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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Brasil conta com alta gradual de taxas nos EUA

O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não deve subir agora a taxa básica de juros nos Estados Unidos e o processo de ajuste da principal taxa de referência da economia mundial deve ser gradual, sem grandes impactos negativos para a economia brasileira. A avaliação foi feita ao Valor por uma fonte da área econômica que acredita que a autoridade monetária poderá fazer algum ajuste para cima na taxa até o fim do ano.

Na próxima semana, o comando do BC americano decidirá a taxa básica, atualmente fixada em 0,25% a 0,5% ao ano.

De acordo com esse interlocutor, as indicações são de que os principais bancos centrais do mundo – Fed, Banco Central Europeu e Banco do Japão – continuarão agindo de forma relativamente coordenada, o que reforça o cenário de gradualismo.

“É muito difícil que um deles tome direção oposta aos demais”, afirmou a fonte, acrescentando que o BC japonês ainda dá sinais de que pode avançar na flexibilização monetária e que recentemente o BCE deu destaque para a economia gerada no gasto com juros por conta da política monetária.

Na visão da área econômica, contudo, o fator mais importante a determinar os rumos da política monetária americana é a inflação, que ainda não estaria na “zona de desconforto” para as autoridades locais. Além disso, explica, apesar de o crescimento econômico estar se intensificando, os Estados Unidos ainda não estão em ritmo acima de seu potencial e a queda do desemprego tem ocorrido sem pressão exacerbada nos salários. “Por isso, não deve haver um movimento de ajuste muito forte em curto espaço de tempo”, diz.

O governo considera que a economia brasileira está em uma trajetória que permitirá lidar sem maiores transtornos com a nova realidade monetária internacional que gradualmente será implantada. A avaliação é que os avanços na agenda de medidas e reformas, em especial a proposta de emenda constitucional (PEC) dos gastos, fortalecerão o país. “Se as coisas evoluírem na direção que estamos vendo, isso trará uma fortaleza para os fundamentos da economia brasileira, ajudando a absorver choques”, afirma.

Mesmo em um improvável cenário de estresse, com alta rápida e acentuada dos juros americanos, a fonte do governo avalia que o Brasil tem algumas defesas importantes. As reservas internacionais, atualmente na casa dos US$ 376 bilhões, são um deles. A própria política fiscal, que estará em campo contracionista no ano que vem, também é mencionada como fator importante. Outro elemento é o fato de a maior parte da dívida pública estar nas mãos de investidores nacionais.

“Em um cenário pouco provável de alta mais arrojada dos juros [americanos], o Brasil terá condições de navegar nas águas turbulentas”, afirma a fonte.

O governo também considera um ponto forte o baixíssimo déficit na conta corrente do balanço de pagamentos, que o mercado projeta em US$ 15 bilhões para este ano e que será financiado com sobra pelos US$ 65 bilhões esperados de investimento estrangeiro direto.

De qualquer forma, a área econômica também espera que uma elevação dos juros americanos só acontecerá se o ambiente econômico estiver bem, o que gera “externalidades positivas” para o Brasil, que pode exportar mais para a maior economia do mundo. “Se houver alta, é porque os Estados Unidos estão crescendo muito, importando muito, e esse tende a ser um cenário que ajuda o Brasil a exportar”, diz.

Para essa fonte, se estiver correta a tese de que os juros neutros nos Estados Unidos estão estruturalmente mais baixos, o Brasil pode se beneficiar da captação de recursos baratos em dólar. Por outro lado, é um sintoma de menor crescimento estrutural naquela economia, o que não seria bom.

Valor Econômico – 19/09/2016

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Para Santander, indícios de estabilidade estão mais disseminados

Os sinais de estabilização da atividade econômica ainda estão mais concentrados na indústria, mas outros setores, como as vendas nos supermercados e alguns segmentos do ramo de serviços, também parecem ter parado de piorar. Essa é a avaliação de Rodolfo Margato, economista do Santander, com base no Índice de Difusão da Atividade Econômica construído pelo banco.

O indicador, que bateu em 30% em outubro do ano passado, nível mais baixo da série histórica, mostrou melhora gradativa desde o início de 2016 e superou a média histórica nas últimas duas leituras, ao ficar em torno de 55%.

O índice de difusão se baseia em um amplo conjunto de variáveis, como produção de aço, de veículos, venda de móveis, massa salarial real e demanda por crédito. Segundo Margato, o indicador mostra boa correlação com a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) e, por isso, respalda a avaliação do banco de que o ciclo recessivo está chegando ao fim.

No terceiro trimestre, o Santander projeta pequena queda do PIB, de 0,3% em relação aos três meses imediatamente anteriores. A intensidade da recuperação da confiança, porém, tem se mostrado um pouco mais forte do que o banco antecipava, o que levou o Santander a revisar a estimativa de PIB para 2016, de queda de 3,7% para recuo de 3,3%.

Nesse novo ciclo, afirma Margato, o segmento de bens de capital deve ter papel bastante relevante. Depois de dez trimestres de recuo, o investimento parece se recuperar. O consumo aparente de máquinas e equipamentos, por exemplo, subiu 7,8% no trimestre encerrado em julho.

A indústria como um todo deve sair na frente. Nesse ramo, o Índice de Difusão do Crescimento alcançou 67% em julho, significativamente maior do que observado em janeiro (28,2%) ou um ano atrás (22,3%).

Não só a redução da demanda doméstica está perdendo fôlego, nota o economista, mas a indústria tem conseguido recuperar mercados fora e dentro do país. O coeficiente de exportação da indústria, segundo o Santander, aumentou 2,5 pontos desde o começo do ano, para 22,3% em julho, enquanto a penetração das importações no mês ficou no menor nível desde meados de 2010. Não à toa, o banco lista como um dos principais riscos para seu cenário de recuperação da atividade um período prolongado de valorização do real em relação ao dólar.

O banco ainda nota acomodação em alguns ramos do setor de serviços, como informação e comunicação e àqueles prestados às empresas. No entanto, “pontos de virada na economia costumam ser marcados por sinais desiguais entre os setores produtivos”, afirma Margato. A construção civil e as vendas de bens duráveis, fortemente impactadas pelas restrições de crédito e piora do mercado de trabalho, só devem retomar crescimento em meados de 2017, diante da expectativa de queda da taxa de juros e fim do ajuste no emprego.

O cenário para a política monetária é um dos principais riscos para sua estimativa de PIB brasileiro no ano que vem, de crescimento de 2%. O Santander estima Selic de 10% ao ano ao fim de 2017, mas o afrouxamento pode ser mais lento que isso, alerta Margato.

Valor Econômico – 19/09/2016

Redação On setembro - 19 - 2016
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