Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Maioria dos acordos salariais de agosto fica abaixo da inflação

Mais da metade das negociações coletivas com vigência em agosto resultaram em ajustes salariais abaixo da inflação, de acordo com levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) com base em dados do Ministério do Trabalho.

Das 162 negociações de ajuste analisadas, 17 não só não conseguiram repor a inflação como levaram à redução de salário e de jornada.

No acumulado desde janeiro de 2015, esse número chega a 527 acordos, sendo que 131 deles utilizaram o Programa de Proteção ao Emprego.

O número de negociações abaixo do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que até agosto acumulou 9,6%, vinha caindo desde janeiro, quando quase 70% dos acordos ficaram nessa faixa. Em junho, esse percentual foi de apenas 22%.

Em julho e agosto, porém, o número cresceu para 36,2% e 51,8%, respectivamente.

“Em janeiro, a inflação cresceu muito, por isso essa proporção tão grande. Mas agora, surpreendentemente, vemos esse novo aumento. Nós imaginávamos que a tendência de queda continuaria”, diz o professor da Faculdade de Economia da USP Hélio Zylberstajn, coordenador da pesquisa Salariômetro.

Para o professor, o aumento em agosto pode ser explicado por uma leve aceleração do INPC, que não era esperada pelo mercado, e uma maior dificuldade de negociação das categorias.

O número elevado de desempregados fragiliza o poder de barganha dos sindicatos. No trimestre encerrado em julho, 11,8 milhões de pessoas procuraram emprego, segundo o IBGE.

O quadro se reflete na folha salarial, que em junho somou R$ 97,8 bilhões —valor 3,7% menor do que o observado em junho do ano passado. Em relação ao mês anterior, o recuo foi de 1,6%.

A mediana do piso salarial com vigência em agosto foi de R$ 1.060, valor 20,4% maior que o salário mínimo.

“Isso é um tiro no pé do capitalismo porque você enfraquece o mercado interno”, diz Miguel Torres, vice-presidente da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

A categoria foi a mais afetada pela perda de salários: quase 65% das 527 negociações que resultaram em queda da remuneração e redução da jornada aconteceram na indústria metalúrgica.

“Se você não corrige a inflação, você tira o poder de consumo da população. Não é uma lógica inteligente do ponto de vista empresarial”, diz Sérgio Nobre, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A entidade, em conjunto com outras centrais, como a Força Sindical e a UGT, faz nesta quinta-feira (22) o segundo ato nacional unificado “nenhum direito a menos”. O primeiro aconteceu em 16 de agosto.

Folha de S.Paulo – 21/09/2016

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Protesto criticou reajuste de 6% anunciado pela empresa e injustiça na demissão de operadores

Os trabalhadores da Novelis paralisaram a produção por uma hora nessa quarta-feira, dia 21, para pressionar os patrões pela Campanha Salarial.

Sem qualquer negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, a direção da Novelis comunicou essa semana que irá aplicar 6% de reajuste. O índice não cobre as perdas salarias da inflação, que fechou em 9,62%, segundo cálculo do INPC dos últimos 12 meses.

O presidente da FEM-CUT/SP (Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT no Estado de São Paulo), Luiz Carlos da Silva Dias, o “Luizão”, participou do protesto e classificou a medida como manobra para prejudicar as negociações.

“Aplicou de forma equivocada. Isso é uma forma de desmobilizar pra que o trabalhador não vá fazer nenhum movimento em razão daquilo que de fato ele merece”, disse.

No mesmo comunicado, a Novelis afirma que depois irá pagar o restante do reajuste do que for definido nas negociações entre as bancadas patronais e a FEM-CUT/SP. Para Luizão, porém, a postura da empresa tem sido para que não haja o reajuste completo.

“O grupo de sindicatos patronais do qual a Novelis faz parte é o que mais defende a flexibilização das leis trabalhistas. Estão tentando fragmentar as férias. A Novelis deveria pressionar o sindicato dela pra resolver o reajuste, mas não é isso que ela faz, ela chega lá em São Paulo e fala pra não dar mais nada. Por isso precisa ter pressão aqui na fábrica.”

O ato também protestou contra a demissão de dois operadores por conta de um incidente causado pelas más condições de trabalho, como a falta de empilhadeira de giro, com vazamentos, buracos no piso, desnível, atividade simultânea, irregularidades antigas e já conhecidas pela coordenação do setor de Reciclagem.

A Novelis faz parte do Grupo 8 (Laminação e Trefilação) e emprega cerca de 1.100 trabalhadores na produção de chapas de alumínio.

Agência de notícias da  FEM-CUT/SP – 21/09/2016

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Correios fecham acordo e funcionários terão reajuste salarial de 9%

Por SÃO PAULO

­ Os Correios fecharam ontem, terça­feira (20), acordo com representantes dos trabalhadores e concederão reajuste salarial de 9% aos funcionários, parcelado em duas vezes.

Segundo os detalhes do termo firmado em Brasília, o primeiro reajuste, de 6%, será concedido em agosto, enquanto os 3% restantes serão aplicados em fevereiro de 2017. Os funcionários receberão também reajuste de 8,74% nos benefícios. Na semana passada, após a empresa ter apresentado sua proposta, os funcionários fizeram uma paralisação parcial de dois dias em algumas regiões do país.

Para o presidente dos Correios, Guilherme Campos, o acordo mostrou “disposição para uma negociação que beneficiasse a todos, sem a necessidade de recorrer a qualquer mediação externa”. “Agora, precisamos continuar dialogando para tirar a empresa do vermelho”, afirmou. (Folhapress)

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Greve continua

O impasse entre os bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não tem data para terminar. Nesta semana, não há nenhuma rodada de negociações do reajuste salarial prevista, e a greve deve ser mantida. Para especialistas, apesar de a paralisação ter menos impacto, devido aos serviços oferecidos por aplicativos e sites de bancos, ainda traz transtornos para alguns consumidores.

É o caso de Teresinha Marsal, de 82 anos, que não tem afinidade com as novas tecnologias e não está conseguindo retirar a aposentadoria no banco. Isso porque a senha do cartão venceu e ela só consegue renovar na agência. “Sem a senha a gente não pode retirar o dinheiro e estamos deixando de pagar várias contas, como, por exemplo, o plano de saúde”, disse o aposentado Guilherme Ricardo Marsal, 90, esposo de Teresinha.

Sônia Amaro, supervisora institucional da Proteste, disse que grande parte dos serviços podem ser realizados de outras formas, mas algumas exceções devem ser resolvidas no banco. “Se não tiver como, a pessoa deve entrar em contato com a instituição para resolver esse problema, porque o banco deve atendê-la de alguma forma. Pode registrar a situação em todos os canais de atendimento ao cliente e tentar resolver o problema”, disse.

Reivindicações
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) disse que a greve nacional é a maior da história, com adesão de 13 mil agências no país. Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial para R$ 3,9 mil, PLR de três salários mais R$ 8,3 mil, além de melhores condições de trabalho. A última proposta dos bancos foi de reajuste de 7% mais abono de R$ 3,3 mil. Além disso, os bancários teriam uma participação nos lucros e resultados (PLR), que está entre as maiores entre todos os setores da economia.

Correio Braziliense – 21/09/2016

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Renda real dos mais qualificados aumenta na recessão, aponta Ipea

O rendimento médio real dos trabalhadores mais bem pagos continuou crescendo durante a recessão. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua mostra que a renda daqueles que estão entre os 10% mais bem remunerados no país aumentou 2,4% em termos reais no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Ao lado dos trabalhadores que recebem exatamente um salário mínimo, esse foi o único grupo em que o rendimento cresceu nos últimos 12 meses.

A divisão por decis mostra que as maiores perdas foram registrados entre os mais vulneráveis, que recebem menos que o mínimo, e entre o penúltimo decil, com rendimento médio de R$ 2 mil. Nos três grupos, a queda média no intervalo de 12 meses foi de 8,8%. Os dados fazem parte da nova edição da Carta de Conjuntura do Ipea.

Diante do desempenho, o Gini da renda daqueles que continuam empregados caiu de 0,492 no último trimestre de 2014, pouco antes do início da recessão do mercado de trabalho, para 0,487 no segundo trimestre de 2016. Para o coordenador Grupo de Estudos de Conjuntura (Gecon) do Ipea, José Ronaldo de Souza, a retração, pouco significativa, ainda não indica que tenha havido aumento da desigualdade entre os ocupados. Quando se aumenta o escopo, contudo, a avaliação é diferente.

“Como muita gente perdeu o emprego, é provável que a queda do Gini tenha sido maior levando em conta a população como um todo”, pondera o economista.

O nível maior de qualificação dos trabalhadores com salários mais elevados e seu custo alto de demissão poderiam explicar o ganho real na renda mesmo diante do cenário adverso, pondera Souza. Para ele, as perdas nos salários intermediários é, em parte, reflexo do volume expressivo de demissões na indústria e na construção civil, setores entre os que mais sentiram a recessão.

A avaliação dos dados da Pnad Contínua mostrou que os grupos tradicionalmente mais suscetíveis ao desemprego foram aqueles que viram maior deterioração dos indicadores – jovens, mulheres, a região Nordeste, trabalhadores com ensino médio incompleto e de regiões metropolitanas. Entre o quarto trimestre de 2014, ponto mínimo de desemprego na maioria dos grupos, e o segundo trimestre de 2016, a taxa avançou expressivos 11,5 pontos percentuais entre aqueles com até 24 anos, de 15,25% para 26,76%, ressalta Souza.

A principal surpresa, ele completa, foi o aumento de 132% do desemprego entre os trabalhadores com mais de 59 anos, de 2,05% para 4,75%. “Isso mostra que nenhum grupo conseguiu escapar da crise”, destacou.

Em apenas oito Estados a taxa de desemprego se encontra ainda abaixo dos 10% – nos três do Sul, Rondônia, Roraima, Piauí, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. As maiores taxas foram observadas no Amapá (15,8%) e na Bahia (15,4%), seguidos de Pernambuco (13,9%) e Alagoas (13,9%).

Os números já conhecidos deste segundo semestre sinalizam que o fim do ano também será de deterioração dos indicadores. Com dados dos acordos e convenções coletivas com início de vigência em agosto, o boletim Salariômetro de setembro, que será divulgado hoje, mostra que cresceu no período o volume de reajustes com perda real de salários. O boletim é uma publicação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)

Os dados, extraídos do Sistema Mediador do Ministério do Trabalho, mostram que 51,8% das correções negociadas no país não atingiram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses, proporção que chegou a 36,2% em julho e 22% no mês anterior. Em agosto, o INPC acelerou de 9,55% e 9,62%.

Apesar da piora, a mediana dos ajuste negociados nos últimos 12 meses empatou com a inflação, assim como em julho. Em junho, houve ganho real marginal de 0,2%.

Valor Econômico – 21/09/2016

Redação On setembro - 21 - 2016
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