Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 18 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Com real valorizado, empresas retomam planos de importação

Com a apreciação do real para um valor na órbita dos R$ 3,20, empresas e entidades de classe reveem as projeções de desembarques não só para este ano como para 2017. Para o ano que vem, a maior demanda com o crescimento da economia poderá ser atendida em boa parte por importados.

Carlos Tilkian, presidente da fabricante de brinquedos Estrela, conta que a expectativa é de maior volume de vendas em 2017, mas isso não deve resultar em elevação no mesmo nível da produção doméstica da companhia. Com o real mais valorizado, diz ele, provavelmente a fatia dos importados no faturamento da empresa irá voltar a avançar no ano que vem.

No início de 2016, conta ele, com o dólar médio mais próximo de R$ 4,00, a empresa resolveu reduzir as importações nos itens comercializados no Brasil. A fatia dos importados no faturamento da empresa caiu de 28% em 2015 para 15% este ano.

No setor de brinquedos, explica Tilkian, as compras do ano costumam ser definidas no primeiro trimestre. O câmbio do período, portanto, é crucial para decidir o quanto das vendas será produzido internamente e a parcela importada. As negociações devem começar em outubro, quando se iniciam as feiras internacionais do setor.

O que se espera, diz o executivo, é que o câmbio médio dos primeiros três meses de 2017 seja mais valorizado que o de janeiro a março deste ano. Com isso, as importações devem crescer mais que a produção interna e voltar a ganhar espaço no faturamento. Tilkian diz que ainda é cedo, porém, para dizer de quanto será o avanço.

“O impacto do câmbio nas importações é muito mais rápido do que nas exportações”, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). O efeito do real valorizado já ficou mais claro nas importações de agosto, destaca ele. Os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), mostram que o valor das importações caiu 8,3% em agosto, no critério da média diária, contra 25,5% do acumulado do ano.

Mais do que isso, aponta ele, a tendência de recuo no número de importadores começa a se reverter. Em fevereiro, o ministério registrou 3.737 empresas importadoras, 581 a menos que em igual mês de 2015. Em julho, foram 1.580 importadoras, 119 a menos, na mesma comparação. Em agosto, o número de importadores cresceu em 166 empresas. No ano, porém, os importadores somam 33.336, o que significa 4.937 empresas a menos que em igual período de 2015. Para Castro, a mudança é um reflexo do câmbio. Os importadores, diz ele, já aproveitam o dólar mais favorável para desembarcar produtos para o fim do ano.

Os dados de comércio e a perspectiva do câmbio fizeram a AEB rever o superávit estimado para 2016. O saldo positivo projetado de US$ 47 bilhões para o ano foi reduzido para US$ 40 bilhões. Para o ano que vem, diz Castro, o efeito do câmbio nas importações deve continuar, o que dificulta o ajuste no setor externo. “A preocupação é que a demanda maior, atingidas as expectativas de crescimento, seja atendida mais pelas importações do que pela produção doméstica.”

Não foi somente a AEB que reviu as estimativas. Na indústria de materiais de construção a projeção mudou de sinal. Em vez dos US$ 500 milhões de superávit comercial que se previa para 2016, o setor deve fechar com saldo negativo de cerca de US$ 400 milhões no ano e deixar de lado a expectativa de reverter o déficit mantido desde 2009. Com a evolução da política interna e a expectativa de alta de juros americanos, Walter Cover, presidente da Abramat, que reúne as indústrias do setor, não espera no curto prazo nova desvalorização do real que leve o dólar próximo ao nível do início de 2016.

Sem política específica de estímulo, diz, o setor não terá como alavancar exportações no ano que vem, nem como segurar as importações. A apreciação do real deve ainda frear o processo de substituição de importações que o câmbio mais desvalorizado propiciou em alguns segmentos, como materiais elétricos, plásticos e vidros.

Para 2017, porém, a expectativa é de crescimento real de faturamento de 2%, longe de recuperar o que foi perdido no período mais recente. Com o mercado interno fraco, o faturamento global do setor deve cair este ano 10% em termos reais, diz Cover. Em 2015, a queda foi de 12%. Com o real mais apreciado, diz Cover, a indústria brasileira corre o risco de perder espaço para o importado

Segundo Tilkian, da Estrela, um dos resultados práticos de elevar o nível de importações em 2017 deverá ser o menor nível de contratação de temporários para o período de alta produção do setor, de maio até o início de dezembro. Este ano, a empresa chegou a ter 2.000 pessoas no período de pico da produção, 100 a mais que no ano passado. O quadro permanente da empresa é de cerca de 1.500 pessoas. Em 2017, diz ele, com parcela maior do faturamento vinda de importados, provavelmente a empresa demandará menor número de temporários.

Na terça-feira, a fabricante de brinquedos informou ao mercado que o acionista controlador e seu diretor de marketing constituíram no Paraguai uma sociedade denominada Estrella del Paraguay, que passará a fornecer brinquedos para a empresa e outras companhias, no Brasil e na América do Sul. A companhia informou que vai estabelecer contratualmente as condições de fornecimento da operação, de modo que os brinquedos importados do Paraguai passem a substituir parte dos brinquedos atualmente importados da China.

Segundo Tilkian, em 2016 as vendas de brinquedos sofreram menos que as de outros segmentos de bens de consumo. “Durante a crise, as famílias deixaram de viajar e trocar bens duráveis e deram prioridade aos brinquedos das crianças.” O faturamento da empresa deve avançar em até 10% este ano, enquanto as vendas do setor devem crescer cerca de 5%, diz.

Para o ano que vem, a expectativa é de maior crescimento do faturamento. “Se em crise conseguimos avançar, com a economia crescendo nossa expectativa é vender um volume ainda maior”, diz Tilkian. Ele não quis dar, porém, estimativas para o avanço.

No setor de bens de capital, a valorização do real frente ao dólar deve facilitar as negociações na importação de máquinas no último quadrimestre do ano, mas o quadro econômico ainda não foi suficiente para deflagrar novos planos de investimento, segundo Paulo Castelo Branco, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas (Abimei).

“Com o dólar a R$ 3,20, a situação melhora, e com o fim do processo de impeachment há maior confiança das empresas, mas o caminho não está bem definido e ainda não recomeçaram os planos de investimento nem no médio prazo”, diz Branco. “Há muita capacidade ociosa, as empresas não têm fluxo de caixa e estão descapitalizadas para investir.”

O último quadrimestre do ano, diz ele, deve ser melhor que o desempenho até agosto. No primeiro semestre, segundo a Abimei, foram importados US$ 15,5 bilhões em bens de capital, queda de 23,6% em relação a iguais meses de 2015.

Segundo Branco, há “esperança” de que os últimos quatro meses sejam melhores que igual período de 2015, quando, segundo dados da Abimei, as importações de máquinas caíram pouco mais de 30% em relação a mesmos meses do ano anterior.

Valor Econômico – 22/09/2016

continue lendo:

Expansão global é fraca mas Brasil tem contração menor

O crescimento econômico global vai enfraquecer neste ano e no próximo a taxas que não eram vistas desde a crise de 2008, alertou a OCDE. Antes um motor para a economia mundial, a expansão do comércio deve pesar sobre o crescimento neste ano, afirmou a entidade, projetando alta de apenas 2,9%. Para o Brasil, entretanto, a organização melhorou sua estimativa e passou a ver uma contração em 2016 de 3,3% ante projeção anterior de 4,3%.

DCI – 22/09/2016

continue lendo:

Coluna

Na ONU, Temer se legitima junto à comunidade internacional

Matias Spektor

A estreia de Michel Temer na política internacional é uma obra em três atos: a reunião do G-20, a Assembleia Geral das Nações Unidas e uma visita à Argentina, daqui a dez dias. Ao fim do périplo, o governo terá encerrado a longa transição.

Claro e direto, o discurso de Temer na ONU reafirmou pautas tradicionais da diplomacia brasileira, algumas das quais defendidas com vigor pelo PT. Da necessidade de compensar os perdedores da globalização à reforma do Conselho de Segurança, ele passou em revista toda a agenda diplomática.

Em seu melhor momento, o presidente bateu forte contra as mensagens do candidato republicano Donald Trump: Temer celebrou a abertura americana para Cuba, comemorou o acordo nuclear com o Irã, aplaudiu compromissos formais sobre mudança do clima, denunciou a xenofobia e a proliferação nuclear. Na sequência, encontrou-se com o vice de Obama.

As diferenças com o PT ficaram claras. Ao prometer uma “diplomacia com os pés no chão”, Temer marcou distância do que vê como exuberância irresponsável na diplomacia petista. Naquele dia, sua imagem no púlpito da ONU contrastou com a de Lula na Lava Jato e a de Dilma na campanha municipal de Jandira Feghali.

Antes de Temer discursar, Venezuela, Equador e Nicarágua saíram do plenário. Tendo em vista o autoritarismo cleptocrata de seus presidentes, muitos acharam que o gesto depôs a favor do governo brasileiro. Costa Rica também saiu, mas sua chancelaria soltou nota minimizando o ocorrido.

Em Nova York, Temer ouviu seu colega uruguaio pedir a restauração das boas relações, depois da fricção. O presidente de Portugal afirmou que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa quer um novo capítulo com o Brasil, tamanha a irritação com o tratamento dispensado ao grupo por Dilma.

A visita de Temer à ONU também teve silêncios. Na expectativa de baixar o fogo, ele nada disse sobre a situação na Venezuela. E, para perplexidade geral, o presidente nem sequer mencionou a palavra “corrupção”, tema que chacoalha com vigor a sociedade que ele representa.

Sobre a crise global dos refugiados, não propôs nada. Pelo contrário, apresentou números inflados de quanta gente recebemos. A pedalada estatística é uma herança do governo Dilma, quando se fez uma gambiarra jurídica para receber milhares de haitianos sem violar a legislação sobre a matéria. Temer poderia ter dito que seu próprio líder no Senado apresentou um projeto de lei que, com apoio das principais organizações de direitos humanos, promete começar a modernizar o tratamento da questão. Buenos Aires é a próxima parada.

Folha de S.Paulo – 22/09/2016

continue lendo:

Fed e Banco do Japão reduzem incertezas e derrubam dólar e juros

Os juros futuros e o dólar fecharam em queda firme ontem, movidos por fatores externos e internos. A sinalização de um ritmo gradual da normalização da política monetária pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano), o ambiente de taxas de juros baixas no Japão e a informação de que a Petrobras pode diminuir os preços dos combustíveis animaram os investidores e reforçaram as apostas em um corte da taxa básica Selic em outubro.

Na BM&F, a taxa do contrato de juros DI para janeiro de 2018 caiu de 12,46% para 12,36%, enquanto o DI para janeiro de 2021 recuou de 12,07% para 11,88%. Com isso, a probabilidade de um corte de 0,25 ponto da Selic na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de outubro aumentou de 35% na terça para 70% ontem, segundo cálculos da Quantitas.

Essa perspectiva foi reforçada por declaração do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que afirmou à “Bloomberg” que é “altamente provável” que a taxa de juros caia até o fim do ano. Depois, Meirelles tentou corrigir o mal-estar gerado e disse ao Valor que, a partir da aprovação do limite dos gastos públicos, o país teria condições de obter um corte nos juros.

Meirelles enfatizou ser um defensor da autonomia do BC e que não acha positivo fazer comentários sobre as decisões do Copom. “Eu sempre defendi autonomia do BC e acho que o ministro da Fazenda opinando sobre o que o BC deveria fazer é algo negativo. Então, eu não mudar de posição, pois sou eu, agora, o ministro. Eu continuo coerente com a ideia de que o BC tem que agir de forma autônoma.”

As decisões de política monetária do Banco do Japão (BoJ) e do Fed indicam que a liquidez global seguirá elevada, mantendo o que o presidente do BC, Ilan Goldfajn, chama de “interregno benigno” para o cenário internacional.

O Fed manteve a taxa básica de juros inalterada, deixando a porta aberta para uma elevação em dezembro. No Japão, o banco central manteve a taxa básica de juros negativa em 0,1% e anunciou um ajuste no programa de compra de ativos, que passa a não ter mais um prazo determinado para acabar até que o objetivo de levar a inflação para a meta, de 2%, seja alcançado. “Isso deve trazer uma queda na volatilidade das taxas de juros no Japão, o que se reflete no mercado de bônus em geral”, diz Mauricio Junqueira, gestor de mercados internacionais do Brasil Plural.

Na visão do economista-chefe da Mauá, Alexandre Ázara, tanto o Fed quanto o BoJ mantiveram na mesa a ideia de que o cenário será analisado com muito cuidado. “Essas reuniões tiraram a angústia que havia no mercado”, explica.

Nesse cenário, países como o Brasil tendem a se beneficiar do diferencial de juros, o que tem dado suporte para o real. O dólar ontem caiu 1,54%, para R$ 3,2098.

O temor de sinalização “hawkish” (inclinada ao aperto monetário) e de redução nos estímulos no Japão provocaram aversão a risco na semana passada, levando o dólar a fechar acima de R$ 3,30 e reduzindo as apostas em corte da Selic em outubro.

O sócio da Platina Investimentos, Marco Franklin, afirma que, com o quadro atual, o Brasil continua sendo o “paraíso do carry-trade” – estratégia que busca ganhar com arbitragem de juros. Segundo ele, não fazer nada por aqui em termos de taxas de juros é o mesmo que promover um aperto pois, com as expectativas de inflação caindo, há uma elevação do juro real, que subiu de 6,3% em maio para o patamar atual de 7,4%.

Nas contas de um gestor, embutindo a projeção de reajuste zero para gasolina em 2017, a inflação projetada por seu modelo cai para 4,3% -abaixo, portanto, do centro da meta de 4,5%. “Coleta de preços baixa, gasolina, Fed influindo pelo do câmbio e atividade estão levando as projeções de inflação para baixo”, diz o especialista, que não descarta corte de juro em outubro.

Com a redução das incertezas no exterior, o foco do BC deve se voltar para o cenário doméstico. A economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour, diz que o desempenho dos ativos domésticos vai depender da capacidade do governo em avançar com a agenda de ajuste fiscal. “O mercado espera que o governo aprove pelo menos a PEC do teto de gastos neste ano e encaminhe a reforma da Previdência após as eleições municipais.”

A possibilidade de corte do preço da gasolina é um elemento adicional para a aposta em corte de juros a partir de outubro. O preço da gasolina praticado no Brasil está cerca de 27% acima do preço internacional. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou ontem que a petroleira está discutindo internamente uma política de preços para os combustíveis.

A mensagem do BC tem sido de que não será só um elemento, mas um conjunto de fatores que determinará o rumo da política monetária. E nesse sentido, a queda nos preços dos alimentos, confirmada na segunda pelo IPC-Fipe, compõem outros fatores citados como sendo favoráveis à aposta de redução da Selic em outubro.
Valor Econômico – 22/09/2016

continue lendo:

Brexit ainda tem pouco impacto no Reino Unido

A votação do Brexit trouxe até agora pouco impacto à economia do Reino Unido, de acordo com a agência britânica de estatística (ONS, na sigla em inglês).

Diferentemente do esperado, os números oficiais ainda não refletem a desconfiança prevista por algumas pesquisas realizadas à época do referendo. Mas dados sobre serviços, que correspondem a mais de três quartos da economia, devem ser divulgadas na semana que vem, enquanto a primeira estimativa sobre o desempenho de toda a economia britânica pós-Brexit será divulgada em 27 de outubro.

Durante a campanha pré-votação, muitos alertavam para os efeitos de curto prazo que uma decisão a favor da saída da União Europeia (UE) poderia ter, com riscos de uma deterioração dramática da atividade econômica.

Consultorias estimam que enquanto a atividade industrial caiu 0,9% em julho, o setor de construção apresentou estabilidade, o crescimento anual dos preços de casas caiu de 9,7% em junho para 8,3% em julho, e a taxa de desemprego no trimestre de maio a julho permaneceu em 4,9%. As vendas no varejo, por sua vez, caíram 0,2% em agosto, mas haviam crescido 1,9% em julho.

“Até agora não há sinais de um colapso no que diz respeito à confiança do consumidor como sugeriam”, observou Joe Grice, economista-chefe do ONS. Ele observou, no entanto, que os efeitos a longo prazo ainda podem surpreender.

Sua posição faz coro com a da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que, ao revisar a estimativa de crescimento do Reino Unido para 1,8% em 2016, também reduziu a projeção para 2017 de 2% para 1%.

“Incertezas sobre o futuro da política e da reação da economia continuam altas e os riscos permanecem”, diz a entidade, que antes da votação alertava que a saída da UE representava um sério risco para os britânicos. “No longo prazo, o futuro do comércio do Reino Unido com a União Europeia e outros parceiros será crucial para suas perspectivas econômicas.”

Valor Econômico – 22/09/2016

continue lendo:

Redação On setembro - 22 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.