo os alvos mais óbvios em sua campanha de reforma — as usinas menores e extremamente poluentes —, o que acaba deixando o mercado fragmentado. As dez maiores siderúrgicas da China responderam por 34% da produção total de aço do país em 2015, em comparação com 53% em 2011. O percentual está bem abaixo da meta do governo, de 60%.

Reestruturar de fato essas empresas poderia oferecer ao governo chinês uma prova que rebateria as acusações dos EUA e da Europa de que a China está fomentando o excesso de produção e inundando os mercados mundiais com aço barato, o que, por sua vez, está derrubado os preços do produto.

As autoridades chinesas afirmam que o aço do país é produzido de forma competitiva. No mês passado, elas divulgaram com estardalhaço o desmantelamento de uma fornalha na Mongólia Interior.

Mas ganhos de eficiência não parecem ser uma prioridade do governo chinês. “As empresas estatais devem ser grandes, fortes e boas o bastante para não serem abaladas” pela concorrência global, disse no ano passado o presidente Xi Jinping. (Colaborou Liyan Qi.)

Fonte: The Wall Street Journal Americas

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Gabinete da China aprova fusão das siderúrgicas Baosteel e Wuhan 

O Conselho Estatal da China, o gabinete de governo do país, aprovou o plano de fusão das siderúrgicas Baosteel Group e Wuhan Iron & Steel Group. A informação foi divulgada nesta quinta-feira por um órgão estatal, a Comissão de Supervisão de Ativos e Administração.

As duas companhias confirmaram a decisão de se unirem em documentações separadas apresentadas nesta quinta-feira à Bolsa de Xangai. O passo formalizou a fusão, meses após a divulgação de notícias entre os acionistas sobre os planos.

A produção combinada da nova companhia, baseando-se em dados de produção do ano passado, deve ser de cerca de 60 milhões de toneladas. Isso tornará a empresa a segunda maior do mundo no setor, atrás apenas da ArcelorMittal. ( Dow Jones Newswires.)

Fonte: Isto É

Redação On setembro - 23 - 2016
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