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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Para Ibre, expansão forte da economia em 2017 depende da aprovação de medidas

Um crescimento mais robusto da economia em 2017 só é possível com a aprovação em tempo hábil das medidas fiscais no Congresso, o que levaria a uma redução dos prêmios de risco, com consequente valorização do câmbio e queda maior dos juros. A avaliação é do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), que ainda não vê, no entanto, a perspectiva mais favorável como a mais provável.

Na edição de setembro do Boletim Macro, divulgada com exclusividade ao Valor, a equipe de conjuntura do Ibre apresenta dois cenários possíveis para a expansão do PIB no próximo ano. O otimista conta com aumento de 1,7%, enquanto o básico, que é o efetivamente considerado pela entidade, prevê alta de 0,6% no período.

“Quanto mais rápido tivermos mudança na questão vai fiscal, mais rápido a economia reagir, mas esperar que tudo isso ocorra em 2017 é pedir demais”, afirma Silvia Matos, coordenadora técnica do documento.

O consenso de mercado, que espera avanço de cerca de 1,4% da economia no ano seguinte, embute estabilização da atividade já no terceiro trimestre, condição necessária para a melhora prevista para o ano que vem. Já o Ibre trabalha com retração de 0,3% tanto no período de julho a setembro quanto nos últimos três meses do ano.

A partir dos indicadores antecedentes, o instituto calcula que a produção industrial caiu 3,2% entre julho e agosto, o que dificulta estabilidade do PIB no trimestre atual. A indústria segue em trajetória de reação, mas o movimento não é linear. O processo de recuperação, diz a economista, está sujeito a quedas nos próximos meses.

Além da herança estatística ainda negativa deixada por 2016, a desinflação não tem ocorrido em ritmo rápido, outro ponto que indica crescimento mais moderado em 2017, já que pressupõe maior cautela do BC para cortar juros. “Uma recuperação cíclica só é factível com controle inflacionário e queda dos juros”, afirma Silvia.

Na seção de inflação do boletim, Salomão Quadros e André Braz apontam que o ritmo de descompressão do IPCA em 2016 é “decepcionante”. Desde março, o IPCA em 12 meses diminuiu 0,42 ponto percentual. Se esse ritmo fosse mantido, seriam necessários 53 meses para que o centro da meta (4,5%) fosse alcançado. Daqui até o fim do ano, a expectativa é que o IPCA recue cerca de 1,5 ponto, terminando 2016 em 7,5%. Em 2017, o indicador deve ceder para 5,3%. “Não vejo a inflação chegando à meta sem ajuda do câmbio”, diz Silvia, o que se concretizaria no cenário mais otimista do Ibre.

Valor Econômico – 22/09/2016

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Para economistas, indexação dificulta queda do IPCA

Na avaliação dos economistas, a resistência dos preços dos serviços é um dos fatores que pode retardar o cumprimento do centro da meta de inflação, prevista para 4,5% em 2017.

“A indexação ainda é muito forte na economia brasileira”, afirma o economista Fabio Silveira, sócio-diretor da consultoria MacroSector. Silveira observa que vários contratos de prestação de serviços são corrigidos pela inflação passada. Isso deve dificultar a convergência da inflação para o centro da meta no ano que vem. A consultoria projeta que a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 6% em 2017. Para este ano a projeção é 7,2%.

Fábio Romão, economista da LCA Consultores, concorda com Silveira, da MacroSector. “A resistência da inflação de serviços é um dos obstáculos para que se atinja a meta em 2017”, observa Romão.

Ele calcula que o IPCA de 2017 deve ficar em 5,2% e a inflação de serviços tende a recuar para 6,4%. A desaceleração dos serviços para 2017 prevista pelo economista será de 0,7 ponto porcentual, um ritmo mais lento que o registrado este ano que, nas suas contas, terá um recuo de um ponto porcentual.

“A desaceleração dos serviços deve ser mais lenta ao longo do ano que vem, porque haverá uma melhora da atividade e da renda. Conforme a confiança for melhorando e a atividade ganhando corpo, ainda que gradualmente, é natural que o ritmo de desaceleração dos serviços vá se reduzindo”, afirma Romão.

A esses fatores, o economista acrescenta mais um obstáculo ao cumprimento do centro da meta no ano que vem: a alta dos preços administrados, aqueles cujo reajuste é autorizado pelo governo, como água, energia, ônibus.

Para 2017, o economista da LCA projeta uma alta de 5,7% dos preços administrados, que devem subir 6,5%, depois da alta extraordinária de 18% em 2015. Diante dos últimos anos, o reajuste dos preços administrado esperado para este ano e o próximo pode parecer pequeno. Mas, entre 2008 e 2014, a media dos reajustes do setor foi 3,7% ao ano.

O Estado de S.Paulo – 22/09/2016

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Decisão de BC dos EUA favorece, mas não determina corte da Selic

A decisão do Federal Reserve (Fed) atenua uma das mais importantes incertezas no cenário internacional discutidas na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Mas, a julgar pelo que foi sinalizado pelo BC brasileiro, não deverá ser um fato definidor do tão esperado corte de juros porque a política monetária doméstica depende principalmente de fatores locais.

Em ata divulgada há duas semanas, todos os membros do Copom haviam destacado a importância de monitorar o ritmo de normalização da política monetária nos Estados Unidos e suas possíveis implicações sobre a velocidade da convergência da inflação brasileira à meta.

O maior risco era uma alta de juros americanos mais cedo, em setembro, provocar pressão na taxa de câmbio e contaminar as perspectivas inflacionárias no Brasil. Esse foi um risco latente nos últimos dias, com a alta volatilidade na cotação do dólar, e não está de todo descartado.

Todos os membros do comitê de política monetária do Fed (o chamado Fomc), com exceção de três, esperam uma alta nos juros básicos até o fim do ano. Ou seja, as incertezas apenas se deslocaram alguns meses à frente.

Mas o calendário do Fomc até o fim do ano é favorável à condução da política monetária no Brasil. O próximo encontro do comitê americano é no começo de novembro. Poucos, porém, antecipam uma alta de juros às vésperas das eleições presidenciais americanas. O encontro seguinte é em dezembro, e as apostas de alta de juros são mais fortes.

Até lá, o Copom terá realizado seus dois encontros programados até o fim do ano, um em meados de outubro e outro no fim de novembro. As apostas do mercado sobre uma eventual baixa de juros pelo Copom se concentram nessas duas reuniões.

Tão importante quanto os juros não subirem agora é o fato de os membros do Fomc terem sinalizado um ritmo de aperto mais suave nos próximos anos. O pano de fundo dessa revisão é a discussão sobre a taxa de juros de equilíbrio nos Estados Unidos no momento atual, que seria menor do que seu nível histórico.

Se isso for verdade, o que o Copom vem chamando de interregno benigno no cenário internacional poderá, de fato, continuar por algum tempo, como sugeriram alguns dos seus membros mais otimistas, em agosto.

Apesar de o cenário internacional ser importante, porém, o BC tem dito na sua comunicação oficial que uma eventual baixa de juros depende de outras três condições vinculadas ao ambiente doméstico: a evolução dos preços dos alimentos, menor resistência da inflação e implementação do ajuste fiscal.
Valor Econômico – 22/09/2016

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Meirelles nega que limitação levará a arrocho

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou ontem que a limitação dos gastos públicos vá gerar um arrocho excessivo na economia. “O que estamos adotando nessa proposta é algo completamente diferente da política de cortes pontuais e que não são sustentáveis”, disse ele, após evento no Conselho das Américas, em Nova York. “É um projeto gradual de limitação e crescimento de gastos que caso continuassem seria insustentável”, resumiu.

O ministro qualificou a proposta como essencial para recuperar a confiança junto a investidores. Segundo ele, a dívida pública estava crescendo com velocidade e a taxa de juros subindo. “Isso fazia com que tivéssemos menos recursos para crédito, consumo e investimento.”

Meirelles afirmou que, uma vez aprovada, a limitação de gastos públicos, vai favorecer a economia dos Estados. “Aos Estados que estão reclamando do rigor fiscal da União, a minha resposta é que o problema do Brasil foi criado pelo aumento da dívida pública como resultado do aumento da despesa pública no país. Isso é que gerou a queda de confiança e o declínio da atividade econômica e a recessão”, disse ele.

Meirelles lembrou que os Estados podem tomar até R$ 20 bilhões em empréstimos com a União. Dez bilhões foram concedidos como garantia e há R$ 8 bilhões estão em análise no Tesouro “em processo intenso”. “É importante também que os Estados façam ajuste fiscal e isso está no acordo da dívida com a União.”

Para Meirelles, o primeiro pacote de concessões anunciado na semana passada pelo governo se refere a projetos com maior atratividade para investidores. “Acreditamos que as oportunidades para investimentos no Brasil são muito grandes”, disse ele.

Segundo ele, o crescimento do país sem o crescimento da infraestrutura criou um problema. “Mas criou também a existência de demanda para infraestrutura e na medida em que há demanda haverá retorno.”

Para o ministro, essa demanda será completada com estabilidade das regras, o que vai garantir o retorno por parte dos investidores. “Não se trabalha mais com a expectativa de limitar retorno. Haverá regras claras e transparentes.”

Meirelles avaliou que esse processo de atrair investimentos será gradual e de longo prazo. Para ele, “não será uma demanda explosiva”. Será algo que vai surgir ao longo do tempo.

Meirelles negou que as investigações sobre corrupção afetem as decisões de investimento. Ao contrário, avalia, a Operação Lava-Jato mostra a solidez das instituições brasileiras e favorece investimentos. “A nossa posição é que isso [a operação] vai gerar confiança À medida que as investigações sejam concluídas, os culpados sejam punidos e as companhias públicas sejam administradas de forma correta”, disse.

O ministro descartou aumento de impostos no curtíssimo prazo como medida para aumentar a arrecadação. “Eu tenho dito que, caso seja necessário, haveria aumento de impostos. Mas, no momento, pensando no Orçamento de 2017, não se configura a necessidade de aumentar impostos no Brasil.”

Meirelles, espera que a reforma da Previdência seja apresentada em outubro ao Congresso. “A expectativa é que para o fim de outubro seja apresentada ao Congresso”, disse ele.

Valor Econômico – 22/09/2016

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TCU deve aplicar sanção a 5 autoridades das 17 envolvidas nas ‘pedaladas’ fiscais

Apenas 5 das 17 autoridades citadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no processo que investigou as “pedaladas” fiscais sofrerão alguma sanção por parte do órgão. O caso deve ser levado a julgamento do plenário no dia 28. Para a sessão seguinte, em 5 de outubro, está prevista a análise das contas de 2015 da ex-presidente Dilma Rousseff.

O relator do processo, ministro José Múcio, recomendará aos colegas punição para três pesos pesados da administração Dilma: o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o ex-secretário do Tesouro Nacional Arno Augustin e o ex-presidente do Banco Central Alexandre Tombini.

Para os dois primeiros será sugerida, além de multa, a inabilitação para o exercício de cargo de confiança na administração pública federal. Já Tombini deve receber apenas a multa. Sua punição, no entanto, é a única que ainda pode ser revertida de última hora, segundo apurou o Valor.

Além desses três, devem receber sanções do TCU o ex-subsecretário de Política Fiscal do Tesouro Marcus Pereira Aucélio e o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. Os dois serão multados e Aucélio também deve ser inabilitado para o serviço público.

A lista original de autoridades implicadas com as “pedaladas” contava com outros nomes de peso, como o atual ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, e o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho, além de vários ex-ministros da administração Dilma.

Ao longo do processo, entretanto, os integrantes do TCU envolvidos entenderam que a maioria dos dirigentes não teve atuação direta sobre as manobras contábeis. A procuradoria do tribunal tentou recentemente implicar Oliveira e o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, mas os dois acabaram ficando de fora da lista final.

No caso de Oliveira, o argumento da procuradoria estava amparado na assinatura de uma portaria, em janeiro de 2014, quando ele era secretário-executivo do Ministério da Fazenda. O documento confirmava regras de equalização dos pagamentos referentes ao extinto Programa de Sustentação do Investimento (PSI), cuja sistemática foi condenada pelo TCU.

A responsabilização do Banco Central também gerou polêmica. O primeiro relatório do tribunal apontou que a autoridade monetária falhou ao não contabilizar na Dívida Líquida do Setor Público os valores referentes às “pedaladas”. O BC recorreu, dizendo que havia cumprido fielmente seus manuais. Ainda havia dúvidas, no entanto, sobre eventual omissão proposital por parte dos dirigentes do BC.

A procuradoria do TCU pediu a inabilitação tanto de Tombini quanto de Maciel, mas a área técnica e os ministros do órgão de controle avaliaram as recomendações como “exageradas”.

Os três alvos da pena máxima estão envolvidos com as operações de crédito entre a União e os bancos públicos. Mantega, Augustin e Aucélio são citados como responsáveis diretos pelas operações ilegais envolvendo a Caixa, o Banco do Brasil e o BNDES. As instituições usaram recursos próprios para pagar compromissos do governo com programas como Bolsa Família, Safra Agrícola e PSI, entre outros.

Valor Econômico – 22/09/2016

Redação On setembro - 22 - 2016
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