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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Indefinição externa pressiona juros de longo prazo no país

A expectativa de mudança na política monetária nos Estados Unidos e de ajustes nos programas de estímulo do Japão e na Europa têm provocado uma correção de preços nos mercados globais e colocado em discussão a alocação em juros nos mercados emergentes. Investidores aguardam as reuniões do banco do Japão (BoJ) e do Federal Reserve (Fed, banco central americano), ambas na quarta, que podem trazer novas sinalizações sobre o rumo das taxas de juros.

A perspectiva de aumento de estímulos monetários na Europa, especialmente após a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (Brexit), e no Japão derrubaram as taxas nos mercados desenvolvidos para níveis muito baixos e levou investidores a buscar ativos que oferecem maior retorno. A alta dessas taxas diante dos questionamentos sobre a efetividade desses programas para retomar o crescimento dessas economias, somada à preocupação com o Fed, levou ao aumento da aversão a risco com impacto nos juros domésticos dos mercados emergentes.

No Brasil, o impacto foi maior nos papéis atrelados à inflação (NTN-B) acima de cinco anos, que são os títulos públicos com prazos mais longos e que costumam ser mais voláteis. O índice atrelado a essa ativos (IMA-B 5+) acumula perda de 1,1040% no mês até o dia 15.

O principal foco de ansiedade dos investidores é a reunião do BoJ, que pode trazer ajustes no programa de compra de ativos. O banco central japonês tem sinalizado a intenção de incentivar a alta das taxas mais longas por meio da compra de papéis com vencimentos mais curtos, o que fez as taxas dos bônus japoneses de prazo maior subirem. A taxa do papel de 30 anos saiu de 0,058% logo após o Brexit no fim de junho para 0,55%. Essas taxas têm impacto direto nos investimentos dos fundos de pensão e seguradoras e, por isso, são alvo de preocupação das autoridades japonesas. Outro ponto que gerou preocupação é que o Japão passou a usar mais o instrumento fiscal do que o monetário para estimular a economia. Em agosto, as autoridades anunciaram um pacote fiscal de US$ 132 bilhões.

Na Europa, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, frustrou o mercado ao não sinalizar a possibilidade de ampliação do programa de compra de ativos na última reunião.

Segundo o gestor de mercados internacionais do Brasil Plural, Mauricio Junqueira, se não houver uma alteração no programa de compra de ativos no Japão, as taxas de juros longas no mercado doméstico podem voltar a cair, dependendo da evolução do ajuste fiscal. Porém, um ajuste no programa de compra de ativos no Japão pode manter a pressão nos juros mais longos por mais tempo.

Embora os gestores acreditem que o espaço para uma alta da taxas de juros nos mercados desenvolvidos seja limitado, uma vez que o crescimento dessas economias, principalmente no Japão e na Europa, continua baixo, uma sinalização mais “hawkish” (inclinada ao aperto monetário) do Fed na próxima reunião em relação à normalização da política monetária pode trazer efeitos negativos para o mercado de juros domésticos, especialmente para as alocações com prazos mais longos. “Isso poderia deixar os mercados mais nervosos”, diz Luiz Parreiras, gestor da área de multimercados da Verde Asset.

Embora a maior parte do mercado não espere uma alta da taxa básica de juros na reunião de setembro, as apostas para uma elevação em dezembro ainda estão divididas, com as taxas de juros dos Treasuries (títulos do Tesouro americano) apontando uma chance de 56,5%.

Para o estrategista-chefe para América latina do BNP Paribas, Gabriel Gerztein, esse movimento de alta de juros representa apenas uma correção, uma vez que o potencial para um aperto monetário é pequeno. “Hoje a taxa de juros real de equilíbrio [que permite gerar crescimento sem aumento da inflação] está em 1%, o que significa que o aumento de juros nos EUA vai ser devagar e não explosivo”, diz.

Segundo cálculos do banco, a cada aumento de 1 ponto percentual da taxa do Treasury (papel do Tesouro americano) de dez anos, que hoje está em 1,694%, há um potencial de alta de 0,91 ponto do juro futuro longo brasileiro – o contrato de DI para janeiro de 2021 – considerando um cenário de manutenção ou flexibilização da política monetária no Brasil. O DI para janeiro de 2021, que chegou a 11,84% na mínima do ano em 5 de agosto, encerrou a sexta-feira acima de 12%.

O estrategista do BNP lembra que um choque no mercado de juros local deve ser bem menor que nos anos anteriores, como em 2013 e 2014, quando se começou a discutir a normalização da política monetária nos Estados Unidos, uma vez que a taxa Selic está em um patamar mais alto de 14,25%. “Hoje podemos ter um cenário de juros americanos subindo, que a taxa básica alta no Brasil compensa”, diz.

O gestor de renda fixa da Western Asset, Nicolas Saad, afirma que qualquer efeito negativo será de curto prazo em ambiente de taxas de juros muito baixas. Segundo o gestor, o cenário externo razoavelmente comportado e perspectiva positiva do lado doméstico são fatores favoráveis para a alocação em NTN-B e taxas prefixadas. “Estamos com uma visão cautelosamente positiva, esperando a aprovação do teto de gastos até o início do ano que vem, desde que não tenha emendas que prejudiquem a essência dessa medida.”

Passada as reuniões dos bancos centrais do Japão e dos EUA, o cenário doméstico, especialmente a agenda de ajuste fiscal, tende a voltar a ser mais relevante para os movimentos das taxas de juros longas no mercado local, prevê Ricardo Denadai, economista-chefe da Santander Asset Management Brasil.

Parreiras, da Verde Asset, afirma que as taxas de juros de longo prazo subiram no mercado local por uma combinação de fatores que inclui a redução das apostas em corte da taxa Selic em outubro, a alta do dólar e o ambiente global mais negativo.

Dessa forma, aponta o gestor, assim que o ambiente externo acalmar, os fatores locais, especialmente o início do ciclo de corte da taxa Selic, deve predominar no mercado de juros. “Continuamos achando que os juros têm espaço para cair, mas ainda preferimos aplicar em NTN-B. Achamos que nos níveis atuais, as taxas de juros prefixadas começam a ter um prêmio atraente”, diz Parreiras.

Valor Econômico – 19/09/2016

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Fed está prestes a cometer mais um erro seja qual for a decisão que tomar

Nesta semana, as autoridades do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) terão uma reunião importante para debater se irão aumentar as taxas de juros. Façam o que fizerem, certamente será um erro.

Mais de sete anos após o começo da recuperação em meados de 2009, a inflação continua abaixo da meta de 2% do banco central americano, fato que indica que a economia ainda opera abaixo do potencial. Em julho, os preços ao consumidor subiram apenas 0,8% em relação ao ano anterior. Excluindo os preços voláteis de alimentos e dos produtos de energia e serviços, eles cresceram 1,6%.

Pior ainda, os mercados parecem estar perdendo a confiança de que o Fed algum dia atingirá sua meta: os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos sugerem que os traders projetam uma média de inflação inferior a 2% daqui a cinco ou dez anos. Conforme foi apontado pela experiência do Banco do Japão, não será fácil recuperar essa confiança.

O Fed também não está atingindo sua meta de “máximo” emprego. Embora a taxa de desemprego tenha voltado ao patamar de 5% em que estava em 2007, a quantidade de americanos com emprego em seus principais anos de trabalho continua bem abaixo do nível anterior à recessão no país.

Todos esses são argumentos para que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), o braço de criação de políticas do banco central, acrescente estímulo cortando um quarto de ponto percentual dos juros na reunião do dia 21 de setembro. Isto tem ainda mais importância porque a capacidade do Fed de reagir a novos choques é muito limitada, por causa de sua relutância em levar as taxas de juros para valores negativos e da grande quantidade de compras de papéis que já realizou.

Então, a instituição deveria fazer tudo o que pode para garantir que a economia tenha saúde suficiente para aguentar o que vier pela frente.

Infelizmente, os mercados acreditam que o Fed não reduzirá os juros. Fazer isso agora poderia exigir que as autoridades aumentem as taxas mais rapidamente no futuro – resultado que, por motivos que não são claros, as autoridades estão decididas a evitar.

Portanto, o banco central subirá os juros um quarto de ponto percentual ou não fará nada.

A segunda opção parece mais provável porque dois diretores do Fed se expressaram a favor da cautela. A última vez que o Fed tomou uma medida da qual dois diretores divergiram foi em 1993. Em ambos os casos, será a medida errada.

Valor Econômico – 19/09/2016

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Em NY, Temer tenta atrair investidor

Os ministros que acompanham o presidente Michel Temer na viagem para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York começam hoje uma série de encontros com investidores de Wall Street e empresários para mostrar os projetos de infraestrutura do Brasil. Já estão no país o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, os ministros da Justiça, Alexandre de Moraes, do Meio Ambiente, Sarney Filho, e o de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não está na comitiva que acompanhou o presidente. Ele chega amanhã e participa do almoço que o Temer fará com empresários e investidores para falar do programa de concessões, na quarta-feira.

Já o ministro das Relações Exteriores, José Serra, chegou no sábado e reuniu-se ontem com representantes do Canadá e Mercosul. Para mostrar o programa de concessões, Moreira Franco e outros ministros têm reuniões a partir de hoje com representantes de bancos.

O Citigroup também organiza evento com mais de 30 investidores e gestores de recursos, no hotel onde Temer está hospedado, o elegante Plaza Athénée. Hoje à tarde, Temer participa de entrevista à imprensa e falará sobre o programa de concessões anunciado na semana passada.

Antes do almoço na quarta-feira, Temer e os ministros terão encontro com empresários e presidentes de empresas. Em seguida, ele fará discurso em que deve destacar o ajuste na economia brasileira, principalmente o fiscal, e o programa de concessões. O objetivo do governo é tentar atrair capital externo para projetos no Brasil em áreas como aeroportos, estradas e ferrovias.

Na semana passada, Moreira Franco disse que o objetivo dos encontros é mostrar que o ambiente no Brasil mudou. “Temos a absoluta consciência de que a credibilidade do País, tanto interna quanto externamente, estava muito ruim, a confiança péssima e sobretudo a segurança”. Segundo ele, não havia previsibilidade de como eram as regras e quando as regras mudavam. “Havia intervenção do governo por forças ideológicas equivocadas que agrediam a própria lógica das coisas, como querer fixar uma taxa de retorno e tarifas artificiais.”

O Estado de S.Paulo – 19/09/2016

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Acordo de UE com Mercosul deve sair em 2 anos, diz Serra

Os chanceleres dos países do Mercosul, exceto a Venezuela, aprovaram ontem, em Nova York, uma declaração conjunta para tentar destravar o acordo entre o bloco e a União Europeia (UE). José Serra, ministro das Relações Exteriores do Brasil, disse ter saído otimista da reunião e acreditar que um acordo com os europeus pode ser concluído em até dois anos.

— Aprovamos uma declaração que faz uma exortação à União Europeia para que prossiga, que dê mais agilidade de negociação com o Mercosul — afirmou Serra, salientando que essa nota pode ser considerada como um passo para o acordo entre os dois grupos: — Queremos acelerar (as negociações entre os dois grupos) em outubro. Mas é algo para um ano e meio ou dois anos (a conclusão do acordo).

Serra, que está em Nova York para a Assembleia Geral da ONU, afirmou que o documento seria importante para os europeus, de acordo com o ministro espanhol de comércio, com quem Serra se encontrou em Brasília. O Uruguai, segundo o ministro, vai “pilotar” as negociações com a UE.

ACORDO EQUILIBRADO E AMBICIOSO
O chanceler brasileiro lembrou que os países ratificaram a declaração, divulgada no início da semana passada, que determina que o Mercosul seja administrado por uma comissão dos países, e não pela Venezuela. Seria a vez de o país de Nicolás Maduro assumir a presidência do grupo, mas Brasil, Argentina e Paraguai se opuseram por causa da situação política venezuelana. Serra disse que isso não foi tratado na reunião dos chanceleres, convocada pelos argentinos.

Os chanceleres de Argentina, Susana Malcorra; Brasil, José Serra; Paraguai, Eladio Loizaga; e Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, reunidos em Nova York, examinaram a agenda de negociações comerciais externas do bloco.

“Nesse sentido, (os países do Mercosul) conclamam os países da UE a reforçarem seu engajamento no processo de negociação em curso”, afirmou a nota assinada pelos quatro países, que fala ainda da expectativa por “um acordo equilibrado, ambicioso e abrangente”.

O que os chanceleres querem é avançar numa negociação que começou em 1999. O objetivo do grupo, agora, é dar prioridade para o acordo com os europeus, aproveitando o alinhamento do bloco após as trocas de governo no Brasil e na Argentina.

Segundo a fonte ouvida pelo GLOBO, uma das grandes expectativas de avanço nas negociações é a reunião do Comitê de Negociações Birregionais (CNB) em Bruxelas no próximo mês.

O Globo – 19/09/2016

Redação On setembro - 19 - 2016
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